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4.1 Modélisation des procédés d’incinération

4.1.1 Modélisation CFD de la phase gazeuse

Pesquisa

Quando da apresentação da dissertação em banca, sugeriu-se que o momento do Estudo de Caso também poderia ter sido útil para abordar aspectos de planejamento, sobretudo, de análise de cenários.

Ao consultar os trabalhos desenvolvidos anteriormente, vimos que Ribeiro já havia feito uma análise de cenários, conhecida por SWOT22, para a ACCOB, no ano

de 2006, por meio da qual culminou com a criação da A Carneria. Neste trabalho, foram listadas as variáveis: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças e suas respectivas combinações que geraram quatro quadrantes: “forças x oportunidades” (potencialidades de atuação ofensiva); “forças x ameaças” (capacidade defensiva); “fraquezas x oportunidades” (debilidade de atuação ofensiva); “fraquezas x ameaças” (vulnerabilidade), sendo esta última a combinação mais sensível, que afeta diretamente a ovinocultura de corte no D.F e a deixa mais vulnerável a problemas de ordem interna e externa.

Este trabalho foi baseado neste último quadrante (fraquezas x ameaças), também conhecido como o quadrante de Vulnerabilidade, com a aplicação da Matriz GUT23 realizada na primeira semana de abril de 2013. O trabalho de Ribeiro listou

22 Acrônimo formado pelas iniciais das palavras em inglês: Strenghts, Weakenesses, Opportunities e Threats (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças). As Forças e Fraquezas analisam variáveis internas, controláveis, que podem ser objeto de esforços contínuos da organização para suas melhorias. As Oportunidades e Ameaças são variáveis externas, incontroláveis, tais como: políticas, econômicas, sociais, tecnológicas, tecnológicas, ambientais, legais, dentre outras; mas que interferem de forma direta ou indireta nos rumos da organização. Adaptado do site http://www.dignow.org/post/swot-analysis-an%C3%A1lise-swot- 3027185-16283.html (acesso em 27/02/2013).

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33 as principais Fraquezas e Ameaças mapeadas pelo grupo que participou dessa atividade, no ano de 2006.

No ambiente interno foram mapeadas as principais Fraquezas: • a falta de padronização e qualidade de carcaças (F1) ;

• baixa capacidade de escalonamento de produção (F2) ; • baixo nível de coesão entre seus membros (F3);

• elevada assimetria produtiva (F4);

• índices zootécnicos de produção baixos (F5); • deficiência no controle sanitário (F6);

• baixo grau de confiança e comprometimento com a atividade (F7).

No ambiente externo foram mapeadas como as principais Ameaças: • a concorrência de outras carnes (A1),

• o oportunismo das agroindústrias a jusante (A2); • a falta de fiscalização sanitária (A3);

• a deficiência de assistência técnica especializada (A4); • o aumento dos preços de insumos da ração (A5); • a organização e o poder dos paulistas e mineiros (A6);

• o crescimento desordenado da oferta oriunda de outros estados (A7).

A partir de então, foi aplicada a Matriz GUT, com respostas numéricas para cada uma das fraquezas e cada uma das oportunidades, sendo de 1 a 5 para cada dimensão da matriz, permitindo classificar em ordem decrescente de pontos os problemas a serem atacados em melhorias de processo, conforme explicitado no marco teórico, item 3.3.1, deste trabalho - Matriz GUT – Gravidade (G), Urgência (U), e Tendência (T). A matriz gera uma pontuação baseada na multiplicação entre os resultados obtidos de (G) x (U) x (T).

34 Foram escolhidos os mesmos entrevistados listados no capítulo anterior. Apenas a entrevistada E2 não participou desta pesquisa. A pesquisa foi enviada por e-mail e respondida individualmente24. Os resultados individuais foram compilados e

somados: 1) GT = GE1+GE3+GE4+GE5 2) UT = UE1+UE3+UE4+UE5 3) TT = TE1+TE3+TE4+TE5 4) RT = GT x UT x TT Sendo25: 1) GT = Gravidade Total

GE1 - Gravidade apontada pelo primeiro respondente até GE5 – Gravidade apontada pelo último respondente;

2) UT = Urgência Total

UE1 - Urgência apontada pelo primeiro respondente até UE5 – Urgência apontada pelo último respondente;

Ainda:

3) TT = Tendência Total

TE1 - Tendência apontada pelo primeiro respondente até TE5 – Tendência apontada pelo último respondente.

24 Os questionários contendo as respostas individuais da Matriz GUT estão inseridos no Apêndice V deste trabalho.

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35 Por fim: 4) RT = Resultado Total GT – Gravidade Total UT – Urgência Total TT – Tendência Total

Os resultados estão explícitos na tabela 4 abaixo:

Tabela 4 – Soma da Matriz GUT

FRAQUEZAS G U T TOTAL

• a falta de padronização e qualidade de carcaças; 14 13 11 2002

• baixa capacidade de escalonamento de produção; 16 16 15 3840

• baixo nível de coesão entre seus membros; 16 17 15 4080

• elevada assimetria produtiva; 14 15 12 2520

• índices zootécnicos de produção baixos; 13 14 15 2730

• deficiência no controle sanitário; 13 15 15 2925

• baixo grau de confiança e comprometimento com a atividade. 19 19 17 6137

AMEAÇAS G U T TOTAL

• a concorrência de outras carnes, 7 6 5 210

• o oportunismo das agroindústrias a jusante; 8 6 6 288

• a falta de fiscalização sanitária; 14 14 11 2156

• a deficiência de assistência técnica especializada; 15 16 13 3120

• o aumento dos preços de insumos da ração; 10 11 10 1100

• a organização e o poder dos paulistas e mineiros; 7 7 6 294

• o crescimento desordenado da oferta oriunda de outros estados. 8 7 6 336 Fonte: Autor, baseado na Matriz GUT

Em seguida, foi tirada a média simples de cada uma das respostas, sendo cada uma das respostas somadas, dividida pelo número de respondentes. Exemplo:

Fraqueza – falta de padronização e qualidade das carcaças - Gravidade = 14

Média Simples = 14/4 (número de respondentes) = 3,50 (considerando duas casas decimais depois da vírgula).

36 Logo após, a pontuação total segue a mesma lógica anterior, ou seja, multiplica-se (G) x (U) x (T), gerando uma nova pontuação (após tirada a média), conforme tabela 5 abaixo:

Tabela 5 – Média da Matriz GUT

FRAQUEZAS G U T TOTAL

• a falta de padronização e qualidade de carcaças (F1) 3,50 3,25 2,75 31,28

• baixa capacidade de escalonamento de produção (F2) 4,00 4,00 3,75 60,00

• baixo nível de coesão entre seus membros (F3) 4,00 4,25 3,75 63,75

• elevada assimetria produtiva (F4) 3,50 3,75 3,00 39,38

• índices zootécnicos de produção baixos (F5) 3,25 3,50 3,75 42,66

• deficiência no controle sanitário (F6) 3,25 3,75 3,75 45,70

• baixo grau de confiança e comprometimento com a atividade (F7) 4,75 4,75 4,25 95,89

AMEAÇAS G U T TOTAL

• a concorrência de outras carnes (A1) 1,75 1,50 1,25 3,28

• o oportunismo das agroindústrias a jusante (A2) 2,00 1,50 1,50 4,50

• a falta de fiscalização sanitária (A3) 3,50 3,50 2,75 33,69

• a deficiência de assistência técnica especializada (A4) 3,75 4,00 3,25 48,75

• o aumento dos preços de insumos da ração (A5) 2,50 2,75 2,50 17,19

• a organização e o poder dos paulistas e mineiros (A6) 1,75 1,75 1,50 4,59

• o crescimento desordenado da oferta oriunda de outros estados (A7) 2,00 1,75 1,50 5,25

Fonte: Autor, baseado na Matriz GUT

Partindo desta tabela (média), a próxima etapa da pesquisa se ocupou em efetivar os cruzamentos entre cada uma das sete fraquezas com cada uma das sete ameaças, evidenciando, dentro da área de vulnerabilidade, cada pontuação em cada cruzamento. Essa evidência é traduzida pela soma entre uma ameaça com uma fraqueza. Exemplo:

Fraqueza (F5) + Ameaça (A3)

PT = TF5 + TA3 (Pontuação Total = Total Fraqueza 5 + Total Ameaça 3) PT = 42,66 + 33,69

37 O resultado final pode ser observado na tabela 6 abaixo:

Tabela 6 – Cruzamento da Matriz GUT

AREA DE

AMEAÇAS

VULNERABILIDADE

A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7

TOTAL TOTAL TOTAL TOTAL TOTAL TOTAL TOTAL

FRAQUEZAS TOTAL

3,28 4,5 33,69 48,75 17,19 4,59 5,25 F1 31,28 34,56 35,78 64,97 80,03 48,47 35,87 36,53 F2 60,00 63,28 64,50 93,69 108,75 77,19 64,59 65,25 F3 63,75 67,03 71,53 97,44 112,50 80,94 68,34 69,00 F4 39,38 42,66 43,88 73,07 88,13 56,57 43,97 44,63 F5 42,66 45,94 47,16 76,35 91,41 59,85 47,25 47,91 F6 45,70 48,98 50,20 79,39 94,45 62,89 50,29 50,95 F7 95,89 99,17 100,39 129,58 144,64 113,08 100,48 101,14

Fonte: Autor, baseado na Matriz GUT

Esse cruzamento permitirá que os interessados no setor de ovinocultura de corte da RIDE-DF se ocupem, de maneira ordenada, de atacar os principais problemas gerados por fraquezas e ameaças, conhecendo quais deles são mais ou menos agressivos, permitindo uma gestão proativa e atuante na ordem decrescente de importância.

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