II.4 Activités biologiques de l’IL-10
II.5.2 Modèles animaux
II.5.2.2 Modèles animaux : IL-10 et thrombose veineuse
A necessidade de formação ao longo da vida constitui uma realidade que não se pode contornar e que é cada vez mais evidente decorrente das acentuadas mudanças que ocorrem nas sociedades actuais. Barbas (2002:37) refere que as competências tecnológicas são um ponto de partida para a “aprendizagem ao longo da vida”.
e-Learning - Formação para Pessoas com Necessidades Educativas Especiais
44
Um novo desafio é a constituição de comunidades virtuais onde se trocam conhecimentos e tecnologias. São estas comunidades de aprendizagem que evoluem pela partilha. Actualmente são várias as comunidades existentes, nomeadamente de professores que partilham planos de aulas, experiências e outras informações.
Para Lencastre et al (2004:23-25) o uso da tecnologia “facilita o acesso à informação, a gestão personalizada da informação e a comunicação entre os intervenientes”. E por outro lado, e do ponto de vista pedagógico potencia “uma atitude activa de construção do conhecimento a partir de interacções colaborativas com os outros elementos da comunidade de ensino-aprendizagem e uma atitude crítica, criativa, colaborativa e autónoma na construção do conhecimento individual”.
Para Barbas (2002:131), a aprendizagem colaborativa “é um nó activo de experiências no ciberespaço” que apresenta como potencialidades pedagógicas:
• Ser “um espaço de partilha social de experiências numa relação “todos-todos””; • Permitir a “valorização da opinião dos outros”;
• Promover a “promoção da responsabilidade individual de cada aprendente”; • E desenvolver a “interacção numa diversidade de suportes”.
As redes informáticas tanto exigem quanto permitem que novas formas de ensino e aprendizagem surjam, criando assim uma base para mudanças na forma pela qual a educação é transmitida.
Referem Dias e Gonçalves (2001:3) que o “desenvolvimento de ambientes de aprendizagem baseados em redes de comunicação assíncrona na web constitui um meio facilitador para a realização das interpretações, sem limite de tempo e de espaço, salientando-se ainda o seu papel na criação de comunidades alargadas de participação e construção colaborativa das aprendizagens”.
São as redes informáticas e respectivas tecnologias a fornecer os meios pelos quais os alunos podem interagir uns com os outros, a fornecer os recursos e os especialistas para que desta forma consigam construir o conhecimento e desenvolver as suas capacidades. Estas redes permitem ao professor tornar-se num facilitador, que constrói estrutura educacionais e orienta o aluno no acesso à informação e na organização da informação em conhecimento. Os professores não precisam de ser a fonte de informação e de conhecimentos. Embora para os alunos o papel do professor seja o de uma autoridade em informação, os sistemas de aprendizagem on-line procuram dar aos alunos um maior controlo e instrumentos no processo de construção do conhecimento. As redes também
PARTE I–PERCURSOS E DIVERSIDADE
APRENDIZAGEM COLABORATIVA ON-LINE
permitem que a educação se torne interinstitucional, expandindo o acesso de alunos e professores a recursos de informação e a conhecimentos especializados pelo mundo. Para Silva (2004) citando Eneroth, indica que “as vantagens proporcionadas pela tecnologia deixam-nos sonhar com um sistema acessível e ao mesmo tempo suficientemente flexível, que permita a adequação a cada estudante e a democratização do ensino. Os estudos dos estilos de aprendizagem e modelos de ensino podem levar ao ajuste das estratégias e conteúdos à medida das necessidades de cada estudante”. Assim os atributos da rede, intensificam as oportunidades de recursos disponíveis a alunos e professores. Os utilizadores não estão geograficamente limitados. Especialistas podem ser contactados onde quer que estejam. Os alunos podem aceder electronicamente às melhores bibliotecas e às melhores bases de dados do mundo, contactar com outros estudantes e a recursos que podem estar localizados a milhares de quilómetros de distância. Os alunos e professores podem contactar os seus colegas em qualquer parte do mundo. A comunicação assíncrona é cada vez melhor, podendo desta forma existir um controlo maior sobre o seu próprio ritmo e sobre o tempo. A qualidade da troca de informações é relacionada com a quantidade de meios e formas para o fazer, podendo optar por aquela que mais se adequa a cada caso.
Alguns dos aspectos relacionados com a aprendizagem on-line são distintos daqueles que ocorrem numa sala tradicional.
Um das características das redes informáticas relacionadas com o ensino é o de estarem intimamente ligados com o surgimento de comunidades de aprendizagem on-line.
A aprendizagem colaborativa é então um conjunto de métodos e técnicas de aprendizagem para utilização em grupos estruturados, assim como de estratégias de desenvolvimento de competências mistas (aprendizagem e desenvolvimento pessoal e social), onde cada membro do grupo é responsável, quer pela sua aprendizagem quer pela aprendizagem dos restantes elementos. Para Andrade (2005:12) “os educadores e os formadores têm que estar seduzidos pelo modelo sem perder a perspectiva de que os aprendentes controlam a qualidade da interacção” atendendo a que “qualquer abordagem ao conceito de comunidade de prática envolve a componente de aprendizagem” Para Bryce-Davis citado por Schwier (2002:3) é fundamental que estejam presentes factores críticos relacionados com “rules, roles, rounds, rituals e ringers” para que se possam construir as comunidades virtuais.
Com a aprendizagem colaborativa é evidenciada a participação activa e a interacção, tanto dos alunos como dos professores. O processo educativo é favorecido pela
e-Learning - Formação para Pessoas com Necessidades Educativas Especiais
46
participação social em ambientes que propiciem a interacção, a colaboração e a avaliação. Para Cardoso e Correia (2005:372) “a colaboração (ou trabalho colaborativo) implica o envolvimento mútuo dos participantes, num esforço coordenado com vista à resolução do problema. O poder de decisão e atribuição de funções cabe aos participantes, desempenhando o professor o papel de orientador ou facilitador, logo é uma estratégia mais concentrada no aluno”. Moreira e Pedro (2005:3) referem que é necessário reconceptualizar os ambientes mediados por computadores de duas formas: numa vertente de matriz teórica e de matriz prática. A primeira “implica a necessidade de ultrapassar as limitações associadas aos princípios de desenvolvimento de ambientes de aprendizagem construtivistas de cariz cognitivista” e a segunda “envolve a implementação de funcionalidades que promovam a interacção social e os processos colaborativos e cooperativos de construção de conhecimento”.
Para Mesquita e Mesquita (2004) nos ambientes de trabalho colaborativo os grupos podem ser confrontados com diferentes tipos de tarefas para realizar, sendo elas um de três tipos:
• “Tarefas de aprendizagem colaborativa (tarefa baseada em factos)”;
• “Tarefas colaborativas de resolução de problemas (tarefa de análise/síntese)”; • “Tarefas colaborativas de elaboração de projectos (tarefa de análise/síntese)”. As tarefas baseadas em factos, implicam que todos os elementos trabalham para um único objectivo e nas tarefas baseadas em análise/síntese “o objectivo principal em objectivos mais pequenos e cada elemento poderá trabalhar em cada um destes sub- objectivos, independentemente dos outros". Estes autores identificam como atributos na aprendizagem colaborativa:
• “Suporte Sócio-Afectivo” – na medida em que a comunicação motivadora proporciona a formação de amizades;
• “Suporte Técnico” – a inter ajuda em aqueles que mais sabem e os que têm mais dificuldades surge;
• “Utilização dos grupos de discussão para controlar as actividades do grupo” – através de uma zona comum a todos;
• “Utilização da responsabilidade do grupo como motivador individual” – os trabalhos que são partilhados e dependentes dos trabalhos de outros colegas, faz com que o sentido de responsabilidade e motivação na sua execução seja maior;
PARTE I–PERCURSOS E DIVERSIDADE
APRENDIZAGEM COLABORATIVA ON-LINE
• “Mudar papéis /mudar necessidades” – são os grupos que decidem que papéis cabem a cada um e o que representam;
• “Continuação do Grupo depois do Curso” – o grupo fica sempre ligado electronicamente depois de uma experiência colaborativa.
Assim para Harasim et al (2005:346) “numa era de recursos escassos e de rápida expansão do saber, em que “conhecimento é poder” – é que as redes de aprendizagem oferecem a possibilidade de levar oportunidades de aprendizagem iguais aos alunos que eles precisarem e onde quer que estejam”.
Na próxima parte vamos abordar a temática da formação de adultos em especial aqueles que apresentam necessidades educativas especiais e em particular o programa Constelação destinado a esta comunidade.
PARTE II–NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
A EDUCAÇÃO: UM IMPERATIVO NUM MUNDO EM MUTAÇÃO
Introdução
Nesta segunda parte procuramos perceber como a educação, em particular a educação/formação, se adaptou ou não aos indivíduos com necessidades educativas especiais e em que contexto a educação/formação de adultos se tornou uma educação/formação ao longo da vida.
Destacar-se-ão também os aspectos relevantes de algumas linhas de orientação relativas à formação no contexto europeu, procurando evidenciar os aspectos que se articulam com o processo de aprendizagem e de intervenção social dedicado a pessoas com necessidades educativas especiais.