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CHAPITRE 6 MODÉLISATION DE L’EFFET DU VENT EN ÉCOULEMENT

6.5 Modélisation des réponses par régression non paramétrique

Conforme se pode observar na Figura 10, as setas saem dos itens em direção ao construto para três construtos, ao passo que saem do construto em direção aos itens para um dos construtos. Os itens que causam o construto são chamados de formativos, ao passo que os itens que são conseqüência do construto são chamados de reflexivos (JARVIS; MACKENZIE; PODSAKOFF; 2003, p. 203). A mensuração de construtos com variáveis reflexivas é feita com escalas, ao passo que a mensuração de construtos com variáveis formativas é feita com índices (DIAMANTOPOULOS; WINKLHOFER; 2001, p. 269). Esses

autores afirmam que a terminologia na literatura é confusa, havendo casos de escalas chamadas como índices, e vice-versa. Nesta pesquisa, seguimos a definição sugerida pelos autores.

Na seção anterior foram definidos os construtos e seus itens. Cabe agora detalhar o método de mensuração. Conforme Pedhazur e Schemelkin (1991, p. 61), isto significa definir o método geral de mensuração (p. ex., entrevistas, escalas de classificação, diferencial semântico), suas características específicas (tais como orientação para os respondentes, fraseado e ordem dos itens) e condições de aplicação (p. ex., respondentes tem assegurado o anonimato). Vamos tratar esses aspectos nos parágrafos a seguir.

O método geral de mensuração de construtos adotado nesta pesquisa são as escalas de classificação somada (também conhecidas como Likert) de 10 pontos. A opção quanto ao número de pontos nas escalas6 gerou alguma dúvida. Uma vez que os respondentes certamente têm nível universitário, pois são executivos de grandes empresas, escalas com mais pontos são mais precisas e mais adequadas nesta pesquisa (HAIR et al, 2003, p. 194). Seguindo o exemplo de Barki e Hartwick (2001), poderia-se usar uma escala de 11 pontos. Optou-se, porém, por uma escala de 10 pontos, pois existem estudos sustentando que categorias intermediárias centrais não sejam usadas, ou então que elas sejam usadas com cautela (PEDHAZUR; SCHMELKIN, 1991, p. 139). Para maior clareza, os elementos da escala foram organizados em forma de quadro (ver anexos C e D). Tendo em vista o grande número de pontos na escala, rótulos foram fornecidos apenas para seus extremos. Cabe notar que os resultados de pesquisas são inconsistentes provando melhora da confiabilidade no uso de rótulos em todos os pontos da escala (PEDHAZUR; SCHEMELKIN, 1991, p. 122).

Com relação às características específicas, evitou-se abordar mais de uma idéia em uma mesma pergunta, pois questões múltiplas podem causar dúvida no respondente se ele tem opiniões diferentes sobre as idéias questionadas (SPECTOR; 1992, p. 23). Onde considerado necessário, são fornecidas definições para tornar mais claro o sentido pretendido das palavras. Conforme Pedhazur e Schemelkin (1991, p. 121), este cuidado tem impacto na confiabilidade e na validade da escala. Onde possível, as escalas foram compostas tanto de afirmações positivas como negativas, visando diminuir o efeito de conjuntos de respostas (PEDHAZUR; SCHEMELKIN, 1991, p. 62, 122 e 141).

6 A rigor, a referência deveria ser feita a escala/índice. Para maior simplicidade, usa-se

Com relação à orientação para os respondentes e condições de aplicação, o pesquisador acompanhou a grande maioria dos respondentes pelo telefone durante a leitura e resposta ao questionário. Desta forma, o significado das perguntas e termos do questionário foram sendo esclarecidos conforme necessário, proporcionando assim um aumento da validade dos resultados, pois os respondentes interpretaram as perguntas da forma pretendida e não de forma estranha para o pesquisador. Cabe notar que o objetivo da pesquisa havia sido informado anteriormente por carta, e-mail e contato telefônico prévio, tendo nestas ocasiões sido assegurado aos respondentes um completo anonimato das empresas quando da publicação dos resultados da pesquisa.

Os anexos C e D apresentam os questionários contendo as escalas desenvolvidas. O anexo C é usado nas empresas que têm EP-TI, enquanto o anexo D nas empresas que não têm a entidade. A determinação da existência ou não do EP-TI foi feita durante contato telefônico com a empresa, com confirmação da informação na primeira pergunta do questionário, conforme exposto na subseção 8.2.1. A partir da segunda pergunta, os questionários possuem ligeiras diferenças no enunciado das perguntas, relacionadas com o enfoque para a situação atual, no caso das empresas sem EP-TI, ou enfoque para a situação no momento da criação do EP-TI, no caso das empresas com EP-TI. Cumpre destacar que há uma pergunta bastante crítica para as empresas com EP-TI. Trata-se da pergunta em que se solicita ao respondente uma avaliação da sua familiaridade com o contexto da área de TI e de seu portfolio de projetos no momento da criação do EP-TI. Objetiva-se com essa pergunta avaliar a credibilidade do respondente como fonte para relato do contexto do gerenciamento de projetos da empresa naquele momento. Como as perguntas exigem conhecimento da situação da empresa em um passado talvez distante alguns anos, é possível que mesmo o CIO não esteja habilitado a responder caso não fizesse parte da área de TI no momento em que o EP-TI foi criado. Caso o respondente informe que sua familiaridade com esse contexto está na metade inferior da escala (pontuação de 1 a 5), busca-se outro respondente na empresa ou então se descarta a empresa do estudo. Outra informação importante é a distância no tempo dos eventos de interesse. Caso o EP-TI tenha sido criado antes de 2005, exige-se familiaridade maior do que 7 do respondente; caso não disponível, descarta-se a empresa do estudo. Portanto, o questionário para empresas com EP-TI possui uma pergunta sobre o ano de criação da entidade. Caso a empresa tenha mais de um EP-TI, será considerado o momento de criação do primeiro EP-TI.

Antes de serem aplicados, os questionários foram avaliados e modificados através de um pré-teste. Em função da facilidade com que se teria acesso às empresas examinadas nos

estudos de caso, fez-se contato com as pessoas entrevistadas nas organizações A, B, C e D (ver seção 7.1). Não se conseguiu aplicar o pré-teste na empresa D, em função de problemas de agenda do contato na empresa. Nas organizações A e C, o pré-teste foi aplicado em uma das pessoas entrevistadas na fase 1 da pesquisa. Na empresa B, aplicou-se o pré-teste em 2 pessoas, tendo uma delas sido entrevistada na Fase 1 e outra não. Finalmente, aplicou-se o pré-teste em uma pessoa de uma quarta organização que não fez parte da Fase 1 da pesquisa, mas que faz parte da população alvo da pesquisa (grandes empresas nacionais, privadas, não orientadas a projetos). Ao todo, o pré-teste foi aplicado em 5 respondentes de 4 empresas.

Avaliou-se se a aplicação do pré-teste em pessoas familiarizadas com os objetivos da pesquisa poderia produzir um viés, pois era possível que quem não tinha familiaridade com a pesquisa pudesse ter dúvidas que pessoas familiarizadas não teriam. Considera-se que o fato das conversas com as pessoas das Organizações A, B e C terem sido realizadas há pelo menos 6 meses antes do pré-teste seria um forte atenuante, pois muito já teria sido esquecido. Ademais, das 4 empresas, uma não fez parte da Fase 1, e dos cinco respondentes, dois não foram entrevistados na Fase 1 da pesquisa. Portanto, acredita-se que o procedimento não prejudicou a qualidade do pré-teste, que atingiu o objetivo pretendido.

Durante a aplicação do pré-teste, tomaram-se notas das dúvidas dos respondentes com relação às perguntas e também com relação às modificações necessárias para tornar as questões mais claras. No pré-teste seguinte, aplicou-se um questionário já modificado com base na experiência do pré-teste anterior. Esse processo se repetiu até o quinto e último respondente, que apresentou poucas dúvidas que provocaram alterações nos questionários apresentados nos Anexo C e D. Cabe destacar que o pré-teste foi realizado pelo telefone com 3 respondentes e através de contato pessoal com 2.