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Chapitre III. Première enquête de terrain : un nouvel entrant apprend à tenir son poste

III.1. À l’école de l’usine

III.1.2. b) Le novice est évalué : les tests de niveau

“O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda!”

Clarice Lispector (1920-1977)

Com o propósito de aumentar a eficiência energética no CFMTFA através de um melhor uso racional da energia, são apresentadas algumas sugestões de ações e estudos que fogem do âmbito académico, mas que contribuem em larga escala para o objetivo principal desta dissertação.

6.1

Repartição de Qualidade de Energia

A energia na FA é vital para a sua operacionalidade. Como tal, o tratamento da informação relativa à aquisição, distribuição e consumo deveria ser estudada de forma rigorosa, por forma a evitar desperdícios. A responsabilidade do tratamento de questões relacionadas com a gestão de energia a nível global da organização incide sobre uma única pessoa - Gestor de Energia. Tendo em conta as imposições a nível nacional e europeu, ao gestor de energia deveria ser dada uma maior importância e exclusividade do trabalho.

Apesar da criação orgânica da Repartição de Qualidade e Ambiente na Direção de Infraestruturas, esta não se encontra atualmente em desempenho de funções, devido à escassez de recursos (humanos) suficientes. A criação de uma repartição focada para a gestão de energia, permitiria em concordância com as U/O/S, estruturar e planear medidas que visem a melhoria de todo o consumo energético, permitindo dar um uso mais racional a toda a energia que é atualmente consumida na FA. Para tal, torna-se necessário disponibilizar recursos humanos e materiais, cuja competência técnica, visão global, autoridade e responsabilidade permitam desempenhar as tarefas em causa.

6.2

Sistemas de micro e miniprodução

A possibilidade de gerar EE a partir de fontes renováveis aumenta em grande escala a sustentabilidade de qualquer instalação. Tirando partido dos recursos endógenos renováveis tais como a energia solar, o vento e a água é possível gerar de forma limpa energia para as mais diversas necessidades.

Desta forma, recomenda-se que seja efetuado um estudo para esta Unidade em particular, de forma a perceber a viabilidade da instalação de equipamentos de geração renovável, nomeadamente a geração fotovoltaica e eólica. Para produção de AQS, o aproveitamento solar térmico constitui, como já implementado, uma solução bastante recomendável. O aproveitamento geotérmico pode tornar-se uma alternativa interessante para produção de AQS, e numa fase posterior, caso seja possível, geração elétrica.

De acordo com a atual legislação, é possível a venda do excedente de produção à rede nacional, permitindo rentabilizar o investimento feito sem ser pela economia dos encargos. De notar que a implementação dos sistemas de geração tornaria a Unidade autossustentável e independente em termos energéticos, o que se poderia tornar numa mais-valia em cenários bélicos, por exemplo.

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6.2.1 Poste Híbrido

O conceito de um poste híbrido consiste na captação da energia solar e eólica para alimentação das luminárias instaladas em postes de iluminação. Este projeto já foi aplicado no Brasil, tendo sido implementado um coletor em forma de avião, o qual facilita a captação dos raios solares e do vento. As células fotovoltaicas são capaz de gerar até 400W, enquanto que as hélices podem gerar até 1kW de potência. Por intermédio de uma bateria, a energia produzida é armazenada para uso noturno. Esta solução apresenta-se como uma alternativa ao atual sistema de alimentação da iluminação exterior, permitindo a economia deste encargo [70].

Figura 6.1 - Poste Híbrido [70]

Este sistema aplicado num poste tem a capacidade de alimentar mais outros 2 postes equipados com 6 lâmpadas LED e, uma autonomia até 7 dias. Se implementado num sistema de raiz as economias para além da alimentação das luminárias estende-se à transmissão de energia, PT e cablagens.

6.2.2 LucidPipe Power System

O LucidPipe Power System é um sistema de aproveitamento hídrico, capaz de gerar EE a partir da energia potencial da água que circula nas condutas de abastecimento por gravidade. Desta forma, é possível gerar energia de forma limpa e eficiente de uma maneira quase ininterrupta.

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Figura 6.2 – LucidPipe Power System [71]

Este sistema é utilizado em condutas de abastecimento de grandes dimensões, sendo a energia produzida proporcional à velocidade e caudal de trabalho. Este sistema pode tornar-se numa solução complementar para suplementar o consumo de EE do atual sistema hídrico instalado.

6.3

Guia de Implementação

Em regra geral, a FA possui setores que são semelhantes em todas as suas Unidades. Apesar desta dissertação ter tido como estudo de caso o CFMTFA, este estudo poderá ser ampliado a um número maior de Unidades. Toda a análise realizada no CFMTFA, poderá ser transposta às restantes Unidades, uma vez que setores como messe, edifícios administrativos e de serviços, edifícios residenciais e iluminação são transversais a todas as Unidades da FA. Desta forma, as medidas aplicadas a estes setores, depois de se concluir acerca da sua viabilidade, poderão ser implementadas noutras Unidades.

6.4

Substituição de equipamentos a GPL por EE

Como verificado na secção 5.2.5, a implementação do SST nos edifícios QC06, QC07 e QC12 representou uma economia para a Unidade de 62 039.99€. Atualmente, com o avanço da tecnologia, os equipamentos são cada vez mais eficientes, produzindo o mesmo trabalho e consumindo cada vez menos energia. Assim, a modernização dos sistemas de aquecimento, de produção de AQS e dos restantes equipamentos consumidos de GPL, permite que a Unidade seja mais eficiente e mais autónoma.

Uma vez que a geração de EE pode advir das inúmeras fontes renováveis disponíveis na Natureza, ao funcionamento dos equipamentos a EE podem não estar associadas emissões de gases de efeito de estufa. O mesmo não se pode dizer quanto à queima de GPL, uma vez que os processos de transformação de energia acarretam imensas perdas nomeadamente de calor, e emissão de poluição para o meio ambiente. Para além da poupança económica, é possível melhorar a qualidade do ambiente em toda a instalação.

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