Dadas as limitações previamente enunciadas, começamos por ressalvar a necessidade de continuar a investir no estudo do ciúme relacionado com o Facebook, dada a difusão das redes sociais na sociedade contemporânea e o seu papel nas relações interpessoais. Acrescente-se a necessidade de estudos qualitativos que clarifiquem, através do acesso às perceções, pensamentos e
justificações dos indivíduos das associações que os dados estatísticos nos têm vindo a fornecer. Seria, inclusive, de extrema pertinência aceder à perspetiva dos dois membros do casal e comparar as perceções de ambos quanto à experiência do ciúme no Facebook. Seria também útil acompanhar os participantes no seu quotidiano no uso do Facebook, através de metodologias de recolha intensiva de dados que permitissem aferir dos processos de regulação emocional mais imediatos e das estratégias de monitorização do parceiro.
De acordo com Pfeiffer e Wong (1989), para uma determinada combinação de emoções ser considerada uma experiência de ciúme, a situação tem de ser percecionada pelo sujeito com uma ameaça a uma relação romântica valorizada, portanto, qualquer reação emocional a esta ameaça pode ser classificada como uma reação ciumenta. Assim sendo, e se para uma reação emocional ser considerada uma reação ciumenta tem de existir uma perceção real ou imaginária de ameaça à relação romântica, a questão que se levanta é como é que é feita a avaliação do rival online, i.e., sabendo que as características do rival avaliadas são, como proposto por Dijkstra e Buunk (2002), a atratividade física, a dominância social e física, o estatuto social e o comportamento sedutor, como é que estas características são avaliadas através do Facebook? Se, por um lado, parece lógico que a atratividade física seja facilmente avaliada através da fotografia de perfil, as restantes características não são, intuitivamente, facilmente percebidas através de fotografias, ou seja, o acesso a características de personalidade que indiquem os aspetos da dominância poderão não ser percebidos facilmente. Ora, uma outra questão surge: Será que, em primeira instância os utilizadores refletem o seu verdadeiro self no Facebook? Se sim, como é que estas são expressas e como são percecionadas pelos outros? A investigação tem encontrado resultados divergentes: autores há que propõem a hipótese da identidade virtual, sugerindo que os perfis online servem para os indivíduos criarem e comunicarem um self idealizado que não representa aquilo que realmente são (Manago, Graham, Greenfield, & Salimkhan, 2008). Não obstante, outros têm sugerido que as redes sociais constituem um contexto social alargado no qual os sujeitos podem expressar as suas características reais de personalidade, uma vez que as redes sociais integram várias fontes de informações pessoais que espelham aquelas encontradas em ambientes pessoais, como pensamentos particulares, imagens faciais e comportamento social, todos os quais são conhecidos por conter informações válidas sobre a personalidade (Back, Stopfer, Vazire, Gaddis, Schmukle, Egloff & Gosling, 2010). Deste modo, e considerando os resultados divergentes, esclarecimentos adicionais acerca desta questão são necessários.
Adicionalmente, propomos a continuação do processo de validação da Facebook Jealousy Scale, na medida em que esta se revelou uma escala multidimensional e não unidimensional como os autores da mesma propuseram. Esta nova organização fatorial vai ao encontro de uma concetualização multidimensional do ciúme, aliás já bem documentada na literatura. Esta é a única escala do nosso conhecimento que avalia o ciúme relacionado com o FB e uma contribuição importante desta investigação recai sobre a análise da estrutura fatorial da mesma, que é por si um contributo essencial para a validação do constructo em causa, embora esta careça de estudos de validação adicionais.
Um comentário suplementar à magnitude dos efeitos encontrados, bem como, à variância explicada pelo modelo concetual proposto poderá elucidar quanto a direções a tomar em investigações futuras. De facto, estes valores são, na sua generalidade, baixos, o que indica que variáveis adicionais devem ser tidas em consideração na explicação do ciúme relacionado com o Facebook. Neste sentido, consideramos pertinente o estudo do papel de variáveis que têm vindo a ser estudadas como antecedentes para o ciúme romântico. Recuperando o modelo componencial do ciúme romântico de Guerrero e Andersen (1998), os autores identificaram seis antecedentes do ciúme, designadamente o sexo (biológico), valores culturais, fatores de personalidade (e.g., auto- estima, locus de controlo e orientação de vinculação), fatores relacionais (e.g., dependência emocional, compromisso, fases da relação), fatores situacionais (e.g., consumo de drogas ou álcool, infidelidade sexual, eventos de vida stressantes) e comportamentos
estratégicos dos parceiros (e.g., ciúme fingido e outros “testes” à relação). Assim sendo, modelos concetuais subsequentes devem ser capazes de captar a complexidade da experiência de ciúme relacionado com o FB e investigar o contributo destas variáveis na sua compreensão. Acresce a necessidade de, nas questões de resposta dicotómica considerar um intervalo de frequências para esses itens.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Redes sociais como o Facebook permitem um mundo mais conectado, onde as barreiras demográficas são facilmente transponíveis. De facto, essa parece ser uma das grandes vantagens do Facebook, mas que, simultaneamente, se institui como a sua maior desvantagem. Porquê? Se por um lado parece óbvio que facilita a comunicação e a partilha de informação/conteúdo, também viabiliza o acesso a informação à qual de outra forma não seria possível aceder. Esta partilha contínua de informação consiste, muitas vezes, em informação ambígua que pode constituir um gatilho à experiência emocional do ciúme que, acarreta consigo pensamentos de suspeição e preocupação face a uma ameaça real ou imaginária e que, parece resultar em comportamentos de monitorização como resposta a esta. De facto, a literatura tem vindo a comprovar que os padrões de vinculação inseguros são fatores predisponentes para o ciúme, conclusões que são suportadas neste estudo. Ora, sendo as redes sociais, um apanágio da sociedade em que vivemos, parece-nos inevitável que os avanços na tecnologia contribuam para uma maior distância entre o modo como os jovens adultos contemporâneos estabelecem relações e a forma como estas tarefas desenvolvimentais foram vividas pelos clínicos de outra geração. Daqui decorre a importância da contribuição da comunidade científica na compreensão de como é que fatores de ordem pessoal, relacional e sociocultural se traduzem nas redes sociais, i.e., que estratégias de vinculação, motivações e reforços as novas formas de tecnologia podem oferecer a clientes com histórias de vinculação e necessidades distintas. Só assim se poderá diminuir a distância entre jovens adultos e psicoterapeutas de outra geração, permitindo que estes últimos compreendam a natureza e influência do mundo tecnologicamente em crescendo dos seus clientes mais jovens.
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Anexos
Anexo A
Tabela 1
Matriz proposta da Facebook Jealousy Scale – itens por componente.
Dimensão emocional Dimensão comportamental Dimensão cognitiva 1.Fico com ciúmes depois de ver que o/a
meu/minha parceiro(a) adicionou um membro desconhecido do sexo oposto no
Facebook.
2. Fico chateado/a se o/a meu/minha parceiro/a não posta o estado civil correto
no Facebook.
3. Sinto-me ameaçado/a se o/a meu/minha parceiro/a adicionar um parceiro romântico ou sexual passado ao
seu grupo de amigos no Facebook 5. Fico com ciúmes depois de ver que o/a
meu/minha parceiro/a postou uma mensagem no mural sobre alguém do
sexo oposto
7.Sinto ciúmes se o/a meu/minha parceiro/a postar imagens no Facebook dele/a com o braço à volta de alguém do
sexo oposto.
10. Sinto ciúmes se o/a meu/minha parceiro/a posta fotografias suas com um
parceiro romântico ou sexual anterior. 12. Sinto ciúmes depois de ver que o/a meu/minha parceiro/a recebeu uma mensagem no mural de alguém do sexo
oposto.
13. Sinto ciúmes se o/a meu/minha parceiro/a postar imagens dele/a com membros desconhecidos do sexo oposto.
16. Sinto ciúmes se o/a meu/minha parceiro/a posta fotografias suas que são
sexualmente provocantes.
4. Monitorizo as atividades do/a meu/minha parceiro/a no Facebook.
6. Questiono o/a meu/minha Parceiro/a acerca dos seus amigos no Facebook. 19.Tenho discussões com o/a meu/minha
parceiro/a sobre o Facebook. 20.Verifico a página de Facebook do/a
meu/minha parceiro/a regularmente. 22. Questiono o/a meu/minha parceiro/a
sobre as suas atividades no Facebook. 23. Adiciono os amigos do/a meu/minha parceiro/a ao meu Facebook para vigiá-lo/a.
24. Tento usar o Facebook para provocar ciúmes no/a meu/minha parceiro/a.
14. Suspeito que o/a meu/minha parceiro/a está secretamente a desenvolver uma relação intima
com alguém no Facebook.
15. Preocupo-me que o/ meu/minha parceiro/a esteja a usar o Facebook para iniciar relações
com membros do sexo oposto. 21. Preocupo-me que o/meu/minha parceiro/a
esteja a usar o Facebook para se reconectar com parceiros românticos ou sexuais passados.
Anexo B
Tabela 5
Inter-correlações entre as variáveis de estudo
Anexo C
Tabela 6
Inter-correlações entre as variáveis de estudo por sexo.
**p<0,01; *p<0,05
Nota: os dados das mulheres dão apresentados acima da diagonal e os dos homens abaixo da mesma.
38 Variável 1 2 3 4 5 6 7 1. Satisfação na relação -- 2. Evitamento face ao parceiro -0,35** -- 3. Ansiedade face ao parceiro -0,21** 0,31** -- 4. Intensidade do uso do Facebook -0,07* -0,03 0,14** -- 5. Dimensão emocional do
ciúme relacionado com o FB -0,08** 0,07 0,26** 0,28** -- 6. Dimensão comportamental do ciúme relacionado com o FB -0,16** 0,17** 0,31** 0,26** 0,63** -- 7. Dimensão cognitiva do
ciúme relacionado com o FB
-0,21** 0,23** 0,37** 0,14** 0,41** 0,52** --
Variável 1 2 3 4 5 6 7
1. Satisfação na relação -0,33** -0,19** -0,11* -0,10* -0,16** -0,18**
2. Evitamento face ao parceiro -0,37** 0,32** -0,01 0,10 0,18** 0,25**
3. Ansiedade face ao parceiro -0,25** 0,27** 0,17** 0,31** 0,36** 0,39**
4. Intensidade do uso do Facebook 0,02 -0,02 0,07 0,28** 0,28** 0,18**
5. Dimensão emocional do ciúme
relacionado com o FB -0,06 0,05 0,17** 0,23** 0,64** 0,41**
6. Dimensão comportamental do
ciúme relacionado com o FB -0,20* 0,14 0,17 0,17* 0,57** 0,52**
7. Dimensão cognitiva do ciúme relacionado com o FB
Anexo D
Anexo E
Figura 2: Efeito da interação entre o evitamento face ao parceiro e a satisfação na relação sobre a dimensão comportamental. Para
valores elevados de evitamento e baixos da satisfação na relação, registam-se valores mais elevados na dimensão comportamental (estratégias de monitorização).
Anexo F
42
Anexo G
Figura 4: Efeito da interação entre o evitamento face ao parceiro e a satisfação na relação sobre a dimensão cognitiva do ciúme no
grupo das mulheres. O efeito do evitamento face ao parceiro depende do efeito da satisfação. Para valores elevados de evitamento e baixos da satisfação na relação, registam-se valores mais elevados na dimensão cognitiva, para as mulheres. Adicionalmente, para valores baixos no evitamento e elevados de satisfação na relação, registam-se valores mais elevados na dimensão cognitiva do ciúme, mas não tão elevados como para valores elevados de evitamento e baixos da satisfação na relação.
D im ens ão c ognit iva