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Modèle du signal

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5.7 Modèles du signal et du bruit de fond

5.7.1 Modèle du signal

A comparação entre as duas técnicas pode ser realizada através da análise das diferenças e semelhanças entre sua apresentação gráfica, utilização de programas e as informações por eles fornecidas. O gráfico da LoB apresenta clareza e simplificação de apresentação, sendo essa uma vantagem sobre as redes PERT e CPM que mostram as informações de forma mais complexa, ocasionada pelo elevado número de atividades a serem repetidas nas inúmeras unidades que compõem o projeto, dificultando o seu entendimento por muitos participantes da construção (MADERS, 1987). A LoB pode mostrar claramente apenas uma quantidade limitada de informações e um grau limitado de complexidade, especialmente ao usar a técnica para monitorar o progresso (SUHAIL e NEALE, 1994).

Essa apresentação, diferentemente das redes CPM, provou ser útil porque é capaz de transmitir informações de produção (taxa de produção e sequência de trabalho) e estabelecer um campo de planejamento visual onde os gerentes de projeto podem testar se o cronograma atual é viável e baseado em conjunto de tarefas de trabalho. Os benefícios da comunicação visual também aumentam a coordenação de todas as partes envolvidas no projeto (YANG, 2004).

O método do caminho crítico (CPM) é o método de programação e planejamento mais amplamente utilizado e aceito para projetos tradicionais (não-repetitivos). No entanto, o CPM não atende às necessidades de programação de projetos repetitivos. Técnicas coma LoB têm sido usadas para planejar projetos repetitivos que garantam a continuidade do trabalho. A LoB é basicamente uma técnica gráfica que não possui as qualidades analíticas do Planejamento PERT/ CPM. A análise clássica de CPM não atende a características de projetos repetitivos, enquanto a LoB não possui as qualidades analíticas de programação de CPM (AMMAR, 2013). Segundo Yamín e Harmelink (2001), o CPM é ineficaz e pesado para o planejamento de projetos contínuos lineares, mas extremamente eficaz para projetos de tipos mais complexos e discretos. No entanto, para determinados tipos de projetos, a utilidade do CPM diminui, porque se torna complexo e difícil de usar e entender. Segundo Harris e Ioannou, (1998), essa técnica pode não garantir a continuidade na utilização de recursos (matéria prima

e mão-de-obra), porque apenas as restrições de precedência e disponibilidade de recursos são mostradas nas redes CPM.

A LoB pode prever o atraso na entrega de uma unidade, mas não pode prever qualquer atraso na conclusão total do projeto. Esta é uma saída típica do método do caminho crítico (CPM). A sequência de atividades de um projeto é geralmente escolhida pelos gestores, em vez de exigida pelas dependências das atividades (SUHAIL e NEALE, 1994).

O uso da LoB em obras de rodovia tem um enorme potencial como ferramenta de gerenciamento e operação, pois são extremamente visuais e a maioria dos trabalhadores podem entendê-la facilmente. Já o CPM, devido à sua complexidade, não é efetivo como ferramenta de comunicação, particularmente entre o setor de planejamento e o setor de construção. O planejamento tem relação direta com outras áreas, como orçamentos e materiais, portanto, a sua melhoria pode ter um efeito positivo no processo construtivo como um todo (HERBSMAN, 1987).

A Tabela 1 apresenta o resumo das principais características das duas técnicas de planejamento analisadas.

Tabela 1 - Características das duas técnicas de planejamento (continua)

Técnica de Planejamento PERT/CPM LoB

Tipo de construção

Projetos mais complexos e discretos. Amplamente

utilizado e aceito para projetos tradicionais (não-

repetitivos)

Construções com unidades repetitivas

Apresentação gráfica

Informações de forma mais complexa, ocasionada pelo

elevado número de atividades a serem repetidas

Apresenta clareza e simplificação de

apresentação

Continuidade dos fluxos logísticos

Há a representação do fluxo de trabalho das atividades

que compõem o caminho crítico

Têm sido usadas para planejar projetos repetitivos que garantam a continuidade do trabalho

Dependência entre as atividades

A duração do projeto é definida pela dependência

entre as atividades do caminho crítico

A sequência de atividades de um projeto é geralmente escolhida pelos gestores, em

vez de exigida pelas dependências das atividades

Tabela 1 - Características das duas técnicas de planejamento (conclusão)

Técnica de Planejamento PERT/CPM LoB

Controle do andamento das atividades

A utilidade do CPM diminui, porque se torna complexo e difícil de usar e

entender

Pode mostrar apenas uma quantidade limitada de informações e um grau limitado de complexidade, especialmente ao usar a técnica para monitorar o progresso

Utilização de recursos

Pode não garantir a continuidade na utilização de recursos, porque apenas as restrições de precedência e disponibilidade de recursos

são mostradas nas redes CPM

Parte do princípio que os recursos da obra são

limitados

Atrasos O caminho crítico define a duração total do projeto

Pode prever o atraso na entrega de uma unidade, mas

não pode prever qualquer atraso na conclusão total do

projeto

Ferramenta de comunicação

Devido à sua complexidade, não é efetivo como ferramenta de comunicação, particularmente entre o setor de planejamento e o setor de

construção

É capaz de transmitir informações de produção e de estabelecer um campo de planejamento visual onde os gerentes de projeto podem testar se o cronograma atual

é viável

3 MATERIAIS E MÉTODOS

O método proposto apresenta um caráter qualitativo (revisão da bibliografia existente) e quantitativa, na figura do estudo de caso que será conduzido sobre a técnica da Linha de Balanço (LoB) em obras de rodovia.

A descrição da fase qualitativa do método consiste no tópico 3.2, no qual se utilizará da revisão bibliográfica para caracterizar a cadeia de suprimentos de obras de rodovia, discursando acerca de tópicos predefinidos. No tópico 3.3, também se utiliza da revisão bibliográfica acerca das duas técnicas de planejamento, PERT/CPM e LoB, com o objetivo de avaliar como elas tratam os fluxos logísticos da cadeia de suprimentos.

Na fase quantitativa, aplica-se um estudo de caso com dados de planejamento fornecidos por uma grande construtora brasileira de obras de infraestrutura cuja realização será discutida na seção de Apresentação e Análise dos Resultados. No tópico 3.4, será apresentado o método a ser seguido na condução do estudo de caso utilizando um exemplo fictício, com dados semelhantes aos de uma obra de rodovia, porém, não pertencentes à obra do estudo de caso, para exemplificar de maneira mais objetiva os delineamentos do método. Essa fase visa a relacionar o planejamento de obras de rodovia com a sua cadeia de suprimentos e analisar as alterações nos fluxos logísticos entre os dois cenários de planejamento em análise.

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