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If A is nonsingular and has an LU decomposition, then the decompo- decompo-sition is unique

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GAUSSIAN ELIMINATION

Theorem 1.5. If A is nonsingular and has an LU decomposition, then the decompo- decompo-sition is unique

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o aleitamento materno exclusivo consiste na ingestão unicamente de LM, excluindo qualquer outro líquido ou sólido, salvo exceção de gotas/xaropes de suplementos minerais, vitaminas ou fármacos. Esta instituição também defende que o LM deve ser o único alimento até aos 6 meses. Aquando do início da diversificação alimentar, o aleitamento materno deverá ser mantido, denominando- se assim de aleitamento parcial. O aleitamento misto consiste numa alimentação com leite de fórmula e com LM[50].

O primeiro leite produzido pela mãe denomina-se de colostro e é rico em anticorpos e nutrientes, essenciais para o bebé. Este é muitas vezes transparente por não ser tão rico em gordura como o leite maduro, mas contém elevado número de substâncias protetoras, tróficas e nutritivas, sendo rico em vitaminas lipossolúveis (A, E e K), proteínas, imunoglobulinas, lactoferrina, fator de crescimento epidérmico, oligossacáridos e células do sistema imunitário[49].

O LM possui diversas particularidades que o tornam único. É capaz de diferir na sua composição ao longo da mamada, ao longo do dia e durante os meses, apresentando assim capacidade de se adaptar às necessidades do bebé[49,52]. Os macronutrientes presentes no LM apresentam elevado teor biológico, entre os quais lípidos como os ácidos gordos, proteínas complexas de elevada qualidade como é o caso dos aminoácidos essenciais e HC como a lactose, que facilita a digestão do lactente[49]. Para além destes nutrientes, o LM também possui enzimas digestivas, como a amílase e lípase, que rapidamente iniciam a digestão dos nutrientes e garantem uma melhor absorção destes[49].

Os nutrientes presentes no LM não possuem apenas a função de nutrir, como também desempenham funções bioativas, tais como atividade antimicrobiana, imunomodulação, função digestiva e desenvolvimento intestinal e de órgãos e sistemas, como é o caso do neurodesenvolvimento[49].

Os benefícios do aleitamento materno têm sido corroborados através de estudos, tanto a curto como a longo prazo. Está demonstrado que o aleitamento materno exclusivo por mais tempo confere proteção na mortalidade infantil, na ocorrência de diarreia aguda, infeções respiratórias e otites até aos 2 anos[51,53]. Outro papel protetor inclui a diminuição dos casos de asma e de maloclusão dentária (dentes tortos). Um maior nível de inteligência foi demonstrado naqueles que se alimentaram exclusivamente de LM por mais tempo. O LM demonstrou também conferir proteção contra a rinite alérgica em crianças até aos 5 anos. Nos últimos anos, a evidência de que o LM pode ter um efeito protetor a longo termo de diabetes e obesidade tem vindo a ser demonstrado. A longo prazo, o LM protege contra a leucemia, contra a elevação da pressão sistólica e diastólica e melhora o desempenho motor[51]. Para além dos benefícios a nível da saúde, o aleitamento materno também diminuiu custos no sistema de saúde, dado que os bebés amamentados apresentam menos idas ao hospital por não apresentarem problemas de saúde, quando comparados com os bebés não amamentados[53].

A amamentação é um dos fatores determinantes para o microbioma do bebé, seguida do tipo de parto[51]. São vários os nutrientes funcionais capazes de conferir proteção e imunidade ao bebé, entre os quais:

Oligossacáridos: fortalecem o sistema imunitário direta e indiretamente. Indiretamente, atuam como prébióticos para o crescimento de bactérias como Bifidobacterium longum biovar infantis, que estão coenvolvidas na expressão de enzimas metabolizadoras dos oligossacáridos e conferem proteção contra alergias e infeções. O efeito direto anti-infecioso dos oligossacáridos passa pelo impedimento da adesão e penetração de bactérias no intestino. As fezes líquidas dos lactentes devem-se ao facto destes nutrientes serem uma fibra líquida, o que diminui por sua vez o risco de obstipação[49,51];

α-lactalbumina: umas das principais proteínas presentes no LM, cuja principal função consiste na síntese de lactose na glândula mamária, a partir de glicose e galactose[52]. É rica em triptofano, o percursor de melatonina e serotonina. A melatonina regula o ritmo circadiano, auxiliando na regulação do sono do bebé. A serotonina por sua vez regula o humor, o apetite e a perceção de dor, sendo fundamental para o lactente[49]. Para além disso, a α- lactalbumina também é rica em cisteína, uma componente do glutatião (potente antioxidante) e percursora da taurina – essencial para o desenvolvimento neurológico e síntese do ácido biliar[52];

Imunoglobulina A secretora (IgAs): é um anticorpo com propriedades antialérgicas e anti-infeciosas, fazendo parte da primeira linha de defesa do intestino. A sua produção endógena é reduzida durante os primeiros meses de vida, sendo essencial a sua obtenção através do LM[49];

Células vivas: glóbulos brancos (linfócitos, macrófagos e leucócitos) encontram-se em elevadas quantidades no LM, com a vantagem de já estarem ativados para combater microrganismos[49];

Fator de crescimento epidérmico: promove a proliferação e maturação das células do intestino, promovendo o desenvolvimento da mucosa[49];

Lactoferrina: um dos principais constituintes do LM que promove o desenvolvimento intestinal. Para além disso, protege o trato gastrointestinal ao se ligar ao ferro e impedir que este seja utilizado no metabolismo de bactérias[49,51];

Antioxidantes: evitam a formação de radicais livres que podem gerar lesão celular, quando o lactente se encontra mais vulnerável. Entre estes encontram-se a vitamina C, vitamina E, ß-caroteno, catalase, selénio e glutationa peroxidase[49];

Ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa (LC-PUFAs): pertencem às famílias ómega-3 e ómega-6. O ácido araquidónico (metabolito final ómega-6) é um mediador dos processos inflamatórios fisiológicos, sendo crucial para mecanismos de defesa. Os ácidos eicosapemtaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA) (metabolitos finais ómega-3) fazem parte da constituição das membranas celulares do sistema nervoso central e da retina, atuando assim no neurodesenvolvimento e acuidade visual[49]. Ainda, alguns LC-PUFAs são percursores de ecosanóides, tendo capacidade de atuar como “mediadores inflamatórios locais e sistémicos da coagulação, das respostas inflamatórias, imunes e alérgicas, bem como na dinâmica vascular”, mostrando consequências a nível dos valores da pressão arterial[52]. A capacidade dos recém-nascidos sintetizarem estes ácidos gordos é muito limitada, pelo que a sua ingestão é fundamental[49].

Os glóbulos de gordura presentes no LM contêm micro-RNAs, cuja expressão é regulada pela dieta materna, que se prevê que atinja vários genes no bebé. Existem também evidências de que células estaminais multipotentes sejam secretadas no LM e persistam no organismo do bebé, conferindo proteção[4].

O LM não é apenas um alimento económico e perfeitamente adaptado às necessidades nutricionais. Ele é um “medicamento personalizado” que o bebé pode receber e que trará vantagens ao longo da vida[4].

Os benefícios não se encontram só no lactente, mas também na mãe. Mães que amamentam possuem menor risco de cancro da mama e de ovário e menor risco de desenvolver diabetes[4].

No caso de não haver produção suficiente de LM, é recomendado recorrer às FI, mas, se possível, não deixar o LM enquanto ainda houver a sua produção, dado que está demonstrado que uma alimentação mista continua a ser mais benéfica do que uma alimentação exclusiva com leite de fórmula[49].

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