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4 EVOLUCIÓN DE LA AFECTACIÓN DE LA COVID-19 EN LAS COMPAÑÍAS AÉREAS . 19

4.13 E NERO DE 2021

Os critérios para estruturar o problema de pesquisa foram baseados nos estudos de: Allacker et al., (2014) que analisaram como os impactos ambientais em processos de produção de materiais secundários e de recuperação de fim-de-vida são modelados do ponto de vista do ciclo de vida; Ramírez (2009) que avaliou métodos de alocação utilizados em ACV; e de Cinelli, Coles e Kirwan (2014) que analisaram o potencial de métodos de análise multicritério para avaliação de sustentabilidade.

Os critérios definidos foram:

C1 – Não exigir dados externos ao sistema de produto: dados que ultrapassam as fronteiras do sistema podem ser de difícil obtenção, e ainda acrescentarem incertezas ao estudo;

C2 – Não exigir dados econômicos: além da dificuldade em se obter esse tipo de informação, a flutuação dos valores de

mercado ao longo do tempo pode agregar incerteza ao estudo, comprometendo seus resultados;

C3 – Incentivar a reciclagem: Com o foco atual de preservação de recursos naturais, considerando as diretivas da Comissão Europeia (CE), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), entre outros, a reciclagem aparece como uma importante ferramenta para preservação ambiental, possuindo papel de destaque na hierarquia de gerenciamento de resíduos sólidos e em metas de aumento de taxas de retorno a médio e longo prazo para políticas públicas ambientais. Desta forma, incentivar o desenvolvimento do mercado de reciclagem é um critério fundamentado pelas exigências legais e políticas ambientais;

C4 – Evitar dupla contagem: um dos objetivos da alocação é evitar que uma dupla contagem aconteça, porém, quando se faz a análise em nível de produto e não de sistema, alguns métodos acabam permitindo que os balanços de massa finais não sejam exatos. Métodos de alocação econômica, por exemplo, cujos fatores de alocação são determinados por valores de mercado, permitem que uma fração do impacto seja “perdida” (WEIDEMA e SCHMIDT, 2010);

C5 – Considerar o rendimento da reciclagem: dependendo da eficiência do processo de reciclagem, pode ser que o mesmo se torne inviável;

C6 – Grau de complexidade do método: se o método for muito complexo, pode acarretar em aumento na demanda de tempo, de recursos, etc., e ainda dificultar o processo de transparência na divulgação dos resultados.

Esse número de critérios (seis) foi definido seguindo a recomendação do desenvolvedor do método AHP. Teoricamente, quanto mais critérios envolvidos no processo de tomada de decisão melhor, pois mais variáveis seriam avaliadas. Porém, além de tornar o processo de comparações pareadas exaustivo, um número grande de critérios acaba por exigir a distribuição dos pesos em muitas partes, assim o grau de consistência das comparações fica cada vez mais sensível, podendo distorcer as prioridades relativas.

Para ponderação desses critérios, a exemplo dos estudos de Antonopoulos et al. (2014), Chan, Wang e Raffoni (2014), Contreras et al. (2008), Mettier e Scholz (2008), Myllyviita et al. (2012), Myllyviita, Leskinen e Seppälä (2013) e Soares, Toffoletto e Deschênes (2006),

organizou-se um painel de especialistas. Para este painel foram convidados pesquisadores envolvidos com ACV em todo o Brasil, tendo sido utilizados dois critérios para essa seleção. A primeira condição é que o pesquisador tenha sido membro do comitê científico de um dos eventos nacionais de ACV (Congresso Brasileiro de Gestão pelo Ciclo de Vida – CBGCV). A segunda é que tenha desenvolvido o doutorado com o tema de ACV. Considerando que o primeiro CBGCV foi em 2008 e o último, até então, em 2014, esse foi o período que delimitou também a seleção dos doutores. Essas delimitações levaram a formação inicial de um painel com 79 especialistas.

O contato com os pesquisadores foi por meio de correio eletrônico, no qual, cada um recebeu um formulário que contou com a apresentação do CICLOG, uma breve explanação do objetivo da pesquisa, um exemplo de como preencher o formulário, e por fim, o quadro a ser devidamente preenchido. O período para coleta das informações foi de 26 de Janeiro de 2015 até 31 de Março do mesmo ano. O formulário é apresentado na íntegra no Apêndice I dessa dissertação.

No método AHP, as ponderações são obtidas a partir das comparações pareadas entre todos os critérios, na qual cada critério é comparado com os demais, no intuito de se determinar um grau de importância relativa entre eles. O grau de importância é expresso por valores numéricos, cada qual com uma significância, que foram definidos por Saaty (1987) e são apresentados na Tabela 6.

Tabela 6 – Escala fundamental de Saaty. Escala Definição Explicação

1 Igualmente importantes

As duas atividades contribuem igualmente para o objetivo

3 Importância pequena (moderada)

Experiência e julgamentos favorecem levemente uma atividade em relação à outra 5 Importância grande

(essencial)

Experiência e julgamentos favorecem fortemente uma atividade em relação à outra 7 Importância muito

grande

Uma atividade é muito fortemente favorecida em relação a outra; sua dominação de importância é demonstrada na prática 9 Importância absoluta

A evidência favorece uma atividade em relação à outra com o mais alto grau de certeza

2, 4, 6 e 8

Valores

intermediários Ponto médio entre as escalas. Fonte: adaptado de Saaty (1987).

Para facilitar a análise pareada, faz-se o uso de uma matriz de comparações de ordem n, onde n representa o número de critérios comparados (Tabela 7). A diagonal principal dessa matriz (elementos aij

com i=j) é composta pelo número 1, uma vez que nela se encontram as comparações entre o mesmo critério. Os demais valores (elementos aij

com i≠j) são baseados na escala de Saaty. Por exemplo, se o critério C3 for avaliado como sendo de extrema importância em relação ao critério C1, então o elemento a31 será igual a 9, e consequentemente, o elemento a13 será igual a 1/9.

Tabela 7 – Matriz de comparações pareadas entre critérios.

C1 C2 C3 ... Cn

C1 1 a12 = 1/a21 a13 = 1/a31 ... a1n = 1/an1 C2 a21 1 a23 = 1/a32 ... a2n = 1/an2

C3 a31 a32 1 ... a3n = 1/an3

... ... ... ... 1 ...

Cn an1 an2 an3 ... 1

Fonte: elaborado pelo autor.

Como a matriz foi preenchida por uma série de pesquisadores diferentes, era previsto que cada elemento da matriz possuísse valores diferentes, de acordo com as diversas opiniões. Esses valores foram agrupados como mencionado por Saaty (1987) por meio da média geométrica entre as diferentes opiniões.

Com a matriz preenchida, devem-se obter seus autovalores e autovetores, que são valores particulares da matriz, fornecidos pelo conjunto de informações que nela estão contidos. Para esta pesquisa essa informações foram obtidas com auxilio do software Matlab MathWorks®. O maior autovalor (𝜆𝑚𝑎𝑥) da matriz é utilizado para

avaliar a consistência das ponderações realizadas entre os critérios. A relação de consistência (RC) é dada por:

𝑹𝑪 = 𝑰𝑪

𝑰𝑹𝑪 (20)

Onde, IRC é um índice randômico de consistência estimado e fornecido por Saaty (1987) em função do número de critérios avaliados, apresentado na Tabela 8, e IC é um índice de consistência dado por:

𝑰𝑪 =(𝝀𝒎𝒂𝒙− 𝒏) (𝒏 − 𝟏)

Tabela 8 – Índice Randômico de Consistência

n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

IR 0 0 0,58 0,90 1,12 1,24 1,32 1,41 1,45 1,49 Fonte: adaptado de Saaty (1987).

De acordo com Saaty (1987), a relação de consistência deve ser inferior a 10% (ou seja, menor que 0,1). Caso este valor seja maior, recomenda-se a reavaliação das comparações entre pares de critérios. Uma vez que as ponderações sejam satisfatoriamente consistentes, obtêm-se o principal autovetor da matriz (vetor de pesos), que após ser normalizado, vai fornecer o ordenamento da importância entre os critérios avaliados.