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4. Numerical experiments

4.1. Numerical illustrations

DE ÍONS CO (II)1

Silva1, G.L. P. e; Oliveira, A. E. de2; Soares, M. H. F. B2 1

Trabalho realizado com o apoio da FUNAPE e CNPq

2

Bolsisita,estudante daEscola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, Universidade Federal de Goiás (UFG), Caixa postal 131, 74001-970 Goiânia- GO. [email protected]

3

Bolsista, estudante doInstituto de Química, UFG. [email protected]

Palavras-chave: análise de superfície de resposta, Cobalto (II), sistema ternário

INTRODUÇÃO

O cobalto participa como cofator de enzimas importantes ao metabolismo do Nitrogênio, em plantas dependentes da fixação

biológica do N2, como no caso da soja. A quantidade de Co

2 +

exigido pelas plantas é diminuta, e a sua quantificação analítica exige métodos sensíveis e de baixo limite de detecção, que é o caso da extração por sistema ternário de solventes, (VIDOR, 1998).

Na extração por fase única, o Cobalto é extraído com PAN (quelante), no processo de formação de uma fase líquida (FU) formada por água – etanol – clorofórmio. Pelo excesso do solvente aquoso ocorre a separação em uma fase aquosa (FA) e uma fase orgânica (FO), rompendo-se o equilíbrio e extraindo-se o complexo formado, que fica na fase orgânica, que é em seguida , quantificado por

espectrofotometria no visível (λ=580 nm), (SILVA, 1992).

Condições ótimas de extração e/ou determinação de íons Co(II) com PAN no sistema água-etanol-clorofórmio para fins de estudos em alimentos podem ser obtidas empiricamente. Uma generalização da metodologia obtida só poderá ser alcançada se conhecermos quimicamente o sistema; tendo-se por finalidade a obtenção das condições ótimas para a quantificação de Co(II) em folhas de soja nesse sistema ternário, usando um planejamento centróide simplex, (BARROS NETO, 2001; SPENDLEY, 1962).

O mapeamento de três variáveis de concentração em função do pH e a metodologia de analise de superfície de resposta pode ser feito por modelo cúbico especial para a otimização e uma maior extração do íon Co(II), (STARY, 1964).

MATERIAL E MÉTODO

Preparou-se soluções aquosas para as concentrações de CoSO4 à 1,5

e 10 mg/L nos pHs 2-3, 6 e 8-9,5.

Em seguida fez-se sete experimentos, utilizando o planejamento centróide simplex (Tabela 1) nos pHs 2-3, 6 e 8-9,5 para as

concentrações de CoSO4 à 1,5 e 10 mg/L.

Tabela 1. Planejamento centróide simplex para o sistema ternário: água, etanol

e clorofórmio

Ponto (i) Solução CoSO4 (x1) Etanol (x2) Clorofórmio-PAN (x3)

1 1 0 0 2 ½ ½ 0 3 0 1 0 4 0 ½ ½ 5 0 0 1 6 ½ 0 ½ 7 1/3 1/3 1/3

A partir das absorvâncias das misturas obtidas à 580nm , utilizou-se o modelo cúbico especial (equação 1) para a obtenção da superfície de

resposta da extração de íons Co2+ em função das composições dos

solventes. 3 2 1 123 3 2 23 3 1 13 2 1 12 3 3 2 2 1 1

x

bx

bx

b

xx

b

xx

b

x

x

b

xx

x

b

y=

+

+

+

+

+

+

(Equação 1),

Onde y representa as absorvâncias encontradas;

b

1

,b

2

,b

3

,b

12

,b

13

,b

23 e

123

b

são os parâmetros do modelo, e

x

1

, x

2e

x

3 as composições dos

componentes 1, 2 e 3 ( no caso: solução de CoSO4 , etanol e

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A leitura das absorções referentes as misturas nos pHs 2-3, 6, 8-

9,5 nas concentrações de CoSO4 de 1, 5 e 10 mg/L encontram- se

Tabela 2.

Tabela 2. absorvâncias médias das misturas do planejamento centróide

simplex à 580nm nas concentrações de CoSO4 à 1, 5 e 10mg/L

pH 2-3 pH 6 PH 8-9.5

Ponto

Abs1 Abs2 Abs3 Abs1 Abs2 Abs3 Abs1 Abs2

1 0,0000 0,0000 0,0000 0,0465 0,0020 0,00945 0,0000 0,0000 2 0,0015 0,0005 0,0020 0,0105 0,0035 0,0115 0,0005 0,0005 3 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 0,0000 4 0,0575 0,0575 0,0575 0,0575 0,0575 0,0575 0,0575 0,0575 5 0,0505 0,0505 0,0505 0,0505 0,0505 0,0505 0,0505 0,0505 6 0,0255 0,0605 0,0290 0,1245 0,0996 0,1455 0,0285 0,0195 7 0,0510 0,0570 0,0470 0,2050 0,1250 0,2455 0,0485 0,1015 1

Quando utilizada solução de CoSO4 na concentração de 5mg/L 2

Quando utilizada solução de CoSO4 na concentração de 10mg/L 3

Quando utilizada solução de CoSO4 na concentração de 1mg/L

A partir desses resultados foram obtidas curvas para as superfícies de resposta. As curvas em pH 6 nas concentrações de 1 e 5 mg//L de

CoSO4, constam nas figuras 1 e 2.

Fig. 1. Superfície de resposta em

pH 6 à 1mg/L de CoSO4.Gráfico da

absorvância em função de x1 ,x2

ex3 (Solução de CoSO4, etanol e

clorofórmio-PAN. respectivamente).

Fig. 2. Superfície de resposta em pH 6

à 5mg/L de CoSO4.Gráfico da

absorvância em função de x1 ,x2 ex3

(Solução de CoSO4 , etanol e

Com base nas superfícies de resposta obtidas, verifica-se que em pH ácido, ou básico, ocorre um deslocamento do pico de maior absorção. Observa-se também que ocorre um decréscimo significativo dos valores de absorvância referentes ao complexo Co(II)-PAN quando se muda tanto a faixa de pH, quanto a quantidade do analito a ser extraído. Desse modo, a condição ótima de análise ocorre quando os três solventes apresentam a mesma proporção na mistura, ou seja 1:1:1, em pH neutro, como pode ser verificado na Figura 1, acima.

A condição ótima para a extração de Co(II) é diferente da encontrada na literatura. Essa última caracteriza-se pela análise em uma região acima da curva binodal (fase única), o que, de acordo com a superfície apresentada, não representava o valor real do analito.

CONCLUSÕES

Por meio de um planejamento estatístico do modelo cúbico especial, a condição ótima para a determinação de íons Co(II) em sistema ternário (água-etanol-clorofórmio) ocorre quando os três solventes apresentam a mesma proporção na mistura, ou seja, 1:1:1, em pH neutro; diferentemente do proposto na literatura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARROS NETO, B.; SCARMINIO, I. S., BRUNS, R. E.Como fazer

experimentos: pesquisa e desenvolvimento na ciência e na indústria, Editora da

Unicamp, 2001.

SILVA, J. F. da, MARTINS, J. W.; Talanta, 39,1307, 1992. SPENDLEY, W., HEXT, G. R. Chemometrics 4, p 441-461,1962.

STARY, J.; The Extraction of Metals Chetales; Pergamon Press; Oxford, P 88,1964.

VIDOR, C.; PERES, J. R. R.; In Enxofre e Micronutrientes na Agricultura

Brasileira; XVIII Reunião Brasileira de Fertilidade do Solo; Londrina, p. 38,

PARASITISMO DE Encarsia sp. EM NINFAS DE MOSCA BRANCA,

Bemisia tabaci, BIÓTIPO B

Beltrão, D.S.1,2; Quintela, E. D.2 e Lemes, A. C. O.1,2 1

Bolsista SECTEC/CNPq/Embrapa Arroz e Feijão, Rod. Goiânia a Nova Veneza, Km 12 75375-000 Santo Antônio de Goiás-GO.

daniellebeltrã[email protected]

2

Pesquisadora,Embrapa Arroz e Feijão

Palavras-chave: homoptera, doenças viróticas, hospedeiro

INTRODUÇÃO

A mosca branca é um inseto sugador pertencente à ordem Homoptera e família Aleyrodidae representada em vários gêneros, sendo um inseto polífago que se reproduz em mais de 300 hospedeiros (Mizuno & Boas, 1997). A espécie Bemisia tabaci é umas das principais pragas de diversas culturas, causando sérios danos econômicos devido à transmissão de doenças viróticas. O dano direto, pela sucção da seiva da planta, induz o crescimento de fungos saprófagos (fumagina) que levam a diminuição da atividade fotossintética da planta (Quintela, 2002).

Dos parasitóides de Bemisia encontram-se microhimenópteros da família Aphelinidae, com representantes em vários gêneros, dentre estes o do gênero Encarsia que parasita preferencialmente ninfas do 3º e início do 4º ínstar (Quintela et al., 1992). No Brasil, a prospecção e avaliação de inimigos naturais de Bemisia nas diferentes culturas e ervas daninhas, ainda está se iniciando (Oliveira & Návia, 1999). A partir de 2002, foram iniciados levantamentos para avaliar o nível de parasitismo de Encarsia sp. em ninfas de mosca branca Bemisia tabaci Biótipo B em plantas hospedeiras em casa telada e em campo.

MATERIAL E MÉTODOS

Em casa telada, destinada à criação de mosca branca, na Embrapa Arroz e Feijão, foram coletadas semanalmente dez folhas de fava,

Phaseolus lunatus, e dez folhas de soja, Glycine max, ao acaso, na

parte inferior das plantas. As contagens dos insetos parasitados foram realizadas com um microscópio estereoscópio numa área de dois cm de diâmetro no centro da face abaxial da folha. Para a manutenção da criação massal de mosca branca, foram feitas pulverizações da Abamectina 18 CE quando a população de Encarsia sp. estava alta.

No campo, a coleta foi realizada no leiteiro, Euphorbia heterophyla, trapoeraba, Commelina benghalensis, picão grande, Blainvillea sp. e guanxuma, Sida rhombifolia. O parasitismo foi avaliado em 30 folhas de cada espécie retiradas da parte inferior das plantas.

RESULTADOS

Em casa telada, o parasitismo de Encarsia sp. em ninfas de mosca branca foi maior na fava do que na soja, na maioria das amostragens (Figura 1). O menor índice de parasitismo deve ter sido devido a maior quantidade de tricomas presentes na epiderme das folhas da soja. Oliveira & Návia, 1999 observaram que o parasitismo de ninfas de mosca branca por Encarsia formosa foi menor nas folhas de cultivares de melão com maior número de tricomas. Os tricomas interferem na procura do parasitóide pela praga, diminuindo assim o parasitismo. A população de parasitóides reduziu significativamente após pulverização de abamectina, mas após duas semanas, o parasitismo retornava ao nível observado antes da pulverização (Figura 1).

No campo, o parasitismo foi maior no leiteiro na maioria das datas. A maior taxa de parasitismo, foi observada em 18 de setembro de 2002 (18,2%) no leiteiro e 21,8% no picão grande (Figura 2a). Quando somente o leiteiro foi avaliado a taxa de parasitimo em ninfas de mosca branca em 2003, foi maior nos mês de outubro de 2003 e de março a julho de 2004 com índices variando entre 40% a 60% (Figura 2b).

Observaram-se maiores níveis de parasitismo em épocas mais secas, com baixa precipitação pluviométrica, sugerindo que chuvas e alta umidade relativa do ar podem afetar o afelinídeo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MIZUNO, A.C.R; BÔAS, G.L.V. 1997. Biologia da mosca branca (Bemisia

argentifoli) em tomate e repolho. Brasília: EMBRAPA – CNPH, 1997.

PESQUISA em andamento, 2 5 p.

OLIVEIRA. M.R.V. & D. NÁVIA. 1999. Prospection and evaluation of natural enemies of Bemisia tabaci (Biotype B). National Research, Action, and

Technology Transfer Plan, 1997-2001: Second Annual Review of the Second 5- Year Plan. Eds.: Henneberry, T.J. and R.M.Faust. Albuquerque, New Mexico, January 31-February 2, 1999. U.S. Department of Agriculture, 1999-01, 195 pp. QUINTELA, E.D.; SANCHEZ, S.E.M.; YOKOYAMA, M. 1992. Parasitismo de

Encarsia sp. (Hymenoptera: Aphelinidae) on Bemisia tabaci (Gennadius, 1889)

QUINTELA, E. D. 2002. Manual de identificação dos insetos e outros

invertebrados pragas do feijoeiro. Documentos 142, Embrapa Arroz e Feijão, Santo Antônio de Goiás, GO. 51 p.

Fig. 1. Porcentagem de ninfas de mosca branca parasitadas por Encarsia sp. em

folhas de soja (Glycine max L.) e fava (Phaseolus lunatus L.) em casa telada.

Data 18-09-02 2-10-02 18-10-02 01-11-02 13-11-02 02-12-02 18-12-02 07-01-03 22-01-03 07-02-03 25-02-03 14-03-03 Ninfas Parasitadas (%) 0 5 10 15 20 25 Leiteiro Picão Grande Trapoeraba Guanxuma Data 01/03/03 01/04/03 01/05/03 01/06/03 01/07/03 01/08/03 01/09/03 01/10/03 01/11/03 01/12/03 01/01/04 01/02/04 01/03/04 01/04/04 01/05/04 01/06/04 01/07/04 01/08/04

Ninfas de mosca branca parasitadas (%)

0 10 20 30 40 50 60 Leiteiro A B

Fig. 2. a) Ninfas de mosca branca Bemisia tabaci parasitadas (%) por Encarsia

sp. em folhas de plantas invasoras de leiteiro, trapoeraba, picão grande e guaxuma. b) Ninfas de mosca branca Bemisia tabaci parasitadas (%) por

Encarsia sp. em leiteiro.

Data

26/08/02 16/09/02 07/10/02 28/10/02 18/11/02 09/12/02 30/12/02 20/01/03 10/02/03 03/03/03 24/03/03 14/04/03 05/05/03 26/05/03 16/06/03 07/07/03 28/07/03 18/08/03 08/09/03 29/09/03 20/10/03 10/11/03 01/12/03 22/12/03 12/01/04 02/02/04 23/02/04 15/03/04 05/04/04 26/04/04 17/05/04 07/06/04 28/06/04 19/07/04 09/08/04

Ninfas de mosca branca parasitadas (%) 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Soja Fava 09/09 25/09 27/09 01/10 23/10 a b a 13/12 03/01 14/01 26/02 a a a a b a a b a a a a a a a a a a a a a a a a b a a a b a a a a a b a a a a a a b a a a a a a a a a a a a a b b a a a a b b a a a a a a a a a a a b a a b b b a b b b b b b b a a a 17/04 20/06 19/08 16/09 30/09 10/10 02/11 02/01 b b b b a a b a a a a a a a

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