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Model Management

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1.2.3 “Minimum and Sufficient” Variable Set for On-Demand and Batch Deployment

1. Real-Time Analytic Deployment Case Study

1.5.4 Model Management

Após a aprovação do projecto da tese, iniciámos o nosso trabalho no início do mês de Outubro com a leitura ou releitura de alguma da bibliografia proposta. Ainda durante o mês de Outubro entregámos, na Secretaria Regional da Educação, o pedido para realizar o nosso trabalho de investigação nas escolas. Após uma reunião para esclarecimento com o Director de Serviços de Recursos Humanos Docentes, obtivemos a autorização desejada e iniciámos os nossos contactos com as Direcções Executivas das escolas onde funcionavam estágios pedagógicos.

Já no mês de Novembro contactámos os serviços administrativos da Universidade da Madeira para solicitar informação sobre um núcleo de estágio do curso de Educação Física e Desporto que não estava a funcionar na escola prevista.

No final do mês de Outubro e início de Novembro elaborámos os guiões das entrevistas para os orientadores de estágio e para os estagiários. Realizámos uma entrevista-fantasma a um docente do grupo disciplinar 300 que, em anos passados, foi orientador de estágio, na qual recolhemos informação que nos permitiu fazer algumas adaptações ao guião inicial da entrevista aos orientadores. Estas adaptações consistiram no desenvolvimento da questão sobre a importância dada à formação para a supervisão através do complemento da questão sobre a existência de algum tipo de formação com a opinião do orientador sobre as vantagens ou possíveis vantagens dessa formação. Também alterámos a terminologia na questão sobre a frequência de contacto pois

questionava quantas vezes, por semana, ocorriam os encontros e fomos alertadas para a possibilidade dos encontros serem, por exemplo, quinzenais. Outra adição ao guião foi a integração, em algumas questões, de indicações de possíveis respostas do orientador de forma a que este possa compreender melhor o que se pretende, se necessário. Também a especificação das estratégias para a questão sobre a gestão de conflitos foi acrescentada de modo a facilitar a sua compreensão. Por fim, adicionámos uma questão sobre o valor atribuído pelos orientadores à integração dos estagiários no ambiente docente da escola.

Realizámos também uma entrevista-fantasma a um docente do grupo 510 que estagiou em 2003/2004 recolhendo informação para a adaptação do guião inicial da entrevista aos estagiários. Uma das adaptações referida foi a inclusão dos termos disciplinas/níveis de leccionação dos estagiários por termos sido alertadas para o facto de que uma só disciplina pode existir em vários níveis (por exemplo, Matemática A existe no 10º, 11º e 12º anos) e, portanto, não obteriamos a resposta pretendida se questionassemos apenas sobre a disciplina. A questão sobre os atrasos na entrega de trabalhos foi reformulada de forma a que os estagiários compreendessem melhor que nos referiamos a uma situação de força maior e não por hábito. A mesma especificação foi feita para a questão sobre a gestão de conflitos que tinhamos feito na entrevista aos orientadores, para se manter uma certa coerência. Por fim, acrescentámos, tal como na entrevista aos orientadores, algumas orientações sobre as possíveis respostas dos estagiários de forma a poder explicitar mais facilmente o que se pretendia com a questão.

No final de Novembro começámos a realizar as entrevistas aos diversos orientadores e estagiários, num total de 13 entrevistas aos orientadores de estágio das escolas e 35 entrevistas aos estagiários.

Durante a segunda metade do mês de Dezembro e o mês de Janeiro procedemos à transcrição das entrevistas realizadas. Ainda em Janeiro de 2009, codificámos e organizámos as respostas dos orientadores e dos estagiários às entrevistas iniciando a caracterização dos orientadores.

No início do mês de Fevereiro procedemos à elaboração das grelhas de observação das reuniões dos núcleos de estágio com os orientadores e apenas dos estagiários. Testámos as grelhas em reuniões do grupo disciplinares 510 e procedemos a algumas alterações. Estas alterações incluíram, antes de mais, a identificação do núcleo

bem como da data, hora e duração da observação da reunião em ambas as grelhas. Também em ambas as grelhas adicionámos a opção aberta de registar informações gerais que complementassem os dados registados.

Nas grelhas das reuniões dos estagiários adicionámos as colunas relativas à apresentação de críticas construtivas/destrutivas ao trabalho dos colegas por ter compreendido que mais importante do que comentar o trabalho dos colegas era o modo como se comentava o trabalho dos colegas. Foram acrescentadas as colunas relativas à discussão sobre a avaliação dos alunos bem como sobre a partilha de comentários sobre as aulas assitidas, suas e dos colegas.

Nas grelhas de observação das reuniões dos estagiários com os orientadores acrescentaram-se as opções de registar a aceitação de argumentos e justificações sobre o material preparado e/ou as aulas assistidas bem como a chamada de todos à discussão dessas mesmas tarefas. Na sequência das alterações realizadas na grelha de observação das reuniões dos estagiários adicionaram-se os pontos sobre a avaliação dos alunos e sobre a observação das aulas às tarefas discutidas e apresentadas em grupo ou individualmente.

Durante os meses de Fevereiro e Março assistimos a 9 reuniões de estágio entre o orientador e os estagiários. Não assistimos a reuniões de 4 núcleos por motivos distintos. Um dos núcleos não autorizou o acesso à sua reunião sem explicar os seus motivos, outro núcleo esteve durante um espaço de tempo sem reunir com o orientador por motivos de saúde do mesmo. Foi-nos impossível contactar com um dos orientadores pois a sua disponibilidade era muito reduzida. O quarto núcleo de estágio informou-nos que não realizava reuniões de estágio.

Ainda no final do mês de Fevereiro e no mês de Março assistimos a 5 reuniões dos estagiários. A principal dificuldade de assistência às reuniões dos estagiários foi o facto de alguns dos núcleos de estágio só se reunirem para preparar as actividades extra- curriculares colectivas e, portanto, alguns dos núcleos não se reuniam durante meses sem a presença do orientador. A impossibilidade de assistência às reuniões de estágio de um dos núcleos foi porque elas se realizavam, na maioria das vezes, em casa dos estagiários. Em outro grupo, insistimos pessoalmente e por mail com eles por várias vezes, nunca se recusaram mas também não nos disponibilizaram informação sobre local e horário em que ocorriam as reuniões. Por fim, o grupo que não autorizou a

assistência à reunião com o orientador também recusou a assistência à reunião dos estagiários.

No final do mês de Março elaborámos os questionários para os orientadores e estagiários e foi feita uma aplicação piloto em dois grupos de 5 docentes cada. Solicitámos a um grupo de 5 docentes com menos de 10 anos de serviço que respondesse ao questionário para os estagiários pedindo que recordassem o seu próprio estágio pedagógico e a um grupo de 5 docentes que, no passado, tinham sido orientadores de estágio, que respondessem ao questionário para os orientadores recordando o ano lectivo em que tinham desempenhado essas funções.

Em consequência dessas aplicações, procedemos a algumas alterações em ambos os questionários. No questionário para os estagiários, a 2ª parte correspondente às reuniões de estágio foi dividida em duas partes, uma relativa às reuniões dos estagiários com o orientador e a outra relativa às reuniões dos estagiários de modo a facilitar a compreensão das questões. Foram acrescentados alguns dados que especificam as situações (por exemplo, na questão 2.1.1 acrescentámos “com os seus colegas de estágio e orientador simultaneamente”) de modo a clarificá-las e evitar confusões que pudessem surgir consoante as considerações pessoais de cada participante. Nas tabelas de tarefas e reflexões foi adicionada a possibilidade de não realização por sugestão de alguns dos docentes que testaram os questionários e separámos os testes e as fichas de trabalho pelo mesmo motivo. As alterações realizadas no questionário dos orientadores foram todas na sequência das que foram introduzidas no questionário dos estagiários. Uma vez feitas as reformulações, distribuimos, nas escolas, os questionários aos núcleos de estágio.

Ao começar o 3º período do ano lectivo 2008/2009, regressámos às escolas para recolher os questionários dos orientadores e dos estagiários. Este processo foi acompanhado de algumas dificuldades pois a maioria dos intervenientes não tinha preenchido o questionário – o que prolongou a nossa estadia em cada escola a aguardar pelo preenchimento – e alguns tinham, inclusive, perdido o enunciado do questionário que lhe tinhamos entregue.

Ao longo de todo o ano realizámos várias leituras e releituras à bibliografia proposta no projecto da tese e a outros documentos que, entretanto, pesquisámos e considerámos pertinentes para o nosso trabalho quer em termos de quadro teórico de base quer em termos da fundamentação metodológica. Outra tarefa que nos

acompanhou do início ao fim do ano lectivo foi a visita às escolas onde, não só contactámos com as direcções executivas, os orientadores de estágio pedagógico, os estagiários mas também com outros docentes nomeadamente professores das turmas em que leccionavam os estagiários. As deslocações às escolas foram aproveitadas, nomeadamente uma deslocação a uma escola secundária no final do mês de Abril para colaborar numa actividade preparada pelos núcleos de estágio de educação física, mas também para realizar observações e conduzir conversas informais com estagiários e orientadores.

De um modo geral, o quadro 2 apresenta uma síntese do trabalho de campo, onde se destacam os instrumentos de recolha de dados, os momentos temporais e os respectivos participantes em cada momento.

Quadro 2 – Síntese do trabalho de campo

Instrumento de recolha Data Intervenientes

Entrevista Elaboração do guião 16 de Outubro a 2 de Novembro de 2008 Aplicação piloto 1 e 2 de Novembro de 2008

Docentes dos grupos 300 e 510 do 3º ciclo do ensino básico e ensino secundário Realização 4 de Novembro a 12de Dezembro de 2008 Orientadores de estágio das escolas 3 de Novembro a 16 de Dezembro Estagiários Observação das reuniões Elaboração das grelhas 23 de Janeiro a 12 de Fevereiro Observação das reuniões dos estagiários com os orientadores 13 de Fevereiro a 10 de Março de 2009 Orientadores de estágio das escolas, orientador científico de educação física e estagiários Observação das reuniões dos estagiários 27 de Fevereiro a 9 de Março de 2009 Estagiários Questionário Elaboração do questionário 10 a 20 de Março de 2009 Testagem 17 e 18 de Março de 2009 Docentes do 3º ciclo do ensino básico e secundário Aplicação 23 de Março a 29 de Abril de 2009 Orientadores de estágio das escolas e estagiários

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