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Mécanisme Articulatoire

2.3.2.6. Le Native Language Magnet model

Em conclusão o ensino e formação em Portugal deverão ter, como grandes prioridades de ação a melhoria da qualidade e da equidade da educação, a todos os níveis, através de uma política e estratégia claras e constantes ao longo dos anos, baseadas na capacitação e promoção de parcerias e na integração multidisciplinar com o mercado de trabalho, considerando as suas necessidades reais e promovendo a flexibilidade e uma constante adaptação dos curricula a essas necessidades.

O reforço e resposta da educação e formação profissional deve ser cada vez mais ajustado às exigências do mercado de trabalho e às necessidades locais, com consequente redução de obstáculos ao emprego, envolvendo toda a comunidade educativa no sistema e levando-a a participar no seu desenvolvimento.

O objetivo maior do ensino e aprendizagem deverá estar no desenvolvimento da criatividade, da inovação e do empreendedorismo, em todos os níveis, através da reformulação dos métodos de ensino e aprendizagem atuais para uma vertente mais prática e vocacionada para a resolução de problemas, com vista à preparação dos alunos / formandos para empregos mais qualificados, desenvolvendo as suas competências de investigação, inovação e empreendedorismo.

No que respeita à utilização da mentoria, relações de ajuda e flow, estas abordagens permitem obter uma maior motivação e entusiasmo dos alunos / formandos, possibilitando a melhoria da qualidade e equidade do ensino e formação, a discussão de temas mais próximos dos seus interesses e da realidade do mercado e, assim, fomentar o desenvolvimento das competências de investigação, inovação e empreendedorismo.

Capítulo 4 – Conclusões

A sociedade Portuguesa encontra-se num processo de profundas mudanças económicas, políticas, sociais e culturais. Tal processo torna indispensável que se crie um espírito de abertura face às mutações e que se adote um sistema educativo e de formação adequado às necessidades atuais. É imprescindível que as estratégias de ensino / aprendizagem, bem como todo o sistema de ensino e formação se ajustem às referências de excelência, designadamente de um país onde o ensino e a formação têm caráter de excelência, como o é o caso da Finlândia.

A motivação tem sido entendida, ora como um fator psicológico ou conjunto de fatores, ora como um processo. Existe um consenso generalizado entre os autores quanto à dinâmica desses fatores psicológicos ou do processo, em qualquer atividade humana. Eles levam a uma escolha, instigam, fazem iniciar um comportamento direcionado a um objetivo (Bzuneck, 2004). A motivação e os mecanismos da motivação na educação / formação têm como eixo fundamental o conhecimento e a compreensão do comportamento do ser humano, pois atuam sobre o pensamento, a atenção, emoção, ação, anseios, sonhos. Nos mecanismos motivacionais são fundamentais: o impulso, a atração, a satisfação, o afeto e a comunicação. Assim, o professor deve ser um profissional empenhado que se entusiasma com o seu trabalho e deixa passar essa energia para os seus alunos (EDUCARE, 2016).

É, portanto, responsabilidade dos formadores e de todo o ambiente da formação, criar condições para que os formandos desenvolvam balanços subjetivos claramente positivos acerca da sua participação nas atividades e manter uma boa gestão do ambiente relacional e do clima motivacional (Rosado, 2011; Rosado, & Ferreira, 2011).

As estratégias dos formadores não podem ser fixas e imperativas, devem sim alcançar a inovação. Para essa situação acontecer é necessário existirem formadores capazes de enfrentar situações de conflito e situações adversas às ditas normais. Desta forma, urge a premência de se manter atualizado com as atuais práticas pedagógicas formativas e as evoluções ao nível tecnológico que acrescentam valor à sua atividade (Santos, 2008).

A motivação, o entusiasmo e a formação, são assim determinantes para o sucesso de todo um processo na Formação Profissional, pelo que neste sentido torna-se

pertinente e relevante trabalhar o conceito de mentoria que é fundamental para identificar quais os principais fatores e condições facilitadoras da aprendizagem.

A mentoria, as relações de ajuda e o flow são abordagens que podem ser integradas no sistema educativo de forma a obter a desejada motivação e entusiasmo dos alunos / formandos, de forma a desenvolver as suas competências e a permitir que estes no futuro próximo possam ser criativos, inovadores e empreendedores.

A mentoria, segundo Kram (1985), é um relacionamento que contribui para o crescimento pessoal e que funciona como um importante processo de aprendizagem, impregnando no formando um sentimento de confiança no mentor (formador) que passa a ser um facilitador na construção do seu conhecimento. A mentoria incrementa um sentimento de confiança e afetividade que determina o nível de comprometimento afetivo do formador, levando-o a estar ligado emocionalmente ao seu trabalho, à aprendizagem e à organização formativa.

O mentor sendo um facilitador das relações interpessoais, cria na sua atuação uma filosofia de ajuda que, ao ser eficiente pela forma isenta e imparcial, estabelece uma relação de ajuda com o indivíduo, grupo ou organização, promovendo uma dinâmica efetiva de relacionamento e de potenciação da imagem de marca do individuo. As relações de ajuda têm como base os processos sociais de grupo que potenciam um contrato psicológico entre as partes envolvidas durante um efetivo processo de ajuda e que tem demonstrado ser de grande utilidade na avaliação e obtenção do máximo rendimento de um grupo (Schein, 1999; 2009; 2013; Thomaz, 2005; Sousa, 2016). No entanto, este processo é complexo e não só exige que se esteja preparado para ajudar, quando a ajuda é solicitada ou necessária, mas também para receber ajuda, quando esta é necessária ou oferecida, sendo fundamental nas relações humanas (Schein, 2009).

A satisfação é, e sempre será, uma preocupação da gestão das organizações formativas, principalmente em ambientes competitivos onde a diferenciação se faz pela “garra”, pela aprendizagem dos formadores e por sua vez também os formandos, que as compõem e que são o seu “rosto”.

No que se refere ao flow quando os desafios e as habilidades estão no mesmo nível é provável que a pessoa experimente uma sensação de controlo (Csikszentmihalyi, 1993). Snyder e Lopez (2009) descrevem essa característica como a sensação de que se podem controlar as próprias ações, ou seja, de que se pode, em princípio, lidar com a situação, pois sabe-se como responder ao que quer que aconteça a seguir. Entretanto,

imediatamente após uma experiência de flow, a autoestima das pessoas fica mais alta, com mais êxito e melhor consigo mesmas.

As abordagens de benchmarking não devem ser consideradas como receitas paliativas e sempre iguais, pois cada organização de formação é um ser vivo, com vida própria e com características perfeitamente distintivas de todas as outras e a utilização desta técnica permite um aperfeiçoamento indispensável na elaboração de um planeamento estratégico e sustentável (IAPMEI, 2012).

A competitividade requer das organizações um acompanhamento efetivo do ambiente social, de forma a gerar informação e a construir conhecimento que lhe permita agir sustentadamente, nessa agregação de conhecimentos, experiências, valores e regras, focadas em atingir os objetivos da organização (Codling, 1998).

O formador deverá, assim, estar habilitado a responder, também, eficazmente às áreas ocupacionais que constituem perspetivas de abertura socioprofissional. Neste sentido, o formador deixará de ser, cada vez mais, um “simples” instrutor, para se tornar um MENTOR, prestar ajuda e fazer com que os seus formandos experienciem o FLOW, numa perspetiva de lhes suscitar a necessária motivação e entusiasmo para atingir os necessários níveis comportamentais à prossecução dos objetivos de desenvolvimento e de polivalência, cada vez mais exigidos pelas organizações.

Tendo em atenção todos estes aspetos, a pergunta central da investigação ficou definida em: Como melhorar a motivação e o entusiasmo, a nível comportamental, dos

formandos nas ações de Formação Profissional, considerando os processos de mentoria, relações de ajuda e flow?

Em função dos dados recolhidos conclui-se que o ensino e formação em Portugal deverão ter, como grandes prioridades de ação a melhoria da qualidade e da equidade da educação, a todos os níveis, através de uma política e estratégia claras e constantes ao longo dos anos, baseadas na capacitação e promoção de parcerias e na integração multidisciplinar com o mercado de trabalho, considerando as suas necessidades reais e promovendo a flexibilidade e uma constante adaptação dos curricula a essas necessidades.

O reforço e resposta da educação e formação profissional deve ser cada vez mais ajustado às exigências do mercado de trabalho e às necessidades locais, com consequente redução de obstáculos ao emprego, envolvendo toda a comunidade educativa no sistema e levando-a a participar no seu desenvolvimento.

O objetivo maior do ensino e aprendizagem deverá estar no desenvolvimento da criatividade, da inovação e do empreendedorismo, em todos os níveis, através da reformulação dos métodos de ensino e aprendizagem atuais para uma vertente mais prática e vocacionada para a resolução de problemas, com vista à preparação dos alunos / formandos para empregos mais qualificados, desenvolvendo as suas competências de investigação, inovação e empreendedorismo.

No que respeita à utilização da mentoria, relações de ajuda e flow, estas abordagens permitem obter uma maior motivação e entusiasmo dos alunos / formandos, possibilitando a melhoria da qualidade e equidade do ensino e formação, a discussão de temas mais próximos dos seus interesses e da realidade do mercado e, assim, fomentar o desenvolvimento das competências de investigação, inovação e empreendedorismo.

Esta dissertação apresentou algumas limitações no seu desenvolvimento. A primeira refere-se à disponibilidade de documentação e dados estatísticos que permitissem uma mais pormenorizada análise comparativa e uma segunda limitação no que se refere a bibliografia especializada sobre esta temática e esta abordagem.

Em termos de investigação futura, propõe-se o desenvolvimento de trabalhos que analisem as ações de melhoria elencadas e que permitam aferir da sua eficiência e eficácia no processo de ensino e aprendizagem em Portugal.

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