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Le modèle de la structuration du milieu

Sujet et Savoir depuis la Théorie des Situations Didactiques en Mathématiques

2. Le modèle de la structuration du milieu

5.3.1 Descrição dos Aspectos Socioeconômicos e Demográficos

Na localidade de Garapuá, foram examinadas 94,2% da população cadastrada (146/155 indivíduos). No universo dos indivíduos estudados, 85,6% residiam a pelo menos 1 ano no domicílio. Não foram levantadas as variáveis independentes de três crianças examinadas, em razão da ausência de um adulto responsável no momento da etapa de aplicação dos questionários.

Foram examinadas crianças de ambos os sexos, em diferentes faixas etárias. Foram examinadas 66 crianças do sexo feminino (45,2%) e 80 do sexo masculino (54,8%). A população estudada foi composta por 47 indivíduos com idade menor de 5 anos (32,2%), 46 indivíduos na faixa etária de 5 a 9 anos (31,5%) e 53 indivíduos na faixa etária de 10 a 14 anos (36,3%) (Tabela 6).

A idade mínima da população estudada foi de 4 meses e a idade máxima foi de 14 anos. A média da idade na população estudada na localidade de Garapuá foi de 7,5 anos, com desvio padrão de 4,28 anos (7,5 ± 4,3). A mediana foi de 7 anos.

Com relação à escolaridade das crianças estudadas, verificou-se que 4,8% ainda não estudavam, 35,6% cursavam a pré-escola, 36,3% cursavam o ensino primário, 20,5% cursavam o ensino ginásio e 0,7% cursava o ensino médio.

Quanto à escolaridade dos cuidadores dos indivíduos nesta faixa etária, 1,4% eram analfabetos, 28,8% possuíam ensino primário, 24,6% possuíam ensino ginásio, 24,6%

Foi constatado que 15,8% das crianças não tinham realizado exame parasitológico de fezes. Apenas 6 crianças (4,1%) não tinham feito uso de quimioterápico, enquanto que 43,2% realizaram tratamento em período menor de 6 meses.

Com relação à escolaridade dos chefes de família, verificou-se que 13,0% eram analfabetos, 37,7% possuíam o ensino primário, 28,1% possuíam o ensino ginásio, 12,3% possuíam o ensino médio e 6,8% possuíam o ensino superior (Tabela 7).

Com relação às formas de emprego existentes na localidade, foi verificado que 28,8% dos chefes de família eram pescadores, 23,3% eram marisqueiros, 10,3% eram trabalhadores rural, 11,6% eram funcionários publico e 19,9% exerciam outra profissão (Tabela 7). Quanto à renda, verificou-se que 52,0% dos chefes de família possuíam renda mensal menor do que um salário mínimo, 40,4% possuíam renda igual ou maior que 1 salário mínimo e apenas 5,5% possuíam renda igual ou maior a dois salários mínimos (Tabela 7). Com base nas informações coletadas sobre o acesso aos programas sociais de repasse de renda, foi constatado que 87,0% dos indivíduos estudados pertenciam a famílias atendidas pelo Programa Federal Bolsa Família, e 62,3% a famílias atendidas pelo Programa Municipal Cheque Solidário (Tabela 7).

5.3.2 Descrição da Tipologia Construtiva das Residências e Posse de Bens

Entre as crianças examinadas, 74,0% residiam em casas com parede de alvenaria com reboco, 17,1% em casas com parede de madeira e 6,8% em casas com parede de alvenaria sem reboco.

Com relação ao material predominante no piso das residências, 54,1% dos indivíduos residiam em casas com piso cerâmico e 43,8% em casas com piso de cimento.

Com relação ao material predominante na cobertura das residências, 69,2% dos indivíduos residiam em casas com cobertura de telha cerâmica, 17,1% em casas com cobertura de telha

de cimento-amianto (Eternit), 10,9% em casas com laje de concreto e 0,7% residia em casa com cobertura de plástico (Tabela 9).

Quanto à posse de bens, verificou-se que 65,8% dos indivíduos residiam em casas equipadas apenas com fogão a gás e 32,2% em moradias equipadas com fogão a gás e fogão a lenha. Nenhuma criança residia em casa equipada apenas com fogão a lenha. Ainda com relação à posse de bens, 5,5% das crianças residiam em domicílio sem geladeira e 3,4% em domicílio sem televisão. Todos os indivíduos possuíam acesso a energia elétrica e 13,7% possuíam acesso a internet no domicílio.

5.3.3 Descrição da Infraestrutura Sanitária e Serviços Públicos de Saneamento

Quanto à infraestrutura sanitária dos domicílios, foi constatado que 95,9% dos indivíduos examinados residiam em domicílios conectados à rede pública de abastecimento de água, 75,3% residiam em domicílios equipados com pia na área interna, 53,4% residiam em moradias com caixa d’água e 95,2% residiam em domicílios providos de vaso sanitário (Tabela 10).

Todas as crianças examinadas residiam em domicílios atendidos pelo serviço público de coleta de lixo, em dias alternados nos meses de inverno (baixa estação), e diariamente no verão (alta estação).

A forma mais comum de acondicionamento dos resíduos sólidos domiciliares foi vasilhames sem tampa, adotada por 68,5% dos indivíduos estudados, 19,9% acondicionavam os resíduos em sacos plásticos e apenas 8,9% dos indivíduos acondicionavam os resíduos sólidos domiciliares em balde com tampa.

Com relação ao destino final dos resíduos orgânicos, 56,2% destinavam à alimentação de animais domésticos (cachorro, gato, galinha, gaiamun, dentre outros), 35,6% destinavam à coleta pública, 4,8% enterravam, 0,7% jogavam na lagoa e 0,7% queimavam. Com relação

à fração seca do lixo domiciliar, 93,1% destinavam à coleta pública e 4,8% queimavam (Tabela 11).

Com relação à água utilizada para consumo, foi constatado que 42,5% dos indivíduos estudados bebiam água proveniente da Solução de Abastecimento de Água (Sol. AA), 39,7% bebiam água envasada, 14,4% bebiam água de fontes naturais superficiais existentes em áreas circunvizinhas (Fonte da Cigana, Fonte do Porto da Costa, Fonte do Jatimana, dentre outras) e 1,4% bebiam água de outra fonte (“bomba de Valença”) (Tabela 12). Com relação à água utilizada no preparo dos alimentos, 97,3% dos indivíduos utilizavam água proveniente da solução de abastecimento de água.

No que se refere às tecnologias empregadas no tratamento domiciliar da água utilizada para consumo, verificou-se que entre os indivíduos que relataram a utilização da água proveniente da Lagoa de Garapuá (Sol. AA de Garapuá), de outras fontes superficiais ou do SAA de Valença (“bomba de Valença”), 36,5% não empregavam qualquer tratamento prévio, 20% apenas coavam, 14,1% coavam e cloravam, 9,4% cloravam e filtravam, 7,1% apenas filtravam, 4,7% apenas cloravam, 2,4% ferviam e cloravam, 2,4% filtravam, coavam e cloravam, 1,2% ferviam, 1,2% ferviam e filtravam e 1,0% coava e fervia. Apenas 11,6% das crianças examinadas residiam em casas equipadas com filtro com microporos (vela).

5.3.4 Descrição dos Resultados Laboratoriais Encontrados em Crianças da Vila de Garapuá

Entre as 146 crianças (0-14 anos) examinadas, 74,7% (109/146) estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 34,2% (50/146) estavam parasitadas por geohelmintos, 70,5% (103/146) estavam parasitadas por protozoários e 31,5% (46/146) estavam poliparasitadas (Tabela 13).

Ao analisar a prevalência para cada espécie enteroparasita pesquisada, foi constatado que

9,6% (14/146) dos indivíduos examinados estavam parasitados por Ascaris lumbricoides, 28,1% (41/146) por Trichuris trichiura, 11,0% (16/146) por ancilostomídeos, 21,2% (31/146) por Entamoeba histolytica, 19,9% (29/146) por Entamoeba coli, 29,5% (43/146) por Giardia lamblia e 54,1% (79/146) por Endolimax nana (Tabela 14).

5.3.4.1 Descrição dos Resultados Laboratoriais por Faixa Etária

Ao analisar as variáveis dependentes por faixa etária, constatou-se que entre os indivíduos com idade menor de 5 anos, 66,0% (31/47) estavam parasitados, 27,7% (13/47) estavam parasitados por geohelmintos, 61,7% (29/47) por protozoários e 23,4% (11/47) estavam poliparasitados (Tabelas 17).

Nesta faixa etária, 10,6% (5/47) dos indivíduos examinados estavam parasitados por

Ascaris lumbricoides, 19,1% (9/47) por Trichuris trichiura, 4,3% (2/47) por

ancilostomídeos, 12,8% (6/47) por Entamoeba histolytica, 10,6% (5/47) por Entamoeba

coli, 36,2% (17/47) por Giardia lamblia e 42,6% (20/47) por Endolimax nana (Tabela 18).

Na faixa etária de 5 a 9 anos, 78,3% (36/46) dos indivíduos examinados estavam parasitados por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 41,3% (19/46) estavam parasitados por geohelmintos, 78,3% por protozoários e 41,3% (19/46) estavam poliparasitados (Tabela 19).

Nesta faixa etária, 13,0% (6/46) dos indivíduos examinados estavam parasitados por

Ascaris lumbricoides, 37,0% (17/46) por Trichuris trichiura, 6,5% (3/46) por

ancilostomídeos, 28,3% (13/46) por Entamoeba histolytica, 30,4% (14/46) por Entamoeba

coli, 30,4% por Giardia lamblia e 63,0% (29/46) por Endolimax nana (Tabela 20).

Na faixa etária de 10 a 14 anos, 79,2% (42/53) dos indivíduos examinados estavam parasitados por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 34,0% (18/53) estavam parasitados por geohelmintos, 71,7% (38/53) por protozoários e 30,2% (16/53) estavam poliparasitados (Tabela 21).

Entre os indivíduos examinados nessa faixa etária, 5,7% (3/53) estavam parasitados por

Ascaris lumbricoides, 28,3% (15/53) por Trichuris trichiura, 20,8% (11/53) por

ancilostomídeos, 22,6% (12/53) por Entamoeba histolytica, 18,9% (10/53) por Entamoeba

coli, 22,6% por Giardia lamblia e 56,6% (30/53) por Endolimax nana (Tabela 22).

5.3.4.2 Descrição dos Resultados Laboratoriais por Sexo

A partir da análise dos resultados laboratoriais por sexo da criança estudada, verificou-se que entre as crianças do sexo masculino, 75,0% (60/80) estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 36,6% (29/80) estavam parasitadas por geohelmintos, 70,0% (56/80) por protozoários e 30,0% (24/80) estavam poliparasitadas (Tabela 30).

No sexo feminino, 74,2% (49/66) dos indivíduos examinados estavam parasitados por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 31,8% (21/66) estavam parasitados por geohelmintos, 71,2% (47/66) por protozoários e 33,3% (22/66) estavam poliparasitados (Tabela 30).

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados nestes subgrupos, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,01 (0,84-1,22) em relação às crianças parasitadas, de 1,14 (0,72- 1,80) às crianças parasitadas por geohelmintos, de 0,98 (0,80- 1,21) às crianças parasitadas por protozoários e de 0,90 (0,56-1,45) às crianças poliparasitadas.

Tabela 30. Resultados Laboratoriais Encontrados em Crianças de Garapuá Segundo o Sexo

Sexo Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

n % n % n % n %

Masculino 60/80 (75,0) 29/80 (36,6) 56/80 (70,0) 24/80 (30,0) Feminino 49/66 (74,2) 21/66 (31,8) 47/66 (71,2) 22/66 (33,3)

5.3.4.3 Descrição dos Resultados Laboratoriais por Uso de Quimioterápico

Entre as crianças que haviam sido medicadas em período menor de 6 meses, 68,3% (43/63) estavam parasitadas, 30,2% (19/63) estavam parasitadas por geohelmintos, 65,1% (41/63) por protozoários e 27,0% (17/63) estavam poliparasitadas (Tabela 31).

Entre as crianças que não haviam sido medicadas em período menor de 6 meses, 81,3% (61/75) estavam parasitadas, 40,0% (30/75) estavam parasitadas por geohelmintos, 77,3% (58/75) por protozoários e 38,7% (29/75) estavam poliparasitadas (Tabela 31).

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados nestes subgrupos, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,19 (0,98-1,46) no percentual de crianças parasitadas, de 1,33 (0,83-2,12) no percentual de crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,19 (0,96-1,48) no percentual de crianças parasitadas por protozoários e de 1,43 (0,87-2,35) no percentual de crianças poliparasitadas.

Tabela 31. Resultados Laboratoriais em Crianças de Garapuá Segundo o Uso de Quimioterápicos

Quimioterápico Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

n % n % n % n %

Sim 43/63 (68,3) 19/63 (30,2) 41/63 (65,1) 17/63 (27,0) Não 61/75 (81,3) 30/75 (40,0) 58/75 (77,3) 29/75 (38,7) 5.3.4.4 Descrição dos Resultados Laboratoriais Segundo a Renda Mensal do Chefe da Família

Ao dicotomizar a variável renda mensal do chefe da família, verificou-se que no subgrupo de indivíduos pertencentes a famílias cujo “chefe” possuía renda mensal menor que um salário mínimo, 77,6% (59/76) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 43,4% (33/76) estavam parasitadas por geohelmintos, 73,7% (56/76) por protozoários e 42,1% (32/76) estavam poliparasitadas (Tabela 32).

No subgrupo de indivíduos pertencentes a famílias cujo “chefe” possuía renda mensal igual ou maior que um salário mínimo, 73,1% (49/67) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 23,9% (16/67) estavam parasitadas por geohelmintos, 70,1% (47/67) por protozoários e 20,9% (14/67) estavam poliparasitadas (Tabela 32).

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados nestes subgrupos, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,06 (0,88 – 1,28) no percentual de crianças parasitadas, de 1,82 (1,10 – 2,99) no percentual de crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,05 (0,85 – 1,29) no percentual de crianças parasitadas por protozoários e de 2,02 (1,18 – 3,44) no percentual de crianças poliparasitadas.

Tabela 32. Resultados Laboratoriais em Crianças de Garapuá Segundo a Renda Mensal do Chefe da Família

Variável Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

Renda n % n % n % n %

< 1 Salário 59/76 (77,6) 33/76 (43,4) 56/76 (73,7) 32/76 (42,1) = ou > 1 Salário 49/67 (73,1) 16/67 (23,9) 47/67 (70,1) 14/67 (20,9) 5.3.4.5 Descrição dos Resultados Laboratoriais Segundo a Existência de Pia no

Domicílio

No subgrupo de indivíduos que residiam em domicílios dotados de pia na área interna, 76,4% (84/110) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 30,9% (34/110) estavam parasitadas por geohelmintos, 72,7% (80/110) por protozoários e 28,2% (31/110) estavam poliparasitadas (Tabela 33). Neste subgrupo, 6,4% (7/110) das crianças examinadas estavam parasitadas por Ascaris

lumbricoides, 27,3% (30/110) por Trichuris trichiura, 8,2% (9/110) por ancilostomídeos,

19,1% (21/110) por Entamoeba histolytica, 18,2% (20/110) por Entamoeba coli, 27,3% por

Giardia lamblia e 55,5% (61/110) por Endolimax nana.

No subgrupo de indivíduos que residiam em domicílios não dotados de pia na área interna,

72,7% (24/33) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 45,5% (15/33) estavam parasitadas por geohelmintos, 69,7% (23/33) por protozoários e 45,5% estavam poliparasitadas (Tabela 33).

Neste subgrupo, 18,2% (6/33) das crianças examinadas estavam parasitadas por Ascaris

lumbricoides, 33,3% (11/33) por Trichuris trichiura, 18,2% por ancilostomídeos, 30,3%

(10/33) por Entamoeba histolytica, 27,3% (9/33) por Entamoeba coli, 39,4% (13/33) por

Giardia lamblia e 54,5% (18/33) por Endolimax nana.

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados nestes subgrupos, foi encontrada uma razão de prevalência de 0,95 (0,75 – 1,20) no percentual de crianças parasitadas, de 1,47 (0,92 – 2,35) no percentual de crianças parasitadas por geohelmintos, de 0,96 (0,74 – 1,23) no percentual de crianças parasitadas por protozoários e de 1,61 (1,00 – 2,60) no percentual de crianças poliparasitadas.

Tabela 33. Resultados Laboratoriais em Crianças de Garapuá Segundo a Existência de Pia no Domicílio

Variável Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

Pia no Domicílio n % n % n % n %

Sim 84/110 (76,4) 34/110 (30,9) 80/110 (72,7) (31/110) (28,2) Não 24/33 72,7 15/33 (45,5) 23/33 (69,7) 15/33 (45,5) 5.3.4.6 Descrição dos Resultados Laboratoriais Segundo Água Utilizada para Consumo

No subgrupo de indivíduos que relataram o consumo de água envasada, 63,8% (37/58) das crianças examinadas estavam parasitadas, 6,9% (4/58) estavam parasitadas por geohelmintos, 62,1% (36/58) por protozoários e 12,1% (7/58) estavam poliparasitadas (Tabela 34).

Neste subgrupo, 5,2% (3/58) das crianças examinadas estavam parasitadas por Trichuris

10,3% (6/58) por Entamoeba coli, 25,9% (15/58) por Giardia lamblia e 50,0% por

Endolimax nana. Nenhuma criança estava parasitada por Ascaris lumbricoides.

No subgrupo de crianças que consumiam água proveniente da rede pública de abastecimento, 85,5% (53/62) estavam parasitadas, 58,1% (36/62) estavam parasitadas por geohelmintos, 79,0% (49/62) por protozoários e 48,4% (30/62) estavam poliparasitadas (Tabela 34).

Neste subgrupo, 12,9% (8/62) das crianças examinadas estavam parasitadas por Ascaris

lumbricoides, 54,8% (34/62) por Trichuris trichiura, 21,0% (13/62) por ancilostomídeos,

29,0% (18/62) por Entamoeba histolytica, 25,8% (16/62) por Entamoeba coli, 35,5% (22/62) por Giardia lamblia e 54,8% (34/62) por Endolimax nana.

No subgrupo de crianças que consumiam água coletada em fontes superficiais “alternativas” (diferente da Lagoa de Garapuá), 76,2% (16/21) das crianças examinadas estavam parasitadas, 42,9% (9/21) estavam parasitadas por geohelmintos, 76,2% por protozoários e 42,9% estavam poliparasitadas (Tabela 34).

Neste subgrupo, 23,8% (5/21) das crianças examinadas estavam parasitadas por Ascaris

lumbricoides, 19,0% (4/21) por Trichuris trichiura, 4,8% (1/21) por ancilostomídeos,

19,0% por Entamoeba histolytica, 33,3% (7/21) por Entamoeba coli, 28,6% (6/21) por

Giardia lamblia e 66,7% (14/21) por Endolimax nana.

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados em crianças que consumiam água proveniente da solução de abastecimento de água aos resultados laboratoriais encontrados em crianças que consumiam água envasada, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,34 (1,08-1,67) no percentual de crianças parasitadas, de 8,42 (3,19-22,19) no percentual de crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,27 (1,00-1,62) no percentual de crianças parasitadas por protozoários e de 4,01 (1,91-8,41) no percentual de crianças poliparasitadas.

água proveniente de “fontes alternativas” aos resultados laboratoriais encontrados em crianças que consumiam água envasada, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,19 (0,88-1,62) em relação às crianças parasitadas, de 6,21 (2,14-18,06) às crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,23 (0,9-1,68) às crianças parasitadas por protozoários e de 3,55 (1,51-8,33) às crianças poliparasitadas.

Considerando a homogeneidade das taxas de disponibilidade de vaso sanitário em domicílio, água encanada e coleta de lixo entre os indivíduos estudados na localidade de Garapuá, estas variáveis não foram utilizadas como critério de formação de subgrupos. Tabela 34. Resultados Laboratoriais em Garapuá Segundo a Água Utilizada para Consumo

Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

Água n % n % n % n %

Envasada 37/58 (63,8) 4/58 (6,9) 36/58 (62,1) 7/58 (12,1) Sol.AA 53/62 (85,5) 36/62 (58,1) 49/62 (79,0) 30/62 (48,4) Outra Fonte 16/21 (76,2) 9/21 (42,9) 16/21 (76,2) 9/21 (42,9)

5.3.4.7 Descrição dos Resultados Laboratoriais por Local de Moradia

Ao dicotomizar a variável local de moradia em “Loteamento da Lagoa” e “Loteamento da Praia”, utilizando como justificativa a percepção da diferença no nível de salubridade das vias públicas nestas sub-áreas espacialmente bem delimitadas, foi constatado que no “Loteamento da Praia”, 64,3% (9/14) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos um enteroparasita, comensal ou não, 21,4% (3/14) estavam parasitadas por geohelmintos, 57,1% (8/14) por protozoários e 14,3% (2/14) estavam poliparasitadas (Tabela 35).

Neste loteamento, 14,3% das crianças examinadas estavam parasitadas por Trichuris

trichiura, 14,3% por ancilostomídeos, 7,1% (1/14) por Entamoeba histolytica, 21,4%

(3/14) por Giardia lamblia e 42,9% (6/14) por Endolimax nana. Nenhuma criança estava parasitada por Ascaris lumbricoides ou Entamoeba coli.

No “Loteamento da Lagoa”, 75,8% (100/132) das crianças examinadas estavam parasitadas

por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 35,6% (47/132) estavam parasitadas por geohelmintos, 72,0% (95/132) por protozoários e 33,3% (44/132) estavam poliparasitadas (Tabela 35).

Entre as crianças moradoras do “Loteamento da Lagoa” examinadas, foi encontrada uma prevalência de 10,6% (14/132) para Ascaris lumbricoides, de 29,5% (39/132) para

Trichuris trichiura, de 10,6% para ancilostomídeos, de 22,7% (30/132) para Entamoeba histolytica, de 22,0% (29/132) para Entamoeba coli, de 30,3% (40/132) para Giardia lamblia e de 55,3% (73/132) para Endolimax nana.

Quando comparados os resultados laboratoriais encontrados em crianças residentes no “Loteamento da Lagoa” aos resultados laboratoriais encontrados em crianças residentes no “Loteamento da Praia”, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,18 (0,79 – 1,76) no percentual de crianças parasitadas, de 1,66 (0,59 – 4,65) no percentual de crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,26 (0,79 – 2,01) no percentual de crianças parasitadas por protozoários e de 2,33 (0,63 – 8,61) no percentual de crianças poliparasitadas.

Tabela 35. Resultados Laboratoriais em Crianças de Garapuá Segundo Endereço

Endereço Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

n % n % n % n %

Loteamento da Praia 9/14 (64,3) 3/14 (21,4) 8/14 (57,1) 2/14 (14,3) Loteamento da Lagoa 100/132 (75,8) 47/132 (35,6) 95/132 (72,0) 44/132 (33,3) 5.3.4.8 Descrição dos Resultados Laboratoriais Segundo Tipologia Construtiva dos Domicílios

Ao dicotomizar a variável tipologia construtiva da parede do domicílio, verificou-se que no subgrupo de indivíduos residentes em moradias construídas de alvenaria com reboco (tipologia construtiva de fácil higienização), 74,1% (80/108) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 28,7% (31/108) estavam parasitadas por geohelmintos, 71,3% (77/108) por protozoários e 27,8% (30/108) estavam poliparasitadas (Tabela 36).

No subgrupo de indivíduos residentes em moradias com paredes de alvenaria sem reboco ou madeira (tipologia construtiva de difícil higienização), 80,0% (28/35) das crianças examinadas estavam parasitadas por ao menos uma espécie enteroparasita, comensal ou não, 51,4% (18/35) estavam parasitadas por geohelmintos, 74,3% (26/35) por protozoários e 45,7% (16/35) estavam poliparasitadas (Tabela 36).

Ao comparar os resultados laboratoriais encontrados nestes subgrupos, foi encontrada uma razão de prevalência de 1,08 (0,88 – 1,32) em relação às crianças parasitadas, de 1,79 (1,16 – 2,78) às crianças parasitadas por geohelmintos, de 1,04 (0,83 – 1,31) às crianças parasitadas por protozoários e de 1,65 (1,03 – 2,64) às crianças poliparasitadas.

Tabela 36. Resultados Laboratoriais em Crianças de Garapuá Segundo Tipologia Construtiva dos Domicílios

Variável Parasitados Helmintos Protozoários Poliparasitados

Parede n % n % n % n % Alvenaria c/ Reboco 80/108 74,1 31/108 28,7% 77/108 71,3 30/108 27,8 Alvenaria s/ Reboco ou Madeira 28/35 80,0% 18/35 51,4% 26/35 74,3 16/35 45,7%

5.3.5 Resultados Encontrados no Mapeamento da Vila de Garapuá

Como já mencionado no item área de estudo, a Vila de Garapuá possui dois loteamentos bem delineados, um situado à beira-mar (“Loteamento da Praia”) e um loteamento localizado próximo à lagoa (“Loteamento da Lagoa”).

5.3.5.1 Mapeamento do “Loteamento da Lagoa”

No croqui do “Loteamento da Lagoa”, sub-área formada pela “Rua da Lagoa”, “Rua do Posto”, “Rua da Padaria”, “Rua da Escola”, “Rua da Praça”, “Rua da Travessa” e “Rua do Poço”, foi visualizada uma aglomeração de residenciais, sendo comum a existência de duas ou mais famílias assentadas em um único lote (Apêndice H).

Quanto à análise dos aspectos sanitários do ambiente público do “Loteamento da Lagoa”, apesar da aparente homogeneidade das condições sanitárias das vias públicas, foram visualizados focos de maior insalubridade no trecho final da “Rua do Posto”, ao longo da “Rua da Praça”, ao longo da “Rua da Travessa” e na área limítrofe entre a “Rua da Escola” e “Rua do Poço”, onde, existiam monturos de lixo e/ou águas residuais a céu aberto (Apêndice H).

Com relação à tipologia construtiva das moradias, foi observada uma homogeneidade nas diferentes ruas que compõe o “Loteamento da Lagoa”, à exceção das moradias de madeira, concentradas no início da “Rua da Praça”, na “Rua da Travessa” e no início da “Rua do Poço”, áreas onde estão assentadas as famílias mais carentes.

No “Loteamento da Lagoa” foram mapeados 163 imóveis residenciais. Mapeamento da Rua do Posto

Na “Rua do Posto”, foram mapeadas 11 casas. Com relação à tipologia construtiva, foram mapeados 10 imóveis de alvenaria com reboco e 1 imóvel de alvenaria sem reboco.

Nesta Rua, residiam crianças com idade até 14 anos em 5 casas. Ao menos uma criança de cada imóvel foi alcançada no inquérito parasitológico de fezes. Em quatro das cinco casas estudadas residiam crianças parasitadas, sendo que em duas destas residiam criança(s) poliparasitadas (Apêndice H).

Nesta rua, os imóveis de nº 1, nº 6 e nº 7 estavam desocupados no momento da coleta das amostras de fezes.

Com relação aos aspectos sanitários da via pública, a análise visual permitiu delimitar trechos com diferenças marcantes no nível de salubridade. Foi observada uma maior insalubridade na área próxima à casa nº 11, onde foram encontrados dois pontos de águas residuais (Figura 21a) e um ponto de lixo à céu aberto (Figura 21b) (Apêndice H).

Figura 21. a) Acúmulo de Lixo na Rua do Posto; b) Águas residuárias na Rua do Posto

A análise visual desta sub-área sugere que estes pontos de insalubridade podem ter sido favoráveis aos resultados laboratoriais encontrados na casa nº 11 desta rua e na casa nº 4 da “Rua da Praça”, nas quais foram encontradas crianças poliparasitadas (Apêndice H). No trecho inicial da Rua do Posto, foi encontrada uma melhor condição de salubridade da via pública, não sendo encontrados focos de lixo ou águas residuárias à céu aberto. No entanto, foi encontrado acumulo de entulho oriundo da construção civil.

Com relação às dimensões espaciais da via pública, foi medido um comprimento de, aproximadamente, 148,2 metros. Considerando a não uniformidade da largura, foram aferidas 2 medidas. O trecho de menor largura possuía, aproximadamente, 7 metros e o de maior largura, aproximadamente, 15,9 metros.

Mapeamento da Rua da Padaria

Na “Rua da Padaria”, foram mapeadas 19 casas. Com relação à tipologia construtiva, foram mapeadas 18 casas de alvenaria com reboco e uma casa de alvenaria sem reboco.

Nesta rua, 13 casas abrigavam crianças com idade até 14 anos. Foram alcançadas crianças de 12 casas no inquérito parasitológico de fezes. Em oito das doze casas estudadas residiam criança(s) parasitadas, sendo que em duas destas residiam criança(s) poliparasitadas (Apêndice H).

Com relação às dimensões espaciais da via pública, foi medido um comprimento de, aproximadamente, 125,8 metros e largura de, aproximadamente, 7,2 metros.

Com relação aos aspectos sanitários da via pública, foi observada a presença de águas residuárias e lixo à céu aberto no início desta via, na extremidade próxima ao Posto de Saúde (Figura 22). Foram encontrados resíduos de construção civil em diferentes trechos desta via, com uma maior concentração na área próxima à parte final da via (Apêndice H). Nesta rua, apesar da existência de focos de insalubridade na parte inicial, foi observada uma concentração de casas com crianças não parasitadas (casa nº 5; 6 e 10) no “trecho médio” da via, área caracterizada pela inexistência de lixo e águas residuárias à céu aberto, bem como, por uma menor aglomeração das residências (Apêndice H).

Figura 22. Águas Residuárias Dispostas a Céu Aberto na Rua da Padaria

Mapeamento da Rua da Escola

Na “Rua da Escola”, foram mapeadas 18 casas. Quanto à tipologia construtiva, foram

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