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MODALITES DE RACHAT DES COTISATIONS

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3. RACHAT DE COTISATIONS

3.3. MODALITES DE RACHAT DES COTISATIONS

Os conceitos envolvendo ácidos e bases são muitos estudados, passando pela química geral, analítica e permeando a físico química, e existem várias teorias sobre o assunto. Desde os primórdios da química os ácidos eram conhecidos pelo seu gosto azedo “ácido” 38. Por volta de 1887, S. Arrhenius sugeriu uma teoria que se

baseava na dissociação eletrolítica. Ele propôs que substâncias geradoras de íons hidrogênio em água, fossem definidos como ácidos e substâncias geradoras de íons hidroxila em água fossem definidos como bases. Com esta primeira definição, o conceito de um ácido ou base tem sido estendido e redefinido para explicar de uma forma mais completa os termos acidez e basicidade e a participação do solvente nos equilíbrios ácido – base39.

Uma definição de ácidos e bases, mais abrangente, foi feita em 1923 por Johannes Nicolaus Brönsted e Thomas Martins Lowry, que definiram, individualmente, que um ácido é a espécie doadora de prótons e uma base a receptadora de prótons. Esta definição conseguiu levar em conta a influência do solvente (além da água) em equilíbrios ácido-base. A dissociação da água é descrita pelo equilíbrio39:

(43) à 25°C, 100 kPa (44)

em que KW é a constante de auto dissociação da água, H3O+ e OH- são íon hidrônio

e a hidroxila, respectivamente. Neste equilíbrio, a água tem características tanto de ácido como de base, por ter caraterísticas anfótera, e pode formar dois pares conjugados ácido/base de Brönsted: H3O+/H2O e H2O/OH-. Em água pura as

concentrações de H3O+ e OH- são iguais:

Quando [H3O+] = [OH-], diz-se que a solução está neutra (nem ácida, nem

básica). A adição de um ácido como, por exemplo, o ácido acético à água faz com que haja um aumento de H3O+ pois o ácido doa um próton à água39.

(47)

A expressão da constante de equilíbrio para essa ionização (dissociação iônica) é dada por:

(48)

Em condições habituais de laboratório ou do ambiente, as concentrações de H3O+ e

OH- em solução variam entre 1·10-14 e 1mol.L-1. Uma forma bem adequada de

expressar esses valores de concentração é utilizando uma escala logarítmica na base 10 para as concentrações de H3O+. Assim é definida a variável chamada de pH, ou potencial hidrogeniônico em que:

(49)

Se um ácido se dissocia totalmente em solução, a concentração do íon hidrogênio (e o pH) será uma medida da quantidade total de ácido na solução, o que, para um ácido forte, pode ser definido pela da seguinte forma39:

(51) em que é a concentração do ácido em solução. Esta relação é verdadeira para ácidos fortes como HClO4, HCl e HNO3. Contudo, se o ácido for fraco, ele não estará

sua concentração analítica e de sua constante de equilíbrio de ionização, Ka. Rearranjando a equação 48, para um ácido fraco e monoprótico tem-se,

(52)

Aplicando-se logarítmo na equação 52 e rearranjado:

(54)

A equação 54 é conhecida como a equação de Henderson-Hasselbach e, do ponto de vista prático, ela serve para prever o valor de pH de uma solução de um ácido fraco monoprótico a partir de sua concentração analítica, ou então, para se determinar o valor de Ka desse ácido, a partir do conhecimento de sua concentração analítica e do valor de pH medido, além de outras aplicações práticas no preparo de soluções-tampão.

O valor de pKa (ou Ka) de um ácido fraco monoprótico pode ser obtido a partir de sua titulação por uma base forte. No ponto de equivalência, a quantidade de base adicionada é suficiente para neutralizar exatamente todo o ácido presente. A metade dessa quantidade, é denominada de ponto de equivalência de meia. Nessa situação, como metade do ácido reage, as concentrações de A- e HA são iguais, portanto, no

ponto de meia equivalência o pH é igual ao pKa39.

O ácido acético, CH3COOH (AcOH), é classificado como um ácido fraco

porque quando dissolvido em água não é capaz de se dissociar completamente. Apenas 1% das moléculas presentes em uma solução aquosa 0,1 mol/L de ácido acético são capazes de se dissociar, formando os íons acetato e hidrônio. A constante de acidez (Ka) apresenta um valor de 1,75 x 10-5 e o pKa é 4,75 a 25°C e

100 kPa39.

A correlação entre a escala termodinâmica de variação de energia livre de Gibbs, na ionização e o valor da constante de equilíbrio de ionização do ácido é dada por:

(55) Assim, também se tem,

(56)

Reorganizando os termos da equação acima, obtém-se a equação de van’t Hoff, integrada e linearizada:

(57)

Assim, a partir de valores de Ka em função da temperatura podem-se obter as variações de entalpia e entropia na reação de ionização do ácido fraco. Basicamente o que se faz é um gráfico de ln Ka em função do inverso da temperatura absoluta, obtendo-se a variação de entalpia e entropia pelos coeficientes angular e linear da reta, respectivamente. Caso a curva não seja uma reta, isso significa que as variações de entalpia e entropia variam com a temperatura. Neste último caso o que se faz é aplicar uma tangente à curva no valor de temperatura desejada.

A Figura 18, mostra o esquema experimental para a determinação do pH da solução de ácido acético inicial e após a adição de solução de hidróxido de sódio.

Inicialmente em um erlenmayer foi adicionado um volume de 10 mL de solução do ácido acético de concentração 0,1 mol.L-1. O erlenmayer foi deixado em banho de

água à temperatura controlada sob agitação constante até atingir a temperatura desejada, a temperatura foi monitorada por um termômetro. Assim que a solução atingiu a temperatura desejada, deixou-se por mais 15 minutos para atingir o equilíbrio térmico. Mediu-se o pH. Em seguida adicionou-se uma alíquota de 5 mL de solução de NaOH de concentração igual a 0,1 mol·L-1. A solução resultante foi

deixada no banho por 15 minutos e o pH foi medido. Esse valor de pH é que foi utilizado para os cálculos, para se determinar os valores de Ka. Este procedimento foi repetido para as temperaturas de 293,25, 303,45 e 313,35 K.

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