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4 Problématique et Approche Problématique et Approche

5 Formalisation du Contexte Formalisation du Contexte

5.2 Le Modèle AROM

5.2.2 Le modèle de contexte vu à travers AROM

Passo 1: Boas vindas e contrato (10 min)

Após os cumprimentos e as boas-vindas aos alunos, o facilitador inicia a sessão abordando o tema do encontro: As duas faces do namoro. Neste encontro o foco é a relação amorosa estabelecida entre duas pessoas. Como uma relação amorosa é construída? Outras modalidades de relação amorosa entre adolescentes (p. ex. pegar, ficar, rolo), que não raro precedem a experiência de namoro, também serão levadas em consideração. Antes de iniciar as atividades, o facilitador estabelece em conjunto com os participantes o contrato de convivência grupal para os três encontros:

1. Sigilo. Tudo que se diz aqui no grupo deve ficar aqui.

2. Participação. A participação é voluntária e espontânea, seguindo 2 princípios:  Ninguém é obrigado a partilhar seus pensamentos e sentimentos com o grupo.  Respeitar a partilha dos colegas, não emitindo julgamentos ou qualquer tipo de

Passo 2: Apresentação grupal (15 min)

Antes de iniciar a atividade o facilitador afixa a fita crepe no chão de um lado a outro da sala. O facilitador solicita que todos os participantes fiquem de pé em círculo, e iniciando pelo lado direito do facilitador, cada aluno deverá dizer o seu nome. Em seguida, o facilitador fará perguntas dicotômicas para os alunos (do tipo sim ou não). Para cada resposta afirmativa, os participantes deveram dar um passo até a linha no meio da sala, e ficar encima dela. Se a resposta for negativa, os participantes são instruídos a ficar no mesmo lugar. As questões iniciam com assuntos gerais e depois caminham para explorar as relações afetivas.

Exemplo de comandos: Quem é de Brasília? Quem gosta de estudar? Quem tem facebook?

Quem já se apaixonou por alguém? Quem conhece pessoas apaixonadas? Quem acha que paixão vira amor? Quem está em um relacionamento sério? Quem está em um relacionamento enrolado? Quem tem amigos que estão namorando?

No fechamento da atividade, o facilitador pontua para os participantes que no namoro, assim como nesta atividade, percebemos que temos coisas em comum (afinidades) e coisas distintas (diferenças) se nos compararmos uns com os outros. O namoro é uma oportunidade de conhecer a outra pessoa e, mesmo com as diferenças, aprender a conviver com o jeito de ser de cada um. A seguir, os participantes são convidados a conhecer uma história em quadrinhos sobre um casal de namorados, observando atentamente o que acontece nessa relação de namoro.

Passo 3: A história de Léo e Bia (15 min)

A proposta dessa atividade é apresentar a história de Léo e Bia, a qual servirá de gancho didático para discutir sobre sinais de alerta para violência no namoro. Nesta intervenção, cada aluno recebeu um exemplar do livro “Diferenciando baladas de ciladas: um guia para o empoderamento de adolescentes em relacionamentos íntimos” (Murta et al, 2011).

O facilitador solicita a ajuda de dois voluntários para ler a história, um no papel de Bia e o outro no papel de Léo. O facilitador ficará no papel do narrador. A ideia é realizar uma leitura interpretativa da história, dando entonação realista às falas dos personagens. Os demais alunos acompanharão a leitura pelo livro. Ao final da leitura, o facilitador pergunta aos participantes como é a relação de namoro de Léo e Bia, incentivando a expressão de ideias e sentimentos relacionados à história. Em seguida questiona os alunos quanto ao desfecho da história: O que vocês fariam se estivesse no lugar do Léo? O que vocês fariam se estivessem no

lugar da Bia?

É importante guiar os alunos para a compreensão da relação íntima enquanto um processo de construção, no qual cada membro do casal participa de modo ativo para compor características (positivas/ problemáticas) da relação, e padrões de influência e interação estabelecidos entre os parceiros. Pontuar mudanças de atitudes e comportamentos dos personagens na história de Léo e Bia, identificando possíveis sinais de alerta para a violência no namoro a partir das informações de risco baseada em cenário, é o foco dessa atividade.

O facilitador comenta que como o romance de Léo e Bia não tem um final definido, há muitos desfechos diferentes possíveis, com final feliz ou infeliz. Conhecer essas duas faces do namoro (aspectos positivos/saudáveis e aspectos negativos/ não saudáveis), e aprender a lidar com os primeiros sinais de problemas no relacionamento é o primeiro passo para construir uma experiência de namoro satisfatória e duradoura, e evitar experiências dolorosas. A seguir, os participantes irão conhecer aspectos importantes que podem aumentar as chances de desfechos positivos (final feliz) e aspectos que podem contribuir para desfechos negativos (final infeliz).

Passo 4: As duas faces do namoro (40 min)

Aproveitando a fita crepe previamente afixada no chão, o facilitador instrui os alunos que esta é uma linha imaginária para representar as duas faces do namoro: o lado positivo e o

lado negativo. O facilitador solicita aos alunos que sejam formados quatro grupos, cada um abordando um tema específico. Para cada tema há uma seção do livro (Murta et al, 2011) a ser usada como material de apoio para guiar a discussão. Cada grupo terá entre 10 a 12 minutos de discussão e, em seguida, um representante de cada grupo apresentará as principais ideias levantadas pelo grupo para os demais colegas.

Os seguintes temas serão debatidos por cada grupo (Anexo A):

Tema 1: Namoros saudáveis (figura página 59)

Tema 2: Jeitos positivos de lidar com problemas e com as emoções (figura página 80)

Tema 3: Namoros violentos (página 47 e 48)

Tema 4: Jeitos negativos de lidar com problemas e com as emoções (figura página 80)

Os participantes são orientados a trocar ideias uns com os outros, identificando as quão familiares são as características do namoro saudável e do namoro violento, e em que medida vivencia isso ou conhece pessoas que já passaram por tais experiências (pais, familiares, amigos, conhecidos). É importante pontuar que o namoro saudável, além de não violento, é aquele que possui mais pontos satisfatórios do que pontos ruins. Quanto mais pontos fortes, mais saudável tende a ser a relação, ao passo que muitos pontos fracos são sinais de que há coisas a melhorar na relação. Os participantes são instruídos ainda a identificar as estratégias positivas e negativas de enfrentamento mais usadas em situações de conflito no namoro, e discutir as facilidades e dificuldades de aplica-las no dia a dia.

Após 10-12 minutos todos os participantes tiveram a oportunidade de trocar ideias e experiências sobre os temas propostos nos grupos. Em seguida, o facilitador abre a discussão, solicitando que um representante de cada grupo apresente as principais ideias levantadas sobre cada tema específico. Depois, o facilitador discute sobre a responsabilidade pessoal e o papel

ativo de cada membro do casal na construção conjunta e manutenção sadia da relação. Ao final, o facilitador faz psicoeducação sobre aspectos até então não contemplados na sessão sobre a natureza, dinâmica, tipologia, causas e consequências da violência no namoro para a saúde.

Passo 5: Tarefa de casa (5 min)

A tarefa de casa consiste um exercício de autocuidado, no qual cada participante irá avaliar a qualidade da relação (se estiver ficando ou namorando), ou refletir sobre características desejáveis e indesejáveis na escolha do parceiro (se estiver sozinho). A avaliação da qualidade do namoro é feita por meio da reflexão sobre a figura da página 59 do livro utilizado como material didático (Murta et al., 2011), que apresenta dez aspectos saudáveis desejáveis em uma relação de namoro. O participante vai analisar o grau de satisfação no namoro, dando uma nota de zero a dez para cada item, fazendo um balanço ao final dos pontos de satisfação e insatisfação no relacionamento amoroso. Os participantes que não estão namorando no momento respondem as questões abaixo:

1. Que qualidades você gostaria que a pessoa tivesse?

2. Com que características dessa pessoa seria um desafio para você lidar?

3. Que qualidades você teria a oferecer num namoro?

4. Que características suas seriam desafiadoras num namoro?

Após realizar um desses exercícios, o participante vai preencher o “Plano de ação para busca de ajuda” (Anexo B), no qual irá selecionar um problema (p. ex. um ponto identificado como ruim no namoro: a gente se escuta e se compreende ou uma característica do parceiro que seria um desafio para você lidar: ciúmes) e buscar soluções para esse problema, seguindo os passos da página 84 (Lidando com os seus problemas) do livro (Murta et al., 2011).

Leituras recomendadas do livro “Diferenciando baladas de ciladas” (Murta et al., 2011) relativas à sessão 1: capítulo 4 (Sentindo o fogo da paixão); capítulo 5 (Reconhecendo a violência no namoro); capítulo 6 (Avaliando as relações de namoro); capítulo 7 (Aprendendo a se comunicar no namoro); capítulo 9 (Buscando soluções para os problemas).

Passo 6: Avaliação da sessão (5 min)

Para avaliar o impacto da sessão, o facilitador solicita aos participantes que respondam a escala de satisfação a ser impressa (legal, legalzinho, massa...), a qual possibilita fazer uma avaliação de reação da sessão (Anexo C). É uma ficha de uso individual no qual os participantes relatam sentimentos vivenciados durante cada sessão, os quais constituem indicadores de satisfação ou insatisfação frente a cada sessão. Ao final, agradecer a participação e desejar uma boa semana. Enfatizar que todos são esperados para o próximo encontro, e que tragam o livro.