CHAPITRE 2 REVUE DE LA LITTÉRATURE
2.4 Modèles hydrauliques et hydrologiques urbains
Metodologia Demanda Social Natureza da Inovação
•
Incremental, radical, arquitetural;•
Complexidade, subjacências•
Fase de ciclo de vidaNatureza da Inovação
•
Incremental, radical, arquitetural;•
Complexidade, subjacências•
Fase de ciclo de vidaCompetências e Habilidades:
•
Desenhar programas e projetos•
Integrar diferentes funções•
Construir logísticas•
Gerar novas idéias de abordagem que possam ser institucionalizadas•
Avaliar programas e projetos•
Sistematizar e divulgar experiênciasPatrimônio
•
Propriedades•
Licenças, credenciamentos•
Abrangência dos serviços•
Técnicos•
Reputação•
Financiadores•
Direitos autorais RESULTADOS SOCIAIS • Ambiente Externo: tendências necessidades oportunidades•
Questões Internas: Estratégia Estrutura Sistemas Pessoas OportunidadesAo analisar a Figura 17 emerge a idéia de que para haver conhecimento é preciso haver aprendizagem. As inovações surgem da capacidade de aprendizagem de uma
organização. Mas, se este raciocínio parece ser tão claro e lógico, algumas questões
permanecem: por que é tão difícil reconhecer o potencial da aprendizagem e da conseqüente inovação que ela alavanca? O que é necessário aprender? Quais inovações explorar? Existem organizações melhores do que outras na ambientação da aprendizagem e conseqüentes inovações?
Lundvall (1992) promoveu a visão vinculada dos sistemas de inovação à
capacidade de aprendizado institucional, “aprender e esquecer”. Esta idéia colocou o capital social nas estratégias de desenvolvimento das organizações e foi adotada pela Organisation for Economic Co-Operation and Development – OECD (2007) para estimular o
desenvolvimento de novas competências. É claro que este elemento torna mais complexo agendar o desenvolvimento econômico, mas, a própria Agenda XXI, em seus capítulos 34 e 35 (Seção IV) chama a atenção para a interação entre a comunidade científica e o saber das comunidades locais para gerar novos conhecimentos tecnológicos e sociais. A capacidade de
aprendizagem é, sem dúvida, um indicador do potencial de inovação de uma organização. Um
elemento do processo de aprendizagem é o processo de sistematização.
Holliday (1996) explica que a sistematização é aquela interpretação crítica de
uma ou várias experiências que, a partir de seu ordenamento e reconstrução, descobre ou explicita a lógica do processo vivido, os fatos que intervieram, como se relacionaram entre si
e porque o fizeram desse modo. A sistematização, portanto, produz um novo conhecimento,
possibilita a generalização, converte a própria experiência em objeto de estudo e de interpretação teórica e, ao mesmo tempo em objeto de transformação. Ao sistematizar, as pessoas recuperam de maneira ordenada o que já sabem sobre sua experiência, descobrem o que não sabem e o que já sabiam. Nesse rigoroso exercício de aprendizagem novos
conhecimentos são produzidos e amadurecidos, até que venham à tona sob a forma de novas idéias.
Subjacente aos conceitos de conhecimento e aprendizagem está também o acesso à informação. O pluralismo e a diversificação das fontes de informação podem desenvolver a originalidade, a diversidade e criar condições para que as diferentes organizações possam interagir e criar sinergias para o desenvolvimento social. Tanto a internet como a participação em círculos de conversação ou fóruns de discussão fazem parte deste item, que pode ser um indicador de que há potencial capacidade de aprendizagem e de inovação. Godinho (2007) fez um trabalho de resenha histórica dos indicadores do grau de inovação de países até hoje
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utilizados globalmente e conseguiu fornecer uma panorâmica e histórica visão da evolução destes indicadores, que reforça as referências citadas: a gestão do conhecimento e da aprendizagem são pontos centrais quando se quer medir inovação.
Indicadores do Critério “Inovação”
A reunião dos indicadores que validam o constructo de inovação para as ONGs
também permite afirmar que são indicadores são formativos, ou seja, afetam o nível de Inovação e não o contrário. São eles:
1. Investimento (financeiro e tempo na jornada de trabalho) em estudos internos e geração de idéias;
2. Oferta educacional aos funcionários; 3. Sistematização de metodologias;
4. Implantação de novos métodos de trabalho;
5. Acesso à informação relacionada à demanda social: comunidade, universidade, internet e formas inter organizacionais de informação;
6. Indicadores de adoção de práticas metodológicas da organização por outros atores ou organizações sociais: prêmios, imprensa espontânea,
institucionalização.
A modelagem que será utilizada para o constructo Inovação está ilustrada na Figura 18 e será a base do Critério no questionário.
Figura 18. Modelagem do constructo Inovação
Fonte: elaboração própria
Implantação de novos métodos de trabalho Sistematização de metodologias
Oferta educacional a funcionários
Investimento em estudos e geração de idéias
Indicadores de adoção por outros atores
Inovação
Critério 3 – Produção de Resultados O que são “resultados” para uma ONG?
O que mais se encontra na literatura da área quando se busca descobrir essa resposta é o tema “efetividade organizacional”. Geralmente os estudos de efetividade discutem procedimentos e inputs relacionados à gestão de resultados e ao funcionamento de estratégias orientadas a objetivos explícitos; não discutem o conteúdo dos resultados, talvez porque se presume que sejam óbvios, ou seja, relacionados à Missão organizacional.
Mas, ao conviver num ambiente de atividades econômicas, sociais e políticas que ativam múltiplos atores e instituições, uma ONG age interativamente e especificamente nas regiões entre agentes – ela liga pessoas, interesses, necessidades, oportunidades e muitos de seus resultados se encontram difusos no meio dessas ligações, no espaço entre (FISCHER, 2002; FISCHER, 2006). Na prática, a ONG concentra-se numa missão institucional, mas, logo percebe que o efeito de seu trabalho vai além – está para sua comunidade como sua missão está para a realidade: na razão de uma parte para o todo, ou seja, há resultados a serem observados num contexto mais amplo. Por isso, a abordagem tradicional de avaliação de resultados através dos objetivos ou metas relacionadas à Missão ou ao Plano Estratégico de uma ONG é muito restrita e limitada para alcançar o horizonte real de sua ação.
Para ampliar o conceito de resultados será preciso então um arcabouço teórico mais abrangente, que possa traduzir a idéia sem reduzi-la ao âmbito da gestão de processos e sem perder a conexão com o papel das ONGs no desenvolvimento.
O conceito de desenvolvimento utilizado nesta dissertação é baseado no
pensamento de Amartya Sen. Ele coloca o desenvolvimento como a expansão das liberdades
substantivas (SEN, 2000), liberdades que dão às pessoas a condição de serem agentes livres e
sustentáveis da vida. A condição de agente, conforme empregada por Sen é, na acepção original, aquele que age e provoca mudanças, que define seus valores e objetivos e que consegue chegar a realizações individuais ou coletivas; diferente da acepção adotada nas abordagens mais econômicas ou dos jogos, onde o agente é o que age em nome de um ‘mandante’ ou de outra pessoa.
Sen orienta o conceito de desenvolvimento para a capacidade de remoção simultânea das fontes de privação das liberdades, a saber: a pobreza, a tirania, o inacesso a oportunidades econômicas, aos serviços públicos, à expressividade, à participação política.
Algumas iluminações são importantes para compreender esse pensamento conceitual novo sobre o desenvolvimento. Primeiro, o acesso de direito da pessoa humana às
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suas próprias capacidades. Sob essa luz, a vida econômica de um indivíduo ou comunidade ou país é uma fonte de liberdade quando lhe permite exercer sua natural potencialidade de troca: de bens, de trabalho, de palavras, enfim, o chamado mercado não é só um segmento de renda e riqueza, mas, por sua qualidade de prover realizações humanas, também é uma fonte de liberdade. Ao discutir essa questão, Sen chama atenção para a contraposição que Marx apresentou: o trabalho como liberdade de contrato versus a escravidão como exclusão
forçada do mercado, tolhendo assim a liberdade de participar do intercâmbio econômico.
Ainda sob a luz das capacidades, o impedimento do indivíduo à expressividade tolhe sua capacidade de ser o que é no mundo e o inacesso a processos de construção social tolhe sua capacidade política, aquela que lhe permite agir na sociedade. O autor lembra o quanto “o fardo das identidades estreitamente definidas”, típicos de algumas culturas, pode tolher as oportunidades de indivíduos nos âmbitos do ser e do agir (por exemplo, os fundamentalistas). Ver Figura 19.
POBREZA TIRANIA
INACESSO DE OPORTUNIDADES - ÀS CAPACIDADES DE... • econômicas – trocar
• serviços públicos - estar apto • expressão - ser • política - agir Desenvolvimento meio Componentes constitutivos do desenvolvimento
REMOÇÃO SIMULTÂNEA DAS FONTES DE PRIVAÇÃO DAS LIBERDADES
Figura 19. Primeira iluminação: os elementos constitutivos do desenvolvimento.
A segunda iluminação importante é compreender sobre os sistemas avaliatórios do desenvolvimento. Numa abordagem tradicional o foco está nos indicadores de renda e
riqueza, que se relacionam com crescimento econômico, mas, ao acrescentar o aspecto da
liberdade, agrega-se a essas informações o nível de capacidades. Agora se tem uma base informacional ampliada para análise da pobreza e da desigualdade. Por exemplo: o salário desemprego pode compensar a renda para o indivíduo e entra no cálculo dos indicadores de renda, mas, tem o efeito simultâneo de restringir a liberdade substantiva da pessoa e causar sua perda de autonomia, de autoconfiança, de saúde psicológica ou até física, incidindo sobre sua capacidade de ser e agir dentro da sociedade. Nesse caso, a política salarial
compensatória para o desemprego mantém a renda, mas, gera desenvolvimento? Como se avalia a liberdade substantiva implicada? A privação de capacidade de troca da força de trabalho no mercado do emprego é crucial também na valoração do desenvolvimento humano, seja de âmbito individual ou coletivo.
Assim, não se trata de eliminar variáveis, mas de congregar os dois aspectos: a renda é, sem dúvida, um meio de obter capacidades e a capacidade é um meio de auferir renda. O acesso à educação e ao atendimento da saúde aumenta a probabilidade de um indivíduo ou população auferir renda, pois dá base social de sustentação, mas, é uma relação que exige inclusão no mercado, em termos de oportunidades de exercício do trabalho.
A pobreza é, portanto, a privação da vida que as pessoas poderiam ter e não apenas a privação da renda, a qual é um dos elementos constitutivos (e não o único) da geração de capacidades (Figura 20).
Além desses elementos do desenvolvimento, ainda há um elemento a ser considerado na constituição de resultados de uma ONG, sem o qual não é possível realizar julgamentos sobre sua efetividade ou eficácia: os interessados. Stakeholders são fundamentais na análise de resultados, e a questão é como compreender a visão de cada um deles e agregá-la nos critérios de avaliação.
Herman e Renz (1998) realizaram um estudo para examinar a qualidade do julgamento de diferentes interessados sobre a efetividade organizacional de ONGs às quais eram
vinculados de alguma forma: conselheiros, gestores executivos, técnicos da equipe interna, agências financiadoras, doadores individuais, voluntários e agências governamentais. Descobriram que os julgamentos entre os grupos de interessados são caracterizados por um
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substancial dissenso e que os indicadores ligados a objetivos, metas e estratégias de gestão nem sempre apresentam correlação (r) com o julgamento final.
O resultado descrito mostra que, apesar de haver elementos de gestão presentes nos critérios de resultados, há outros elementos implícitos nos julgamentos. E mais: conforme cada grupo de interessados, muda o coeficiente de correlação do mesmo indicador com o julgamento final. Então, além das dificuldades comparativas entre resultados objetivos de cada organização em particular (já que as missões são substancialmente diferentes), há também a sempre incompleta e instável expectativa de todos os que consideram o que é
resultado relevante e o que não o é.
Os indicadores para Resultados serão, então, assumidamente os seguintes: 1. acesso do beneficiário a direitos e oportunidades
2. desenvolvimento de capacidades nas pessoas envolvidas 3. mobilização de interessados
nível de renda nível de capacidades
Figura 20. Segunda iluminação: o Desenvolvimento avaliado pelo nível de renda e pelo nível de
capacidades.
Fonte: elaboração própria pobreza de
renda
privação de capacidades
BASE INFORMACIONAL PARA ANÁLISE DA POBREZA E DESIGUALDADE Liberdade avaliada Sistemas avaliatórios de desenvolvimento
Exemplo: seguridade desemprego Salário desemprego mantém a renda ($)
ser e agir: perda de autonomia, de auto- confiança, de saúde psicológica e física
A modelagem que será utilizada está ilustrada na Figura 21 e será a base do respectivo questionário. A validação teórica permite afirmar que os indicadores são formativos, ou seja, sua existência ou não afeta o nível de Produção de Resultados:
Critério 4 – Gestão e Impacto Econômico-Financeiro
A compreensão sobre este tópico exige ampliar o tradicional aspecto do
desempenho financeiro das organizações. No contexto da sustentabilidade este item se refere, além da saúde econômica e financeira da organização, ao impacto que ela produz no ambiente – os resultados são internos e externos a ela.
Especialmente no que diz respeito às ONGs, há muita controvérsia em relação ao uso ineficiente dos recursos obtidos, que são, geralmente, originados de doações de terceiros. Recentes casos de mau uso do dinheiro por ONGs envolvem também o setor público, pois os convênios de serviços entre ONGs e Governo se tornaram comuns e acontecem ineficiências na gestão de ambos, Governo e ONGs. Ocorre que muitas das empresas do Terceiro Setor começaram suas atividades através de pioneiros empreendedores sem experiência em gestão, motivados pela sua causa social ou ambiental e esta dimensão mais econômica ficou à margem dos cuidados gerenciais. Uma ONG deve sim gerar bons resultados econômico- financeiros para garantir sua saúde e longevidade social. Fischer et alli (2003) apontaram a falta de indicadores de desempenho como um dos problemas encontrados nas alianças intersetoriais envolvendo o Terceiro Setor.
Araújo (2005) tomou o modelo de quantificação do valor econômico de ONGs desenvolvido pela The Roberts Enterprise Development Fund (REDF, fundação Americana que provê financiamentos a ONGs de desenvolvimento social e também forma alianças com empresas para viabilizar programas de emprego à população pobre) e testou sua aplicação em um estudo de caso brasileiro. Este estudo pode dar pistas sobre indicadores de desempenho ajustados para o Terceiro Setor na área econômica. O modelo chama-se Social Return on
Investment (SROI), e foi publicado pela primeira vez em 2001 (GAIR, 2002). Mesmo não
Mobilização de Interessados
Desenvolvimento de capacidades Acesso a direitos e oportunidades
Produção de Resultados
Figura 21. Modelagem do constructo Produção de Resultados
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sendo de aplicação generalizada para qualquer tipo de organização, é uma referência na captura de aspectos de criação de valor de programas sem fins lucrativos.
Segundo esse método de análise do valor, há três eixos fundamentais na economia organizacional sem fins lucrativos: a capacidade de arrecadação de doações, o tamanho dos ativos e o valor social gerado. A questão é: como comparar estes três componentes?
Uma vez que é possível converter o ativo econômico em social, como medir o valor resultante? Ao tentar responder a estas questões Gair (2002) descreve um continuum de criação de valor (Figura 22). As métricas de valor econômico utilizadas pelo SROI e
passíveis de serem identificadas nas ONGs estão nas suas publicações de Demonstração de Resultados do Exercício: o fluxo de caixa livre (projetado a partir de dados passados e trazido a valor presente), o déficit ou superávit (anual), o fundo patrimonial (doações investidas em ativos permanentes) e o custo de captação de recursos (utilizado aqui como custo do capital de terceiros).
Já a métrica do valor sócio econômico consiste em agregar duas outras variáveis: as receitas geradas e/ou a redução de custos ao Governo (ou seja, se a organização não prestasse o serviço, as pessoas beneficiárias estariam consumindo do poder público sob a forma de atendimento dos mais diversos). Não é o caso, nesta dissertação, de aprofundar técnicas de avaliação do desempenho organizacional como o SROI, mas, é importante esta ferramenta para ilustrar como a dimensão é vista em perspectiva social muito além da perspectiva do controle financeiro interno. Araújo (2005) também conclui que uma das limitações da ferramenta explorada é não considerar o valor das doações como fator de
Figura 22. Fluxo de transformação de valor em organizações sem fins lucrativos
Fonte: adaptado de Gair, (2002) Valor Econômico Criado quando há retorno financeiro sobre
investimento. As medidas são as clássicas e padronizadas utilizadas nas empresas com fins de lucro: ROI (retorno sobre
investimento), taxas de equilíbrio, taxas de ganho, e outras.
Valor Sócio Econômico Criado quando elementos sociais são incorporados ao valor econômico através da transformação de recursos em receita organizacional ou em diminuição de custos para o setor público.
As medidas tentativas do SROI: seis indicadores que relacionam atividades sociais e econômicas em unidades monetárias.
Valor Social Criado quando recursos, insumos, processos e programas são
combinados para trazer melhoria na qualidade de vida da população. As medidas são de difícil quantificação, já que muito valor humano está envolvido nos resultados produzidos e no valor social criado.
desempenho; ora, a receita vinda de doações é elemento de julgamento da eficiência do processo de captação de recursos e capacidade de mobilizá-los, e sua inclusão justifica-se no simples fato de ser uma habilidade econômica da organização.
Ao ampliar o horizonte do critério ‘econômico financeiro’, é possível observar que há uma zona interna à organização, uma zona intermediária, com fatores internos e externos a ela e uma zona externa, que diz respeito ao impacto que ela causa no ambiente e comunidade onde atua. A gestão financeira para organizações da sociedade civil é um tópico de gestão operacional, mas, simplesmente não é capaz de captar todos os aspectos que podem interferir na sustentabilidade de uma ONG.
Com base nessas argumentações e no que o ISE selecionou como indicadores, a proposta deste trabalho é a construção do Critério Gestão e Impacto Econômico-Financeiro para a sustentabilidade de ONGs com os seguintes indicadores:
1. Gestão do Desempenho: monitoramento e avaliação de indicadores;
2. Demonstrações financeiras: acompanhamento e publicação dos itens relativos ao patrimônio e ao superávit ou déficit acumulado nos resultados de operação da organização;
3. Cumprimento legal: processos relacionados à fiscalização em qualquer nível (federal, estadual ou municipal), ressalvas de auditorias, infrações;
4. Capacidade de mobilização de recursos: doações, financiamentos e geração de renda própria;
5. Capacidade de impacto local: benefícios gerados na comunidade no sentido de redução de custos do Estado (valor adicionado ao Estado pela atuação da entidade) ou de aumento de geração de renda (empregos ou estímulo à atividade econômica local).
A modelagem está ilustrada na Figura 23 e será a base do respectivo questionário. Os indicadores são formativos.
Cumprimento legal
Demonstrações financeiras Gestão do Desempenho
Capacidade de impacto na economia local
Capacidade de mobilização de recursos
Gestão e Impacto Econômico-Financeiro
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Critério 5 – Gestão Social
O IBASE propõe um modelo de Balanço Social para organizações sem fins lucrativos, onde os indicadores sociais internos - ações e benefícios para os funcionários, incluindo alimentação, educação, capacitação e desenvolvimento profissional, creche ou auxílio-creche, saúde, segurança e saúde no trabalho, transporte, bolsas/estágios - são separados dos externos - as contribuições para a sociedade através de projetos e ações da organização, como assistência jurídica, apoio à diversidade, etnia e questão racial, educação popular/alfabetização de jovens e adultos(as), empreendedorismo/apoio e capacitação,
segurança alimentar/combate à fome (INSTITUTO BRASILEIRO DE ANÁLISES SOCIAIS E ECONÔMICAS, 2007).
Outro aspecto da gestão social é a capacidade de mobilizar arranjos inter organizacionais para cooperação. As ONGs têm especial qualidade para isto, uma vez que contam com autonomia política e vínculo missionário com sua causa. Barbieri (1997) realça que as ONGs, ao manter seus planos independentes dos Governos e empresas, não se encontram “amarradas” com questões de curto prazo (como eleições e mandatos partidários) e por isso atraem investimentos por parte dos setores público e empresarial.
Um caso ilustrativo sobre a atuação de ONGs em ponte com o setor produtivo é a aliança Grennpeace-Foron (STTAFORD; POLONSKI; HARTMAN, 2000). Foi uma ‘aliança verde’, que teve o papel de encorajar inovações empresariais voltadas para eficiência e
geração de tecnologias limpas. Neste caso, ocorrido entre 92-93 na Alemanha, Greenpeace ofereceu sua expertise técnica, científica e legal, além de providenciar um canal aberto entre interessados para a construção de ‘pontes estratégicas’ de suporte a iniciativas da sociedade e da empresa. O veículo da aliança foi a produção comercial de refrigeradores ambientalmente responsáveis.
Também é possível justificar a conexão entre a responsividade dos atores, as alternativas nascentes na comunidade e a inserção dos interessados como num grande eixo político de gestão onde a ONG olha para fora de si mesma. (SHOICHET, 1998).
O ISE se utiliza, nesta dimensão, de indicadores construídos a partir da literatura de responsabilidade social e de práticas relacionadas em organizações historicamente
legitimadas no campo dos estudos sociais e de responsabilidade social corporativa no Brasil: IBASE e Instituto Ethos (2007). Mas, o ISE também recorre a alguns princípios sugeridos
Figura 23. Modelagem do constructo Gestão e Impacto Econômico-Financeiro
pela GRI e os outros índices internacionais de sustentabilidade já citados. Os indicadores ISE para Gestão Social sintetizam os seguintes aspectos:
relações de trabalho e compromisso com os princípios fundamentais do tema: