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3. TECHNOLOGICAL OPTIONS

3.1. Nuclear instrumentation

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. Entrevista concedida por Marcos Pereira Braz - Artista solista a pesquisa em dez. 2010.

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Não incluímos fotos do artista visto que o mesmo não possui acervo pessoal.

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Com base no questionário e entrevista aplicados aos grupos e artistas independentes de dança em Aracaju, podemos detectar que entre o total dos artistas foram encontrados apenas dois grupos que já foram apoiados por Lei de Incentivo, a maior parte investe recurso próprio nas suas produções. Como, em sua maioria, os grupos não possuem esses recursos necessários, a produção dos trabalhos é feita com pouco recurso, o que leva, também, à baixa qualidade de produção.

Muitos artistas, até o ano de 2008, conseguiam patrocínio e apoios da Secretaria de Estado da Cultura, através do conhecido “apoio de balcão”. Contudo, a partir da nova gestão (2009-2010), esses apoios diminuíram devido à nova política de fomento da Secretaria, que não concorda com esse tipo de apoio. A política de cultura do estado é o investimento através de programas que afirmam promover a cultura de maneira “global”, ou seja, uma cultura, supostamente, de acesso a todos e programas paliativos chamados de oficinas de dança, teatro e circo, com a ideia de que será possível através de oficinas oferecerem formação aos artistas, contudo, para a Dança, sua política é de eventos.

Com relação à participação nos editais públicos, foi possível perceber que o fato de muitos artistas alegarem não ter concorrido a editais públicos demonstra que, além das dificuldades em cumprir os critérios dos editais, alguns ainda desconhecem a importância e o papel que possuem os editais públicos na organização e desenvolvimento da área de Dança. Não significando, com isso, que os editais sejam o único mecanismo de investimento e desenvolvimento da área, mas sim um importante suporte às políticas públicas para a Dança.

Embora exista algum tipo de apoio, poucos artistas de dança conseguem subsidiar suas produções. Com base na coleta de informações sobre as produções desses artistas é possível perceber que a maioria dos grupos e artistas independentes da dança cênica apresenta dificuldades semelhantes no que se refere ao apoio à manutenção dos grupos, o que leva os bailarinos a exercerem outras atividades para subsidiarem suas despesas, provocando a descontinuidade dos projetos e tornando difícil a profissionalização dos grupos. Esta é a principal reclamação dos diretores dos grupos e artistas locais, pois a maioria não desenvolve um trabalho mais profissional por não ter como pagar um salário fixo aos bailarinos, impedindo, dessa forma, a execução de um trabalho mais consistente, profissional e contínuo. Com a falta de investimento em manutenção, os grupos e artistas se

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esforçam para manter uma rotina fixa de trabalho com o corpo. Dos grupos e artistas independentes entrevistados a maioria possui pelo menos três encontros semanais com cronograma de trabalho definido.

Alguns dos artistas entrevistados chamam a atenção para a formação, alegando que antes de se investir em produção e circulação é necessário haver formação e busca por novos conhecimentos e novas informações. Ao longo dos anos, a formação da área de Dança em Aracaju deu-se através das academias, que somam um total de dezesseis82, onde são realizadas aulas de dança e espetáculos de final de ano.

A formação desses profissionais, hoje, acontece através dos workshops, oficinas e mini cursos realizados dentro das Mostras e Festivais na cidade, através de cursos em outros estados e, em nível de graduação, existe o curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal de Sergipe. Alguns integrantes dos grupos de dança da cidade também cursam Dança na Universidade Federal de Sergipe, o que reforça a preocupação com a formação em dança. O curso de Dança da UFS, a Semana Sergipana de Dança e os eventos com todos os equívocos promovem uma nova perspectiva à área.

Outra questão é a ausência de espaços próprios onde esses artistas possam desenvolver suas atividades, alguns fazem sistema de permuta, usando o espaço e dando aula de dança gratuita, como é o caso do grupo Cubos Cia de Dança. Existe, ainda, a falta de espaços públicos onde possam apresentar os trabalhos desenvolvidos, pois as opções de Teatro na cidade são restritas.

A cidade de Aracaju possui seis teatros83: o Teatro da Universidade Tiradentes (teatro particular com capacidade para 500 lugares), Teatro Juca Barreto, que fica dentro do Cultart está em reforma (teatro público – federal com capacidade para 150 lugares), o Complexo Cultural Lourival Batista (teatro público com capacidade para 150 lugares), o Teatro Professora Cândida Ribeiro, que fica no Centro de Criatividade (teatro público com capacidade para 110 lugares), Teatro Ateneu, que está fechado para reforma desde 2008 (teatro público com 940 lugares) e o Teatro Tobias Barreto (teatro público com capacidade para 1.328 lugares). O

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Existem 16 academias onde se ensina apenas Dança. Outras academias de ginástica que possuem aulas de Dança não foram consideradas na pesquisa.

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Fonte de pesquisa: <http://www.sec.se.gov.br/, http://www.proex.ufs.br/orgaos_pg.htm>. Acesso em: 30 de agosto de 2010.

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teatro Complexo Cultural Lourival Batista não possui uma estrutura adequada para as apresentações de dança, no que se refere aos equipamentos de som e iluminação, piso do palco etc., mas está prevista uma reforma em 2011.

O Teatro Tobias Barreto é o único espaço em condições de atender às necessidades de dança, porém, por ser um teatro muito grande, a pauta para artistas locais são três salários mínimos, dificultando, desta forma, as apresentações dos grupos, salvo quando é realizado algum evento patrocinado pelo estado ou prefeitura, ou, no caso da Cubos Companhia de Dança, que foi contemplada com edital público permitindo que fizessem a estreia do espetáculo nesse teatro. Isso faz com que o espaço de apresentação para os artistas locais sejam os eventos promovidos pelos próprios artistas e/ou pela prefeitura e estado. Os eventos organizados pelos artistas soam como uma „válvula de escape‟ para essas produções de dança desenvolvidas na cidade e no estado, e, sem os mesmos, seria ainda menor a visibilidade da dança na cidade.

Figura 13 - Gráfico sobre a circulação da produção dos grupos e artistas

independentes avaliados. Fonte: Elaborado pela autora.

Entre os nove grupos e artistas independentes participantes desta pesquisa, cinco deles já circularam fora do estado. A circulação dos trabalhos de dança desses grupos e artistas independentes ainda é um assunto a ser discutido. Como pode circular algo que ainda não consegue ser produzido com qualidade? Esta questão se manteve durante toda a pesquisa, levando-nos a entender que esses artistas precisam, primeiramente, de investimento em suas produções para, depois, discutirmos sobre a circulação.

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