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Numerical experiment: Pricing of an Asian option

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John Maynard Keynes (1883-1946) é considerado como um dos fundadores do Welfare State (Estado de Bem-Estar), um modelo de estado intervencionista cujo objetivo está na correção dos problemas do mercado. O britânico viveu a expansão do capitalismo, crises político-econômicas e as duas grandes guerras mundiais; e dedicou-se a enfrentar e superar a crise do capitalismo.

A partir de uma reflexão não ortodoxa (como chamava o liberalismo clássico), Keynes se deteve em estudar possibilidades de superação para o cenário de subconsumo, a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com ênfase a crise gerada pela depressão de 1929. O pragmatismo da proposta de Keynes apontou para a necessidade de o Estado intervir em períodos de crise, aumentando o investimento público (gerando assim déficit fiscal), gerando aumento do consumo, das taxas de lucro e a instituição do pleno emprego.

Keynes se posicionou fortemente contrário à poupança e todas as formas de investimento que não estivessem diretamente aplicados no consumo ou na produção, isto é, investimento improdutivo.

Em seu entendimento, o Estado deveria intervir na economia, reduzindo juros, estimulando o consumo, aumentando o capital em circulação e, consequentemente, reduzir incertezas e estimular as expectativas de lucro. Para Keynes, esse tipo de intervenção seria favorável à economia uma vez que, além de estimular o consumo, incentivaria o capitalista a transferir recursos para as atividades produtivas e multiplicar as rendas.

Para o economista britânico, um país não deveria enriquecer apenas quando os indivíduos não poupassem e gastassem seus rendimentos em consumo – o que ele nomeava de ato negativo, e sim, no ato positivo de usar os valores poupados no aumento das reservas de capital do país.

De acordo com ele, “não é o avaro que se torna rico, mas o que aplica seu dinheiro em investimento frutífero. O objetivo de concitar o povo a poupar destina-se a criar a capacidade de criar casas, estradas e assim por diante” (1985, p. 311). O chamado entesouramento – dinheiro guardado e não investido em produção – seria o responsável pelo desemprego e pela redução da produção, o que justificaria a intervenção estatal.

Keynes foi estimulado pela depressão no capitalismo para defender essa intervenção do Estado. Suas propostas substituiriam a mão invisível do mercado, de Adam Smith17 – que, segundo Mészáros (2011, p. 150) “atribuía aos capitalistas individuais o controle operacional satisfatório de sua parte no sistema [capitalista]”– e o laissez-faire, do pensamento liberal clássico. As propostas de Keynes, uma vez que não constituem uma teoria sobre o Estado, estimulavam a lógica de incentivo ao investimento na atividade produtiva e, dessa forma, buscava estimular a geração de empregos, aumentar a renda e impulsionar o consumo.

Suas propostas de intervenção econômica só se constituíram como políticas de governo, após a Primeira Guerra Mundial, numa articulação entre o Partido Liberal – do qual era membro – e do governista Partido Laborista. Essa articulação com o laborismo e a intervenção na economia pelo Estado fizeram com que, erroneamente, Keynes fosse apontado

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Adam Smith desenvolveu uma teoria econômica que, posteriormente, sofreu ajustes de outros economistas liberais clássicos, especialmente David Ricardo, além de Nassau Senior e J.B. Say. Essa doutrina pregava uma economia composta por inúmeras pequenas empresas, como forma de impedir que um grande empresa tivesse influência sobre os preços nem a quantidade de mercadorias comercializadas. “Cada empresa norteava suas decisões pelas preferências manifestadas pelos consumidores no mercado, e pela concorrência movida por inúmeras outras pequenas empresas”, segundo Hunt e Sherman (2010, p. 126).

como socialista e antiliberal. De acordo com Montaño e Duriguetto (2011, p. 58-59, grifo do autor), “nada disso tem fundamento. Keynes é um típico pensador e político liberal, comprometido com os interesses da burguesia: é um lorde inglês [...], membro do Partido Liberal e que declarou explícita e firmemente sua filiação à alta burguesia [...] e aos interesses do capital”.

Ainda de acordo com esses autores, o pensamento e a ação política de Keynes influenciaram toda uma época. Seus postulados serviram de referência para o Relatório Beveridge (1942) – de autoria do Sir William Beveridge, organizava a Seguridade Social, e redefinia o Estado com o papel de provedor.

O Plano Keynes (1943) foi apresentado como solução para o reestabelecimento da autoridade monetária internacional. Rejeitado nesse momento, foi adotado no ano seguinte, na Conferência Internacional Monetária de Bretton Woods, na cidade norte-americana de New Hampshire, quando Keynes presidia a delegação britânica. O evento foi marcado ainda pela celebração de acordos e a criação de instituições internacionais, como o BIRD (Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento), posteriormente dividido em Banco Mundial e Banco para Investimentos Internacionais e o FMI (Fundo Monetário Internacional). Em 1946, ano de sua morte, o governo Truman, nos Estados Unidos, transformou em lei a intervenção do Estado na garantia do pleno emprego, assegurado por empréstimos e investimentos em obras públicas. A influência dos postulados keynesianos foram fundantes do Estado de Bem-Estar Social (Welfare State), com o planejamento estatal e o Estado interferindo nos problemas do mercado.

Embora a política proposta por Keynes tenha auxiliado o capitalismo na crise do pós- Segunda Guerra Mundial, com o aumento da demanda, dos postos de trabalho e com o estímulo ao investimento produtivo, em longo prazo, essa política levou ao aumento da inflação e ao déficit fiscal.

De acordo com Mészáros (2011, p. 175-176, grifo do autor):

os apologistas do capital gostam [ainda hoje] de citar o dito keynesiano: „a longo prazo, estaremos todos mortos‟ – como se esse tipo de frívola despreocupação como o futuro resolvesse a questão. No entanto, a verdade é que, devido à sua necessária negação do futuro, o sistema do capital está encerrado no círculo vicioso do curto prazo.

A inflação alta e o déficit fiscal do Estado são toleráveis em um curto prazo, mas insustentáveis em longo prazo. Embora os postulados de Keynes tenham promovido um período de crescimento econômico, o capitalismo mergulhou em uma nova crise,

experimentando um novo período de recessão, no círculo vicioso ao qual Mészáros faz referência.

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