2.3 Fonctionnalisation de surfaces
2.3.3 Modification des niveaux d’énergie liés à l’échange de
Esta seção apresenta, descreve e analisa as respostas oferecidas pelos sujeitos leitores participantes da pesquisa, a partir da leitura e interpretação de designadores espaciais presentes na canção Canto alegretense. Ainda, confrontamos esses dados com a pesquisa lexicográfica realizada nesta pesquisa e a análise introspectiva realizada pelo pesquisador.
Dentre os designadores apresentados em Canto alegretense, os três primeiros vocábulos que designam espacialidade tratam-se de topônimos de cidades gaúchas: “Alegrete” (3a), “Rosário” (3b) e “Uruguaiana” (3c). Dessa forma, as respostas dadas pelos indivíduos leitores convergem para um mesmo conceito: “cidade do RS”. No entanto, ao construírem sentidos para esses topônimos, alguns leitores informantes dos grupos G2T propuseram especificidades a esses designadores ou, ainda, atribuem um certo grau de afetividade. O Quadro 54 apresenta esses sentidos.
Quadro 54 – Conceitos de topônimos de Canto alegretense
“Alegrete” (3a) “Rosário” (3b) “Uruguaiana” (3c)
“Cidade que faz parte do nosso grande estado do Sul” (L1G2T)
“Cidade tradicionalista” (L2G2T)
“Terra dos Fagundes” (L5G2T)
“Cidade vizinha de Alegrete” (L1G2T)
“Cidade próxima a Alegrete” (L4G2T)
“Cidade que faz vizinhança com Alegrete” (L1G2T)
“Local do Festival do Folclore Martin Fierro” (L5G2T)
Fonte: Elaborado pelo autor.
No campo observações, o leitor L4G2T menciona sobre “Rosário” (3b) e “Uruguaiana” (3c): “se bem me lembro Alegrete é passagem para essas outras cidades”.
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Nesse âmbito, as cidades podem ser relacionadas com “rota” ou “caminhos” que se ligam na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, também popularmente chamada de “Campanha”.
As construções de sentido para “Alegrete” (3a), “Rosário” (3b) e “Uruguaiana” (3c), vistas pela maioria dos integrantes dos dois grupos, refletem processos metonímicos (cf. BARCELONA, 2003; TAYLOR, 1995; 2009; IBÁÑEZ, 2003).
Ainda, conforme as leituras do G2T, as cidades mencionadas são vistas em suas características, com níveis de positividade. Assim, ao dizer que Alegrete é a cidade que faz parte DO NOSSO GRANDE ESTADO DO SUL, o sujeito leitor, além de colocar-se numa relação de proximidade, metonimiza RS como sul, ou, ao definir como CIDADE TRADICIONALISTA, há uma adjetivação que delimita Alegrete como um espaço de cultiva e valoriza as ideias do gauchismo61. Em meio a um processo metonímico complexo ((cf.
IBÁÑEZ, 2003) temos que Alegrete é TERRA DOS FAGUNDES, o que relaciona aos compositores e intérpretes da letra (Os Fagundes, originários de Alegrete) e, ainda, se relaciona à musica, à dança, à cultura, verificados em um processo de sobreposição de conceitos.
Já os sentidos para “Rosário” foram construídos tendo como referência “Alegrete”, à medida que, para os leitores, aquela é PRÓXIMA ou VIZINHA. Nesse âmbito, as cidades formam um TODO, que é a fronteira (ou campanha) que, por sua vez, torna-se PARTE do TODO que é o Rio Grande do Sul. Para “Uruguaiana”, além da construção com o sentido de VIZINHANÇA, há a pormenorização definindo-a como LOCAL DO FESTIVAL DO FOLCLORE MARTIN FIERRO, o que demonstra, por parte do leitor, um conhecimento mais detalhado sobre os aspectos do Tradicionalismo nessa cidade.
Logo, constata-se que há metonímias de ordem complexa (cf. IBÁÑEZ, 2003), tendo em vista que existe mais de uma relação na referência TODO-PARTE.Esse processo se compõe de diferentes e diversas relações estabelecidas tanto fora quanto no contexto do Tradicionalismo, que configura ao espaço (cidade) para além de uma cidade gaúcha, assumindo especificidades e caraterísticas que o relacionam com o TODO(estado).
Quanto ao hidrotopônimo “rio Ibirapuitã” (3d), destacado dos versos “ou quem vem de Uruguaiana de manhã / Tem o sol como uma brasa que ainda arde / Mergulhado no Rio Ibirapuitã”, quatro integrantes do grupo L1G1N responderam “não sei”, quatro apenas propuseram o conceito de “rio” e dois conceituaram genericamente como “lugar”. O Quadro 55 registra as respostas apresentadas pelos integrantes dos dois grupos.
61 A cidade de Alegrete é reconhecida, popularmente por muitos tradicionalistas, como a cidade “mais gaúcha do
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Quadro 55– Leituras de “Rio Ibirapuitã” (3d)
Grupo não-tradicionalista - G1N Grupo Tradicionalista – G2T
L1G1N - Rio do estado (não conheço). L2G1N - Nome do próprio rio. L3G1N - Local.
L4G1N - Não sei. L5G1N - Lugar. L6G1N - Não sei.
L7G1N - Conheço o nome, não a localização. L8G1N - Rio.
L9G1N - Não sei. L10G1N - Não sei.
L1G2T - Rio que corta as cidades mencionadas na canção.
L2G2T - Rio que passa por Alegrete. L3G2T - Não sei.
L4G2T - Rio local. L5G2T - Não sei.
L6G2T - Rio gaúcho conhecido. L7G2T - Não sei.
L8G2T - Rio famoso.
L9G2T - Rio Localizado no RS. L10G2T - Rio que cruza Uruguaiana.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Já no grupo de experientes, três leitores escreveram “não sei”, e os demais construíram os seguintes conceitos: “rio que corta as cidades mencionadas na canção” (L1G2T), “rio que passa por Alegrete” (L2G2T),“rio local” (L4G2T), “rio gaúcho conhecido” (L6G2T), “rio famoso” (L8G2T), “rio Localizado no RS” (L9G2T) e “rio que cruza Uruguaiana” (L10G2T).
A partir dessas leituras, notamos que os sentidos construídos pelos integrantes do grupo G2T desenvolvem suas respostas propondo frases que, por vezes, dão especificidade ao designador destacado. Essas especificidades podem ser relacionadas ao fato de que esses leitores tenham uma relação mais íntima com as informações apresentadas nos trechos apresentados. Assim, os frames acionados pelos itens lexicais da letra se coadunam com o conhecimento prévio construído pelos indivíduos ao participarem de CTGs e isso se relaciona ao que propõe a CLMC: conjugar as abordagens enciclopédicas na construção de sentidos (EVANS, 2009).
Com base nas respostas confeccionadas pelo grupo G2T, notamos que os sentidos para “rio Ibirapuitã” se configuram em processos metonímicos complexos (cf. IBÁÑEZ, 2003), a partir dos quais podemos inferir as seguintes relações entre PARTE-TODO:
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Ainda, nessa mesma canção, o designador “terra” (3e), citado no verso “Desta terra que eu amei desde guri”, foi interpretado pelo grupo G1N de três distintas formas: como ESTADO DO RS (L1G1N; L3G1N; L4G1N; L6G1N; L9G1N; L10G1N), como ALEGRETE (L2G1N) e como LUGAR (L5G1N). As respostas apresentadas pelos dois grupos constam no Quadro 56.
Quadro 56– Leituras de “Terra” (3e)
Grupo não-tradicionalista - G1N Grupo Tradicionalista – G2T
L1G1N - Estado do RS.
L2G1N - Referência à cidade de Alegrete. L3G1N - RS.
L4G1N - RS. L5G1N - Lugar.
L6G1N - Rio Grande do Sul. L7G1N - O RS, provavelmente. L8G1N - Lugar.
L9G1N - Região do Rio Grande do Sul. L10G1N - RS.
L1G2T - Terra onde me criei e amo eternamente. L2G2T - Nosso estado.
L3G2T - RS.
L4G2T - Referente ao Rio Grande do Sul. L5G2T - Lugar que amo desde guria. L6G2T - Chão, lugar que vivemos. L7G2T - Chão que eu nasci. L8G2T - Lugar.
L9G2T - Planeta, localidade. L10G2T - Meu Rio Grande do Sul.
Fonte: Elaborado pelo autor.
A leitura realizada por leitores do grupo G2T se aproximam em algumas respostas que já para L2G2T, L3G2T, L4G2T e L10G2T o designador “terra” tem o conceito de ESTADO DO RS. Além desses, alguns atribuem proximidade e afetividade ao conceituar, ao passo que as respostas trazem o uso da primeira pessoa, o que permite ler que o indivíduo se reveste do
eu lírico. Assim, temos os conceitos de “terra” como “terra onde me criei e amo eternamente”
(L1G2T), “lugar que amo desde guria” (L5G2T), “chão, lugar que vivemos” (L6G2T) e “chão que eu nasci” (L7G2T).
Por outro lado, dois sujeitos desse grupo realizaram leituras mais genéricas desse vocábulo, registrando como “lugar” (L8G2T) e “planeta, localidade” (L9G2T). Desse modo, a partir das leituras dos dois grupos, “terra” pode ser CHÃO, LUGAR, PLANETA, REGIÃO o que se aproxima com o apresentado na pesquisa lexicográfica sobre o lexema ‘terra’ (Quadro 23).
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Assim, a construção de sentidos de “terra” como ESTADO DO RS pode ser vista, nos termos de Ibáñez (2003), como um processo metonímico complexo:
Terra →Alegrete → fronteira oeste → Rio Grande do Sul.
Para além dos processos metonímicos, verifica-se que as respostas do G2T carregam traços de afetividade pela “terra” que, nesse caso, não é apenas RIO GRANDE DO SUL, mas o é NOSSO + AMOR. Há, ainda, níveis de proximidade, como se alguns indivíduos leitores estivessem pondo-se no lugar do eu lírico.
Os versos “Desta terra que eu amei desde guri / Flor de tuna, camoatim de mel campeiro / Pedra moura das quebradas do Inhanduí” trazem o próximo designador interpretado: “quebradas do Inhanduí” (3f). Nessa ocorrência, sete informantes do grupo não- tradicionalistaregistraram “não sei” em suas respostas, enquanto os demais construíram as seguintes respostas: “região ribeirinha do Inhanduí” (L2G1N), “lugar” (L5G1N) e “deve se referir a um lugar, rio” (L8G1N). Essas respostas se relacionam com os registros das obras lexicográficas apresentados (Quadro 18). Todas as respostas registradas para essa expressão definida constam no Quadro 57.
Quadro 57– Leituras de “quebradas do Inhanduí” (3f)
Grupo não-tradicionalista - G1N Grupo Tradicionalista – G2T
L1G1N - Não sei.
L2G1N - Região ribeirinha do Inhanduí. L3G1N - Não sei.
L4G1N - Não sei. L5G1N - Lugar. L6G1N - Não sei. L7G1N - Não sei.
L8G1N - Deve se referir a um lugar, rio. L9G1N - Não sei.
L10G1N - Não sei.
L1G2T - Local de difícil acesso. L2G2T - Não sei.
L3G2T - Não sei.
L4G2T - Referente a algo indígena. L5G2T - Não sei.
L6G2T - Não sei. L7G2T - Rio. L8G2T - Não sei. L9G2T - Não sei.
L10G2T - Província, basicamente uma montanha, com riacho, onde se extrai pedra para afiar facas.
Fonte: Elaborado pelo autor.
As respostas dos leitores do grupo de tradicionalistas se apresenta de forma semelhante, já que a maioria (seis respostas) foram “não sei”. Os demais integrantes do grupo
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responderam: “local de difícil acesso” (L1G2T), “referente a algo indígena” (L4G2T), “rio” (L7G2T) e “província, basicamente uma montanha, com riacho, onde se extrai pedra para afiar facas” (L10G2T).
No que se refere à pesquisa lexicográfica (Quadro 18), os sentidos registrados para ‘quebrada’, nos dicionários pesquisados, ora se aproximam, ora se distanciam das interpretações realizadas pelos grupos de interpretantes, pois as respostas são, em maioria, genéricas, ao passo que as especificidades aparecem apenas em construções de L2G1N e L10G2T. Essas leituras genéricas podem ser relacionadas ao fato de que os leitores poderiam ter optado por uma definição mais vaga, uma vez que possa haver dificuldades em interpretar no contexto global da letra, por tratar-se de uma expressão composta por um vocábulo de origem indígena.
Por outro lado, em uma leitura mais pormenorizada, L10G2T define que “[as] quebradas do Inhanduí” tem o sentido de “província, basicamente uma montanha, com riacho, onde se extrai pedra para afiar facas”. Nesse contexto, o leitor provavelmente relacionou a descrição definida com os itens lexicais dos versos onde ela está, já que “pedra moura” é popularmente conhecida (principalmente na atividade campeira) como a pedra especial de afiar facas. Portanto, a interpretação realizada pode ter sido conduzida por um frame de natureza cultural, à medida que um conhecimento prévio sobre a atividade campeira, relacionada aos designadores espaciais da canção, contribuem para a construção de sentidos de “[as] quebradas do Inhanduí”.
Com relação ao designador “pago” (3g), do verso “para os pagos no momento de morrer”, nove dos informantes leitores do grupo G1N assinalou “não sei”, o que possibilita deduzir que o conceito desse item seja difícil de ser construído, mesmo no contexto da canção. O leitor L2G1N respondeu “campos”. As demais respostas constam no Quadro 58.
170 Quadro 58 – Leituras de “Pagos” (3g)
Grupo não-tradicionalista - G1N Grupo Tradicionalista – G2T
L1G1N - Não sei. L2G1N - Campos. L3G1N - Não sei. L4G1N - Não sei. L5G1N - Não sei. L6G1N - Não sei. L7G1N - Não sei. L8G1N - Não sei. L9G1N - Não sei. L10G1N - Não sei.
L1G2T - Terras, campos, querências. L2G2T - Terra.
L3G2T - Terra, pago.
L4G2T - Local onde nasci, local de nascimento. L5G2T - Lugar de fidelidade.
L6G2T - Local que se vive. L7G2T - Não sei.
L8G2T - Não sei. L9G2T - Não sei. L10G2T - Sua terra.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Diante desse quadro, observamos que os leitores do G2T remeterem “pagos” a “terras, campos, querências” (L1G2T);“terra” (L2G2T);“terra, pago” (L3G2T); “local onde nasci, local de nascimento” (L4G2T);“lugar de fidelidade” (L5G2T); “local que se vive” (L6G2T) e “sua terra” (L10G2T). Dessa forma, as leituras realizadas, além de convergir para o sentido de LOCAL, LUGAR e TERRA, são acrescidas de pormenores: PAGO É FIDELIDADE (recebe atributos positivos); PAGO É QUERÊNCIA (ou seja, espaço que se quer bem); PAGO É ONDE SE VIVE (exprimindo proximidade ou mesmo assumindo o posto espaço do eu
lírico).
Conforme a ficha lexicográfica para ‘pago’ (Quadro 16), o lexema tem o sentido de “lugar de nascimento”, o que, em certa medida, se distancia das interpretações realizadas, ao passo que os leitores consideram “pago” como “campos”, “terra”, “lugar” ou “local”, propondo, em alguns casos, um especificador depois. Nesse sentido, as acepções das obras lexicográficas e os sentidos construídos ao longo das leituras se tornam diferentes tendo em vista que, conforme defende a CLMC, as interpretações são construídas por meio de contextos, ligados a Modelos Cognitivos.
Ainda sobre o processo de leitura e interpretação, o L2G1N registra a seguinte observação: “a dedução de sentido é baseada nas localidades previamente mencionadas na
letra da música, por apenas conhecer a palavra por ter ouvido a canção em alguns momentos”. Assim, há a relação entre o léxico utilizado e a construção de sentidos, em meio a
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um processo de referenciação com base em experiências individuais que compõem os Modelos Cognitivos do indivíduo leitor.
Por fim, o vocábulo “terra” (3h), do verso “desta terra que eu amei com devoção”, teve interpretações diferentes por parte do gruponão-tradicionalista, à medida que houve como respostas “estado do RS” (L1G1N, L3G1N, L4G1N, L9G1N, L10G1N), “referência à cidade de Alegrete” (L2G1N), “chão” (L5G1N), “lar” (L6G1N) e “lugar” (L8G1N). O Quadro 59 registra as respostas apresentadas pelos leitores para “terra” (3h).
Quadro 59– Leituras de “Terra” (3h)
Grupo não-tradicionalista - G1N Grupo Tradicionalista – G2T
L1G1N - Estado do RS.
L2G1N - Referência à cidade de Alegrete. L3G1N – RS. L4G1N - RS. L5G1N - Chão. L6G1N - Lar. L7G1N - O Alegrete, provavelmente. L8G1N - Lugar.
L9G1N - Rio Grande do Sul. L10G1N - RS.
L1G2T - Local onde se nasce e morre. L2G2T - Lugar.
L3G2T - RS.
L4G2T - Rio Grande do Sul.
L5G2T - Espaço de amor a quem nela vive e que também cultua a linda cultura gaúcha.
L6G2T - Chão, local que vivemos. L7G2T - Chão.
L8G2T - Localização. L9G2T - Localidade, planeta.
L10G2T - Trata-se individualmente da fronteira.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Quanto ao grupo de tradicionalistas, notamos uma leitura e interpretação similar desse vocábulo: “Rio Grande do Sul” (L3G2T e L4G2T), “local onde se nasce e morre” (L1G2T), “lugar” (L2G2T), “espaço de amor a quem nela vive e que também cultua a linda cultura gaúcha” (L5G2T), “chão, local que vivemos” (L6G2T), “chão” (L7G2T), “localização” (L8G2T), “localidade, planeta” (L9G2T) e “trata-se individualmente da fronteira” (L10G2T). Os casos apresentados seguem as reflexões sobre as referências lexicográficas, realizadas sobre designador “terra” anteriormente tratadas.
Dentre os leitores do G1N e o G2T, houve construções de sentidos que definem “terra” como RIO GRANDE DO SUL, o que resulta de um processo metonímico, em que a
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PARTE representa o TODO. Ainda, poderíamos, a partir da letra, constatar um processo metonímico complexo: Terra → Alegrete → Fronteira Oeste → Rio Grande do Sul.
Para além disso, são também somados à noção de espacialidade atributos que veem o espaço com + AMOR + CULTUAR A LINDA CULTURA GAÚCHA + ONDE SE NASCE E MORRE. Logo, esse conjunto de valores se concretiza como um meio pelo qual o grupo G2T tem de representar suas ideias e experiências ao estado do Rio Grande do Sul, disseminados pelo Tradicionalismo e propagados em canções gauchescas, como é o caso de
Canto alegretense.