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NUCLEAR DECOMMISSIONING STRATEGIES

Nos dois anos em que o experimento foi realizado, foi aplicado um questionário

on-line, no meio do segundo semestre, para aferir a opinião dos alunos em relação à

experiência, levando em consideração as suas dificuldades, limitações, críticas, entre outros aspectos44.

Em 2002, um maior número de alunos afirmou ter tido acesso a informações sobre EAD em comparação com os alunos do segundo experimento. No primeiro ano, a maioria dos alunos disse ter obtido essas informações através de jornal, revistas, televisão, internet, outras instituições de ensino, colegas ou professores da universidade. Já os alunos

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que em 2003 já tinham ouvido falar de EAD afirmaram ter tido acesso a essa informação em revistas, internet ou palestras.

Apesar de já terem ouvido falar de educação a distância, nos dois anos, a maioria dos alunos nunca tinha participado de uma experiência em EAD. Mesmo assim, é importante ressaltar que, em 2002, um número maior de alunos tinha experiência, em relação a 2003. Esses alunos disseram que tinham participado de cursos a distância via televisão ou internet.

Sobre sua expectativa em relação ao fato de a disciplina ser oferecida em formato semipresencial, diante das respostas registradas, observou-se que, nos dois anos, a maioria dos alunos nem imaginava como seria a experiência, mas tinha curiosidade em saber. Talvez este sentimento tenha sido o motivador inicial para um grande número deles ter acessado o ambiente de aprendizagem e participado das primeiras atividades propostas.

Os questionários foram aplicados no meado do segundo semestre. Neste momento, os alunos, tanto em 2002 como em 2003, disseram estar achando a experiência ótima ou boa. Entretanto, é importante destacar que, em 2002, um grupo maior de alunos (14,29%), da turma 002, disse que estava achando a experiência péssima.

Os alunos (dos dois anos) que estavam satisfeitos com a experiência disseram acreditar que a sua participação poderia ampliar as suas possibilidades de inserção no mercado de trabalho. Em 2002 e 2003, a maioria deles justificou sua resposta afirmando que pretendia fazer cursos a distância como maneira de se aperfeiçoar, que a participação de uma experiência em EAD é uma vantagem no mercado de trabalho e, por fim, que depois dessa experiência estaria mais familiarizado com o trabalho realizado em rede. Apenas 11,11% dos alunos da turma 001, em 2003, responderam que pretendiam ser profissionais de EAD. Além disso, os poucos alunos que selecionaram a opção “outros” alegaram que trabalhavam em instituições de ensino (em 2002), através da experiência adquiriram conhecimento além do

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esperado ou que, depois da experiência, perceberam que decisões importantes podiam ser tomadas a distância (em 2003).

Em relação à flexibilidade de horário e local, que a modalidade a distância permitia, a maioria dos alunos, em 2002, respondeu que considerava ótima ou regular. É possível que os alunos tenham marcado a opção “regular” porque as sessões de chat eram realizadas no horário das aulas presenciais. Já em 2003, as sessões de chat aconteciam apenas para esclarecer dúvidas dos alunos ou para a realização das reuniões entre os componentes dos grupos de trabalho. Essas sessões eram marcadas em horários variados e tinham poucos participantes. Provavelmente, por isso, a maioria dos alunos deste ano achou que a flexibilidade de horário e local era ótima.

No geral, a maior parte dos alunos de 2002 e 2003 considerou que a iniciativa os estava ajudando a aprender o conteúdo da disciplina e que, em comparação com as presenciais, a discussão a distância sobre os temas propostos estava sendo mais enriquecedora. A esse respeito, entretanto, um número considerável de alunos (aproximadamente metade do grupo) do segundo experimento, achava que as discussões a distância subsidiavam o aprendizado da mesma forma que as presenciais.

A respeito do processo de socialização professor-aluno, um maior número, tanto em 2002 como em 2003, considerou ótimo ou bom, principalmente em relação à utilização das ferramentas Fórum e Correio Eletrônico (e-mail). Em relação ao processo de socialização aluno-aluno, nos dois anos, a maioria dos alunos o qualificou como bom, quando as ferramentas utilizadas para este fim eram o Chat, Fórum ou Correio Eletrônico. Entretanto, em 2003, um número maior de alunos respondeu que a socialização via chat era péssima. Possivelmente, esta opinião deveu-se ao fato de que só foi utilizada a ferramenta de chat textual do TelEduc e as poucas sessões marcadas contou com a participação de pequenos grupos de alunos.

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Os alunos também avaliaram as suas participações no curso. Neste sentindo, mais da metade das turmas, nos dois anos, disse que consideravaa sua participação boa45. Grande parte daqueles que afirmaram ter uma participação regular ou péssima justificou a sua ausência, alegando que não tinham tempo; a discussão no Fórum não o interessava; preferia o ensino presencial; as atividades a distância coincidiam com as avaliações presenciais de outras disciplinas; não se sentia à vontade para escrever no Fórum e/ou participar das sessões de chat, tinha dificuldade para ter acesso ao ambiente por questões técnicas.

Uma outra questão formulada foi se os alunos acham que essa experiência de educação a distância atendia às necessidades do aluno da mesma forma que o curso presencial. Sobre isso, mais da metade dos alunos (2002 e 2003) disse que sim, porém, em 2002, 55,56% da turma 001 e em 2003, 45,45%, também da turma 001, disseram que não.

Alguns alunos justificaram as suas respostas positivas e negativas. No primeiro caso, disseram que as dúvidas, tanto no ensino presencial como a distância, são tiradas da mesma forma; que a EAD é mais completa; ninguém fica inibido de mandar mensagens; na hora de realizar algumas atividades pode-se basear na resposta de outro colega que já conste do ambiente; que o ensino totalmente ou parcialmente a distância exige do aluno um maior empenho e um constante acesso ao site, além de maiores esforços para buscar a informação necessária; a aula, em um ambiente diferente da sala de aula tradicional, chama a atenção do aluno e faz com que ele se motive mais. Já os alunos que responderam “não” justificaram dizendo que o contato direto com o professor é fundamental; a socialização em ambiente presencial é melhor; nas aulas presenciais o aluno troca informações e tira suas dúvidas com mais facilidade, já que as respostas dadas pelo professor são imediatas.

Os alunos também foram questionados sobre que competências eles julgavam que a disciplina, sendo oferecida na modalidade semipresencial, ajudou-os a desenvolver. Para

45 Em 2002, apenas 1 aluno (turma 001) disse que a sua participação era péssima.

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responder a essa questão, a maior parte dos alunos (nos dois anos) indicou as seguintes competências: participação em debate, defesa das próprias idéias e trabalho colaborativo.

Para o desenvolvimento adequado de uma disciplina totalmente ou parcialmente oferecida a distância é necessário atender a alguns requisitos. A maioria dos alunos destacou como principais, os requisitos a seguir:

a) flexibilidade de horário nas aulas a distância;

b) disponibilidade de material didático e de apoio específicos no ambiente de aprendizagem;

c) comprometimento do aluno com as atividades e com os prazos; d) links para acesso a conteúdos complementares via rede;

e) ausência de deslocamento físico nas aulas a distância; f) comprometimento do professor;

g) domínio da ferramenta tecnológica (computador e internet). Já os requisitos menos destacados foram:

a) auxílio do monitor;

b) contato presencial com os colegas; c) contato presencial com o professor.

Nos dois anos, mais da metade dos alunos afirmou que a iniciativa do ensino semipresencial deveria ser estendida a outras disciplinas e cursos da universidade. A maioria dos alunos das turmas 001, nos dois anos, disse que a educação totalmente ou parcialmente a distância, comparada com a educação presencial, exige maior comprometimento do aluno, enquanto 50% dos alunos das turmas 002 afirmaram que o comprometimento é igual ao dedicado à educação presencial. Além disso, é importante destacar que mais de 70%, nos dois anos, afirmou que a disciplina de Engenharia de Software não deveria ser oferecida totalmente a distância.

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Em relação ao ambiente de aprendizagem (AVA), a maioria dos alunos, tanto em 2002 como em 2003, disse que o AVA desenvolvido era bom, considerando os seguintes aspectos: layout, navegabilidade, organização da informação, adequação das ferramentas aos objetivos propostos para cada uma delas, interface do chat, do fórum e do correio eletrônico.

O acesso ao AVA também foi considerado fácil por uma média de 50% dos alunos. Entretanto, alguns dos que disseram ter problemas para acessar o ambiente detalharam a sua resposta afirmando não dispor de recursos tecnológicos adequados fora da universidade para acessar o ambiente ou que a velocidade do acesso à internet da universidade não era adequada para acesso ao ambiente.

Em 2003, a maioria dos alunos considerou o ambiente ótimo, levando em consideração todos os aspectos citados anteriormente. Em relação às instruções para uso do AVA, nos dois anos, mais da metade dos alunos disse que elas eram suficientes e claras. Adicionalmente, mais de 50% dos alunos participantes de ambos experimentos destacaram que se sentiram motivados ao conhecer o ambiente de aprendizagem da disciplina.

Um outro aspecto avaliado foi o material colocado no ambiente. Em 2002 e 2003, a avaliação dos alunos em relação ao material (bibliografia, programa do curso, linkteca, calendário, instruções e avisos) variou de ótima a boa.

Por fim, foi solicitado que os alunos listassem as cinco maiores dificuldades e facilidades que encontraram durante o curso. Apenas alguns alunos preencheram essa questão e os itens levantados, no geral, podem ser vistos no Apêndice E.