Nesta parte do trabalho são analisadas as implicações (hipotéticas) da otimização da função produção na IAC.
Sabe-se que a implementação de tais mudanças não configura apenas uma decisão gerencial; envolve também uma mudança na estrutura organizacional e no modo operacional vigente.
Porém, busca-se com esse exercício evidenciar as principais implicações gerenciais, financeiras e espaciais que esta decisão teria na empresa, considerando os limites e potencialidades verificadas.
3.6.2.1 Implicações relacionadas à capacidade produtiva
Partindo do pressuposto que a IAC dispõe em média 7,12 funcionários alocados na produção e que o sistema de produção de vigas pré-moldadas exige o trabalho em duplas na maioria dos processos, poderiam ser destacados, em tese, 3 duplas para a produção de vigas pré-moldadas, que tem demanda constante e garantida
Para tanto, primeiramente tem-se que determinar quantos programas de produção essas 3 equipes são capazes de realizar durante o dia. Assim o primeiro cálculo pode ser realizado utilizando a fórmula da carga de mão de obra, isolando a variável PP. O valor da CMO passa a ser de 3 duplas, o TP e TTD continuam sendo os mesmos anteriormente considerados. Desta maneira é possível obter o PP máximo:
CMO= PP x TP TTD Ou seja:
PP = CMO x TTD TP
PP =
3 equipes x 480 minutos/dia/equipe 37,52 minutos/processo
PP = 38,37 processos/dia
Assim caso 3 duplas trabalhem somente na produção de vigas pré-moldadas, ao invés dos 12,57 processos por dia, que resultam em 666,46 metros lineares de vigas pré-moldadas por dia (12,57 processos x 53 metros lineares por processo), a empresa poderá realizar 38,37 processos por dia, que resultam em 2.034,11 metros lineares por dia (38,37 processos por dia x 53 metros lineares por processo).
Portanto, esse valor representa produzir 3 vezes mais do que normalmente é produzido pela empresa, sem alterar o quadro de trabalho.
Já a carga da betoneira também sofrerá acréscimo em sua carga de ocupação e consequentemente diminuição do tempo ocioso da maquina conforme o cálculo que segue:
Cmaq=PP x TP
Cmaq=38,37 processos/dia x 4,33 minutos/processo Cmaq= 166,14 minutos/dia
Verifica-se, portanto, que mesmo triplicando a produção, a IAC ainda não ocupará todo o tempo disponível da betoneira, fazendo com que apenas uma máquina consiga suprir a demanda necessária para cumprir o novo PP com vigas pré-moldadas, portanto, dos 480 minutos por dia, a betoneira será utilizada 166,14 minutos/dia, ou seja 34,61% do tempo ela estará ocupada e ainda restará 65,38% do tempo de ociosidade.
Com essas 3 equipes produzindo o PP proposto, sua eficiência também sofrerá alteração, dos seus 32% iniciais ela passará a ser de 99%, como mostrado no cálculo que segue: E= PP x TP TTD x Equipes E= 38,37 processos/dia x 37,52 minutos/processo 480 minutos/dia x 3 equipes E=0,99 ou 99%
Cabe relembrar aqui que todos estes novos índices se baseiam na hipótese de que a produção de vigas pré-moldadas seja triplicada.
3.6.2.2 Implicações financeiras do aumento sugerido da produção
Como a primeira sugestão refere-se a um aumento da produção 3 vezes maior, levando em conta a mão de obra já existente na empresa, é importante ter noção das implicações que surgem, como por exemplo, sobre os custos, investimentos necessários e resultados possíveis.
No que se refere a investimentos, cabe salientar que a betoneira consegue suprir a demanda de massadas, assim não é necessário a aquisição de mais uma unidade dessa máquina. O que não é o caso das formas ou moldes para as vigas pré-moldadas. A empresa conta com 160 unidades de formas, divididas em: 101 formas de 6 metros, 19 formas de 6,5 metros, 20 formas de 8 metros e 20 formas de 10,50 metros, ou seja 1.099,5 metros lineares de formas. É necessário considerar que essa margem de sobra de formas em metros lineares é necessária em função das especificidades da produção (cura das vigas pré-moldadas, por exemplo). Portanto, se para manter uma produção diária de aproximadamente 666 metros lineares de vigas pré-moldadas são necessárias aproximadamente 1.100 metros lineares de formas, no caso de ser triplicada a produção, também deveria ser triplicada a disponibilidade de metros lineares de formas, ou seja, a empresa deveria dispor de aproximadamente 3.300 metros lineares de formas.
Portanto torna-se necessário investir em 2.200 metros de formas, como essas formas são produzidas na própria empresa, a um custo de R$ 65,00 por metro linear, o investimento total em formas para vigas pré-moldadas seria de R$ 143.000,00 (2.200 metros lineares X R$ 65,00).
No que se refere a resultados, nota-se que para a produção atual o custo de cada metro linear é de R$ 4,36, (que é a soma dos custos indiretos administrativos mais o custo da matéria prima mais o custo da mão de obra direta). Dado que para o aumento sugerido da produção, não são necessários mais funcionários, esse aumento de produção de 15.662 metros lineares mensais para 32.139,58 metros lineares mensais terão apenas o respectivo custo com matéria prima, ou seja, R$ 3,28 por metro linear adicional produzido.
Portanto, dado que o custo para a produção adicional de 32.139,58 metros lineares de vigas pré-moldadas passa a ser somente o custo com matéria prima a um valor unitário de R$ 3,28 por metro, o custo total para a produção adicional pode ser visualizado na Tabela 18:
Tabela 18: Custo da produção do aumento sugerido de vigas pré-moldadas que podem ser produzidas de acordo com a mão de obra disponível na IAC
Aumento de produção sugerido em metros
Custo do metro em R$ Custo Total em R$
32.139,58 3,28 105.417,82
Fonte: elaborado pela autora com base na pesquisa realizada
Ou seja, somando os custos dos atuais 15.662 metros lineares de vigas pré-moldadas mensais mais os 32.139,58 metros lineares de vigas pré-moldadas mensais que ainda podem ser produzidos, obtem-se o custo total para a produção sugerida de 47.801,58 metros lineares mensais.
A Tabela 19 demonstra esse cálculo:
Tabela 19: Custo da produção total sugerida de acordo com a mão de obra disponível na IAC Especificação Produção mensal em
metros Custo do metro em R$ Custo Total em R$ Produção atual 15.662 4,36 68.286,32 Aumento sugerido 32.139,58 3,28 105.417,82 Total 47.801,58 173.704,14
Fonte: elaborado pela autora com base na pesquisa realizada
Depois de saber o custo total para a produção sugerida de vigas pré-moldadas de acordo com a mão de obra disponível, pode-se estabelecer o valor da venda bruta e o lucro líquido para a produção sugerida de vigas pré-moldadas de acordo com a mão de obra. Para encontrar a receita bruta com a venda dessas vigas pré-moldadas basta multiplicar a metragem produzida (vendida) pelo preço de venda, como mostra a Tabela 20:
Tabela 20: Lucro bruto realizado com a venda da produção atual da IAC
Produção mensal em metros Preço de venda do metro em R$ Receita bruta em R$
47.801,58 7,50 358.511,85
Fonte: elaborado pela autora com base na pesquisa realizada
Depois de encontrado a receita bruta da produção mensal sugerida de acordo com a mão de obra, para saber qual o lucro liquido da produção mensal sugerida de acordo com a mão de obra, isto é, o lucro que a empresa tem depois de diminuído os custos para a produção basta diminuir da receita bruta, os custos e impostos da produção. Nesse caso, a receita bruta de R$ 358.511,85 diminui-se o custo de produção de R$ 173.704,14, que como resultado o lucro líquido é de R$ 184.807,71.
3.6.2.3 Implicações no arranjo físico atual e proposição com otimização.
Desde que a empresa mudou para as atuais instalações, passou a contar com um maior espaço para organizar o escritório, refeitório, vestiários, o setor da produção, cura dos produtos e estoques, como se pode observar na Figura 5, que representa esquematicamente o terreno e a atual estrutura física da empresa. A partir dessa figura pode-se observar a localização na parte frontal do terreno de um escritório com dois pavimentos. Logo atrás do escritório localiza-se outro prédio de dois pavimentos, onde no pavimento superior encontra- se um refeitório, e no inferior banheiros e almoxarifado.
Figura 7: Terreno e atual estrutura da IAC
Fonte: Elaborado pela autora
Junto com esse segundo prédio encontra-se o prédio (galpão) destinado a produção. Um dos lados do terreno faz divisa com uma rua lateral, sendo que nessa extremidade encontram-se depositados matérias-primas como areia, brita e cimento. Assim, torna-se mais fácil a descarga desses produtos nos depósitos de matéria prima realizada diretamente do caminhão.
Na lateral esquerda do prédio, há o espaço destinado para o corte de treliças para vigas pré-moldadas, e ainda, um espaço aberto destinado a cura e secagem de produtos e a
Frente
circulação de caminhões, empilhadeiras e pessoas. Anexo a esse galpão industrial a empresa possui um espaço de expansão disponível em nível mais baixo (separado por um muro de contenção), que também serve para a armazenagem de produtos em secagem e cura e também estoque de tavelas14.
Em anexo a esse prédio (galpão), nos fundos do terreno, ainda existe uma área de 15X20 metros destinada para a produção de colunas.
Dado que o arranjo físico de uma empresa consiste na disposição dos recursos de transformação, a Figura 6 traz uma representação esquemática do arranjo físico do setor da produção da IAC. Pode-se observar onde estão localizadas as matérias-primas, as betoneiras e o local onde se preenchem os moldes de vigas pré-moldadas e colunas, além do espaço destinado aos outros produtos. Também é possível observar o espaço destinado a circulação das pessoas, carretos e empilhadeira.
Figura 8: Arranjo físico atual da IAC
Fonte: elaborado pela autora.
Portanto, o fluxo do processo de transformação da empresa inicia com o recebimento das principais matérias primas, que é realizado pela lateral do terreno, via caminhões que as despejam diretamente nos respectivos depósitos, como aponta a figura.
A betoneira principal está localizada de modo que fique mais próximo possível desta matéria-prima, para iniciar o processo de fabricação, ou seja, para que as equipes de trabalho possam realizar a etapa de preparação da massada, que ocorre com agregação de cimento e água à brita e areia.
Depois de pronta a massada, ela é despejada em carretos e levada até as estações de trabalho, seguindo a lógica de realizar a massada na betoneira mais próxima das formas do produto que será fabricado.
As formas de vigas pré-moldadas estão localizadas logo na entrada do prédio da produção, conforme mostrado na Figura 6. Sabe-se que a empresa possui um total de 160 unidades de formas distribuídos entre formas de 6, 8, 6,5 e 10,5 metros e conta com 5 estações de trabalho dispostas de acordo com a Figura 6.
Cada estação de trabalho conta com um ou dois cavaletes que possuem a capacidade de 12 formas cada um. A primeira estação possui um cavalete com capacidade de máxima de 2 camadas de 12 formas de vigas pré-moldadas de 6 metros de vigas pré-moldadas, a segunda estação, são dois cavaletes com capacidade de 2 camadas de 24 formas de vigas pré-moldadas de 6 metros, a terceira estação também conta com dois cavaletes com a capacidade de 2 camadas de 24 formas de vigas pré-moldadas de 6 metros, a quarta estação conta com dois cavaletes, um com capacidade de2 camadas de 12 formas de vigas pré-moldadas de 6,6 metros, e outra com capacidade de 2 camadas de 12 formas de vigas pré-moldadas de 10,5 metros. Ainda há uma quinta estação, localizada perpendicularmente as outras formas, com capacidade de 2 camadas de 12 de formas de vigas pré-moldadas de 8 metros.
Se somada a capacidade de cada cavalete de vigas pré-moldadas, chega-se a uma capacidade total de armazenagem de 192 unidades de formas de vigas pré-moldadas. E somando-se todas as formas que podem ser utilizadas concomitantemente (133 formas de 6 metros, 22 formas de 6,6 metros, 22 formas de 10,5 metros e 24 formas de 8 metros) a capacidade total da área disponível para o enchimento das formas de vigas pré-moldadas resulta em um total de 1366,5 metros lineares que podem ser dispostos nas estações de trabalho.
Para o aumento sugerido dos atuais 666,46 metros lineares diários para 2.034,11 (triplicar a produção diária) há algumas variáveis a serem consideradas. Já que a empresa
precisará de, no mínimo, mais 2.200 metros lineares de formas, a grosso modo, pode-se considerar triplicar cada metragem de forma, passando de 160 unidades de formas (1.100 metros lineares) para 480 unidades de formas (3.300 metros lineares).
Já no que diz respeito ao espaço físico necessário, sabe-se que a empresa possui 8 cavaletes para preenchimento dos moldes de vigas pré-moldadas com capacidade para duas camadas de 12 formas em cada um deles (24 formas cada cavalete de trabalho, totalizando 192 formas em processo de preenchimento). Portanto, para triplicar a produção será necessário espaço para 288 formas adicionais de vigas ( espaço para o total de 480 formas – espaço para 192 formas já existentes).
Dado que cada cavalete possui espaço para duas camadas de 12 formas (total de 24 formas), serão necessários mais 12 cavaletes na área de produção da empresa (288 formas / 24 formas por cavalete). O que irá totalizar 20 cavaletes, ou ainda 12 estações de trabalho na estrutura produtiva, conforme mostrado na Figura 7.
A figura que segue mostra como deveria ficar o arranjo físico da IAC para dar conta da produção sugerida.
Nota-se que para dispor mais 12 cavaletes é necessário aumentar o pavilhão da produção em mais 10 metros se expandindo até o desnível do terreno. Mas ainda há a sobra de espaço para a colocação de vigas pré-moldadas em paletes para a secagem e estocagem.
O atual arranjo físico da empresa é caracterizado nitidamente como um arranjo físico por processo, que, conforme já referido anteriormente, corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente (como a produção por lotes ou encomendas). Neste tipo de arranjo físico o mesmo grupo de máquinas serve à fabricação de produtos diferenciados (vigas pré-moldadas, postes, lajotas, etc.) e os centros de trabalho são agrupados de acordo com a função que as pessoas desempenham naquele momento. As pessoas e materiais movem-se de um centro até o outro de acordo com a necessidade (CORRÊA; CORRÊA 2005).
A empresa poderia evoluir para a implantação de um sistema de produção contínua, adotando processos mais mecanizados (que poupariam esforço físico), onde o fluxo é caracterizado pela capacidade de produzir somente o que é necessário para o momento, nem mais, nem menos. Tal mudança evidentemente demandaria um novo estudo do espaço físico e dos fluxos, exigindo ainda investimentos significativos, mas que certamente poderiam ser amortizados em função de uma maior otimização do processo.
Assim, uma das vantagens de se produzir em fluxo contínuo é que são minimizados ou até mesmo eliminados desperdícios no processo de produção. Também, conforme Barbosa; Lima (2008), pode-se citar como vantagens desse processo a redução do tempo de movimentação de materiais e pessoas a habilidade para identificar problemas e trata-los mais cedo.
CONCLUSÃO
Esta dissertação teve o propósito de analisar a função produção em uma indústria de artefatos de cimento da cidade de Ijuí, Rio Grande do Sul, com vistas a contribuir na discussão da temática e das pesquisas relacionadas a área.
Optou-se por tal tema por entender que o setor da produção é o “coração” dos empreendimentos industriais, é lá que ocorre o bombeamento dos recursos a fim de que se alcance os objetivos finais dos empresários, a satisfação pessoal e o lucro.
De acordo com essa linha de pensamento, a presente dissertação teve como principal objetivo analisar os processos de produção em uma indústria do ramo da construção civil com vistas ao aumento da sua eficiência e sua produtividade. E para a elaboração desse trabalho optou-se pela IAC, da cidade de Ijuí, pelo fato de a mesma já ter sido foco de estudo anterior e, assim, apresentar demanda para que um estudo dessa natureza fosse realizado.
A questão central da pesquisa, esteve focada nas contribuições que uma gestão da produção otimizada poderia oferecer para a empresa em questão.
Após realizado o mapeamento, descrição e análise dos processos de fabricação da empresa, no que diz respeito a mecanismos e instrumentos de controle de trabalho pode-se ressaltar (sobre essa especificidade do trabalho) que a IAC possui um modelo empírico de produção, um jeito próprio de produzir, ou seja, os procedimentos adotados foram elaborados com base nas experiências e experimentações dos proprietários, até se chegar no modelo atualmente praticado.
Percebe-se então, que o pessoal da produção trabalha em uma metodologia de equipes de trabalho, onde cada uma delas é responsável pela produção de determinado item do inicio ao fim. No que diz respeito aos mecanismos de trabalho cabe salientar que sua eficiência atual para a produção de vigas pré-moldadas gira em torno de 46%, chegando-se assim a uma conclusão de que somente uma equipe de trabalho seria o suficiente para suprir a fabricação da demanda atual.
Já no que diz respeito a análise realizada dos custos de produção de vigas pré- moldadas e colunas (25x25), o fator mais relevante evidenciado foi a margem de contribuição, que representa valor que sobra do preço de venda, ou seja, o que sobra de resultado a partir da diferença entre o preço de venda praticado e os custos e despesas variáveis.
Portanto cabe destacar que as colunas apresentam uma margem de contribuição unitária bastante superior a das vigas pré-moldadas, o que evidencia que a venda das colunas
traz maior retorno financeiro para a empresa, porém essas possuem demanda consideravelmente inferior a das vigas pré-moldadas, que mesmo ao apresentar a margem de contribuição menor é o produto que supre a demanda financeira da empresa, por possuir um volume de vendas maior do que as colunas.
Ainda sobre essa especificidade do trabalho pode-se destacar que a IAC tem um nicho de mercado a ser explorado -a venda de colunas- que poderá trazer considerável retorno financeiro e consequentemente maior lucratividade para a empresa.
De acordo com o proposto para estudo, há algumas ações que podem ser implementadas na empresa a fim de que haja otimização dos resultados, essas ações perpassam por três tópicos: as implicações com relação a capacidade produtiva, implicações financeiras e implicações no arranjo físico.
A primeira que diz respeito a otimização da capacidade produtiva, evidencia que para triplicar a produção de vigas pré-moldadas, que possui demanda constante e crescente, não torna-se necessária a contratação de pessoal, ou seja, com a mão de obra disponível há a possibilidade de realizar produção demandada.
A segunda diz respeito as implicações financeiras, a betoneira existente na empresa consegue suprir a demanda de “massadas”, assim, não sendo necessária a aquisição de mais um equipamento. Já as formas para as vigas pré-moldadas deverão ser adquiridas ao passo que o aumento da produção demanda mais desse material, portanto, é necessário investimento financeiro para a aquisição dessas formas.
Porém dado que a mão de obra atual supre essa produção triplicada os custos para a fabricação adicional, grosso modo representa apenas o custo com a matéria-prima.
O arranjo físico do setor produtivo da empresa atualmente é bastante enxuto, contando com um galpão de 750m². Esse, caso decida-se pelo aumento da produção de vigas pré-moldadas deverá sofrer mudanças em sua estrutura, devendo ser adicionadas diversas estações de trabalho para suprir a demanda triplicada de produção.
Ainda, importa observar que esse estudo caracterizou-se por uma tentativa de aliar a teoria a pratica dentro do setor produtivo de uma indústria de artefatos de cimento, e que depois desse estudo realizado, abre-se um leque de outros temas a serem pesquisados dentro da organização com vistas a otimização dos resultados, a saber, a realização de um estudo de marketing para o caso das vendas de colunas, um estudo de cunho técnico por parte da engenharia para um sistema de secagem que possa diminuir o tempo de espera sem perda da
qualidade do material e também pode-ser destacado uma análise ergonômica a respeito da realização dos processos por parte dos operários.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARBOSA, Christiane Lima; LIMA, Adalberto da Cruz. Aplicação do fluxo contínuo no processo de produção de estacas pré-moldadas para fundação. XXVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Rio de Janeiro, 2008
BOISIER, Sérgio. Desenvolvimento, in Dicionário do desenvolvimento regional/ coordenador, Dieter R. Siedenberg. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2006
BRESSER-PEREIRA, L. C. Desenvolvimento econômico e o empresário. Revista de Administração de Empresas, v. 32, n. 3, p. 79-91, jul./ago., 1992.
BRUNI, Adriano Leal; FAMÁ, Rubens. Gestão de custos e formação de preços : com aplicações na calculadora HP 12C e Exel. -3. ed.- São Paulo : Atlas, 2004