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Micro-aimants par TMP : différentes applications

A. Laser impulsionnel nanoseconde : développement de micro-structures magnétiques La réduction homothétique de la taille d’une source de champ magnétique est très favorable aux interactions

A.2. Micro-aimants par TMP : différentes applications

De modo a analisar as relações entre as três variáveis, irá proceder-se ao estudo da sua correlação estatística e recorrer aos dados contemplados no Quadro XXVII.

Quadro XXVII – Análise da rentabilidade real, eficiência e risco financeiro

TERCEIRO

PAGADOR CUSTOS MÉDIOS RENTABILIDADE EFICIÊNCIA PADRÃO DESVIO FINACEIRO RISCO

Geral 9.630 0% 1,13 5.653 0,59 Pacote 9.138 -20% 1,07 3.624 0,40 Linha 10.122 13% 1,18 7.092 0,70 SubsPriv 8.818 -8% 1,03 3.285 0,37 SubsPub 14.793 10% 1,73 8.304 0,74 A 8.492 6% 0,99 0 - B 8.042 -10% 0,94 2.387 0,30 C 9.800 -17% 1,15 4.610 0,47 D 8.875 -32% 1,04 2.095 0,24 E 8.549 7% 1,00 1.382 0,16 F 6.434 55% 0,75 0 - G 6.271 26% 0,73 0 - H 12.076 11% 1,41 8.732 0,72 I 6.318 -3% 0,74 891 0,14

Sendo a correlação estatística entre o valor da eficiência e rentabilidade de -0,3856, então a relação é negativa moderada entre as duas variáveis, atestando que a rentabilidade do procedimento diminui à medida que aumenta a sua eficiência.

67 Esta é uma relação perversa, que está directamente dependente da metodologia de pagamento, uma vez que os episódios facturados com base num ―pacote‖ são geralmente mais eficientes do que comparados com os episódios facturados à linha. Mais ainda, quando a produção da PTCA no Hospital dos Lusíadas é financiada através de duas metodologias de pagamento com incentivos antagónicos.

 A provar estes argumentos, encontram-se os valores do Quadro XXVII, no qual a eficiência e a rentabilidade são de -20%; 1,07 e 13%; 1,19; para as metodologias de pagamento Pacote e Linha, respectivamente.

 Neste sentido, no modelo de financiamento tradicional de pagamento ao acto (fee- for-service), os prestadores de cuidados de saúde não enfrentam nenhuma repercussão por incorrer em custos excepcionais. Em contrapartida, com a aplicação de fórmulas de pagamento prospectivo, aqui ilustrado sob a forma de pacotes, tornou os hospitais responsáveis pelas despesas incutidas no tratamento dos seus doentes, forçando os prestadores a operar eficientemente (Taheri et al., 2001; Matos 2002; Barros, 2009; Cleverley e Cameron, 2007).

Por seu lado, quando se compara eficiência e risco financeiro, por terceiro pagador, de um modo geral, a eficiência diminui à medida que o risco aumenta, uma vez que o valor do coeficiente de correlação entre a eficiência e o risco financeiro é de 0,825, o que demonstra uma relação forte e positiva entre as duas variáveis9.

 Este tendência advém do facto de o consumo de recursos estar directamente relacionado com as características dos doentes (Van de Ven e Ellis, 2000; Iezzoni, 2003; Costa et. al, 2008b);

 Ellis (1997), examina as variações da gravidade dos doentes que não são totalmente reflectidas no sistema de pagamento, argumentando que os doentes mais graves são mais consumidores de recursos que os doentes menos graves, presumindo-se que seja mais caro, logo menos eficiente o seu episódio de internamento;

 Ainda Costa e Lopes (2004), identificam a nível conceptual uma série de dimensões do risco do doente e, consequentemente, da gravidade do caso: idade, diagnóstico principal, co-morbilidades, estatuto funcional, atributos culturais, étnicos e sócio- económicos e atitudes e preferências dos consumidores, as quais por limitação metodológica não puderam ser testadas.

9 Note-se que à medida que aumenta o valor absoluto da eficiência, o seu valor relativo diminui e que

no caso do risco financeiro, o aumento do seu valor absoluto se traduz num aumento do seu valor relativo. Dai que se faça esta interpretação do coeficiente de variação entre as duas variáveis.

68 Por último da análise da correlação estatística entre o valor da rentabilidade e risco financeiro, obtém-se o valor de -0,3945, o que traduz uma correlação negativa moderada entre as duas variáveis evidenciando que a rentabilidade do procedimento aumenta à medida que diminui o seu risco financeiro.

 Segundo Newhouse, (1984); Newhouse, (1996); Ellis, (1997), os prestadores de saúde poderão adoptar estratégias com o intuito de contrabalançar o sistema de incentivos ao qual estão sujeitos, em resultado da prestação de serviços de saúde, ser caracterizada pela incerteza e assimetria de informação entre as partes que acordam o tratamento.

 Neste sentido os hospitais privados, ao conhecerem o risco financeiro associado a carteira de clientes de um determinado terceiro pagador, poderão estimar a sua rentabilidade potencial e se este é financeiramente relevante para o portfolio de clientes do hospital;

 Face aos diferentes perfis do risco financeiro poderão adoptar uma de três estratégias: desnatar os doentes que admitem a internamento (Creaming); afastar-se de doentes de alto custo (Skimping), o que gera uma sub-prestação de serviços a este tipo de doentes; e recusar doentes (Dumping), o que implica a escusa explícita de pacientes de alto custo (Ellis, 1997);

 Levaggi et al. (2003) e Friesner e Rosenman (2009), relacionaram a selecção de doentes com as diversas formas de financiamento, tendo concluído que em função do sistema de financiamento, existe um potencial efeito perverso para a gestão da produção hospitalar, uma vez que os hospitais públicos e os hospitais privados têm interesse na existência de Cream Skimming Vertical, isto é, escolher prestar cuidados de saúde apenas para os doentes que se espere vir a ter um baixo consumo de recursos hospitalares e desta forma mais rentáveis para o Hospital; Porém é importante reter que a correlação estatística entre a rentabilidade e o risco financeiro no Hospital dos Lusíadas se apresenta moderada, uma vez que o pagamento da PTCA apresenta um regime financiamento misto, isto é, parte 50% da produção foi facturada através de pacote e os restantes 50% através do pagamento do episódio.

Conclui-se que face ao sistema de incentivos vigente no Hospital dos Lusíadas, este apenas tem incentivo em desnatar doentes para metade da sua produção, nomeadamente para aqueles doentes facturados através de uma metodologia de pacote, uma vez que a gravidade e complexidade dos doentes facturados à linha não impactam negativamente a sua rentabilidade.

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6.2.3 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE

A análise de sensibilidade foi efectuada, com objectivo de testar qual o impacto da variação do factor preço nos resultados do estudo, e qual seria a combinação óptima de factores, que permitiriam atingir uma rentabilidade alvo.

Para tal incrementou-se em 10% os preços médios cobrados aos terceiros pagadores, que tiveram um impacto de 7% na rentabilidade total, uma vez que esta apresenta um valor nulo para o ano de 2010.

 Todavia, este é um cenário pouco exequível na conjuntura actual, que se pauta por uma recessão económica e que segundo a revisão da literatura, apenas seria possível incrementar os preços perante uma concentração do mercado hospitalar (Melnick et. al. 1999, Dranove, et. al., 2002).

Deste modo, optou-se por fazer variar a produção da Hemodinâmica, primeiro com o intuito de atingir o break even point da sala e segundo com um objectivo de rentabilidade, que se estabeleceu com a administração do Hospital dos Lusíadas, na ordem dos 10%.

 Para o ano de 2010, a produção total da Sala de Hemodinâmica, foi estimada em 257 horas, o que equivale a que tenha estado em utilização uma hora por dia;

 Como relatado anteriormente, apurou-se o break even point da sala, nas 1286 horas anuais, o que equivale ao quíntuplo da produção total em 2010 (Quadro XIV) e a uma produção diária de 5 horas e 8 minutos, se tomarmos como base 250 dias laboráveis e mantivermos o mesmo mix de produção.

 Segundo o que foi possível determinar através da técnica de análise de sensibilidade, se triplicarmos a produção a rentabilidade total da PTCA sobe de 0% para 13% em 2010 (Quadro XVIII), uma vez que o aumento da produção provoca a uma diluição dos custos fixos associados à componente de Piso de Sala.

 Por último deverá reter-se que, mesmo com o aumento da produção e um incremento da rentabilidade total do procedimento para os 10%, o terceiro pagador D continua a apresentar uma rentabilidade negativa.

Face ao que se ilustra anteriormente, seria interessante estudar a relevância do pagador D para o Hospital dos Lusíadas, isto é, se a produção oriunda deste pagador poderá ser substituta por doentes de outros planos de saúde e se os valores acordados com esta entidade podem de alguma forma ser melhorados.

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