7 INSTRUCTIONS POUR L'OPÉRATEUR
7.2 Vérifications à effectuer avant chaque quart de travail
7.2.1 Mouvements de levage et de descente
O comportamento de L. paracasei PXN 37 no suco de laranja e no requeijão cremoso na fase gástrica do sistema dinâmico foi simulada e sua viabilidade está apresentada na Tabela 5.
Tabela 5. Viabilidade da cepa L. paracasei PXN 37 inoculadas em diferentes matrizes alimentar
em função das proporções utilizadas, no início e final da etapa da digestão gástrica dinâmica.
Proporções Suco de Laranja Requeijão cremoso
Viabilidade T0 Viabilidade Tf Viabilidade T0 Viabilidade Tf 1:5 6,89a±0,12 6,42a±0,30 7,45a±0,27 6,80a±0,21 3:5 7,68a±0,23 7,37a±0,26 7,41a±0,09 7,11a±0,11
Letras diferentes indicam diferença significativa (p<0,05) entre as diferentes proporções de alimentos em relação a solução gástrica simuladas, no inicio ou final da digestão gástrica, pelo Teste T.
A digestão contínua do suco de laranja e requeijão cremoso inoculados com L. paracasei PXN 37, em diferentes quantidades, teve a intenção de validar os dados representativos do comportamento dos probióticos em condições mais próximas da realidade e dentro da faixa de pH estudada para solução gástrica (pH 2-3). A quantidade de alimento probiótico “ingerido” pode ser diretamente correlacionada com a sua sobrevivência dentro do sistema dinâmico. Neste estudo, durante a fase gástrica, não houve diferença significativa entre as contagens das diferentes proporções de alimentos em relação a solução gástrica (p>0,05) (Tabela 5) e as populações da cepa probiótica mantiveram acima de 6 log UFC/mL. O mesmo comportamento e viabilidade foi observado nas condições estáticas.
Por outro lado, as contagens de L. paracasei PXN 37 apresentaram reduções nas condições estudadas ao entrar em contato com aos fluidos entérico simulados durante o sistema dinâmico, com pH 5 e pH 7 (suco (1:5) – 6,42 log e suco (3:5) – 4,78 log; requeijão (1:5) – 6,80 log e requeijão (3:5) – 7,11 log UFC/g ou mL), indicando sua maior sensibilidade à essa fase, possivelmente devido a dificuldade de adaptação ao meio com mudança contínua de condições de pH.
As populações de L.paracasei PXN 37 inoculadas nas matrizes alimentares em diferentes proporções foram comparadas a dados da literatura (validação externa) com condições de pH gástrico semelhante ao estudado no sistema dinâmico e estão apresentadas nas Figuras 6, 7 e 8.
Figura 6: Avaliação do comportamento da cepa L. paracasei PXN 37 inoculadas em requeijão cremoso,
na fase gástrica da digestão, comparada à dados da literatura, em sistema dinâmico simulado.
Figura 7. Avaliação do comportamento da cepa L. paracasei PXN 37 inoculadas em suco de laranja,
na fase gástrica da digestão, comparada à dados da literatura, em sistema dinâmico simulado.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 pH LO G N Tempo (Horas)
LOG N (Predito) - CLARK
LOG N (Observado) - REQUEIJÃO (1:5) pH LOG N(Observado) - REQUEIJÃO (3:5) LOG N (Predito) - LENNARD (1965) LOG N (Predito) LENNARD (1968) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 pH LO G N Tempo (Horas)
LOG N (Predito) - CLARK
LOG N (Observado) - SUCO (1:5) pH LOG N(Observado) - SUCO (3:5) LOG N (PREDITO) - LENNARD (1965) LOG N (PREDITO) - LENNARD (1968)
Figura 8. Número de sobreviventes (log10 N) e taxa de inativação (hora elevado a -1) calculada utilizando dados da literatura no modelo secundário nas condições estáticas pelo tempo de exposição ao pH gástrico.
4. Conclusão
Os modelos preditivos para avaliação do comportamento de probióticos são ferramentas importantes para selecionar cepas mais resistentes aos processos fisiológicos e tecnológicos, em diferentes matrizes alimentares. Assim como avaliar melhor condição de sobrevivência no TGI. Os esporos dos Bacillus probióticos mantiveram–se estáveis durante toda a digestão, mostrando uma boa resistência às soluções do trato gastrintestinal, não gerando modelo preditivo. O L.paracasei PXN 37 apresentou cinética de inativação com bom ajuste do modelo (R2>0,90) no pH 1 no suco de laranja, no requeijão cremoso e quando colocado puramente direto na solução gástrica, onde não manteve as concentrações de células viáveis acima de 6 log UFC/g em ambos alimentos estudados. Nas outras condições de pH avaliados (pH 2-4), as reduções nas populações da cepa probiótica não prejudicaram sua viablidade ao final da digestão gástrica, apresentando contagens mais altas (>6 log UFC/g ou mL). Os dados gerados por modelos matemáticos possibilitam a triagem de cepas adequadas ao melhor ajuste da dose, o emprego de diferentes cepas probióticas pela indústria de alimentos, identificação das condições que inibem/retardam o seu crescimento e averiguar os limitantes para a vida de
0,000 0,200 0,400 0,600 0,800 1,000 1,200 1,400 1,600 1,800 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 K ma x (1/h) LO G N Tempo (horas) LOG N Kmax
prateleira dos alimentos nos quais as cepas foram inseridas. Assim, os resultados advindos dos ensaios propiciam economia de tempo e redução da necessidade da realização de testes in vitro, que oneram a sua aplicação.
Agradecimentos
Financiamento: Este trabalho foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP) mediante a concessão da bolsa de estudos à M. B. Soares (Processo nº 2013/21544-9) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) aos projetos desenvolvidos no Laboratório de Microbiologia Quantitativa de Alimentos da FEA/UNICAMP.
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