Liquid effluent treatment initiatives at the Key Lake uranium mine, Saskatchewan, Canada, 1996–2000
6. Nickel loading reduction initiatives 1. Overview
O termo produtividade evidencia a relação entre saídas e insumos, sendo que essa associação varia de um setor para outro (KAVITHRA; AMBIKA; SHANKARI, 2017). Na indústria da construção, a produtividade é a quantidade de trabalho realizado dividido pelas horas de trabalho (GHODDOUSI; HOSSEINI, 2012; IBRAHIM, 2013; HWANG; ZHAO; VAN DO, 2014). Isto segundo Durdyen (2014) é a utilização eficiente e eficaz de recursos
36 para alcançar objetivos definidos ou resultados desejados. Em termos simples, a produtividade é a eficiência em transformar recursos em produtos (SOUZA, 2017).
A importância da produtividade na indústria da construção surge como uma das questões mais importantes para o desenvolvimento dos países e como principal fonte de agregação de valor para o setor (ENSHASSI et al., 2007). Além disso, a produtividade permite que as empresas sejam competitivas, alcancem as metas estabelecidas, atendam aos requisitos das partes interessadas (DURDYEV, 2014) e se mantenham no mercado. A esse respeito, é fundamental identificar e avaliar os fatores que impactam na produtividade do trabalho (KAZAZ et al., 2016).
Diversos aspectos são abordados sobre fatores que afetam a produtividade ou que causam a variação da produtividade (CORRÊA; CORRÊA, 2011). Dentre esses alguns são listados a seguir:
a) fatores externos: a situação econômica, científica e tecnológica do país e do setor da economia; regulamentação governamental e legislação trabalhista; situação da mão de obra e treinamento;
b) fatores internos: atualização, intensidade e adequação tecnológica; estratégia competitiva; sistemas de avaliação de desempenho; métodos gerenciais e organização do trabalho; habilidade e qualificação; motivação e composição da força de trabalho.
Os fatores mais relevantes na análise da variabilidade da produtividade na construção civil são: a capacidade e treinamento da mão de obra; a metodologia de trabalho utilizada; as práticas e gestão de controle; os processos de produção e a estrutura organizacional. A necessidade do processo produtivo deve ser estudada para que haja uma melhoria dos fatores que influenciam na produtividade e, consequentemente, no aperfeiçoamento dos processos de produção (MARTINS, 2013).
A produtividade da mão de obra da construção é frequentemente influenciada por variações nas condições de trabalho (MOSELHI; KHAN, 2012) e por se tratar de um recurso produtivo, pode-se afirmar que a produtividade depende principalmente do esforço humano e do desempenho nas atividades (JARKAS, 2010).
Moreira (2014) destaca que as medidas de produtividade são usadas para auxiliar no diagnóstico de uma situação atual como para acompanhar os efeitos de mudanças nas práticas gerenciais e na rotina do trabalho. Essas medidas podem ser utilizadas como instrumento de motivação entre os funcionários, bem como para comparar o desempenho de unidades de uma mesma empresa em diferentes localizações geográficas. Entretanto, essa
37 comparação deve ser feita entre unidades semelhantes tanto no tamanho como nos processos de produção.
Em função das constantes mudanças que ocorrem na construção, torna-se necessário que as empresas se adaptem aos novos cenários e por meio de múltiplos esforços tentem reduzir o custo e o tempo, garantindo a qualidade do trabalho (CHA; KIM, 2011). Para este fim, as empresas construtoras devem considerar o desenvolvimento de ferramentas de medição como parte integrante do planejamento estratégico e políticas de melhoria para o desempenho das atividades do setor (ELKHALIFA, 2016).
Nesse sentido, a avaliação e o gerenciamento de desempenho surgem como formas de estimar o grau de desempenho de uma empresa por meio de uma estrutura de medição, a fim de realizar a análise e consideração do resultado encontrado, bem como atualizar e complementar os indicadores de desempenho (YU et al., 2007). Assim, a medição do desempenho inclui monitorar e controlar o desempenho, identificar as áreas que necessitam de melhorias, alinhar as metas e objetivos da organização e estimular a motivação dos envolvidos (NEELY, 2004).
Já o gerenciamento de desempenho consiste em um sistema de controle da empresa que implementa políticas e estratégias e obtém feedback de vários níveis para gerenciar o desempenho do sistema (BITITCI; CARRIE; MCDEVITT, 1997). Assim, um sistema de gerenciamento de desempenho é suportado pela medição de desempenho (LEBAS, 1995) e tem como propósito garantir que os processos organizacionais existam para maximizar a produtividade dos indivíduos, das equipes e da organização (PUJAR; PATIL, 2015).
Apesar da importância da medição do desempenho, as empresas de construção não têm implantado amplamente essa ferramenta e isso é decorrente da atitude e da falta de formação dos gestores. Várias empresas medem e controlam uma série de variáveis, mas apenas algumas têm sistemas de medição de desempenho que fornecem informações-chave para auxiliar a tomada de decisões (MARKOVIC; DUTINA; KOVACEVIC, 2011).
Além disso, se essas medidas não forem implementadas adequadamente podem mascarar os resultados e formar uma imagem distorcida do desempenho, podendo até ser uma ameaça para os negócios (NUDURUPATI; ARSHAD; TURNER, 2007). Sousa, Cândido e Barros Neto (2018) constataram em um estudo realizado em quatro construtoras, que devido à falta de visão sistêmica dos gestores e a forma como os indicadores são selecionados, os sistemas de medição não contribuem para a gestão das empresas, uma vez que as informações geradas não conseguem retratar o real desempenho dos mesmos.
38 A medição do desempenho dos funcionários nas empresas construtoras representa um elemento importante na gestão de recursos humanos, pois permite tomar decisões objetivas e oportunas sobre o gerenciamento. Para isso, é fundamental determinar quais são os trabalhos realizados pelos trabalhadores, definir as medidas que tenham uma representação significativa no desempenho e escolher maneiras de quantificar as medidas de desempenho do trabalho (STOJADINOVIĆ; MARINKOVIĆ; IVKOVIĆ, 2014).
O sistema de medição de desempenho auxilia no processo de gestão e afeta no comportamento das pessoas, aumentando, por exemplo, a motivação e a satisfação do trabalho, na capacidade organizacional melhorando a comunicação e fortalecendo as capacidades estratégicas e no desempenho organizacional, da equipe ou individual (FRANCO-SANTOS; LUCIANETTI; BOURNE, 2012).
A medição de desempenho na indústria da construção é comprometida por possuir uma estrutura fragmentada, isto é, cadeias de fornecimento com diferentes atores e por ser medida apenas em termos financeiros (BEATHAM et al., 2004). Com o desenvolvimento da medida do desempenho, muitos modelos foram criados, e tornaram-se cada vez mais abrangentes e praticáveis (YANG et al., 2010).
Contudo, a maioria dessas estruturas é usada para fins de benchmarking (HAPONAVA; AL-JIBOURI, 2009), com o intuito de melhorar o desempenho e competitividade das organizações (WONG; WONG, 2008). Segundo Ahuja, Yang e Shankar, (2010) o benchmarking pode ser resumido como um instrumento para medir os processos críticos ou os processos em estudo de uma organização contra os de outras organizações similares na mesma área ou áreas semelhantes, ajudando na melhoria contínua organizacional e facilitando a comparação entre diferentes organizações.