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Modélisation physique Sommaire

2.2 Modélisation de l’atmosphère

No sentido de avaliarmos a importância da intervenção teórico-prática, aplicámos um questionário de tipo narrativo, ou seja, “um questionário de inquérito submetido às mesmas pessoas com alguns meses de intervalo, a fim de analisar a evolução das representações ou das opiniões” (Ketele, 1993:174). Assim, de um modo geral, todas as sessões foram avaliadas como pertinentes e profícuas.

Gráfico 17 - Avaliação das sessões

Descrição de resultados:

Os alunos preferiram as sessões que privilegiaram o conhecimento de novas ferramentas da Web 2.0, técnicas para apresentação oral de trabalhos escolares e avaliação de páginas web. Estes tópicos foram considerados “muito importantes” por 58%, 50% e 42% dos inquiridos, respetivamente. Já a formação sobre a consulta do catálogo informatizado da BE, foi considerada

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pouco relevante (nível 3, na escala de 1 a 5) para 11 dos alunos inquiridos (46%).

Interpretação de resultados:

A sessão sobre “prezi” e “issuu” foram muito apreciadas, pois, apresentando um efeito visual apelativo, eram ferramentas desconhecidas dos alunos, nativos digitais. Já a formação sobre técnicas de apresentação oral cativou muito os alunos, pois foi feita auto e heteroavaliação da sua prestação individual, com apresentação de sugestões de melhoria. Finalmente, a observação direta da sessão sobre “como avaliar páginas web” permitiu-nos concluir que esta surpreendeu os alunos, pois estes nunca se tinham interrogado sobre determinados aspetos que, no final, acabaram por considerar muito relevantes e determinantes no momento da seleção de informação.

Quanto à desvalorização da pesquisa do catálogo, inferimos que como as pesquisas realizadas pelos discentes se continuarão a focar essencialmente no mundo digital, o acervo da biblioteca não se apresenta como sendo muito apelativo, pela dificuldade e morosidade do processo, quando cotejado com o imediatismo da Internet.

De seguida, os alunos foram interrogados sobre a pertinência de colocar à sua disposição, na página Web da biblioteca, tutoriais relativos a aspetos diversos da literacia informacional.

119 Descrição dos resultados:

Os alunos consideraram como “muito importante” dispor de informação, em ambiente digital, sobre como fazer uma bibliografia automática (54%), as diferentes etapas de um trabalho de pesquisa (50%) e elaboração de referências bibliográficas e eletrónicas (38%).

Interpretação dos resultados:

Feita a sensibilização para a importância da ética da informação, os alunos manifestaram interesse pelo cumprimento das normas existentes apresentadas (NP405, APA). Porém, dado o desconhecimento que têm das mesmas, sentem necessidade de ter guiões disponíveis que os auxiliem na concretização dessa tarefa.

A necessidade de um modelo de pesquisa de informação orientador, prende-se provavelmente com a consciência de que existem uma série de etapas sequenciais que importa seguir. Tentámos, de seguida, perceber qual o impacto das sessões formativas nos hábitos informacionais dos nossos adolescentes.

120 Descrição dos resultados:

Seguindo uma ordem decrescente, este grupo de alunos alterou significativamente os seus hábitos informacionais relativamente à apresentação oral de trabalhos (50%), à triangulação de fontes consultadas (42%), à verificação da extensão do domínio web consultado (42%) e à tomada de notas, durante a recolha de informação (42%). Compreendem agora melhor a sinalética de prateleira e de estante da biblioteca (38%), planeiam as fases de elaboração do trabalho de pesquisa (33%), tentam diversificar as fontes consultadas (33%) e as ferramentas multimédia de apresentação de trabalhos. Finalmente, cerca de um terço da turma passou a prestar atenção à autoria e objetivos dos sítios web consultados (33%).

Por outro lado, existem domínios em que os alunos evidenciam alguma relutância na alteração de práticas. Esta constatação é sobretudo evidente no âmbito da pesquisa do catálogo informatizado da biblioteca, pois 63% deste grupo de alunos indicaram os níveis 1, 2 e 3 de alteração de comportamentos (na escala de 1 a 5). Os mesmos níveis foram indicados: por 58% dos alunos relativamente à seleção de palavras-chave; por 42%, relativamente à verificação da data de atualização da página web consultada; e por 33% dos discentes inquiridos, no que concerne à utilização de técnicas e ferramentas de pesquisa avançada.

Interpretação dos resultados:

Dos resultados descritos acima, podemos inferir que os alunos apreciaram as sugestões transmitidas no âmbito da exposição oral, o que se justifica pela valorização que a autoimagem e o autoconceito assumem na adolescência. Por outro lado, estão doravante mais sensibilizados para a importância da seleção das fontes eletrónicas (atentando na extensão do domínio web consultado), da verificação da sua autoria e dos objetivos que presidem à sua publicação e difusão. Inferimos também que interiorizaram a necessidade da confrontação de informação, pelo cotejamento de fontes diversas. Para tal, talvez tenha contribuído a nossa chamada de atenção para a facilidade de edição e publicação de conteúdos no mundo digital, nos dias de hoje, independentemente do nível de autoridade na matéria.

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Constatamos ainda que os alunos assimilaram a pertinência da tomada de notas não só para a elaboração de esquemas, resumos e textos próprios, bem como para a citação de fontes e elaboração de referências.

A melhor compreensão da sinalética e lógica interna de arrumação/localização de documentos fomentará certamente a diversificação das fontes consultadas (um dos aspetos avaliados muito positivamente).

Por fim, estamos certos de que os alunos irão diversificar as formas de apresentação multimédia dos seus trabalhos, depois de terem dilatado as suas competências digitais ao nível de ferramentas Web 2.0, como: “prezi”, “issuu”, “myebook” e “google Docs” (formulários).

Por outro lado, se nos concentrarmos nas práticas que se mantiveram mais ou menos inalteráveis, podemos inferir que o catálogo informatizado da biblioteca ainda não consegue seduzir os alunos para as suas pesquisas, pois que a procura de informação em ambiente digital é mais célere, direta e imediata. A seleção de palavras-chave é uma tarefa que os alunos consideram desempenhar sem dificuldade. Porém, quando observámos os alunos em situação, constatámos que alguns utilizam expressões longas, frases e até perguntas, sem recorrer a técnicas de pesquisa avançada (como por exemplo, o uso de aspas).

Gráfico 20 - A BE e o trabalho escolar

Descrição dos resultados:

Quando questionados sobre a capacidade de apoio curricular que reconhecem na BE, nomeadamente ao nível do saber fazer, os resultados foram francamente satisfatórios, havendo 88% dos alunos inquiridos a considerar que esta poderá ajudar na elaboração dos trabalhos escolares.

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Finalmente, os alunos avaliaram a intervenção da BE, ao longo destes cinco meses como “útil” (46%), “muito útil” (38%) ou “pouco útil” (17%). Não havendo nenhum aluno que a tenha considerado “inútil” (0%).

Gráfico 21 - Avaliação da intervenção da Biblioteca

Interpretação dos resultados:

Quanto à percentagem de alunos que não apreciaram a nossa intervenção (17%), pensamos que esses quatro alunos consideraram todo o processo de elaboração de trabalho de pesquisa demasiado elaborado, quando estão habituados a fazê-lo com relativo sucesso académico, com muito menos esforço. A intervenção teórico-prática exigiu, naturalmente, reflexão, dedicação e trabalho árduo.

Mediante a opinião da maioria dos alunos, inferimos que este grupo ficou sensibilizado para a capacidade de auxílio e apoio de que a biblioteca dispõe. Assim, esperamos que, de futuro, estes alunos sejam utilizadores mais exigentes e que amplifiquem a mensagem de disponibilidade e capacidade de promoção do sucesso educativo, por parte da BE.