• Aucun résultat trouvé

N 2 physisorption and SAXS analysis

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 94-106)

A. Immobilized Keggin heteropolyacids onto macroporous

3.6 N 2 physisorption and SAXS analysis

Com o crescimento das ocorrências de desastres naturais no mundo e diante dos seguidos casos de enchente e deslizamento de terra em várias regiões do Brasil, a preparação dos profissionais de imprensa para lidar com tais situações torna-se imprescindível para a maioria dos veículos de comunicação. Para Castilho (2011), “a prevenção em catástrofes naturais passou a ser item obrigatório na agenda de serviços públicos da imprensa, a exemplo do que ocorre num país pequeno como a Costa Rica, onde os terremotos são considerados eventos rotineiros” (CASTILHO, 2011). De acordo com o autor, naquele país há jornalistas especializados em cobertura de desastres e até cursos regulares, já que são regiões sabidamente sujeitas a terremotos frequentes. Para Castilho:

A abordagem jornalística de prevenção de acidentes prevê um trabalho continuado de produção de informações voltadas ao interesse público e à preparação das comunidades para

enfrentar situações especiais. Trata-se

especialmente de usar a notícia para estimular a preocupação com ações coletivas e criar solidariedades, não apenas na hora da tragédia. (CASTILHO, 2011)

As tragédias nos municípios da serra do Rio de Janeiro em 2011 são um exemplo de eventos não ocasionais, conforme Castilho, já que estão ocorrendo com frequência em função das chuvaradas que estão acontecendo em regiões urbanas do Brasil, sobretudo no verão. “E a cobertura desses eventos também não pode mais ser vista pelas redações como pretexto sazonal para shows tecnológicos, palco para performances individuais de repórteres e competição entre empresas jornalísticas” (CASTILHO, 2011).

Após atuar na cobertura do desastre de 2008, em Santa Catarina, na função de coordenador da Rede de Notícias da Acaert3

, Marco Aurélio Gomes recomenda que “o grande desafio do jornalista é ‘segurar’ a dramatização de um cenário catastrófico. Na ansiedade de transmitir o que está vendo, éperfeitamente possível cair na tentação de aumentar ainda mais o quadro da tragédia” (GOMES, M., 2009, p.119).

3

A “transmissão sóbria das tragédias” é o que o ouvinte da Rádio Jovem Pan preza, segundo Maria Elisa Porchat (1989). Para a autora, “qualquer cobertura, em que dramas humanos transpareçam, deve se basear apenas no relato de dados objetivos” (PORCHAT, 1989, p. 31). A exemplo de outros profissionais experientes, especialmente até a década de80, Porchat advoga a favor de que a sobriedade deve se impor na transmissão de acontecimentos que mostram a calamidade, como enchentes, desabamentos e fatalidades. “O simples relato dos fatos transmite emoção. Sentimentos e impressões pessoais do repórter no momento prejudicam a informação e a prestação de serviços” (PORCHAT, 1989, p. 31).

Mas uma recomendação feita por Porchat (1989) para as matérias ao vivo é que o repórter seja conciso e direto no relato dos fatos e circunstâncias. Para a autora, no relato dos fatos é preciso buscar referências concretas que deem vida à matéria: a hora exata, o local, às pessoas, etc. (PORCHAT, 1989, p.54).

No caso de utilização de testemunho de pessoas envolvidas diretamente nos desastres, alguns profissionais que acompanharam de perto as enchentes de 2011 e 2012 da região serrana do Rio de Janeiro e em municípios mineiros atentam para certos cuidados necessários durante a realização da tarefa jornalística (CARVALHO, 2012).

A jornalista Fabíola Figueiredo, do Brasil Urgente, da Band TV, entende que não pode tratar o assunto como mera estatística, já que nesses momentos o mais importante é se atentar à pessoa que sofre e depois ao fato. Ela acredita que nessas situações, como de chuvas e deslizamentos, onde as pessoas perdem tudo, os jornalistas assumem também o papel de psicólogo. Thiago Lemos, ex-repórter do portal Uai lembra que durante a cobertura de desastres naturais em Minas Gerais, é necessário ser cauteloso com as perguntas, por isso sempre procura se colocar no lugar da pessoa atingida. Já Ana Borges, do jornal fluminense A Voz da Serra, que participou da cobertura das chuvas, enchentes e deslizamentos em janeiro de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro4

(que se repetiram em 2012) prefere atentar para o momento

4

O desastre iniciado em 11 de janeiro de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro contabilizou 911 mortes causadas pelos impactos das inundações e dos deslizamentos de terras provocados pela chuva, de acordo com as prefeituras dos municípios mais afetados. Em Teresópolis houve 382 mortos. Nova Friburgo registrou 428 vítimas, enquanto que em Petrópolis foram resgatados 72 corpos. Também houve 22 mortes em Sumidouro, 6 em São José do Vale do

da informação, após a apuração. Para ela, a função do jornalista é contar o que está acontecendo, mas é importante pensar no que as pessoas atingidas irão sentir quando lerem a matéria. De acordo com a jornalista, além de informar com responsabilidade é preciso ajudar a melhorar a situação dos atingidos pelas tragédias por meio das notícias e do trabalho jornalístico. (CARVALHO, 2012)

Para Ramos e Zamberlan (2010), na cobertura do desastre no estado do Rio de Janeiro em abril de 2010 foi possível perceber a superficialidade com a qual os meios de comunicação tratam de alguns tópicos relevantes, valorizando a quantificação do desastre. Os autores analisaram a cobertura da revista Veja durante o episódio envolvendo enxurrada e deslizamentos de terra que registrou 219 mortos em 22 municípios do estado fluminense:

Ao se sustentar no Mito da Quantificação do Real, investido da Cultura positivista, a Revista Veja se notabiliza. Revela as aparências, para esconder as essências. Aborda uma Tragédia humana e social, como se fosse uma cobertura da Bolsa de Valores. Pauta-se por cumprir mais um triste papel em sua história jornalística. (RAMOS; ZAMBERLAN, 2010, p.5)

As diferenças entre as coberturas dos diversos meios de comunicação mostram-se mais acentuadas durante a ocorrência de tragédias. De acordo com Salomão (2003), há diferenças perceptíveis, por exemplo, entre uma emissora de rádio e uma emissora de TV na ênfase ao jornalismo durante um acontecimento trágico ou o surgimento de um desastre. Para as rádios, basta que haja “um grave acidente, um assalto a banco, um início de rebelião numa pequena delegacia” que já é o suficiente para “a subversão da programação com seguidos flashs, entrevistas pelo telefone e boletins da redação a todo o momento” (SALOMÃO, 2003, p.80-81). Na TV o funcionamento é outro: “as notícias têm hora marcada e tempo definido. Tudo tem que caber no Rio Preto e 1 em Bom Jardim, de acordo com o portal G1, disponível em http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/chuvas-no-rj/noticia/2011/02/passa-de-900-

o-numero-de-mortos-na-regiao-serrana-apos-chuvas.html acessado em

tempo líquido de um telejornal – independentemente da maior variedade ou complexidade da pauta do dia” (SALOMÃO, 2003, p.81).

Mas são exatamente em ocasiões de calamidade pública que as audiências das rádios equipadas para a prestação de serviços aumentam muito, despertando a solidariedade das pessoas, promovendo doações, atendendo pedidos de coleta de sangue e de órgãos, orientando o tráfego e, sobretudo, fazendo jornalismo. É quase impossível desligar-se do rádio nestas circunstâncias (KLÖCKNER; BRAGANÇA, 2001, p.156).

Até mesmo para a transmissão de mensagens preventivas, o rádio mostra sua eficácia durante os desastres. De acordo com Zenatti e Souza (2010), essas mensagens “podem ser transmitidas por meio de entrevistas, comentários, crônicas e informes especiais”. Para as autoras, “falar por meio do rádio significa explicar, contar, dialogar com o receptor. Por isso, este tipo de comunicação deve ser coloquial” (ZENATTI; SOUZA, 2010, p.64).

1.3 A cobertura da mídia nos furacões Katrina e Rita: casos

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 94-106)

Documents relatifs