4. FOCUS SUR CERTAINES ETAPES CLES
4.2. Mise en œuvre de l’Economie Circulaire via la commande publique
A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e pelo z-score de assimetria e curtose (-1,96 até 1,96). Para os dados que não tiveram os pressupostos atendidos, foi adotado a transformação raiz quadrada. Os resultados foram apresentados em média e desvio padrão. A homogeneidade das variâncias foi avaliada pelo teste de Levene. A esfericidade foi testada por meio do teste de Mauchly. A fim de comparar o efeito da intervenção nas variáveis dependentes, foi utilizado a ANOVA mista de 3 vias ([3]condição x [2]tempo) com o post-hoc de Bonferroni, para medidas repetidas com efeito de interação entre os grupos e tempo. O delta foi utilizado para comparar a variação dos índices das capacidades físicas intra grupos (pós – pré) e o teste de ANOVA de um fator para comparar a variação dos índices das capacidades físicas entre os grupos, com post-hoc de Bonferroni. O nível de significância estabelecido foi de p< 0,05.
3. RESULTADOS
Tabela 3. Análise descritiva dos grupos.
Controle Salto Sprint P valor
IMC 19,95 ± 2,56 18,79 ± 2,56 19,07 ± 1,83 0,531 Idade (anos) 13,31 ± 1,35 13,00 ± 1,16 13,16 ± 1,46 0,730 Massa (kg) 50,45 ± 8,19 47,08 ± 11,60 48,94 ± 10,94 0,777 Estatura (m) 1,57 ± 0,19 1,54 ± 0,10 1,65 ± 0,22 0,703 Idade Biológica 13,92 ± 2,46 14,46 ± 2,21 14,08 ± 4,48 0,994
Estatura e idade biológica estão expostos em mediana e amplitude interquartil. IMC, Índice de massa corporal
A tabela 3 exibe as características dos grupos participantes do estudo, onde é notório a similaridade das variáveis antropométricas entre os grupos, em especial a
49 variável idade biológica. Desta forma, a nossa amostra apresentou características homogêneas.
Figura 2. Efeito das intervenções no salto vertical contramovimento transformado para raiz quadrada
* Diferença significativa no efeito do tempo
A figura 2 demonstra que o único grupo que apresentou diferença significativa nas condições pré e pós intervenções em relação ao SVCM foi o grupo G3.
Figura 3. Comparação entre as variações de performance
*Diferença entre sprint e salto
A figura 3 expõe os valores de delta em relação as variações da performance intra grupos, onde o grupo sprint (G3) obteve dados estatisticamente significativos.
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4. DISCUSSÃO
Os dados de caracterização da amostra disponíveis na tabela 3 não apresentaram diferenças estatísticas significativas em nenhuma análise, principalmente em relação à idade biológica, evidenciando assim, a homogeneidade na amostra participante.
Os principais achados do estudo demonstraram que ao compararmos cada grupo de maneira interna considerando as condições Pré e Pós propostas pela pesquisa (figura 1 e figura 3), a intervenção com uso do treinamento de SR se mostrou significativa em relação ao efeito tempo. O dado expresso na figura 1 mostrou que o grupo Sprint (G3) apresentou diferença significativa na condição Pré (5,04±0,67) para a condição Pós (5,37±0,54) em relação ao SVCM.
O grupo salto (G2) não apresentou diferença significativa na condição Pré (5,15±0,51) para a condição Pós (5,19±0,48). Possivelmente esse resultado se relaciona com o fato do salto ser uma característica típica do voleibol, pois a modalidade já exige um domínio da habilidade de salto e estímulos biomecânicos inerentes. Desta forma, o acréscimo de um treinamento para saltos não se mostrou indispensável para o desempenho da capacidade de SVCM.
Ao fazermos a comparação da capacidade de SVCM entre os grupos, não foram observadas diferenças estatísticas entre o tipo de treino utilizado. O treinamento de SR e TP proporcionaram melhoras na capacidade de SVCM. Entretanto, ao analisarmos a comparação entre as variações e delta de mudança, o grupo que realizou treinamento adicional de sprint (G3) apresentou diferença significante comparado ao grupo salto pliométrico (G2). É possível que esses resultados sejam justificados pela semelhança na biomecânica dos movimentos de SR e saltos PL [1][6]
Do ponto de vista neuromuscular, o salto e o Sprint apresentam características similares na estimulação da Força explosiva nos MMII [17][18]. A FEX se trata do uso da força em uma curta unidade de tempo, estímulo comum dentro das modalidades esportivas [1] [19]. O fato do grupo que praticou o SR (G3) ter melhorado a capacidade de SVCM pode ter relação com a sofisticação e melhoria da sincronização das unidades motoras envolvidas [20][17]. Nessa condição, um aproveitamento da energia elástica acontece de forma proporcional a eficiência do ciclo alongamento-encurtamento da musculatura. Quanto maior a velocidade de deslocamento, maior a força e consequentemente o CAE será aproveitado [21][13].
51 Ainda corroborando com nossos achados, TAYLOR et al [3] mostram que treinamento de SR é efetivo em melhorar a FEX, velocidade, capacidade de SR e endurance. Resultados semelhantes ocorreram no estudo de Buchheit et al [22], no qual foi comparada a capacidade de sprints repetidos com o treinamento de força explosiva por meio do SVCM em jovens futebolistas. Ao término deste experimento, o treinamento de sprints repetidos induziu melhoras mais significativas na altura de saltos do que o treino de força explosiva.
Attene et al [23] estudaram dois tipos de treinamentos com o uso de sprints em jogadores adultos de basquete. A amostra foi dividida em dois grupos, sendo eles: sprint repetido com uma mudança de direção (SR1) e sprint repetido intensivo com duas mudanças de direções (SR2); foram realizados testes de salto com agachamento e de SVCM. Após as intervenções com sprints repetidos, os resultados apontaram que o desempenho do salto foi melhorado no SVCM de: 7,5% (p <0,0001) e 3,1% (p = 0,016) no SR1 e SR2, respectivamente, enquanto o salto com agachamento melhorou de 5,3% (p = 0,003) para SR2 e 3,4% para SR1 (p = 0,095).
Dello Iacono et al [24] também encontraram resultados positivos com o uso de sprints repetidos em jogadores de handebol, comparando os dois grupos: o G1 realizava pequenos jogos de handebol como forma de treinamento e o G2 realizava séries de sprints repetidos. Os autores testaram a habilidade de SVCM pré e pós intervenções e um dos resultados obtidos apontou que ocorreu uma melhora significativa em relação à altura do SVCM para o grupo G2. Todos os estudos anteriormente citados realizaram as intervenções com SR em média duas vezes por semana. Esses dados corroboram com nossos achados sobre um efeito do treinamento de SR na capacidade de força explosiva no SVCM.
Contudo, os nossos dados divergiram dos resultados encontrados por Soares- Caldeira et al, [25] que não observaram diferenças no desempenho da capacidade de SR, no SVCMapós 11 semanas de intervenção em atletas de futsal, com 2 séries de 6-8 sprints de 30 metros, durante 4 semanas. Os autores reportam que devido o treinamento regular de futsal já apresentar características de Sprints, o treinamento adicional não se fez necessário. É importante ressaltar que o Sprint repetido é caracterizado como uma atividade de maior capacidade anaeróbica [3] e o ciclo alongamento-encurtamento potencializa as ações motoras [17].
52 Os resultados do presente estudo acrescentam informações e demonstram que tanto o treinamento de SR quanto o treinamento PL podem promover melhoras no desempenho do SVCM em jovens. Entretanto, é importante destacar que futuras investigações são necessárias para apoiar nossos achados. As generalizações dos nossos dados devem ser tomadas com cautela, sobretudo ao comparar os resultados com atletas de elite e treinamentos que apresentam maior carga semanal de treinamento.
Além disso, apesar do treinamento SR não envolver ações específicas do voleibol, essa estratégia pode ser uma alternativa a ser incorporada durante o período preparatório, a fim de promover melhorias em importantes capacidades físicas, visando minimizar a probabilidade de desenvolvimento de lesões por impacto e esforço repetitivo.
5. CONCLUSÃO
Podemos concluir, que o treinamento de Sprints Repetidos pode ser considerado uma excelente estratégia de melhoria da força explosiva no salto vertical contramovimento, assim como o próprio Treinamento pliométrico. Dessa forma, o treinamento de Sprint repetido parece se revelar como estratégia de otimização de treino, podendo ainda evitar riscos de lesão por impacto nessa faixa etária, sobretudo em esportes que exigem por natureza volume e intensidade de salto em suas práticas.
6. REFERÊNCIAS
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ARTIGO 2
Revistas Journal of Physical Education Status: Revisão final antes da submissão
EFEITO DO TREINAMENTO PLIOMÉTRICO NA CAPACIDADE DE SPRINT