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Modèle UML pour le problème de dîner des philosophes

Dans le document UML et MODEL CHECKING (Page 100-113)

Méthode de Model-Checking des Modèles UML en utilisant Maude

2. Exemple I : Problème de dîner des Philosophes

2.1 Modèle UML pour le problème de dîner des philosophes

Trabalhar com a fotografia não fazia parte do meu plano de trabalho, nem da proposta inicial da escola. Entretanto, a supervisão da escola recebeu por e-mail, em março, mês de aniversário de 190 anos da nossa cidade, a sugestão da Prefeitura de Uberaba para trabalharmos com os alunos sobre a cidade a partir de fotografias que contavam a nossa história. Considerei a proposta interessante e organizei uma aula para que os alunos realizassem a comparação das fotos antigas e atuais e pudessem obervar as mudanças realizadas, o progresso da nossa cidade e as consequências desse progresso para a população.

Marquei a aula no laboratório de informática, usei data show e telão e fui projetando as imagens de maneira a apresentar primeiro a foto antiga, depois a atual.

Quadro 7 Fotos da cidade de Uberaba

Avenida Leopoldino de Oliveira

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Igreja Nossa Senhora da Abadia

Estádio Uberabão

Rua João Pinheiro

Antiga sede da Prefeitura de Uberaba

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Parque Fernando Costa: Exposição de Uberaba

Catedral Metropolitana de Uberaba

Igreja de Santa Rita de Cássia

160 Fonte: arquivos da escola

Alguns pontos chamaram a atenção dos alunos, como o córrego no meio da avenida central, a multidão que foi tomando conta das ruas na atualidade, as cores das fotos atuais, as inúmeras charretes como meios de transportes antigos e que hoje só se veem em filmes de décadas passadas, as vestimentas das pessoas, o fato de haver somente homens na rua no passado, entre outros.

Judith: — Que lugar é esse? Conhecem?

Os alunos fizeram sinal de que não conheciam. Então apresentei a foto atual. Judith: — E agora, conhecem esse lugar?

Marcos: — Avenida do centro da cidade, esqueci o nome.

Judith: — Isso mesmo! É a avenida central de Uberaba, Avenida Leopoldino de Oliveira, é a avenida principal da nossa cidade.

Mara: — Nossa, que lugar feio!

Maria José: — Tem um rio no meio da rua?

Grupo Escolar Brasil – Atual Escola Estadual Brasil

Praça Rui Barbosa

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Judith: — Tem um córrego. É menor que um rio. Clarice: — Hoje é mais bonito, colorido.

Judith: — Tem diferença até nas fotos, hoje são digitais, essas por exemplo, recebemos por e-mail, não foram reveladas como se fazia antigamente, hoje quase ninguém revela, arquiva no computador ou mesmo em outro espaço. Judith: — Mas em relação à avenida hoje, temos um problema sério nessa avenida.

Um aluno respondeu que hoje a avenida enche de água, estraga carro, moto, loja.

Judith: — Em que sentido ganhamos e/ou perdemos com a mudança? Clarice: — Ficou mais bonito.

Clarice: — Mamãe falou que não inundava.

Judith: — Se não inundava, então tinha algo bom... Mara: — Ônibus, antigamente parece que não tinha.

O mesmo aluno que relatou sobre as enchentes disse que antigamente não tinha fumaça, poluição.

Judith: — Poderia ser diferente?

Maria José: — Não sei. Eu gosto hoje, passado era feio, mas tem coisas ruins. Hoje bonito.

Judith— Perdemos muito! Árvores, verde, um pouco da paz, do sossego... Outro aluno apontou que hoje tem muitos carros e perigoso nas ruas. Maria José: — Perigoso bandido também.

Judith: — Nossa cidade se desenvolveu. Ganhamos asfalto, transporte, rede de esgoto. Mas perdemos muito...

Um dos alunos observou que não temos muitas árvores mais. Que o progresso e o dinheiro eram muito bons, mas tornavam a vida ruim.

Judith: — Qualidade de vida é o que perdemos.

Maria José: — As roupas eram diferentes! As pessoas andavam bem vestidas.

Mara — Hoje: elas se vestem diferente. Roupa curta, chinelo. Maria José: — Por que só homens na rua? E as mulheres?

Judith: — Nessa época, provavelmente elas ficavam em casa cuidando da casa, dos filhos etc.

Maria José — Que ruim! Ainda bem que eu não era dessa época. Hoje a mulher trabalha, estuda e o homem ainda tem que ajudar a cuidar dos filhos, da casa. No passado era ruim.

Judith: — Ainda bem que mudou. Mas será que tem gente que pensa como antigamente: que mulher não pode trabalhar, tem que ficar em casa? Que não pode contribuir com o orçamento doméstico...

Mara: — Tem, eu conheço gente assim. (Diário da aula do dia 17/03/10). Sobre essa experiência, percebi, posteriormente, que não explorei como deveriam ser explorados os temas que surgiram a partir das imagens: desenvolvimento sustentável, violência que cresceu junto ao progresso, condição ainda submissa de algumas mulheres.

O trabalho com as imagens foi bastante tranquilo, em duas aulas consecutivas foi possível concluir a discussão. Utilizei uma terceira aula para uma produção escrita a partir das imagens e das discussões. Os alunos poderiam escolher um tema que considerassem relevante sobre o que discutimos.

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Como destacaram dificuldades em produzir o texto, solicitei que cada um contasse o que mais havia despertado a atenção deles durante a apresentação dos slides e em nossa conversa. Quando eles fizeram seus relatos, expliquei- lhes que tudo o que disseram era o que podia ser escrito, era um texto.

Muito tempo depois dessa experiência com as imagens e das leituras que realizei para elaboração do capítulo teórico, estava passando de carro por um local em que havia uma propaganda de uma escola em um outdoor, parei no sinal vermelho e fiquei observando aquela imagem e associando ao que estava escrito. Era a imagem de uma mulher negra, exalando felicidade pelo fato de ter conseguido aprovação em um curso superior bastante concorrido (Medicina). Fiquei pensando em como seria importante desenvolver um trabalho de leitura crítica de imagens com os alunos, sem a necessidade ou obrigatoriedade de uma produção escrita.

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