O cenário de uso apresentado a seguir tem como objetivo retratar a realidade do cotidiano de um agente comunitário executando as suas tarefas rotineiras dentro do seu ambiente de trabalho, levando-se em consideração o seu deslocamento, geoposição e deveres a cumprir durante o seu dia de expediente.
Para o correto funcionamento do aplicativo, parte-se da premissa que o agente comunitário já esteja na rua, que possua uma conexão à internet via pacote de dados de operadora celular, que esteja de posse de um dispositivo móvel com a aplicação instalada e que já tenha recebido treinamento sobre a aplicação.
A partir da Tela Inicial o agente comunitário terá três opções de seleção, uma para a Tela de Cadastro, outra opção para a Tela de Acompanhamentos e por último a Tela Mapa. Ambas serão acessadas através de botão onde a opção escolhida pelo usuário é que definirá a ação a ser executada pelo aplicativo para dar início à sequência de utilização.
A Figura 11 exibe na prática como será a tela que irá nortear o trabalho do agente comunitário no dia-a-dia, permitindo que execute sua rotina com maior facilidade, de forma prática e de fácil memorização. Desta forma o agente não precisará mais possuir uma imensa quantidade de formulários, pois todo o serviço poderá ser realizado com a simples utilização do aplicativo.
Figura 11 - Tela Inicial Aplicação
Quando o usuário clica sobre a opção Cadastro é exibido à tela da Figura 12, nela o agente comunitário poderá selecionar uma das famílias que consta da sua base de visitas ou ainda poderá executar o cadastro de uma nova família e após salvar as atualizações executadas.
Após o usuário acionar a opção salvar, o aplicativo através do reconhecimento do clique do botão que ocorre com o método setOnClickListener, captura todas as informações que foram digitadas nos campos e chama a classe responsável por fazer a conexão com o banco de dados e posteriormente insere as informações no banco. A Figura 13 mostra um trecho de código onde está implementado o método salvar.
Figura 13 - Trecho de Código Salvar
Depois de ter salvado as informações, estas serão inseridas na respectiva tabela do banco de dados, neste caso a tabela de cadastros, na Figura 14 temos um exemplo de dados que foram inseridos através da tela cadastro do banco de dados.
Figura 14 - Banco de Dados
Para realizar os acompanhamentos, o usuário poderá executar a tela de Acompanhamentos exibidos na tela inicial, nela será apresentada os tipos de acompanhamentos que poderão ser realizados, ficando a cargo de o agente estar selecionando a opção correspondente, a tela é apresentada na Figura 15.
Figura 15 - Tela de Acompanhamentos
A partir desta tela, para que se tenha um exemplo, fora selecionado aleatoriamente pelo agente comunitário o acompanhamento de hipertensos através do botão Ficha B-HA, lembrando que o botão FICHA B-GES refere-se ao acompanhamento de gestantes, o botão FICHA B-DIA refere-se ao acompanhamento de diabéticos, o botão FICHA B-TB refere-se ao acompanhamento de tuberculose e o botão FICHA B-HAN refere-se ao acompanhamento de hanseníase, cada botão segue o padrão das fichas tal qual é apresentando no treinamento do SIAB. Na figura 16, segue exemplo do acompanhamento de hipertensos.
Na tela de hipertensos está implementado o método Spinner que é responsável por fazer uma consulta ao banco de dados e exibir dentro do choice-box todas as famílias que estão cadastradas e após a seleção, os dados são carregados automaticamente, para que o agente comunitário faça a atualização dos dados, ou apenas os mantenha salvo.
Figura 16 - Acompanhamento de Hipertensos
Partindo-se da tela principal, também é possível estar selecionando a opção Mapa, que através do clique sobre o botão Mapa irá carregar na tela a partir da localização centralizada do agente em relação a posição atual, quais são as famílias que estão cadastradas ao seu redor.
Esta tela possibilita ainda que o agente comunitário possa interagir com o mapa, clicando sobre uma das famílias cadastradas, representado aqui pela imagem da Saúde da Família. Desta forma, se o agente não se recordar do nome de uma família ao qual ele tenha que realizar o atendimento ou se ele quiser realizar o atendimento levando-se em consideração à sua localização atual, basta ele acessar a opção Mapa. Desta forma, enquanto ele estiver se deslocando pelo seu roteiro, as famílias vão sendo exibidas no mapa para que ele possa estar sempre atualizado. Após ter clicado sobre uma das famílias, a tela de Acompanhamentos é carregada e o agente pode estar executando-o conforme a opção selecionada no mapa.
Figura 17 - Mapa com as famílias cadastradas
No decorrer do dia a rotina do usuário com relação à aplicação será orientada da forma apresentada anteriormente, basicamente ele terá que estar selecionando a opção desejada para que o aplicativo o auxilie na rotina de coleta de informações.
Através do cenário de uso apresentado conclui-se que o aplicativo atende às intenções propostas neste trabalho, permitindo que o usuário consiga realizar as visitas dentro da sua microrregião, realizando tarefas de cadastro e acompanhamento que na verdade são suas obrigações. Pode-se observar ainda que existem outras melhorias que poderiam estar sendo implementadas e outras criadas, porém estas alterações precisam ser primeiramente inclusas dentro do Programa de Agentes Comunitários para posterior implementação, um dos pontos que pode influenciar o desempenho do aplicativo é a demora de carregamento do mapa que depende de conexão com a internet e que na realidade tanto local como a nível nacional
deixam a desejar, mas que no formato atual não impediram que o aplicativo funcionasse com êxito.