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Model of a single shaft supported by two deep groove ball bear- bear-ings and rigid supportsbear-ings and rigid supports

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IAS Signal

Chapter 2 Modeling Deep Groove Ball bearing

2.3 Deep groove ball bearing model and the IAS pertur- pertur-bation approachpertur-bation approach

2.4.2 Model of a single shaft supported by two deep groove ball bear- bear-ings and rigid supportsbear-ings and rigid supports

A partir de 2006, a SAF/MDA adotou a instalação de “Polos de Produção de Biodiesel” como principal estratégia para contribuir em nível microrregional ou territorial com a organização da base produtiva de oleaginosas na agricultura familiar, e, consequentemente, promover a inclusão de agricultores familiares na cadeia de produção do biodiesel. Foram firmadas parcerias por meio de convênios com organizações da sociedade civil que se encarregaram de mobilizar os principais atores de cada Polo (sindicatos, prefeituras, EMATERs, empresas, bancos, ONGs, etc.)53.

No Polo Agreste Biodiesel de Pesqueira, no estado de Pernambuco, a principal atividade desenvolvida sobressai um ambiente favorável para o setor de biodiesel atrelado às usinas. Este vem se configurando em um dos importantes espaços para o desenvolvimento econômico e social nos municípios.

O seu desenvolvimento parte de uma dinâmica na qual devem se integrar e se inter-relacionar os 11 municípios para viabilizar soluções de problemas relacionados à produção, mercados, infra-estrutura econômica e social, pesquisa, assistência técnica e financiamento.

Para cadeia produtiva ter êxito, é preciso uma boa interação dos grupos interessados, para que possa haver o fortalecimento da atividade. No Nordeste, há o enfretamento de dificuldades de vários níveis para dinamizar de forma eficiente a

53 A esse respeito, acessar www.mda.gov.br/portal/saf/.../09-anexo_VII_-_POLOS.pdf?file- Acesso em 13 fev. 2010

cadeia produtiva. É necessária a participação de vários atores, como, os produtores de oleaginosas, bancos públicos e privados, a usina de processamento, universidades, ANP, distribuidor, revendedor e o consumidor.

O reconhecimento do Polo de produção de Biodiesel foi feito pelo MDA, que solicitou a formação do Grupo de Trabalho (GT), cujas metas são: definir e gerenciar tarefas, acompanhar o gerenciamento administrativo-financeiro do projeto e a execução das ações estratégicas, instrumentos de avaliação e análise sistemática em relatórios de atividades. Este é o principal instrumento para a inclusão dos agricultores familiares, como a organização da base produtiva para garantir a produção e o cumprimento de contratos com as empresas e usinas, auxílio aos agricultores, nas questões da logística, facilitar o acesso destes na assistência técnica e extensão rural, capacitação, difusão de conhecimento e pesquisa.

Como o Polo é formado por agricultores familiares diferenciados, em nível de conhecimento, gerenciamento, escolaridade, organização da demanda, é preciso envolver instituições governamentais e parceiros que se comprometam em difundir tecnologia capaz de assegurar sustentabilidade ambiental, econômica e social, do programa, respeitando as potencialidades locais.

A agricultura familiar demanda novos incrementos nos sistemas produtivos, por serviços de assistência técnica e extensão rural.

Fazem parte da extensão rural atividades desenvolvidas pelas universidades, ONGs, voltadas para adoção de novas técnicas de produção capazes de transformar o sistema produtivo, sendo apropriado para o homem do campo, visando a um melhor bem-estar econômico e social.

Com a finalidade de permitir uma atuação mais produtiva da assistência técnica e extensão rural, no município de Pesqueira (PE), desenvolve-se uma metodologia das Unidades de Teste e Demonstração - UTDS/Escola de Campo, que requer uma política de assistência técnica diferenciada e grupal, visando a atender os plantadores de mamona com foco na organização da produção da mamona pela agricultura familiar.

A UTD/Escola de Campo54 é um instrumento que visa ao processo de apropriação tecnológica para os agricultores familiares, um modelo determinado por uma relação compartilhada entre os agentes responsáveis pelas informações tecnológicas e os agricultores, objetivando um sentimento de confiança coletiva capaz de facilitar o processo de socialibilização das informações a serem apropriadas e, assim, fortalecendo nos grupos o interesse do bem coletivo das comunidades e a necessidade de profissionalização das atividades produtivas e, portanto, viabilizando o empoderamento do grupo.

Em Pesqueira, a organização dos agricultores integrados ao APL da Usina Governador Miguel Arraes de Alencar, utiliza a metodologia da UTD/ Escola do Campo, difundida pela Embrapa Algodão, com os agricultores constituídos em núcleos, participando de aulas práticas na UTD, contemplando todas as fases, aprender a fazer fazendo, em tempo real. A cada etapa, capacitam membros dos grupos de interesse, para que atuem como multiplicadores e facilitadores do modelo nol local.

A figura seguinte demonstra a metodologia utilizada pelos agricultores familiares integrados ao APLBIODIESEL Usina Governador Miguel Arraes para organização da cadeia produtiva do biodiesel da mamona no Polo de Pesqueira/PE.

54 As UTDs/Escola de Campo foram uma metodologia desenvolvida e aplicada pela FAO, na Indonésia, visando atender de forma grupal aos plantadores de arroz do país que estavam com graves problemas de pragas e doenças nas suas lavouras, gerando a partir daí desequilíbrios ambientais preocupantes pelo uso indiscriminado de pesticidas e com queda acentuada na produtividade. A partir do ano 1999 a metodologia de transferência de tecnologia através das UTDs, foi aplicada com a cultura do algodão na região Nordeste, fruto de uma parceria entre a FAO e o Ministério da Agricultura, na tentativa de consolidar práticas de manejo para o controle da praga do bicudo do algodoeiro, tendo obtido bons resultados na maioria dos Estados. “Tem sido referendada como a melhor metodologia para setrabalhar a apropriação tecnológica no meio rural, onde predomina a agricultura familiar”. (CARTAXO et al., 2007)

Figura 12 – Organização da Cadeia Produtiva do Biodiesel de Mamona no Polo de Pesqueira, PE

Fonte: UTDs/Escola, estratégia para a organização da cadeia produtiva de mamona no Polo Agreste de Pesqueira, PE. Campina Grande: Embrapa/ Algodão, 2007.

Nos dias 12 e 13 de Novembro de 2010, foram realizados aulas de campo (aprender a fazer fazendo) com o objetivo de promover o desenvolvimento do Polo e organizar a cadeia produtiva da mamona para o mercado de biodiesel. Participaram os plantadores de mamona integrados ao APL, e aqueles agricultores que desejarem integrar-se ao APLBIODIESL Usina Governador Miguel Arraes, conforme as fotos 1, 2.

Foto 1 - Reunião da EMBRAPA/UFRPE com os plantadores de mamona, integrados ou não ao consórcio. Novembro, 2010, na USIB/ Pesqueira-PE.

O dia no campo, no sítio do agricultor João Alcoforado em Alagoinha- PE, com a EMBRAPA/UFRPE, difundindo tecnologia na UTD/matriz para os agricultores organizarem a produção da mamona.

Foto 2 – Dia no campo.

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