Chapitre 2: Le comportement cognitif des citoyens, ses déterminants et effets:
C) Niveau de justification des arguments
Realizamos uma análise comparativa dos sistemas de avaliação da qualidade ambiental
descritos no item anterior através da ferramenta SWOT
(Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats). A análise SOWT, também conhecida como F.O.F.A (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), reflete a situação em que se encontra determinada organização (OMMANI, 2011; GÜREL; TAT, 2017). É uma ferramenta de gestão utilizada para diagnóstico estratégico e melhoria continua permitindo identificar os pontos fortes e fracos (ambiente interno), aproveitar as oportunidades e olhar para as ameaças (ambiente externo) de forma a estabelecer prioridades de atuação (KOTLER; KELLER, 2007).
A análise dos modelos de avaliação da qualidade ambiental foi elaborada em quatro passos a saber:
Passo 1: De posse das informações sobre os procedimentos metodológicos de cada método investigado foi realizada uma avaliação sobre as metodologias selecionadas. Nesta fase realizamos uma reflexão crítica sobre a seguinte indagação: Quais os pontos
fortes e fracos das metodologias investigadas?
Passo 2: Realizamos reflexões sobre a seguinte indagação: Que oportunidades e
ameaças caracterizam as metodologias investigadas?
Passo 3: Construção de quadro síntese;
Passo 4: Foram cruzadas as informações para a avaliação das metodologias para a recolha de sugestões e contributos.
O Quadro 12 apresenta a síntese dos pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças levantados pelo autor para as metodologias investigadas.
Quadro 12 - Análise dos métodos de Avaliação da Qualidade Ambiental através da ferramenta SWOT.
Fonte: Autora.
SISTEMAS DE AVALIAÇÃO PONTOS FORTES PONTOS FRACOS OPORTUNIDADES AMEAÇAS
Luengo
- Inclusão dos indicadores Bem-estar e segurança;
- Inserção de análise qualitativa e quantitativa;
- Inserção de aspectos estéticos e socioculturais;
- Proximidade com as comunidades locais.
- Não espacialização dos resultados; - Dificuldades de aplicação no Brasil; - Custo para sua execução.
- Investimentos para sua execução; - Introdução de novos sistemas de avaliação mais acessíveis e de baixo custo;
- Falta de investimentos para sua execução; - Falta de domínio da técnica;
Nucci
- Uso de geotecnologias; - Espacialização dos resultados;
- Escala de detalhe utilizada para avaliação; - Custo para sua execução;
- Imagem de confiabilidade.
- Não estabelecimento de pesos; - Número reduzido de atributos utilizados para a avaliação de espaços urbanos; - Dificuldade de aquisição de base cartográfica em escala de detalhe.
- Investimentos para sua execução; - Internacionalização;
- Parceria com comunidade locais, órgãos de pesquisa e entidades governamentais;
- Introdução de novos sistemas de avaliação mais acessíveis e de baixo custo;
- Falta de investimentos para sua execução;
Borja
- Integração de dados objetivos e subjetivos; - Inserção de stakeholders;
- Proximidade com as comunidades locais - Flexibilidade e adaptabilidade;
- Custo para sua execução; - Não espacialização dos resultados; - Escala de análise utilizada;
- Investimentos para sua execução; - Internacionalização;
- Introdução de novos sistemas de avaliação mais acessíveis e de baixo custo;
- Falta de investimentos para sua execução;
Martinelli
- Simplicidade da metodologia o que faz com que seja facilmente replicável;
- Contribui como um instrumento para o monitoramento da qualidade ambiental nos espaços urbanos;
- Contribui como fonte de informação fundamental para conhecer e agir na realidade local;
- Custos reduzido para sua execução.
- Sistema reduzido de indicadores utilizados para mensuração/avaliação da qualidade ambiental;
- Não incorporação da participação popular no processo de avaliação; - Não espacialização dos atributos que vão determinar a qualidade ambiental; - Escala de detalhe utilizada nesta proposta metodológica.
- Investimentos para sua execução; - Internacionalização;
- Acessibilidade dos dados;
Introdução de novos sistemas de avaliação mais acessíveis e de baixo custo;
- Falta de investimentos para sua execução;
Morato, Kawakubo e Luchiari
- Uso de geotecnologias; - Flexibilidade e adaptabilidade; - Acessibilidade aos dados;
- Nº reduzido de indicadores para a avaliação da qualidade ambiental; - Metodologia não utiliza dados subjetivos para avaliação da qualidade ambiental; - Escala de análise adotada não permite observar informações mais detalhadas uma vez que a unidade geográfica analisada é o setor censitário;
- Acessibilidade dos dados; - Introdução de novos sistemas de avaliação mais acessíveis e de baixo custo;
Os pontos levantados pelo autor visam colaborar para uma maior eficiência destes, além de contribuir com sugestões para trabalhos futuros e desenvolvimento de novas metodologias. A partir desta análise foi possível identificar as características que potencializam as ferramentas e identificar os pontos fracos que desfavorecem a aplicabilidade e eficiência dos métodos analisados.
Salientamos nesta matriz a difusão de conhecimentos, a parceria entre as comunidades locais, órgãos de pesquisa e órgãos da administração pública que permitam uma análise mais holística dos espaços urbanos como subsídios para a formulação de políticas públicas visando a melhoria da qualidade de vida.
Antes do processo de avaliação dos espaços urbanos é necessário que o conceito de qualidade ambiental urbana seja definido. É necessário entender a sua relevância de estudo e compreender seu conceito. Para a avaliação da qualidade do ambiente urbano é necessário incluir um conjunto de componentes (clima, vegetação, infraestrutura urbana, qualidade da água, ar, resíduos, ruído, entre outros que possam representar o local a ser avaliado. Além disso, sua análise deve se pautar sob duas vertentes: a primeira ligada ao bem-estar ambiental e a segunda aos limiares de utilização dos recursos ambientais (aspecto físico, social, econômico, político e institucional) de forma a balancear os vários componentes considerados fundamentais.
O ambiente urbano é formado pelo sistema natural (meio físico e biológico), construído e social e estes constituem-se em um sistema aberto que está em constante interação. Para sua avaliação é necessário que as metodologias de análise contemplem os elementos constituintes do ambiente das cidades numa perspectiva integrada e sustentável. As ferramentas de avaliação deverão, ainda, procurar identificar as áreas com problemas e medir quantitativamente e qualitativamente a gravidade da situação de forma a subsidiar a definição de estratégias necessárias para a sua melhoria.
Percebemos que a avaliação da qualidade ambiental não é uma tarefa simples dada a sua complexidade além de não padronização de um conceito e de uma metodologia unificadora. Ressaltamos que antes de delimitar um procedimento padrão para avaliação de espaços urbanos é necessário entender sua relevância de estudo e compreender seu conceito.
As ferramentas de análise para qualidade ambiental que utilizem indicadores ambientais podem ser de grande auxílio aos órgãos gestores uma vez que se tornam ferramentas importantes que podem subsidiar políticas públicas. Para tanto, precisam ampliar seu potencial de informação através de uma estruturação de uma série
significativa de indicadores aplicados a diversas realidades urbanas e como parâmetro comparativo dos dados disponibilizados pelos órgãos oficiais.