Com rápidas mudanças ocorrendo em diversos setores, econômicos, políticos e até mesmo culturais, o trabalho dos profissionais está sendo redefinido, assim como o ambiente e as ferramentas utilizadas para executar funções. Nesse contexto de transformações decorrentes em uma velocidade cada vez mais rápida, as empresas têm buscado formas concretas e objetivas de se adaptar. A nova realidade competitiva leva à busca de mudanças não somente nas imagens e valores, mas também na estrutura e comportamento, revolucionando o cotidiano e as decisões.
As mudanças vêm ocorrendo, intermitentemente há décadas. A diferença, agora, é que o ritmo está se acelerando. As pressões impostas à mídia pelos computadores e por outras tecnologias de ponta deixaram de ser fenômenos periféricos; são a força dominante que está remodelando o futuro das indústrias de mídia. Por sua vez, essas transformações da mídia estão alteando a forma e a direção da sociedade americana: como vemos a nós mesmos, o que julgamos ser importante e onde obtemos a informação que afeta nossas decisões e nossas atividades diárias (DIZARD, 2000, p. 254).
A internet surge como um grande marco tecnológico e de mudança para os processos de produção de conteúdo em organizações de comunicação. Depois do surgimento do computador e da internet, os softwares, redes sociais e canais de interatividade resultam não apenas em novos processos de produção, mas, também, de novos produtos, que reafirmam o papel do empreendedor e a importância da ferramenta internet no mundo dos comunicadores.
Se a tecnologia da informação é o equivalente histórico do que foi a eletricidade na era industrial, em nossa era poderíamos comparar a Internet com a rede elétrica e o motor elétrico, dado sua capacidade para distribuir o poder da informação por todos os âmbitos da atividade humana (CASTELLS 2001 p. 15).
Nesse contexto, a internet adquiriu importância estratégica no modelo social forjado pela revolução tecnológica. Mais do que um protocolo informativo, a ferramenta transformou- se num espaço social e cultural que permite estabelecer a comunicação entre distintos tipos de rede. A internet constituí a base material da vida e das formas de relação com a produção, o
trabalho, a educação, a política, a ciência, a informação e a comunicação. É o coração do novo paradigma sócio técnico.
O amadurecimento da revolução das tecnologias da informação na década de 1990 transformou o processo de trabalho, introduzindo novas formas de divisão técnica e social de trabalho. As máquinas baseadas em microeletrônica levaram toda a década de 1980 para efetivar sua penetração na indústria, e somente nos anos 90 os computadores em rede difundiram-se pelas atividades relacionadas a processamento da informação, componente principal do chamado setor de serviços. Em meados da década de 1990, o novo paradigma informacional, associado ao surgimento da empresa em rede, está em funcionamento e preparado para evoluir (CASTELLS 2001, p. 304).
A cultura da internet, na concepção de Castells é caracterizada por uma estrutura formada por quatro estratos superpostos: a cultura tecnomeritocrática, a cultura hacker, a cultura comunitária virtual e a cultura empreendedora. Juntos esses estratos contribuíram para que a construção e sustentação da internet se desse com base em valores tais como o de liberdade individual, de pensamento independente, da ideia de cooperação entre usuários, de comunicação horizontal, conexão interativa, informal e aberta entre os usuários.
A tecnologia da informação no contexto da comunicação social torna-se ingrediente decisivo do processo do trabalho empreendedor. Se por um lado a máquina representou uma ameaça para milhares de trabalhadores de serem substituídos a ponto de se tornarem impertinentes à lógica produtivista, por outro, reafirmou sua capacidade de evolução e de cenário prospero por meio de índices explanados já nas décadas de 1980 e 1990.
Como prova da continuidade dessa tendência tecnológica, é fácil apontar a experiência das economias industriais dotadas de mais avanços tecnológicos, o Japão e os Estados Unidos: elas são exatamente as que criaram maior número de empregos durante os anos 80 e 90. De acordo com o relatório oficial de 1994 da Comissão Européia sobre Crescimento, Competitividade e Empregos, entre 1970 e 1992, a economia norte americana cresceu 70% em termos reais, e o nível de emprego, 49%. A economia Japonesa cresceu 173%, e seu nível de emprego, 25% (CASTELLS 2000 p. 317).
O número de empregos começou a aumentar na Europa entre os anos 1997 e 1999, no momento em que os países europeus aceleraram a difusão das tecnologias de informação em suas empresas, enquanto realizavam reformas nos aspectos institucionais do mercado de trabalho. A ferramenta da internet é a base para a capacidade de inovação. Ela possibilita a correção de erros e a geração de efeitos de feedback durante a execução, fornecendo infraestrutura para flexibilidade e adaptabilidade ao longo do gerenciamento do processo produtivo, assim representando um ponto de apoio ao empreendedorismo.
4 ANÁLISE DE RESULTADOS
Com base nos estudos sobre empreendedorismo, referenciados por Dolabella, Filion, Drucker, Mainieri e outros autores, foi possível conhecer características de um comunicador- empreendedor. Para validar essas contribuições foi elaborado um estudo de campo, por meio da elaboração de um instrumento de pesquisa que proporcionasse uma análise ampla sobre o assunto. A análise da pesquisa qualitativa será apresentada por meio do cruzamento de informações coletadas através de entrevistas em profundidade aplicadas.
A escolha dos entrevistados aconteceu de forma aleatória e pela indicação de professores do Curso de Comunicação Social da Unijuí. Embora, teve-se a preocupação em ouvir pessoas que fizessem parte de três perfis identificados nas hipóteses do trabalho: empreendedores, empregados e freelancers. O gravador digital e o canal de comunicação
Skype e Mensenger serviram de base para os diálogos que duraram aproximadamente 30
minutos e posteriormente foram decupados.
Como se trata da análise do perfil dos comunicadores com relacionamento à universidade, tivemos como amostra da pesquisa qualitativa 13 pessoas, entre elas homens e mulheres, acadêmicos e egressos do Curso de Comunicação Social da Unijuí, com habilitação em Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas. A faixa etária dos entrevistados variou entre 21 a 39 anos e a renda destes profissionais entre R$ 800 e R$ 4,2 mil.
Para otimizar a pesquisa optou-se por dividir os comunicadores em três diferentes categorias, que já foram mencionados anteriormente: empreendedores, empregados e
freelancers – o que facilita diferir seus atributos e perfis. Dentro de cada categoria foram
criadas subcategorias de análise: trajetória acadêmica; o entendimento sobre empreendedorismo; características empreendedoras; situação professional e futuro do comunicador-empreendedor, as quais permitiram uma interpretação mais precisa de cada quesito estudado, diferenciando as características e noções sobre o tema entre uma e outra.
Elaboramos um roteiro a partir das hipóteses para conduzir as entrevistas e assim ser possível traçar as principais características do comunicador, que pode fazer parte de um ou mais grupos identificados. Durante o questionário buscou-se conhecer a personalidade, a rotina, as experiências e as perspectivas do entrevistado quanto ao mundo da comunicação social. Sobre o perfil empreendedor, partimos de uma identificação sobre as características
empreendedoras, de acordo com seu perfil profissional, e as características que o entrevistado avalia como ideais para um comunicador-empreendedor, descobrindo se ele se considera um profissional inovador ou não.
Outro quesito analisado em uma das subcategorias foi sobre o ensino do empreendedorismo na formação acadêmica. Avaliando se as experiências de mercado contribuem para o desenvolvimento dos egressos como empreendedores. Com o estudo desta amostra é possível delinear o perfil empreendedor dos grupos identificados. Na análise, comentários foram extraídos das entrevistas de maneira a ressaltar os estudos apontados. Esta pesquisa é o primeiro passo para se compreender a relação entre o empreendedorismo e a comunicação social. Assim como a sua importância no mercado de trabalho atual.
4.1 Empreendedores
Eles inovam no mercado da comunicação social, trabalham incansavelmente buscando o melhor e realizam-se diariamente com aquilo que realmente gostam de fazer. O caminho do empreendedorismo surgiu espontaneamente na vida dos egressos entrevistados. Com uma visão de mercado diferente, o trabalho idealizado por eles agrega valor à vida das pessoas, que são contempladas com uma pitada de inovação.
Trajetória Acadêmica
Os entrevistados definidos como empreendedores se encaixam na faixa etária de 26 à 39 anos e são considerados como tais pelo fato de administrar algum empreendimento ou fornecer algum serviço inovador para o mercado de trabalho. Embora sabe-se que para ser um empreendedor não necessariamente precisa ser proprietário de um negócio, optou-se por manter esta categoria, que considera empreendedores como donos de uma empresa, como forma de verificar diferenças e semelhantes entre as três categorias.
Os empreendedores são egressos da Unijuí e demonstraram que a perspectiva inicial de quando ingressaram no Curso de Comunicação Social era trabalhar em algum veículo de comunicação e ter uma boa remuneração. Exceto uma publicitária, que ingressou no curso com o objetivo de utilizar a comunicação para otimizar um negócio familiar que havia assumido e acabou criando uma agência. Embora, poucos entraram no curso com a ideia de
empreender, esse foi um caminho que surgiu após muitas experiências e atividades desenvolvidas na vida acadêmica.
Praticamente todos os entrevistados do grupo revelaram-se extremamente participativos quando se tratando de atividades extras realizadas. Envolvimento intenso com academia, tanto na presença em eventos que visam desenvolver e estimular a participação na área de comunicação, proporcionando a troca de conhecimento entre profissionais, professores e alunos através de eventos realizados.
Um fato em comum e marcante entre o grupo é que todos eles sentiram muita vontade e buscaram a oportunidade de trabalhar por muito tempo durante o período acadêmico, seja em agência/assessoria, jornal, internet, rádio e até mesmo estagiando na universidade. Experiências que aguçaram ainda mais a paixão pela profissão, a vontade de desenvolver projetos inovadores e a familiarização por enfrentar desafios e superar limites.
“Na rádio trabalhei como estagiária voluntária. Depois trabalhei em uma assessoria de comunicação em outra emissora, onde eu também desenvolvia um projeto de extensão. Trabalhei ainda em um jornal, onde era responsável por quatro editorias. Eu era muito participativa, integrava a todos os eventos. Algo marcante foi ter conquistado uma premiação em eventos da comunicação” (T. H.L.).
A maior parte dos egressos do grupo teve uma rotina tripla, pelo fato de trabalhar integralmente e estudar à noite. Essa rotina intensa não foi de responsabilidade de estágios obrigatórios, já que até o primeiro semestre de 2016 os mesmos não eram uma exigência na formação acadêmica da Unijuí. Mas, todos acreditam que esse complemento é indispensável para a formação. A busca incansável dos empreendedores por trabalho tinha um único e valioso intuíto: adquirir experiência e vivenciar a realidade da profissão. Para todos, sair da faculdade sem experiência significava um risco muito grande.
Foi por meio de estágios internos e também extracurriculares, que esses alunos adquiram experiências de mercado que lhes fizeram enxergar um mundo de oportunidades para empreender das mais diversas formas.
“Acho que ver como funciona a coisa de verdade é indispensável. Não é sentado em casa que tu vai aprender. É ali, vivendo a realidade, sendo desafiado. Pensar faz bem. Mas, não pense muito, pois enquanto alguém está parado pensando, sempre tem alguém fazendo. Entre não fazer nada e fazer e errar prefira errar, pois você estará aprendendo. Erra uma vez, mas na próxima não” (N. B. M.).
Os entrevistados buscaram e agarraram todas as oportunidades de trabalho que apareceram pelo caminho por ter dúvidas e ansiedade de saber como seria a realidade de quem trabalha na comunicação. Para eles, trabalhar no período acadêmico e ter a chance de colocar em prática todo conhecimento teórico aprendido durante as aulas é enriquecedor.
“É importante ter a experiência para entrar no mercado. Foi no estágio que aprendi a fazer realmente o trabalho de jornalista, a ser exigente, a buscar todos os lados do assunto, a buscar a verdade. Deram-me espaço e me ensinaram a ser jornalista. Tudo é diferente quando estamos inseridos no mercado” (M.S.F.). A importância de estagiar na área da comunicação, para o grupo, está para além de ter um salário, e sim, de ter a oportunidade de desenvolver trabalhos, colocando em prática os aprendizados conduzidos dentro da sala de aula. Outro fato, é que o contato com a realidade traz conhecimento não somente da função propriamente dita do comunicador.
“Eu vejo que é muito importante sair da faculdade com experiência. Caso contrário, você sairá despreparado. A vivência no mercado de trabalho é muito importante pra você entender como funcionam as coisas e qual o ritmo delas” (T.H.L.). As experiências de veículos menores e do interior dão oportunidade ao estagiário para passar por praticamente todas as etapas e situações de mercado. O profissional é obrigado a ser multitarefas e acaba por desenvolver suas habilidades de gerenciamento, atendimento, criação, entre outras tantas que acontecem dentro de um ambiente que visa a comunicação como foco. O estágio vem para agregar profissionalmente e para despertar características do perfil.
“Acho que trabalhei em todas as áreas. Foram todas experiências válidas. Foi bem legal. Tudo vem para somar e para vermos o que gostamos ou não de fazer. Sempre gostei muito de trabalhar. Desde o primeiro semestre trabalhei. Sentia a necessidade de ter a prática. Em todas as áreas sinto que aprendi um pouco” (L.D.M.).
O entendimento sobre empreendedorismo
Segundo Filion (1999), o empreendedor é – “uma pessoa criativa, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos e que mantém alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para detectar oportunidades de negócios. Um empreendedor que continua a aprender a respeito de possíveis oportunidades de negócios e a tomar decisões moderadamente arriscadas que objetivam a inovação, continuará a desempenhar seu papel de empreendedor”.
Questionados sobre o conceito de empreendedorismo, praticamente todos os egressos apontam a criatividade como identidade relevante. Para eles, empreendedorismo, é, sobretudo, a criação de algo novo que agregue valor para a vida das pessoas e que esteja em constante desenvolvimento, buscando sempre trazer inovação. Outro fator abordado por eles é a questão do planejamento.
“Antes de tudo é preciso ter planejamento. O que você quer vender? O que o mercado tá pedindo? Você está no lugar certo? O empreendedorismo é muito maior que ter um produto e querer vender. É preciso planejamento e de algo novo para oferecer” (E.M.D.).
Percebe-se que os egressos que formaram-se há muitos anos já tinham uma visão empreendedora durante a formação, mas as habilidades e o conhecimento maior sobre o tema para ambos é proveniente de estágios, que foram responsáveis por aflorar objetivos de vida e noções da realidade do mundo do trabalho. A formação possibilitou um espírito crítico e contribuiu de certa forma para o desenvolvimento deste perfil, mencionado pelos mestres. Embora, a visão empreendedora mesmo pareceu mais tarde com as disciplinas práticas e os trabalhos na área da comunicação. Sendo assim o empreendedorismo parte principalmente como membro do processo de aprendizagem. Ambos os entrevistados dizem acreditar que a universidade poderia trabalhar com estágios e projetos para proporcionar mais vivência específica sobre o tema, contemplando e preparando aos alunos com uma experiência de mercado, a qual é fundamental para iniciar um negócio na área.
O termo empresário x empreendedor, apesar de normalmente serem palavras associadas à mesma coisa, na prática, há uma grande diferença entre esses dois perfis. O grupo de empreendedores demonstra ter discernimento sobre os dois termos. A justificativa está que nem todo empresário tem a capacidade de ser empreendedor, pelo fato de que o empreendedor está muito mais ligado a uma postura, uma forma de ver o mundo e não a uma profissão.
“Não, não. Empresário pode ser aquele que simplesmente tem uma empresa. O empreendedor é bem mais que isso. Ele surpreende nas escolhas de seu negócio e tem uma forte ligação com inovação” (T. H. L.).
O ato de empreender entre o grupo não é uniforme e tem influência de diversas formas. O principal combustível destas pessoas, hoje, é trabalhar naquilo que traz realização profissional. Embora, tenham que assumir muitos riscos por fazerem parte de um grupo de pessoas inovadoras e independentes. A influência e o apoio familiar também perpetuam nos
relatos. Numa análise mais profunda, na maioria das vezes, há um antecedente com perfil empreendedor que apontou o empreendedorismo como um caminho de progresso a ser trilhado.
“Eu pensei que poderia colocar o volume de coisas que eu trabalhava em um projeto que eu acreditava. Eu queria trabalhar bastante e criar algo legal. Depois que eu me formei decidimos abrir uma empresa”(L. D. M.).
Para todos os entrevistados, o empreendedorismo no campo da Comunicação Social tem muito para ser explorado e representa um caminho promissor. A internet aliada à comunicação também é apresentada como ponto estratégico para quem quer empreender e colher bons frutos. Um exemplo disso é o marketing digital – que traz resultados altamente positivos para as empresas. Um dos lados prosaicos de empreender na comunicação, para eles, é que o segmento nem sempre exige grandes investimentos iniciais. Empreender na comunicação, por exemplo, raramente exige um local físico, o que implicará em um custo significativo nas despesas mensais.
“Na área da comunicação é possível empreender e começar pequeno. Hoje, vivenciamos uma era de empresas online. Não há mais a necessidade de ter um local físico. A era digital é propícia para a comunicação. É o que mais cresce” (N. B. M).
Características Empreendedoras
Todos os entrevistados se consideram comunicadores-empreendedores e demostram ter grande capacidade de inovar, de ser criativo e, principalmente, de saber aproveitar as oportunidades que surgem em sua trajetória. A percepção dessas oportunidades e a forma de administra-las é um fator gerador da atividade empreendedora.
“Eu acredito que sou empreendedora, pois já criei muitas coisas. Tenho um blog de viagem. Eu preciso fazer aquilo crescer e ser algo legal na vida das pessoas. É preciso fazer com que seja rentável. Outra coisa que comecei a fazer é trabalhar com curso de especialização. Sempre que eu vejo uma oportunidade de dar uma formação eu crio uma proposta de formação, vou lá e executo”(N. B.M).
Além de assumir a postura, com essas características, o comunicador-empreendedor também tem a consciência do que é este inovar e aproveitar o que surgem de oportunidades. Todos eles trabalharam e também criaram oportunidades para trabalhar na área desde cedo. A proatividade é uma característica em comum atribuída pela maioria dos entrevistados. Ela é apontada como primordial e reafirma também a capacidade de flexibilidade e dinamicidade –
propriedades apontadas por Mainieri (2005), assinalando que um empreendimento na área de comunicação requer flexibilidade para permitir adaptações, diante de um mercado que se revigora a cada dia. A maioria deles declarou ser flexível no trabalho, permitindo ajustes e mudanças de plano quando necessário.
É possível analisar, por meio dos relatos, que para atender a necessidade de um mercado é preciso de jogo de cintura e opções de serviço para ter mais sobrevivência. Mainieri (2005) também menciona essa capacidade de tomar decisões e implementar mudanças dinamicamente, norteando o caminho que a equipe deve seguir. Visto isso, o comunicador-empreendedor precisa ser dinâmico ao estar integrado em novas redes de comunicação que surgem no meio tecnológico como, por exemplo, WhatsApp, Messenger,
blogs, entre outros. Todos demonstraram essa particularidade, de maneira diferenciada, porém
predominante criando formas de gerenciar crises ou então de atender as demandas do mercado de trabalho inovando.
A maioria dos entrevistados apontou a necessidade de ser independente e de conduzir uma ideia que tem a sua cara como ponto relevante. Ao afirmar isso, eles demonstram a autonomia e o desejo de crescer como uma identidade crucial na personalidade de um comunicador-empreendedor. Todos os entrevistados têm o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às situações impostas pelo meio – o que também mostra a preocupação e afinidade com o planejamento. Um fator chave na constituição de sucesso na área, para os empreendedores, é ter uma ampla e sólida rede de contatos (networking) – o que facilitará o andamento do negócio, já que a maioria dos clientes vem por meio de indicação.
A iniciativa, dedicação, comprometimento e liderança são outras palavras fortes atribuídas ao vocabulário de comunicadores-empreendedores. É possível constatar que a maioria dos entrevistados são extremamente dedicados e comprometidos com seus negócios, apontando a paixão pelo que fazem como fator de motivação. Embora, tenham que sacrificar muitos finais de semana, feriados e férias regulares para atender da melhor forma seus clientes, o que reflete num serviço diferente, inovador e de qualidade.
Boa parte dos entrevistados acredita no poder da intuição e utilizam disso no dia a dia. Além de intuitivos, a maioria deles são pessoas motivadas a superar obstáculos em busca de