• Aucun résultat trouvé

Deux modèles de conduction par sauts (cités pour mémoire) : Le modèle d’Arrhenius [79]

D’OLIGOANILINES : Applications capteurs

MÉTAL/POLYMÈRE/MÉTAL

V. 3.2 – Les différents modèles de conduction

1. Deux modèles de conduction par sauts (cités pour mémoire) : Le modèle d’Arrhenius [79]

Ainda na fase de levantamento e coleta de dados, foram feitas entrevistas a profissionais ligados à área hospitalar, ocupando cargos de confiança dentro de suas estruturas administrativas e de direção, bem como a outros profissionais do ramo, tais como arquitetos, engenheiros, administradores e demais técnicos conhecedores do assunto relativo ao empreendimento hospitalar, sendo o enfoque principal o papel e a situação da manutenção predial, desde a fase de planejamento até a fase da pós-ocupação desses edifícios (Anexo B).

Vale ressaltar que apesar de várias solicitações feitas a profissionais com experiência no ramo, entregando uma cópia da entrevista para depois recebê-la de volta, não foi possível o retorno total dessas entrevistas, por diversos motivos, alheios ao nosso conhecimento e vontade. Observou-se que alguns temiam informar sobre os graves problemas de manutenção, devido à falta de visão dos administradores, e por terem suas posições ou empregos comprometidos. Vários comentários foram registrados, enquanto outros foram apenas gravados para que pudessem, posteriormente, ser digitalizados e arquivados, fazendo parte deste trabalho escrito. Em todas as entrevistas realizadas verificou-se que houve interesse pelo assunto, uma vez que as opiniões sempre enalteceram a necessidade de mais atenção ao papel importante da manutenção propriamente dita.

Dentre os entrevistados podemos inicialmente destacar alguns, como a Dra. Regina Célia Gomes, ex-Diretora Administrativa do HGF, e o Arquiteto Dr. José Neudson Bandeira Braga, Professor e ex-funcionário da UFC, que colaboraram com a entrevista, tecendo comentários sobre o planejamento, projeto e administração de hospitais, com destaque para a necessidade de uma manutenção mais atuante no contexto hospitalar.

Outros profissionais foram entrevistados, conforme a referência e a disponibilidade de cada um: Arqª Márcia Gonçalves (escritório particular de arquitetura) e Arq. Ricardo Wherter (escritório particular e ex-funcionário da Secretaria de Saúde do Estado), Dr. José Dagmar Vaz (Gaubi), responsável pela Unidade de Diálise, da Santa Casa de Maceió, Engª Lourdes e Engª Suely Beserra, ambas da SESA-CE, Dra. Isabel, ex-Diretora Administrativa do Hospital Infantil Albert Sabin e atual Diretora Administrativa do HGF, e o Engº Mecânico Rosemberg Costa Lima, do HIAS, Dr. João Borges, então Diretor do HGCC, Engª Suely Beserra, Adm. Lauro, Adm. José Maria, Engº Maurício, e o Técnico em Saneamento Expedito Maurílio, do HGCC, Engº Lauro, do HGF, Engº Francisco Magno e o Supervisor José Marcos, do HUWC, Capitão BM Francisco Hélio de Queiroz, Comandante Geral do CBMCE, e Capitão BM Wagner Alves Maia, analista, Major Marcelo Cordeiro, do CIOPS, Engº Ranvier Feitosa Aragão, do Instituto de Perícia Técnica-IPT/IML, da Polícia Civil, entre outros não registrados aqui.

A Dra. Regina Célia Gomes comentou que “o Setor de Manutenção estava subordinado à

sua Diretoria Administrativa, e tinha sob sua coordenação as seguintes áreas: eletrônica e eletricidade, mecânica, caldeira e hidráulica, marcenaria, alvenaria, obras e pintura, contando com 32 funcionários, além dos seguintes equipamentos: 1 micro, 2 máquinas de escrever, 1 máquina de calcular, 1 marcenaria completa, 1 oficina mecânica, 1 oficina elétrica e 1 oficina de pintura”. Destacou que “as necessidades de manutenção preventiva e corretiva das Unidades

(setores), no que se refere a equipamentos, mobiliário, manutenção predial, devem ser atendidas com rapidez, segurança, qualidade intrínseca ao menor custo para plena satisfação do cliente”.

Quanto aos aspectos positivos de seu Serviço de Manutenção, informou que: “a) o

hospital conta em sua equipe com dois engenheiros clínicos e um engenheiro mecânico, ou seja, profissionais capacitados para atender a complexidade e especialização que o hospital tem; b) a existência de um serviço informatizado; c) a existência de um sistema gerencial, onde são obtidos os seguintes relatórios gerenciais: custos por setor e por fornecedores, serviços efetuados por setor, executados e pendentes, e produção por técnicos; d) fluxogramas elaborados; e) participação no Programa de GQT (Gestão de Qualidade Total) do hospital (mede seus indicadores e avalia); f) um gerente envolvido, comprometido; g) um corpo de funcionários dedicados; e h) treinamento (pouco)”.

E em seus aspectos negativos: “a) falta de recursos financeiros; b) falta de treinamento

com maior frequência para os funcionários e gerentes; c) o sucateamento dos equipamentos e do prédio; e d) falta de agilidade em alguns procedimentos/processos, devido as amarras das leis/burocracia do Serviço Público”.

O Arq. e Prof. Neudson Braga, ao responder a entrevista, enfatizou que “o edifício deve

ser construído para funcionar, pensando-se na extensão de uma vida útil compatível, onde todos os problemas relativos à segurança, conservação e manutenção devem ser considerados a partir das definições do plano de intenções, antecedendo ao programa de necessidades. Assim, na escolha do local, na estrutura organizacional, nas relações e composições espaciais, no estabelecimento de materiais, na definição dos equipamentos, nos estudos de compatibilização dos diversos projetos complementares, na elaboração dos orçamentos, enfim, em todos os procedimentos projetuais, não se pode deixar de considerar a problemática advinda da instalação, do uso, das transformações, da segurança, da flexibilidade, da durabilidade, da adequação e do desempenho, elementos determinantes da qualidade de um projeto”.

Também declarou que “a grande dificuldade encontrada, no que diz respeito ao

planejamento e operação de serviços, refere-se, quase sempre, à restrita disponibilidade de mão-de-obra qualificada e competente, ocasionando os equívocos comuns nas estruturas existentes. Não basta a orientação dos manuais e a existência de conhecimentos específicos. Só uma estrutura organizacional multidisciplinar, com poder gerencial livre de burocracias e formalidades, poderia atender com eficiência, aos programas contínuos e rotineiros, efetivando- se ações corretas e duradouras, planejadas com critérios globais e prioridades compatíveis, apoiadas por recursos humanos, técnicos e materiais previamente conhecidos e disponíveis”.

Ele defendeu que, de forma geral, “todos os setores de manutenção devem ter o mesmo

tratamento e importância, pois, é na sequência de ações planejadas que se estabelece a melhor qualidade de atuação. A quebra, interrupção ou inversão de algum dispositivo da cadeia de ações, causará, invariavelmente, o desequilíbrio do sistema. Com isso, todo o planejamento realizado deverá sofrer prejuízo incalculável. Daí a necessidade do estabelecimento e obediência de ações planejadas, evitando-se carências, dificuldades e até impropriedades”.

Dr. Neudson Braga também defende que “todo o planejamento, determinado a partir das

definições institucionais até o fiel cumprimento dos roteiros de procedimentos operacionais, seja entendido e executado com rigor e convicção, com transparência e responsabilidade, envolvendo, na elaboração e execução, todos os segmentos comprometidos com a instituição”. Quanto aos aspectos positivos que se destacam no Serviço de Manutenção, ele citou “o esforço e

competência de algumas equipes que tentam superar dificuldades e, quase sempre, a ausência de estruturas compatíveis com as reais necessidades. Em seus aspectos negativos, são acentuados pelo improviso, amadorismo, incompreensão e falta de uma organização estrutural que venha proporcionar um gerenciamento hábil, ágil, correto e competente, nas definições e execução do planejamento e operacionalização de todos os sistemas de manutenção envolvidos”.

Em visita feita ao Hospital São Mateus, foi feito um contacto com o administrador e responsável pela manutenção geral, Dr. Carlos Dauer. Em entrevista feita sobre problemas relacionados à manutenção, ele levantou os seguintes: “a construção do edifício, sua tipologia e

detalhes construtivos; no planejamento – falta de trabalho em equipe multiprofissional; tamanho e material das portas; cerâmicas – rejuntes; piso – tipo de material, resistência; paredes – para facilitar limpeza, 2/3 com cerâmica e 1/3 com tinta acrílica; estruturas metálicas – falta de acesso, limpeza e conservação; pintura – tintas não apropriadas; fachadas – esquadrias sem condições de limpeza, marquises mal colocadas; pára-raios – alguns diretores acham desnecessário; influências negativas dos donos e médicos dos hospitais; e a concepção do projeto pode contribuir para aumentar os custos de manutenção em termos de lay-out, acessos, materiais, instalações, etc.”.

A entrevista feita aos arquitetos Márcia Gonçalves e Ricardo Wherter, em seu escritório de arquitetura, sobre aspectos da manutenção relacionados à concepção de projeto do edifício hospitalar, obteve os seguintes posicionamentos: “as propostas e projetos são muitas vezes

elaborados com alto padrão de especificações e materiais não condizentes ou compatíveis com a realidade local (postos de saúde em áreas rurais); dificuldades de gestão para a futura manutenção dos edifícios e equipamentos; projetos com padrões pré-estabelecidos, acima da

nossa realidade, financiados com recursos externos (BID, BIRD, Banco Alemão-KFW, etc.); ainda não há nenhum documento ou manual de manutenção/procedimentos para cuidar dos estabelecimentos da rede hospitalar da Secretaria de Saúde; cada unidade executa o seu plano de obras e manutenção”.

Dr. José Dagmar Vaz (Gaubi), em sua entrevista, destacou pontos como: “a importância

da manutenção; um lugar no organograma do hospital para o setor de manutenção; um grupo de trabalho multiprofissional para discutir alterações; atividades de reformas planejadas com o engenheiro clínico da manutenção; setor de esterilização com piso especial; e setor de diálise com tratamento especial de água”.

A Engª Lourdes, ex-Dert e gestora do Programa KFW, do banco alemão, na Secretaria de Saúde do Estado, comentou que “há necessidade urgente de se padronizar os termos de

manutenção e sua gestão. Disse também que a demanda de serviços, reformas e/ou ampliações é muito alta na rede e que os recursos e verbas são poucos e cada vez menores, sendo preciso aplicar bem, gastando pouco”.

No Hospital Infantil Albert Sabin, a Dra. Isabel, ex-Diretora Administrativa, comentou que “o hospital já havia passado por diversas modificações, porém, sem um devido

planejamento. Também enfatizou a necessidade urgente de um plano diretor interno para controlar futuros serviços e obras de reforma ou ampliação”. O Engº Rosemberg, responsável pela manutenção, cuida de toda a parte civil, de instalações e equipamentos e fez os mesmos comentários em relação à situação de carência de política de manutenção e procedimentos padronizados para aplicação oficial em toda a rede de hospitais disponíveis para atendimento à população.

Em visita ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, o Cap. QOBM Wagner Alves Maia, da Diretoria de Serviços Técnicos, informou “que 90% das causas dos acidentes e

sinistros ocorridos em edificações públicas e privadas são referentes às péssimas condições das instalações elétricas, tendo em vista as inúmeras modificações arquitetônicas que ocorrem sem uma devida orientação de pessoal técnico qualificado”. Também informou “que a DST/CBMCE

é responsável pela análise de projeto, vistorias e emissão de pareceres em edificações hospitalares, contidas no Art. 26, itens I e II, do Código de Segurança Contra Incêndio, ficando as estatísticas de ocorrências de incêndio sendo gerenciadas pelo Centro Integrado de Operações e Segurança (CIOPS), órgão da Secretaria da Segurança Pública e Defesa da Cidadania”.

21, 26, 27 e 97, e Anexo XII – DO ESCAPE, onde todos estes itens são observados para a adequação desse tipo de edificação às normas vigentes. Além dessas informações, foi concedido como material de consulta o Memorial Descritivo, Justificativo e de Cálculo do Projeto de

Prevenção e Combate a Incêndio, e as Fichas de Vistoria, que servem de orientação junto aos proprietários de estabelecimentos que necessitam de alvará de funcionamento. O não cumprimento das exigências do Código implicarão em sanções legais previstas no Art. 5, itens I, II, III e IV, da Lei nº 10.973/84.

Os Relatórios Anuais de 1999 e 2000 do CIOPS, para Fortaleza e Área Metropolitana, registraram ocorrências por causa de incêndios da ordem de 3.736 e 3.365, respectivamente. Para todo o Estado do Ceará, a Divisão de Análise e Estatística, do CIOPS, em seu Levantamento Estatístico das Principais Ocorrências Atendidas pelo CBMCE, no período de janeiro a dezembro de 2000, registrou um total de 22.014. As causas não só incluem incêndios, mas outros tipos como desabamento, inundação, queda, queimadura, acidente de trânsito, vazamentos de gases, choques elétricos, emergências obstétricas, intoxicações, etc.

Junto à Coordenadoria de Vigilância Sanitária, Avaliação e Controle, da Secretaria de Saúde do Estado, por intermédio da Dra. Ângela Gomes, coordenadora, foi disponibilizado o

Roteiro de Inspeção para Liberação de Licença Sanitária aos Estabelecimentos Hospitalares, no qual são avaliadas as condições físicas e administrativas em que estão funcionando esses edifícios na prestação de seus serviços. Entre os itens que sofrem avaliação estão os recursos humanos, as condições gerais das instalações prediais e especiais, a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar), as unidades e seus serviços componentes, tais como centro cirúrgico, centro obstétrico, internação geral, ambulatório, central de material esterilizado, emergência, cozinha, lavanderia, farmácia, laboratório, etc.

Estas foram as principais entrevistas e coletas de informações feitas a profissionais do ramo e a instituições relacionadas ao assunto, das quais todo esse material subsidiado foi de grande valor para a confirmação dos resultados obtidos na elaboração do trabalho pesquisado, com ênfase para enaltecer a necessidade da criação de um programa de gestão de manutenção predial para os edifícios hospitalares, para os quais nem sempre há disponibilidade de recursos financeiros para atender as suas necessidades, mas, que apesar disso, estão sempre de portas abertas para prestar à população um atendimento mais digno e humanizado.

3. PLANEJAMENTO, CONSTRUÇÃO, OPERAÇÃO E

MANUTENÇÃO DO EDIFÍCIO HOSPITALAR

3.1 REFERÊNCIAS AO PLANEJAMENTO HOSPITALAR