Em primeiro lugar, pretendemos referir que, apesar de, novamente, a turma não ter reagido muito favoravelmente à atividade que lhes estava a ser sugerida, sentimos, desta vez, um maior empenho na resolução dos exercícios. Importa referir que tivemos, mais uma vez, um total de 17 alunos a realizar a ficha.
Nos gráficos nº 3 a 6 revelamos o desempenho da turma no exercício 1.
Gráfico Nº 3 – Resultados quantitativos obtidos na classificação das orações - questão 1.1.
Gráfico Nº 4 – Resultados quantitativos obtidos na identificação da função sintática de cada oração – questão 1.1.
4 6 0 13 13 10 17 4 0 1 0 0 0 10 20 F. (1) - oração substantiva completiva F. (2) - oração adjetiva relativa explicativa F. (3) - oração substantiva relativa F. (4) - oração adjetiva relativa restritiva
Questão 1.1.: Classificação das orações destacadas nas frases (1),
(2), (3) e (4).
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Gráfico Nº 5 – Resultados quantitativos obtidos na questão 1.2.
Gráfico Nº 6 – Resultados quantitativos obtidos na questão 1.3.
A partir dos resultados exibidos pelos dois primeiros gráficos, podemos constatar que, a par de um elevado número de respostas erradas na classificação das orações, a atribuição de uma função sintática às orações continuou a ser uma dificuldade visível nos alunos. Em relação à classificação morfológica dos elementos de ligação (1.2.), o gráfico nº 5 demonstra que o desempenho da turma nesta questão confirma a falta de conhecimentos apurada anteriormente (note-se que apenas na classificação do pronome relativo que introduz a oração adjetiva relativa explicativa da frase 2, os alunos apresentaram um aproveitamento mais positivo).
4 1 7 1 13 13 9 15 1 3 1 1 0 20
Frase (1) Frase (2) Frase (3) Frase (4)
Questão 1.1.: Identificação da função sintática desempenhada por cada oração destacada nas frases (1), (2), (3) e (4).
Acertou Errou Não respondeu
16 1
0 20
Questão 1.3.: Identificação do respetivo
antecedente da oração subordinada adjetiva relativa destacada. Acertou Errou 0 10 2 10 3 8 7 4 7 0 5 10 15 (1) "que" Conjunção Subordinativa (2) "que" Pronome Relativo
(3) "o que" Pronome Relativo
Questão 1.2.: Identificação da classe e da subclasse das palavras que introduzem as orações destacadas nas frases (1), (2) e (3).
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Os erros dos alunos na classificação destas orações assentam, em grande parte, na dificuldade de distinção entre uma oração subordinada adjetiva relativa e uma oração subordinada substantiva completiva, ou entre uma oração subordinada adjetiva relativa e uma oração subordinada substantiva relativa.
Quanto aos erros cometidos na questão 1.2., o tipo de erros apresentados vai ao encontro do que se observou na questão anterior, assentando na dificuldade de distinção entre o pronome relativo e a conjunção subordinativa. A acrescentar a isto, podemos também afirmar que os discentes não foram capazes de identificar “o que” como uma forma do pronome relativo, nem de o reconhecer como um dos conectores relativos responsáveis pela introdução de orações subordinadas substantivas relativas, atribuindo- lhe outras classificações.
Pelo que pudemos perceber durante a prática pedagógica, muitos alunos têm por hábito centrar o seu estudo individual (acerca das orações), apenas, na memorização dos elementos que as introduzem. Este facto faz com que, muitas vezes, quando os discentes não são capazes de identificar o elemento que está a introduzir determinada oração, não sejam também capazes de a classificar corretamente. Vejamos, portanto, o que sucedeu em relação à oração substantiva relativa: os alunos, do mesmo modo que não encararam “o que” como um pronome relativo, não souberam identificá-lo como um dos elementos introdutórios das orações substantivas relativas, ou seja, não foram capazes de reconhecer essa estrutura na frase, atribuindo-lhe outras classificações. A nosso ver, por semelhança deste elemento com o “que” pronome relativo e com o “que” conjunção subordinativa, praticamente metade dos alunos atribuíram-lhe a classificação de oração adjetiva relativa e os restantes de oração substantiva completiva.
Por outro lado, mesmo que os alunos memorizem os principais elementos que introduzem as orações, em determinadas situações, isso não é suficiente. Verificámos anteriormente que os discentes, tal como revelaram dificuldades em distinguir uma oração adjetiva relativa de uma oração substantiva completiva (e vice-versa) também revelaram dificuldades em distinguir o pronome relativo “que” da conjunção subordinativa “que”. Na nossa perspetiva, os discentes sabem que as orações adjetivas relativas e as orações substantivas completivas são, essencialmente, introduzidas por tais elementos, no entanto não são capazes de os diferenciar. Assim sendo, o aluno acaba por não tirar muito proveito desses conhecimentos, pois é necessário que ele saiba o que caracteriza tais elementos, para que seja capaz de os diferenciar de outros morfologicamente, auxiliando na classificação das orações.
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Relativamente à terceira e última questão deste exercício (1.3.), o desempenho da turma foi bastante positivo, não revelando dificuldades em identificar o antecedente do pronome relativo. Importa aqui referir que, na nossa perspetiva, o facto de, através do enunciado desta questão, os alunos tomarem conhecimento de que o vocábulo “que” destacado na frase (1) era um pronome relativo, pode ter sido uma mais-valia para que a maioria dos alunos acertasse a classificação da oração, deitando por terra a possibilidade de a confundir com uma oração subordinada substantiva completiva.
No exercício 2, a prestação da turma foi razoável - dez alunos acertaram e outros sete erraram, ou seja, mais de metade da turma acertou a resposta. Relativamente a este conteúdo, podemos afirmar que o panorama geral se mantém, já que, mesmo tendo-se registado, aqui, mais respostas certas do que no anterior exercício deste tipo (colocado na primeira ficha de verificação de conhecimentos), a evolução não foi significativa, pois a diferença é de, apenas, mais duas respostas certas.
Por último, o gráfico que se segue apresenta os resultados alcançados no último exercício, em cada uma das alíneas.
Gráfico Nº 7 – Resultados quantitativos obtidos na questão 3.1.
Analisando o gráfico, facilmente se depreende que o aproveitamento da turma neste exercício não foi muito positivo, tendo demonstrado bastantes dificuldades em delimitar/identificar estas orações, na frase complexa.
De modo a percebermos por que razões obtivemos tais resultados, procedemos ao levantamento e análise de alguns tipos de erros cometidos pelos alunos.
Relativamente aos alunos que erraram a transcrição da oração substantiva completiva podemos salientar o seguinte: alguns erraram completamente a delimitação das orações, transcrevendo os excertos “que Camões tentou mostrar aos seus contemporâneos” e “que não são dignos das gerações”, um, como resposta para a alínea
5 1 11 15 1 1 0 10 20 Alínea a) Oração Substantiva Completiva Alínea b) Oração adjetiva relativa restritiva
Questão 3.1.: Transcrição das orações pedidas nas alínas a) e b).
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a), e outro, como resposta para a alínea b); os restantes transcreveram a oração subordinada adjetiva relativa restritiva para a alínea a) e uma das orações subordinadas substantivas completivas para a alínea b), ou seja, não foram capazes de distinguir os dois subtipos de orações.
Para finalizar, concluímos que os discentes ainda demonstraram bastantes dificuldades em delimitar as orações de uma frase complexa deste tipo. Além disso, confirmamos algumas das conclusões obtidas com o exercício 1.
3.2. Experiências de ensino-aprendizagem, na turma do 11.º F