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E NVIRONNEMENT D ’ UN ALGORITHME

Dans le document ALGO Ch 1 – Introduction (Page 3-0)

Apesar de esse cenário vir mudando substancialmente, ainda tem sido comum observarmos professores que, após a sua formação acadêmica, ficam estagnados no tempo e no espaço, não se atualizando sobre novas teorias, sobre os novos métodos de ensino. Muitas vezes, o professor não atenta para os recentes paradigmas inseridos nas políticas educacionais, ou seja, não refletem mais sobre sua prática pedagógica e, ficando nessa espécie de inércia, terminam por trazer muitos prejuízos à aprendizagem dos alunos por acreditarem, erroneamente, na atemporalidade do ensino. Para reverter esse quadro, acreditamos que uma das formas de reflexão é, sem dúvida, com a pesquisa.

Para Lakatos; Marconi (2010, p.139) a pesquisa “é um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais”. Assim, na condição de pesquisadores, mas antes de tudo na qualidade de professores preocupados com a melhoria na qualidade do ensino, acreditamos que devemos tratá-lo com mais cientificidade, interpretando a realidade da sala de aula, renovando ou construindo novos conhecimentos na prática de ensino e da aprendizagem.

Aproveitando a ideia a pouco enunciada sobre nossa atuação neste trabalho na condição de professor-pesquisador/pesquisador-professor, é que nos enseja caracterizarmos nossa pesquisa, levando em conta os procedimentos técnicos, como uma pesquisa-ação. Essa técnica é caracterizada da seguinte forma:

A pesquisa ação é um tipo de investigação social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo (THIOLLENT, 2011, p. 20).

Acreditamos que essa modalidade de pesquisa é mais adequada pelas novas propostas da educação, muito atreladas à reflexão do ensino e à interação entre os partícipes. Isto é, devido à atual configuração da escola, o ambiente da sala de aula com formas de participação e cooperação que caracterizam a relação aluno-professor-aluno bem como as inter-relações entre os colegas de classe, as técnicas de ensino mais criativas e a flexibilização de métodos de ensino que buscam uma maior interação em prol de soluções individuais e/ou coletivas.

Dessa forma, nosso trabalho com uma proposta para minimização ou superação de erros ortográficos é perfeitamente desenvolvido utilizando a pesquisa-ação, pois ela “promove a participação dos usuários na busca de soluções aos seus problemas” como nos elucida Thiollent (2011, p. 20). É justamente a orientação que buscamos para o ensino – que nossos alunos sejam sujeitos ativos na busca do conhecimento.

Egg (1990 apud BALDISSERA, 2001, p. 7-8) aponta ser importante conceituar três itens para caracterizar melhor esse tipo de pesquisa:

Pesquisa ou investigação: é um procedimento reflexivo, sistemático, controlado e crítico que tem por finalidade estudar algum aspecto da realidade com o objetivo de ação prática;

Ação: significa ou indica que a forma de realizar o estudo já é um modo de intervenção e que o propósito da pesquisa está orientado para a ação, sendo esta por sua vez fonte de conhecimento;

Participação: é uma atividade em cujo processo estão envolvidos os pesquisadores como os destinatários do projeto, que não são considerados

objetos de pesquisa, mas sujeitos ativos que contribuem no conhecer e no transformar a realidade em que estão inseridos.

Definidos esses três pontos e relacionando-os com a nossa proposta de trabalho com a ortografia, temos uma pesquisa/investigação que procede a verificar os problemas que nossos alunos têm com a escrita ortográfica em que buscamos a minimização ou superação dessas dificuldades; para isso, foi necessária uma ação, que é exatamente nossa intervenção, desenvolvida não unilateralmente pelo professor, mas de forma participativa e interativa entre os envolvidos no processo a qual detalhamos no quinto capítulo.

Numa pesquisa, há duas formas de abordarmos um problema: podemos investigá-lo de uma maneira mais mensurável ou fazer uma abordagem mais subjetiva. Em nossa pesquisa, optamos por trabalhar com essas duas perspectivas, ou seja, fizemos uma abordagem mista com aspectos quantitativos e qualitativos por acharmos que dar uma maior abrangência ao que propomos este trabalho.

A pesquisa quantitativa, segundo Souza et al (2007, p. 39), é aquela a qual “considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações

para classificá-las”. Essa modalidade foi importante, especificamente para a avaliação diagnóstica inicial, por nos dar uma visão geral de quais tipos de erros os alunos mais cometem. Dessa forma, classificados e interpretados esses dados, pudemos agir e formular propostas de intervenções individuais ou coletivas com o intuito de amenizar ou suplantar os erros ortográficos dos alunos.

Já a pesquisa qualitativa “considera que há uma dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável que não pode ser traduzido em números”. (SOUZA ET AL, p. 39). O trabalho com a pesquisa qualitativa também é importante, principalmente por se tratar da intepretação do objeto em estudo. Nossa intenção foi muito mais além de saber simplesmente quais erros nossos alunos cometeram. Sobre a pesquisa qualitativa, Gerhardt e Silveira (2009, p.32) dizem:

Os pesquisadores que utilizam os métodos qualitativos buscam explicar o porquê das coisas, exprimindo o que convém ser feito, mas não quantificam os valores e as trocas simbólicas nem se submetem à prova de fatos, pois os dados analisados são não- métricos (suscitados e de interação) e se valem de diferentes abordagens.

Desse modo, centramos nossa proposta no que diz a citação anterior – analisar a ortografia dos nossos alunos; para isso, requereu uma postura mais subjetiva do professor- pesquisador, tanto na hora de compreender o que leva os alunos a cometerem mais certos parâmetros de erros do que outros, bem como que os leva a tais erros e também quais estratégias podemos usar no processo de ensino para minimizar ou superar esses problemas. Logo, para fazer isso, só por meio da pesquisa qualitativa.

Vistas essas questões, achamos por bem utilizar as duas abordagens porque não são se anulam, mas antes, quando utilizadas juntas, permitiu-nos fazer uma análise mais completa do nosso objeto em questão. Assim, os dados quantitativos serviram de suporte para os qualitativos, pois, sem aqueles, não seria possível realizarmos esses.

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