Le pluralisme managérial
§2 LE DROIT, UN INSTRUMENT DE GOUVERNANCE MONDIALE
A) U N NOUVEAU FORMALISME : L ’ EFFICACITÉ FONCTIONNELLE
Os instrumentos e técnicas de coletas de dados abaixo citados, contribuíram para que pudéssemos escolher e ter clareza do que a investigadora precisaria observar. Foi um mecanismo norteador para que a investigação pudesse se consolidar. Para esta pesquisa, utilizamos: observação participante, diário de campo, entrevistas, tratamento dos dados, técnicas de análise de dados, análise de conteúdo e triangulação dos dados.
4.2.1 Observação Participante
Para Georges Lapassade (2005), a expressão observação participante tende a designar o trabalho de campo no seu conjunto, desde a chegada do investigador ao campo da investigação, quando se inicia as negociações que lhe darão acesso a ele, até ao momento em que o abandona, depois de uma estada longa. Enquanto presentes, os observadores imergiram pessoalmente na vida dos locais, partilhando as suas experiências.
Iniciamos os contatos para o início da pesquisa na Escola Projeto Âncora através de ligações para agendarmos a imersão de uma semana num prazo de trinta dias antes do dia previsto. Visto que o campo pesquisado fica na região sudeste do Brasil e a investigadora reside na região nordeste.
No dia 04 de abril de 2017 a pesquisadora esteve na instituição para organização da semana de pesquisa, que aconteceu em horário integral, das 8 às 17 horas, durante toda a semana.
Em primeiro momento a pesquisadora encantou-se com o espaço observado, mas logo se lembrou das palavras do Professor Carlos Fino, que no ano de 2016, remetia todo o cuidado com o encantamento no campo de pesquisa e do papel do investigador.
Com isso, a pesquisadora voltou o seu olhar para a pesquisa e para a descoberta de indícios que pudessem dar respostas sobre as perguntas que estava levando consigo para o campo de pesquisa.
A recepção no espaço aconteceu de forma tranquila e a pesquisadora recebeu autorização para transitar por todos os espaços e observar as atividades realizadas, podendo também participar delas, se assim desejasse.
E de tal modo aconteceu, em alguns momentos a pesquisadora participou, fez perguntas sobre o que estava acontecendo. Conversou com membros da instituição, dentre eles: estudantes, professores, coordenadora, secretária, pais e moradores da comunidade de forma espontânea.
Em outros momentos a pesquisadora precisou observar de fora, para perceber como os atores da Escola Projeto Âncora se envolvem e desenvolvem as suas ações.
Os espaços foram visitados inicialmente com o acompanhamento de estudantes que apresentam a instituição. Logo depois, a pesquisadora ficou livre para adentrar ao espaço que desejou, observando, fotografando, entrevistando e coletando informações pertinentes a esta investigação.
Para compreender a observação participante contempla três domínios, a periférica, ativa e completa. Sobre a observação participante periférica, Fino (2003, p. 2) nos diz:
A observação participante periférica é utilizada nos casos em que os observadores consideram necessário um certo grau de implicação na atividade do grupo que estudam, de modo a compreenderem essa atividade,
mas sem serem, no entanto, admitidos no centro dessa atividade.(FINO, 2003, p. 2).
A observação participante propõe ao pesquisador uma vivência no campo de estudo, como sendo membro dele e a sua finalidade é desconhecida pelos sujeitos que estão sendo observados. Estando presente em atividades cotidianas de modo formal ou informalmente, buscando não intervir na rotina do espaço observado e para coletar informações que sejam pertinentes à sua pesquisa.
A observação participante ativa “é a escolha dos investigadores que tentam adquirir um estatuto no seio do grupo em estudo e desempenhar um papel nesse grupo, mas mantendo sempre uma certa distância”. (FINO, 2003, p. 2). Desta forma, o pesquisador pode se colocar na pele das pessoas investigadas e se distanciar para observar o todo.
4.2.2 Diário de Campo
O diário de campo permitiu a pesquisadora, realizar anotações sobre o que vivenciou e registrar fatos que foram relevantes à pesquisa, bem como, orientar-se em seguida, com seus registros na pesquisa.
Trata-se, em geral, de um aprofundamento reflexivo sobre as experiências vividas no campo de pesquisa e no campo de sua própria elaboração intelectual, visando apreender, de forma profunda e pertinente, o contexto do trabalho de investigação científica. (MACEDO, 2006, p.195).
Esta abordagem colaborou com a observação de modo qualitativo e ofertou a pesquisadora maior riqueza de detalhes na observação participante. “O diário é um dispositivo de grande relevância para acessar os imaginários envolvidos na investigação, pelo seu caráter subjetivo, intimista”. (MACEDO, 2006, p. 134). Sendo
um instrumento de alta relevância para o registro e interpretações do que pode ser observado.
Por ser um instrumento utilizado da coleta de dados e de pesquisa, o diário de campo comporta a atribuição de complementar as informações que puderam ser notadas pelo investigador. Como nos diz Brazão (2007, p. 293):
O registro é feito dia a dia e inclui acontecimentos e eventos cotidianos, ordinários e extraordinários, construídos a partir da observação participante dos diaristas, integrados na vida social dos grupos de estudo. Trata-se de contar as atividades de rotina, os fatos marcantes, descobertas inéditas, incidentes significativos, reuniões, leituras, problemas, conflitos, etc. (BRAZÃO, 2007, p. 293).
Nele consta registros sobre o que foi visto no dia a dia do campo de estudo, descrito e percebido pela pesquisadora. Foram também registradas, peculiaridades que deixaram de ser perguntadas ou relatadas, contribuindo com a construção da junção de informações complementares que formaram os dados obtidos na investigação.
4.2.3 Entrevistas
As entrevistas conduziram a investigação da pesquisa norteando para observação dos membros da Escola Projeto Âncora. Contamos com a participação de quatro professores, oito alunos, a coordenadora pedagógica e dois pais de estudantes. Sobre a entrevista, Alvarenga (2010, p.87) define:
A técnica consiste em uma comunicação interpessoal, uma intervenção verbal, mantida entre o investigador e o sujeito ou sujeitos investigados. A entrevista é realizada segundo algumas pautas ou esquemas previamente preparados de acordo ao objetivo do estudo. Assim como pode consistir em uma conversa livre, sem guia nem esquema, mas sem descuidar-se do objetivo, o que orienta em rumo dirigir a conversa. (ALVARENGA, 2010, p.87).
Responderam a entrevista oito estudantes, sendo quatro que estavam no horário da manhã e quatro no horário da tarde. Sendo quatro do sexo feminino e quatro do sexo masculino. Um pai e uma mãe foram entrevistados no horário da tarde.
A coordenadora trabalha nos dois turnos e concedeu a entrevista no horário da manhã. Três professores que ficam no turno da manhã e uma professora que estava no turno da tarde.
As entrevistas aconteceram conforme categorização proposta por Bardin (1977), analisando as mensagens de cada entrevistado, os recortes das falas.