Chapitre I. État de l’art sur les Documents et les standards
3 Structuration et Modélisation de documents multimédia
3.2 Modélisation de documents multimédia
Ao fazer uma análise comparativa entre a literatura nacional e a internacional, observa-se que os artigos internacionais estão mais avançados em termos de integração da temática da sustentabilidade na cadeia de suprimentos. Além disso, no Brasil, o foco em estudos analisados é em logística reversa, quando ela já é considerada insuficiente (Van HOEK, 1999), embora essencial, na busca por uma cadeia de suprimentos sustentável. Isso mostra uma grande oportunidade para pesquisa futura aos interessados no assunto. O Gráfico 1 apresenta a frequência de artigos analisados por ano de publicação entre as fontes nacionais e internacionais.
Gráfico 1: Frequência de artigos por ano de publicação
Fonte: dados da pesquisa
O crescimento da temática no número de publicações internacionais é observado a partir de 2001 enquanto, nacionalmente, os números não são representativos durante todo o período analisado. Nas revistas internacionais, as publicações sobre a temática datam de 1995, enquanto as revistas nacionais apresentam trabalhos a
partir de 2003. No entanto, tanto nas publicações nacionais quando as internacionais se destacam em 2006, assim como declinam nos anos seguintes.
Por outro lado, enquanto as revistas brasileiras focam o conceito de logística reversa e abordam, discretamente, a questão da cadeia reversa, as pesquisas internacionais abrangeram seus estudos para outras temáticas da GSCS que indicam uma visão mais ampla e sistêmica do assunto.
Os anos de maior publicação internacional, 2001 e 2006, representam números especiais de dois periódicos12. Os resultados mostram que 50% dos trabalhos, envolvendo as principais palavras-chave nos periódicos internacionais que definem a temática da GSCS, apareceram nos últimos três anos (de 2005 a 2008), o que indica sua necessidade de maturação, sugerindo um campo com grande amplitude para estudos futuros. No caso das publicações das revistas nacionais, todos os artigos referentes à GSCS são dos anos mais recentes, o que mostra uma necessidade ainda maior de estudos na área no Brasil para seu desenvolvimento, expansão, maturação e consolidação.
Ademais, enquanto nenhum artigo nacional tenha focado na gestão da sustentabilidade na cadeia de suprimentos como um todo, apenas um artigo internacional indicou o termo sustainable supply chain (LINTON et al., 2007), denotando que, mesmo o mainstream internacional da área de operações ainda não incorporou a temática GSCS. Tal constatação foi corroborada pela busca estendida do termo no portal EBSCO, em que apareceram 17 artigos. Apesar da primeira menção ao termo datar de 2003, 70% dos resultados concentram-se após 2007. O mesmo resultado se repete, pesquisando-se o termo green supply chain presente em 60% das 41 publicações localizadas, a partir do mesmo ano (Gráfico 2).
12
Em 2001, o IJOPM publicou no seu volume 21, o número 12 sobre o tema Sustainability. Enquanto o POM publicou no seu volume 10 uma sequência de dois números especiais: Environmental
Management and Operations Management: Introduction to Part 1 (Manufacturing and Eco-Logistics);
e Environmental Management and Operations: Introduction to Part 2 (Integrating Operations and
Environmental Management Systems). Em 2006, publicou outra sequência no volume 15: o número
3, sobre o tema Closed-Loop Supply Chains (Part 1); e o número 4: Closed-Loop Supply Chains (Part
0 0 0 0 0 1 1 1 1 3 9 1 2 0 0 3 0 2 3 4 3 8 14 2 0 2 4 6 8 10 12 14 16
sustainable supply chain green supply chain
Gráfico 2: Frequência de artigos encontrados na busca estendida
Fonte: dados da pesquisa
Considerando-se a prevalência de estudos, abordando o conceito de logística reversa, é preciso revelar que, apesar de alguns avanços iniciais, a literatura de logística reversa tem fornecido uma abordagem limitada para classificar o relacionamento entre a organização e seu meio ambiente natural, falhando em endereçar as condições e fatores que devem ser observados para uma empresa estruturar-se em direção à sustentabilidade (HANDFIELD et al., 1997).
Os estudos de logística reversa concentram-se no espaço interno das organizações empresariais e na sua capacidade de implementar políticas de reutilização e reciclagem de resíduos e/ou fatores agregados a produtos e serviços de uma organização (Van HOEK, 1999), não refletindo explicitamente a dimensão entre as empresas. Portanto, torna-se relevante questionar se é suficiente o limitado esforço de “esverdeamento” de um segmento da cadeia de suprimentos e ainda de uma única empresa (SRIVASTAVA, 2007). Em conformidade com a proposta de Van Hoek (1999), considera-se que a Logística Reversa sozinha não é suficiente para uma visão integrada da cadeia, embora seja um tópico de grande destaque em toda a temática.
Iniciativas de pesquisa são necessárias para cobrir esta lacuna. Especificamente, a pesquisa deve-se mover da logística reversa para o desenvolvimento de gestão da sustentabilidade ambiental em cadeias de suprimentos. Assim, a inclusão da
abordagem da cadeia de suprimentos representa uma perspectiva sistêmica para atingir as iniciativas mais conectadas com a perspectiva da sustentabilidade ambiental (Van HOEK, 1999), o que supõe introdução de novas práticas, assim como mudanças de práticas existentes para criar um novo sistema de produção e gestão (LINTON et al., 2007), seguindo o esquema da Figura 14.
Cadeia de suprimentos
Logística Reversa Cadeia de Suprimentos Verde
Abordagem Perspectiva Escopo das Ações Soluções
Foco das Ações Reativa, cumpre regulação
Descarte
Fim da linha Venda de produtos
Companhia
Pro-ativa e busca valor
Fonte potencial de vantagem competitiva Ciclo de vida dos produtos
Redução e reuso
Figura 14: Da logística Reversa para a Cadeia de Suprimentos Verde
Fonte: Van Hoek (1999, p.132)
Diante dessa realidade, o escopo da gestão da cadeia de suprimentos verde varia do monitoramento reativo de programas ambientais gerais, para práticas mais pró- ativas implementadas através de vários R’s (redução, reuso, retrabalho, recondicionamento, recolhimento, reciclagem, remanufatura, logística reversa, etc.) (SRIVASTAVA, 2007), com base na análise do ciclo de vida dos produtos, para gerar vantagem competitiva em toda a cadeia.
6.2 Resultados ETAPA 2 – Apresentação e Análise dos Casos e Articulação