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NEW INSIGHTS IN RADIATION RISK AND REVISION OF THE BASIC SAFETY STANDARDS

A Análise de Rede Sociais (ARS) é um método que mapeia e quantifica as relações sociais, permitindo compreender a rede a partir da sua visualização, como também analisa a estrutura de redes políticas (SANDSTRON e CARLSSON, 2008). Assim, Howlett e Maragna (2006) afirmam que a ARS é um método pertinente para analisar as políticas públicas e as práticas da gestão pública, colaborando para o

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alcance de resoluções de problemas através das relações interorganizacionais. Para Brandão (2014, p. 72), “esta colaboração é necessária para promover a eficácia da gestão pública, e, consequentemente, o desenvolvimento de suas ações”.

Martin (1991), dentro desta mesma linha de pensamento, defende que ARS se faz pertinente em redes que tenham como atores organizações governamentais, pois o governo não é instituição unitária nem tão pouco fixa, nem homogênea, e sim formada por uma série de subunidades, que, por muitas vezes, operam em oposição umas com as outras, opção essa que ocorre entre elas, como também com organizações fora do Estado. Assim, faz-se necessário analisar as relações sociais existentes entre os atores das organizações estatais que promoverá um poder explicativo de como essas redes avançam e quais as possibilidades.

De acordo com Mizruchi (2009), a ARS tem, nas últimas décadas, se difundido e ganhado adeptos para um método de análise entre os pesquisadores, os quais indicam que as redes sociais influenciam a forma de ação de indivíduos e organizações (POWELL e SMITH-DOERR, 1995). De acordo com Brandão (2014, p. 72, 73):

Conclui-se que a análise de redes sociais (ARS ou SNA, da expressão em inglês Social Network Analysis) é um método, uma ferramenta analítica cujos fundamentos estão intrinsecamente relacionados à Teoria dos Grafos e a Teoria de Redes, e que cujo referencial teórico liga-se, conforme Braga Martes et al. (2006), à Sociologia das Organizações, à Teoria Organizacional, à Teoria Institucional, à Sociologia Econômica e à Teoria da Escolha Racional.

A Análise de Rede Social é uma ferramenta que permite analisar as redes a partir do mapeamento das relações (laços) entre os atores “...e representá-las na forma de matrizes e grafos que possibilitem a realização de análises qualitativas e quantitativas” (BRANDÃO, 2014, p. 73). Loiola et al (2013) advoga que a institucionalização dos estudos utilizando a ARS, nas Ciências Sociais, se deu na década de 1980, com o surgimento de organizações voltadas para as redes, como a International Network for Social Network Analysis (INSNA), uma conferência anual sobre o tema, além de instrumentos de pesquisas informatizados, como os softwares especializados na análise de redes.

O uso de softwares tem sido comum para se analisar as redes, como, por exemplo, o Pajek e o UCINET, permitindo calcular alguns indicadores da ARS para fins de pesquisa empíricas, tais como:

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Caminho ou distância: é a cadeia que orienta as relações (linhas) que liga os atores (nó) de uma rede, sendo a cadeia a série de reações/laços adjacentes que une dois atores.

Caminho ou distância mínima: é a menor distância entre dois atores, considerando que pode se ter mais de um caminho para essa ligação.

Grau: é o número de ligações de um ator.

Densidade: explica o número de ligações (i.e laços, relacionamentos), existentes e possíveis, a partir do número de relações existentes em uma rede, dividido pelo número máximo de ligações que são possíveis.

Centralidade: refere-se ao posicionamento do ator na rede, permite analisar a posição em relação aos demais e classificar o grau de importância para a rede, bem como verificar a interligação entre os atores.

Os dados gerados a partir desses indicadores permitirão modelar as relações existentes entre os atores, além de analisar o desenvolvimento e desempenho da rede, “...entre outros, reconhecer, caracterizar, identificar ou simular as estruturas de funcionamento dos fenômenos dinâmicos que fazem parte das redes sociais” (BRANDÃO, 2014, p. 77).

De acordo com Scott (2000) é possível executar uma ARS a partir de três tipos de dados: dados relacionais, dados ideológicos e dados de atributos. Os dados relacionais referem-se aos laços e conexões que são estabelecidas a partir da análise das ligações entre os atores, não podendo ser reduzidos à análise de um ator individual; os dados ideológicos são descritos pelos significados, os motivos e as definições, esta técnica é menos desenvolvida; já os dados de atributos retratam características construídas a partir dos demais atores na rede.

Desse modo, a construção gráfica de uma rede se configura a partir de dados relacionais, visto que evidencia as relações (ligações) estabelecidas entre os atores/organizações. Dependendo do número de relações que uma rede possua, se faz necessária a utilização de software para melhor compreensão. Loiola et al (2013, p. 157) afirma que “os dados relacionais, quantitativos, podem ser complementados por dados de atributos, e todos têm importância para a construção da rede e sua posterior análise”.

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Ter uma compreensão das características das redes é fundamental para analisar a influência das relações nas ações organizacionais, ou seja, a ARS permite analisar como a ação de cada ator cria a estrutura social, bem como as atitudes e comportamentos dos atores são moldadas a partir do contexto social (MARSDEN e LIN, 1985).

Em resumo, a análise de redes sociais é uma ferramenta de mapeamento dos laços sociais que descreve estruturas sociais no ambiente e tem sido empregada para analisar fenômenos nas mais diversas áreas, seja na Psicologia, na Sociologia, nas Políticas Públicas, entre outras. Para Scott (2000), a ARS é uma nova maneira de analisar os velhos problemas.

Diante do apresentado, adota-se a ARS como uma ferramenta conceitual e analítica para analisar as relações interorganizacionais das Escolas de Governo do Rio Grande do Norte que fazem parte da rede nacional junto à Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).

2.4 RELAÇÕES INTERORGANIZACIONAIS NO DESENVOLVIMENTO DE

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