7 LUTTE CONTRE LES NUISIBLES EN ELEVAGE AVICOLE 7.1 LES RONGEURS
7.1.3.1 Moyens de lutte contre les rongeurs
O uso de substâncias entorpecentes pelo homem é quase tão antigo quanto sua própria existência. Foi utilizada por milhares de anos com finalidades religiosas, culturais, curativas, relaxantes ou simplesmente para a obtenção do próprio prazer. O álcool é considerado a primeira droga conhecida pelo homem, sendo o ópio considerado a primeira droga ilícita. Discuti-se até hoje qual teria sido descoberto primeiro, o álcool ou o ópio, sendo que os defensores do ópio argumentam que, diferentemente do álcool que necessita passar por um processo de destilação, o ópio cru só necessita plantio e preparação da papoula, sendo, portanto, devido a tecnologia presente a época, mais fácil a sua utilização.
Logo depois veio a maconha (estimada entre os séc. VIII ou VI a.C.). Apesar de, nos dias atuais, estar difundida em todos os cantos do planeta, a maconha teve sua origem na Ásia Central. Oficialmente, segundo a Universidade de Medicina de Oxford, na Inglaterra, é uma planta do norte do Afeganistão e das montanhas Altai, no sul da Sibéria (Rússia), que tem dois sexos: o masculino e o feminino.
O feminino é o que concentra os melhores canabinóides, componentes psicoativos presentes nas plantas, cujo principal é o tetrahidrocanabinol, conhecido popularmente como THC. Se divide em três espécies (Cannabis sativa, Cannabis indica e Cannabis ruderalis), sendo a Cannabis sativa a mais utilizada. A Cannabis indica possui as espécies de psicoativos mais potentes enquanto a ruderalis possui os psicoativos menos potentes entre as três espécies. Foi no Sudeste Asiático que a Cannabis sativa passou a ser consumida da maneira atual, enrolada em papel e fumada, como cigarro, anteriormente se mastigava e comia ou então se consumia através de infusões em forma de chá.
A migração da planta da Ásia Central para Europa foi rápida. Evidências arqueológicas apontam para a chegada da maconha no 3° milênio a.C ao continente europeu. Uma dessas amostras está na Romênia, em um túmulo com um artefato conhecido como copo-canudo, em que estão sementes da planta. Outra amostra está na Europa Central, perto da Bulgária, onde foram encontradas mais sementes em um receptáculo intacto. Os gregos, já no século 5° a.C, conheciam os poderes da erva. O pai da história, Heródoto, relatou o uso da maconha pelos povos da região do mar Negro, que rapidamente se espalhou no berço da civilização ocidental. No Egito Antigo, estava presente tanto como fibra quanto para fins
recreativos e medicinais. Os sufistas, membros de uma tradição mística do Islamismo, acreditavam que a maconha tinha poderes curativos.
Durante o Império Romano, a maconha foi conhecida pelo contato entre os mesmos e os indianos, e servia como fonte de fibras e para fins medicinais, sendo que em 300 a.C, os romanos entraram em conflito com Cartago. No ano 100 d.C, o cirurgião romano Dioscorides, que cuidava de Nero, batizou a planta com o nome pelo qual é conhecida nos dias atuais:
Cannabis sativa.
A maconha atravessou o Oceano Atlântico e chegou a América do Norte possivelmente com os primeiros colonizadores, que utilizavam muito suas fibras, tendo seu primeiro cultivo em Nova Scotia, no Canadá, em 1606. Espalhando-se, em seguida, para os Estados Unidos da América. Somente no século 19 é que a maconha passou a ser utilizada também para fins entorpecentes.
Na América Central, a maconha tornou-se popular no México no século 19, e tornou- se um estilo de vida na Jamaica. Trazida pelos indianos e pelos ingleses no final do século 19, a maconha encontrou o lugar ideal para crescer, tanto por conta do clima como por parte da população, composta por muitos rastafáris, religião que cultua o seu uso como a “planta sagrada”.
Na América do Sul, a droga chegou em 1554 com os colonizadores espanhóis plantando inicialmente na Argentina e no Peru.
No Brasil, a planta chegou pelo mesmo período, trazida pelos escravos e origina-se deste período o nome mais popular atribuído à Cannabis, que é popularmente conhecida como “maconha”, que vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome muito utilizado no Maranhão e adjacências nos dias atuais.
Posteriormente, há aproximadamente quatro (04) mil anos os sumérios, povo do sul da Mesopotâmia, vizinho da Síria, descobriram que o sumo da Papoula (Papaver somniferum) uma bela flor encontrada no Oriente Médio, continha propriedade calmante, sonífera e anestésica.
Descobria-se então o ópio, derivado da papoula, utilizado como matéria-prima para remédios. Arqueólogos noticiam que em cavernas dos homens primitivos foram encontradas cápsulas de Papaver somniferum, de onde se extrai o Ópio.
Na Grécia Antiga, a aludida droga serviu como calmante para gladiadores. Escritos mesopotâmicos datados de 3100 a.C já se referiam à papoula do ópio como a “planta da alegria”. Egípcios, árabes, romanos e gregos faziam uso medicinal da planta para tratar
elefantíase, epilepsia e picadas de escorpião. O imperador Nero usou as propriedades venenosas do ópio para destronar Britannicus. No século VII, turcos e árabes descobriram que cheirando a fumaça do suco de papoula solidificada, obtinha-se efeitos mais poderosos. Passaram então a vender droga, sobretudo na Índia e na China.
Com a expansão das rotas comerciais, no século XVIII, o ópio tomou conta da Europa.
No século 19 ocorreram às primeiras guerras da era moderna envolvendo a questão das drogas, foram guerras em prol do livre comércio desta substância. A guerra foi encabeçada pela Inglaterra que mantinha um lucrativo comércio do ópio com as Índias Orientais.
As chamadas “guerras do ópio” ocorreram em 1839 e 1856. Os ingleses realizavam grandes lucros com o fomento da produção de ópio na costa oriental da Índia e, especialmente, com a exportação do produto para a China, que continha uma população de cerca de 02 milhões de pessoas consideradas consumidores freqüentes do ópio.
As vendas do ópio, promovidas pela East Índia Company, chegou a representar a sexta parte do total da renda obtida pela Índia Britânica. O ópio também era consumido na Europa, nos opiários, que existiam nas principais cidades européias, onde o ópio era livremente consumido pelas pessoas.
O imperador chinês Lin Tso-Siu decidiu, apreender e destruir, alegando estar agindo em prol da saúde pública, um carregamento de 1360 toneladas de ópio, fato que teve como conseqüência a primeira declaração de guerra da Inglaterra à China, que alegava estar defendendo os interesses do livre comércio.
A rainha da Inglaterra considerou a atitude chinesa uma injustiça contra os seus súditos e praticamente forçou o Parlamento Inglês a autorizar o envio de tropas para obter reparações, culminando com a guerra vencida pela Inglaterra. Com a derrota, a China foi obrigada a pagar indenização a Inglaterra, além de ceder Hong Kong para instalação de uma base naval inglesa e entrepostos comerciais à coroa Inglesa, embora a maior vitória tenha sido “a sobrevivência do Estado-Devedor e dos consumidores de ópio que haviam criado aquele mercado aparentemente infinito”.
Dos declarados interesses políticos e econômicos dos ingleses, quando na segunda guerra do ópio, iniciada em outubro de 1856, a Inglaterra contou com o apoio da França, que até a primeira metade do século XX, também realizou seus lucros com a importação, produção e venda de ópio da Indochina, onde tinha, desde 1889, o monopólio estatal daquelas atividades.
No século XIX, surgem dois novos produtos derivados da papoula: morfina e
heroína. O alemão Frederick Seturner, no ano de 1805, a partir do ópio bruto, conseguiu isolar a “morfina”.
Por volta de meados do século XIX, com a invenção da seringa, iniciou-se o uso injetável da morfina, que em função do seu poder anestésico em muito contribuiu para com a medicina.
O uso intramuscular da morfina foi usado inicialmente pelos alemães, durante a guerra entre França e Alemanha, nos anos de 1870-1871. A partir daí começava o uso abusivo dessa droga.
A morfina é considerada a droga mais consumida entre os médicos, devido aos mesmos terem fácil acesso a mesma. Em 1875 o alemão Alfred Dresser denominou o diacetil da morfina de “heroína” (no idioma alemão – heroisch, que significa forte, potente, cheio de energia). A substância descoberta por Alfred Dresser passou a ser produzida em escala comercial, por Adolf Von Bayer, tendo no ano de 1924 sido considerada ilegal, após provado que provocava dependência física e psicológica.
Outra `fonte de prazer’ tornou-se indispensável nos salões europeus, desde o fim do século XIX: a cocaína. Derivado químico da coca, folha comum encontrada na região Andina (Bolívia, Colômbia e no Peru), muito utilizada pela população indígena e campesina na forma mascada, a cocaína chegou aos EUA, onde era vendida pelo Laboratório Parke Davis.
Ainda nos Estados Unidos o ópio foi inserido por operários chineses, os chamados
coolies, que trabalhavam na rodovia transcontinental. No México a civilização Asteca mascava o Cactus peyote (poderoso alucinógeno), enquanto nos Andes os Incas mascavam as folhas de Coca (estimulante).
A hipocrisia das drogas vem de longa data, na medida em que até mesmo a Igreja Católica, através dos jesuítas, defendeu o livre comércio sobre a cocaína. A Igreja chegou a cobrar impostos, sendo a produção desta planta estimulada pelos espanhóis no período colonialista.
Os espanhóis estimularam intensamente o consumo de coca. Era um negócio esplêndido. No século XVI, gastava-se tanto em Potosí, em roupa européia para os opressores como em coca para os índios oprimidos. Quatrocentos mercadores espanhóis viviam em Cuzco, do tráfico de coca, nas minas de Potosí, entravam anualmente cem mil cestos, com um milhão de quilos de folhas de coca. A Igreja cobrava impostos sobre a droga. O inca Garcilaso de la Veja nos diz, em seus “comentários reais”, que a maior parte da renda do bispo, dos cônegos e demais ministros da igreja de Cuzco provinha dos dízimos sobre a coca, e que o transporte e a venda deste produto enriqueciam a muitos espanhóis. (KARAM apud ZACCONE, 2007, p.77).
Entrementes, é na década de 1940, no pós-guerra, que as drogas irrompem no mundo como endemia. Fatores como a derrocada dos valores sociais estabelecidos, nascimento do movimento hippie, o desenvolvimento da indústria farmacêutica, as contestações por parte dos jovens e o surgimento de novas espécies de drogas são tidos como causadores da disseminação do uso das drogas psicoativas. Instaurava-se, a partir daí, `o novo mal do século XX.’
No Brasil a história das drogas tem sua fase embrionária na década de 1970. Países da América do Sul como Bolívia, Colômbia e Peru já enfrentavam graves problemas envolvendo o tráfico de drogas, porém o Governo Federal, acreditando que se tratava de um problema localizado, não tomou qualquer iniciativa para traçar planos de combate ao tráfico de drogas.