C. Animales nocturnos
4. La mise en scène de la violence : quels enjeux ?
(a) Movimento Maker – contextualização
Os entrevistados do focus group começaram por contextualizar o tema, referindo o Movimento Maker (Tabela 13). Os makers são, segundo o Francisco, os inventores por acaso, muito semelhantes aos lead users, que impulsionam novas formas de negócio. O Miguel acrescentou que as empresas já valorizam e observam como as startups trabalham com a comunidade dos makers.
Tabela 13 – Focus group: Resultados sumários do código “Movimento Maker – contextualização”
Nome do
entrevistado Comentário
FM
“makers (…) inventor por acaso. Ele estava no meio, ele fazia muito campismo, e depois inventou uma série de coisas e a partir daí é que surge o negócio. E eu vejo muito isso nos Estados Unidos (…). Inglaterra (…) é a terra dos inventores (…).”
MA
“As empresas, mesmo as mais tradicionais, começam agora a olhar para a forma como as startups estão a trabalhar com esta comunidade maker (…) estão a tentar adotar esses procedimentos. Prova disso é o que nós fizémos no Sunset Hackathon, em que as empresas estão a olhar para estas pessoas, a propôr desafios e a ver como é que elas os resolvem para incorporar na sua própria estratégia.”
(b) Motivação e opinião pessoal para envolvimento num projeto de inovação aberta
Segundo o Miguel, a sua motivação intrínseca de construir algo e trazer valor de forma sustentável fez com que embarcasse na comunidade que impulsiona projetos de inovação aberta (Hardware
43 City). Além disso, na Tabela 14 podemos ver que na opinião do Francisco havia uma falha na IEUA, onde as portas se encontravam fechadas quando lá chegou há sete anos. No seu ponto de vista, no início as startups devem estar abertas ao ambiente externo para haver passagem de conhecimento. O Joel acrescentou que a motivação e a resiliência são fatores chave para levar a cabo iniciativas inovadoras como esta.
Tabela 14 – Focus group: Resultados sumários do código “Motivação e opinião pessoal para envolvimento
num projeto de inovação aberta” Nome do
entrevistado
Comentário
MA
“(…) tenho uma grande vontade de construir coisas novas e trazer valor (…) quando começámos a falar em criar a associação para adicionar valor na área da criação de produto em Portugal, eu já estava on board. (…) o valor se gera de forma sustentável. (…) porque alguém vai daqui tirar alguma mais-valia. (…) quero que as outras empresas trabalhem à luz um pouco das minhas ideias enquanto metodologia. (…) prototipagem rápida, (…) e inovação aberta, (…) são conceitos fundamentais, para as empresas do futuro.”
FM
“(…) quando vim para aqui (IEUA), as portas estavam mesmo fechadas. (…) vim à procura de um espaço criativo para inovar e para falar com outros e aprender. (…) andava a bater às portas até ao ponto em que elas ficaram abertas. (…) as pessoas viram valor (…) uma startup no início tem que (…) falar com mais pessoas, absorver mais e ver as oportunidades. (…) aprender com os outros e também de certeza que estou a passar algum conhecimento. (…) põe-se 8 horas uma pessoa em frente ao teclado a produzir. Isso é ótimo para a produtividade; é muito mau para a inovação.”
JO
“(…) motivação e resiliência. É fundamental. (…) mesmo na parte de recrutamento, interessa-me muito mais uma pessoa com motivação e com o código de trabalho. (…) muito mais produtivo.”
(c) Interseção entre academia e empresas
Na Tabela 15 constam os resultados referentes à importância da interseção entre a academia e as empresas, na opinião dos entrevistados. O Joel deu o exemplo dos Think Thanks existentes nos Estados Unidos da América, onde são colocados desafios de inovação aberta pelas empresas aos estudantes. Há o desejo por parte dos empreendedores em haver uma maior proximidade entre o meio académico e o mundo empresarial no âmbito da inovação aberta, para potenciar novos negócios, segundo o Francisco. No entanto, o Miguel afirmou não existir um processo para tal.
44
Tabela 15 – Focus group: Resultados sumários do código “Interseção entre academia e empresas”
Nome do
entrevistado Comentário
JO
“(…) falando na interseção entre a Universidade e as empresas, porquê que por exemplo, Universidades ou Think tanks como a Singular University, (…) têm um modelo interessante (…) colocam desafios a partir da inovação aberta. (…) são as Universidades que promovem aquilo, (…) convidam as empresas a patrocinar provas de conceito. (…) É um conceito interessante que eu nunca vi a acontecer em Portugal. (…) há espaço para o fazer.” “(…) conseguem reunir a melhor massa crítica de uma determinada área (…)”.
FM
“(…) queremos desenvolver inovação aberta em Portugal para depois isso dar asos a novos negócios. (…) as dificuldades não são só com as empresas, com as academias também. (…) a maior parte das vezes eu não consigo passar dessa primeira reunião. (…) toda a gente concorda com a inovação, (…) que há oportunidades (…)”.
MA “(…) não há um processo (…)”.
(d) Funcionamento da associação
Conseguimos perceber como funciona a Hardware City através da Tabela 16. O Miguel afirmou que além da componente técnica, também contam com uma componente de marketing para ativação das comunidades de inovação aberta. Referiu também que contam com dez pessoas que participam ativamente e que fazem acontecer as sessions (tertúlias com empresas convidadas, abertas à comunidade). À data da entrevista, a associação funcionava apenas com voluntariado, segundo o Francisco.
Tabela 16 – Focus group: Resultados sumários do código “Funcionamento da associação”
Nome do
entrevistado Comentário
MA
“(…) há uma componente técnica mas também há uma componente muito forte de marketing. De passagem, de criação da mensagem, de criação de conteúdo, como ativar estas comunidades. (…) temos sessões regulares de tertúlias, que são as sessions, temos o Hackathon, e temos também uma componente de desenvolvimento de produto.” “(…) 10 pessoas que participam ativamente. E (…) mais 10 que vão participando.”
JO
“(…) 5 pessoas auto-motivadas que depois conseguem ter cada uma mais 5 pessoas na órbita, que não estão ativas mas reúnem-se na missão (…) para trabalhar. A nossa lógica também é essa. (…) temos aqui um grupo core, auto-motivado, (…) quando é para mobilizar pessoas, conseguimos (…).”
FM
“(…) é tudo voluntariado e cria um esforço (…) extra das nossas vidas. E cria também um stress na organização, (…) a disponibilidade não é consensual de todos (…). E logo que possível, passar para um modelo de profissionalização.
(e) Projeções futuras
No futuro, o Francisco apontou que esperam passar para um modelo profissional sustentável (Tabela 17). Para mais, carateriza-se a si próprio como um serial entrepreneur.
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Tabela 17 – Focus group: Resultados sumários do código “Projeções futuras”
Nome do
entrevistado Comentário
FM
“Tem que ser um modelo sustentável. (…) queremos que a associação (…) crie um ecossistema para se gerar negócios à volta disso. (…) só se vai pondo dinheiro à medida que se acha que aquilo vai podendo render algum dinheiro. (…) o meu perfil é de serial entrepreneur. Vejo uma oportunidade em Portugal, estão a emergir as startups de
hardware.”