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Le modèle d'éléments finis

IV.3. La methode de simulation numerique

O critério de aceitabilidade de riscos se baseia no cálculo do risco social e pode ser demonstrado pela Figura 10.5.

Define-se Risco Social como sendo o risco da população presente na área de abrangência do acidente e indica o grau do dano catastrófico e é normalmente representado através de diagramas F x N, onde F é a freqüência acumulada ou ocorrências acidentais e N é o número de fatalidades.

Como critério para a avaliação do Risco Social utiliza-se a curva F-N . São duas retas que definem três regiões de aceitabilidade de riscos em túneis: região “intolerável”, região “gerenciável” e região “negligenciável”. Os riscos situados na região entre as curvas limites dos riscos intoleráveis e negligenciáveis, embora situados abaixo da região de intolerância, devem ser reduzidos tanto quanto praticável por meio de medidas de segurança.

Figura 10.5 – Gráfico da aceitabilidade de riscos em túneis

Por fim, é importante citar a existência de um documento elaborado pela The International

Tunnelling Insurance Group (ITIG), o A Code of Practice for Risk Management of Tunnel

Works, que orienta as empresas de seguros a exigirem certas ações para a segurança de seus

trabalhos. Este Código está bastante difundido internacionalmente, o que lhe deu um certo status de manual ou guia.

Trata-se de um documento que objetiva alcançar a maneira mais segura de se construir túneis, através de medidas que contemplam o empreendimento em todas as suas etapas (estudos de viabilidade, projetos, construção, operação, manutenção). Este manual também indica os cuidados que o cliente e o contratante devem adotar na elaboração do contrato, seja de projeto ou de construção.

Apesar de seu caráter genérico, por não possuir instruções específicas como em normas, este documento apresenta bastante riqueza de informações, além disso, sua flexibilidade, característica que permite sua utilização em qualquer túnel no mundo, ajuda a explicar a razão pela qual este documento recebeu tamanha credibilidade internacional.

Comparando as intruções contidas neste Código com a presente dissertação, observa-se que ao se obedecer as orientações aqui apresentadas, principalmente no presente capitulo, também respeita-se as orientações contidas no citado Código. A única exceção concentra-se na elaboração do contrato do cliente, que não foi objeto explorado ao longo deste estudo.

Estruturas subterrâneas necessitam de serviços de manutenção e, se necessário recuperação, uma vez que podem sofrer danos estruturais durante a sua construção, quando a obra fica parada e sem manutenção, ou durante a sua vida útil pelo desgaste natural ou ataque de água subterrânea. Especialmente aquelas em meios urbanos devem ter um plano de manutenção, e se necessário de reabilitação, pois acidentes nestas estruturas levariam a grandes transtornos e prejuízos.

Ainda falta ao Brasil uma cultura de manutenção de suas obras de arte, a exemplo de túneis, pontes, viadutos, entre outras. O que acontece em boa parte dos casos é um quase ou total abandono dessas estruturas, chegando a atingir um alto grau de deterioração e só então elas são recuperadas, gerando assim um custo alto se comparado a manutenções preventivas e pequenos reparos.

Os problemas patológicos ocasionados por manutenção inadequada, ou mesmo pela ausência total de manutenção, têm sua origem no desconhecimento técnico, na incompetência, no desleixo e em problemas econômicos. A falta de alocação de verbas para manutenção pode vir a se tornar um fator responsável pelo surgimento de problemas estruturais de maiores proporções, implicando gastos significativos e, no limite, a própria demolição da estrutura (Souza & Ripper, 1998).

A manutenção e reparos de estruturas subterrâneas têm se tornado um tópico de importância crescente para a engenharia de túneis nas últimas décadas. Segundo Richards (1998), as razões para esse interesse são:

Custo de recuperação e manutenção - Devido aos altos custos para execução de reparos, levando em consideração os custos com transtornos, em alguns casos, a construção de um novo túnel seria mais econômica do que executar maiores reparos. No entanto, uma inspeção bem planejada e um programa de manutenção preventiva podem prolongar consideravelmente a vida útil do túnel, ao mesmo tempo atrasar ou evitar totalmente a necessidade de maiores trabalhos de recuperação.

Idade - Muitos túneis no momento têm mais de 100 anos de idade e os sistemas de transporte cresceram em termos de tamanho, freqüência e velocidade ao longo desse período. Conseqüentemente, os túneis ficaram sujeitos a situações para os quais não foram originalmente projetados, o que gera a necessidade de grandes reparos ou total recuperação dos sistemas de suporte dos mesmos.

Demanda sub-dimensionada - Com o crescimento populacional, o avanço tecnológico e industrial, entre outros fatores, vem a crescente necessidade de infraestrutura.

Novas tecnologias – Tem havido significativo avanço no projeto de suportes de túneis. Novos materiais têm sido desenvolvidos para a construção e reparos de túneis.

Para Souza & Ripper (1998), a manutenção de uma estrutura é o conjunto de atividades necessárias para a garantia do seu desempenho satisfatório ao longo do tempo, ou seja, o conjunto de rotinas que tenham por finalidade o prolongamento da vida útil da obra, a um custo compensador. Os mesmos ressaltam que um bom programa de manutenção implica na definição de metodologias adequadas de operação, controle e execução da obra, e na análise custo-benefício desta manutenção. E ainda em termos de manutenção fica clara a co- responsabilidade, pois o proprietário, investidor e usuário sempre deverão estar dispostos a arcar com o custo do sistema de manutenção concebido pelos projetistas, que deverá ter sido respeitado e viabilizado pelo construtor.

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