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22.Neuilly-Sur-Marne

Dans le document Bibliographie sur les 40 communes (Page 149-154)

capazes, que dão “lucro”, que são produtivas para a empresa ou cujos serviços prestados

contribuem para a melhor qualidade das IES. Pelo contrário, nas Instituições de Ensino

Superior os empregados com deficiência são, por vezes, vistos como limitados ou como

aqueles que atrapalham.

30. [ ] inclusive, nós contratamos um aluno aqui da casa que ele tem esse problema de visão. Então a gente contratou ele temporário, mas a gente teve muita dificuldade. A gente poderia ter aproveitado, mas não deu porque a deficiência dele não contribuía, atrapalhava. Ele tinha problema de visão, então ficava difícil porque ele tinha que aumentar não sei quantas vezes o texto. [ ] Então, visual realmente fica complicado nas áreas que a gente tava precisando. [ ] Mas geralmente a gente pega mais pra a área de compras, mais com deficiência física, sem ser visual. (IE-13).

31. Eles podem executar, mas existem funções que realmente não podem. Eu não vou botar em atendimento alguém mudo: é óbvio. Eu não vou botar uma pessoa pra controlar acesso de pessoas, cega. Ou pra examinar a saída de livros na biblioteca, que são as funções até mais... Eu posso botar um cadeirante, mas não posso botar um cego, eu posso botar um surdo. Agora, na grande maioria, até pode. Eu não encontro é no mercado. (IE-12).

32. Uma pessoa deficiente mental, eu acho que não [ ]. Eu não sei se a Síndrome de Down é considerada uma deficiência mental, mas a Síndrome de Down, dependendo do estágio que a pessoa tem, poderia até ser que a gente pudesse aproveitar essa pessoa [para algum posto de trabalho na IES]. Porque eles aprendem com facilidade também, mas uma pessoa que tem esse tipo de deficiência mental mesmo, eu acho que não, eu acho que não seria possível, não no meu setor. (IE-07).

33. Não! Deficiente mental? Como eu podia ter um docente deficiente mental? Em hipótese alguma! [ ] Não, ele trabalha na biblioteca e até já é bastante limitado, viu? Vive-se tentando mudar as tarefas dele, mas ele executa com muita dificuldade. (IE-12).

34. [ ] não pode haver deficiência cognitiva [ ], mental, porque aqui é um trabalho intelectual, não é? Então pode haver motor, pode haver visual, auditiva, pode ser semi, ter algum problema que não é total, mas você não pode ter alguém que tenha deficiência mental, por exemplo. (IE-10).

35. A gente já trabalhou com pessoas que têm o QI abaixo do normal e que a gente controlava. Ele não sabia nem... o grau de instrução dele é baixo, no caso, né, porque tem um QI lá embaixo, mas a gente colocou ele numa parte da limpeza, e ele não sabia nem varrer. Tinha dificuldade. Era uma pessoa

do interior também. Mas a gente começou a ensinar como ele deveria limpar e tratar das plantas. E ele começou a tratar das plantas daqui e usar a máquina. Tinha até medo de usar máquina dessa de lavar, de jato d’água... e aprendeu. Agora, depois ele quis ir embora, ia se aposentar pelo fundo rural, coisa desse tipo. Aí a gente pagou tudo que ele tinha de direito, e ele foi embora. (IE-02).

36. [ ] no meu ponto de vista, como é que uma pessoa com deficiência visual vai trabalhar no laboratório [de química]?

[ ] No de informática eu já não digo tanto, porque já existe um teclado apropriado, já não é tanto, mas que requer uma coisa mais profunda dele. É difícil que, sem a visão, né? Eu acho que é muita coisa. (IE-11).

37. [ ] a gente não tem esse tipo de função que a gente possa colocar essas pessoas [com deficiência sensorial]. Porque como é uma área de educação, a gente não tem como... Eu, pelo menos, não me lembro aqui onde a gente pode encaixar uma pessoa com esse tipo de deficiência. (IE-06).

38. O mínimo de qualificação as pessoas pedem, né? Mas há instituições que não. Se eu tenho que preencher uma cota, se o Ministério do Trabalho tá, por exemplo, aqui nós tivemos várias vezes aqui da DRT, que nós ficamos 2 anos depois de uma mudança de legislação, eles não estavam acatando nossos deficientes auditivos, é, a DRT não tem muita sensibilidade de eu dizer: “Gente, eu não sou um Bompreço, que eu posso botar deficientes auditivos para ser embaladores. Eu não tenho esse cargo lá. O pessoal de uma universidade é extremamente qualificado e eles já devem entrar com essa qualificação”.

A universidade não está aqui pra formar professor. Por conta de uma mudança de legislação nós tivemos que investir. Investimos por muito tempo, mas a rigor o profissional já devia vir qualificado, que ele tenha uma formação continuada já é outro problema, mas a rigor ele já deve vir com os títulos que são necessários. Nós temos um quadro técnico... mesmo na parte... saindo de professor e indo pra funcionários, nós temos um quadro técnico de nível superior, eu tenho advogado, eu tenho químico, eu tenho bibliotecária – até em grande número – tenho jornalista, então qual é o meu universo? O pessoal administrativo, que vai atender aluno, que vai trabalhar em secretaria, esse pessoal eu não posso botar surdo-mudo. Mas não há sensibilidade pra isso. (IE-12).

39. [ ] a maioria dos cargos, limitaria a pessoa ser completamente cega, [ ] a gente achou que a cegueira parcial não limitaria, aí por isso nós tentamos, mas a cegueira total, realmente tem que ter uma adaptação maior, tem que ter um cargo que não tem risco de acidente, esse tipo de coisa. (IE-03). 40. [ ] Quando ele chegou aqui, que ele me foi apresentado e que eu daria um treinamento pra ele, eu não fiz nenhuma objeção na frente dele, mas depois quando ele saiu, eu [disse]: “como eu vou dar um treinamento pra ele se ele não enxerga? (IE-07).

41. [ ] É mais viável isso [a realocação] do que comprar um tipo de uma coisa, um aparelho X. E tudo isso é uma coisa de tecnologia avançada. É mais caro. [Mais fácil seria] alocar ele [ ] em uma unidade aonde o serviço é compatível com o problema dele. (IE-11).

excelentes, inclusive a gente tava querendo colocar funcionário com deficiência nessa área, por ser uma área que não vai exigir muito, só que com a urgência... a necessidade da vaga, né? E a gente não conseguiu, foi exatamente atrás desse currículo, de perfil, não encontramos o perfil e terminou a gente fazendo assim, vamos promover alguns funcionários [ ]. Desse perfil e não encontra aí, a gente perdeu muita oportunidade agora de a gente tá trazendo pessoas, mas a gente não encontrou gente qualificada, não participou nenhum agora porque eu não consegui fazer uma triagem, um perfil adequado assim, eu não vejo não, dificuldade. Acho que a gente tem área aqui pra atender todos, temos a limpeza, que já tivemos pessoas com deficiência, biblioteca, a gente só tem dificuldade se for alguma coisa com área de informática, né? Com o problema visual, dificulta um pouco. (IE-13).

43. Não, como eu já lhe disse que aqui tudo é por indicação, ele deve ter entrado assim, alguém indicou, que eu ainda não sei quem foi, mas alguém daqui. Ele deve ter algum parentesco aqui, deve ter alguma amizade com alguém aqui, e foi quando trouxe ele, entendeu? (IE-06).

Como se pode ver nos extratos acima e, quase sem exceção, em todas as IES não

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