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LE METALANGAGE GRAMMATICAL DANS LE MANUEL DE LA 1ère ANNEE :

LE MANUEL DE LA PREMIERE ANNEE MOYENNE (OU CELUI DE LA REFORME DE 2OO3)

4.4. EVALUATION INTERNE : LES EXERCICES DE LANGUE DU MANUEL DE LA 1ERE ANNEE :

4.4.2. LE METALANGAGE GRAMMATICAL DANS LE MANUEL DE LA 1ère ANNEE :

Tratar de formação inicial e de desenvolvimento profissional perpassa pelo conceito de formação de professores. Segundo Josso (1987, p. 37), “a palavra ‘formação’ apresenta uma dificuldade de semântica, pois designa tanto a atividade no seu desenvolvimento temporal, como o respectivo resultado”. Segundo o dicionário Aurélio (2001, p. 328), a palavra “formação” significa “ato, efeito ou modo de formar. Constituição, caráter. Modo por que se constitui uma mentalidade, um caráter”. A palavra “formar”, no mesmo dicionário, tem como significado “dar forma a (algo), conceber, imaginar, por em ordem, em linha, educar, concluir curso universitário”. Significações que podem expressar caráter de temporalidade como também de resultados. Assim, significar a formação inicial de professores e o desenvolvimento profissional carece de entendimento do percurso temporal que vai se definindo como a pintura de um quadro inacabado que apesar de apresentar um resultado inicial, uma primeira porta, vai deixar chaves que possam abrir outras portas num processo contínuo e ilimitado.

Compreendo a formação como um processo dinâmico e contínuo que pode ter início, ou não, na licenciatura e é constituído por um conjunto de saberes construídos e reconstruídos na prática pedagógica, no contexto da sala de aula e da

escola envolvendo conhecimentos históricos, sócio-culturais, desenvolvimento dos alunos em diversos aspectos como afetivo, cognitivo e social como também reflexões críticas e políticas sobre o papel da profissão professor. Assim, a palavra formação adquire uma semântica que expressa movimento, ação, e que responde ao desenvolvimento temporal e aos resultados.

Nessa perspectiva, a formação inicial corresponde aos estudos preparatórios ofertados por instituições como Escolas Técnicas e Universidades, que habilitam os sujeitos que pretendem atuar numa determinada área profissional. No caso da formação de professores esses estudos correspondem aos saberes teóricos e pedagógicos que poderão dar sustentabilidade à prática docente e que deverão ser tratados nos cursos de Licenciaturas. Considero a formação inicial como sendo o primeiro passo para a profissionalização, que deverá ser um processo em crescimento permanente, numa dinâmica de aprimoramento que revigora o desenvolvimento profissional.

Por desenvolvimento profissional entendo como sendo um processo que se dá ao longo de toda experiência profissional, no caso do professor de Matemática, com o ensino e a aprendizagem da Matemática, fato que pode ocorrer desde a educação básica. Não tem duração fixa e também não acontece de forma linear. “É um processo influenciado por fatores pessoais, motivacionais, cognitivos. Envolve a formação inicial e continuada” (FERREIRA, 2006, p. 149).

Para compreender melhor a formação conduzida de forma reflexiva, em simbiose com o desenvolvimento profissional do sujeito que se constitui professor de matemática, reportei-me aos conceitos que Ponte (1998), Gonçalves (2000), Imbernón (2005) e Pacheco (2006) têm sobre o tema.

Ponte (1998) considera que a formação e o desenvolvimento profissional estão relacionados, mas, com algumas objeções. De acordo com esse autor, a formação está mais associada à frequência de cursos e o desenvolvimento profissional além dos cursos, que pode ocorrer de outras formas, como por meio de atividades de projeto, trocas de experiências, etc. Assegura que a formação ocorre, essencialmente, enquanto um movimento de fora para dentro, sendo o professor um receptor dos conhecimentos e informações que lhe são transmitidos. Ressalta o autor que no desenvolvimento profissional há um movimento de dentro para fora, sendo o professor quem comanda as decisões e os projetos que pretende desenvolver. Por outro lado, enquanto a formação incide sobre os saberes que o

professor é carente, o desenvolvimento profissional inside sobre as suas potencialidades. Por fim, o autor afirma que a formação, normalmente, é vista de um modo compartimentalizado, por assuntos ou disciplinas, mas no desenvolvimento profissional o professor é tido como um todo, nos seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais.

Gonçalves(2000) e Imbernón (2005) acreditam não haver dissociação conceitual entre formação e desenvolvimento profissional. Para Imbernón (2005), a formação do professor ocorre quando lhe é oferecida a oportunidade de se desenvolver profissionalmente, processo que acredito também ocorrer na formação inicial.

Pesquisa realizada por Gonçalves (2000) aponta que a formação inicial desvinculada do desenvolvimento profissional gera problemas nos professores iniciantes, tais como medo, insegurança e angústia, pela falta de experiência e preparação para a prática da sala de aula. Afirma ainda que:

[...] a formação e o desenvolvimento não têm sido trabalhado nos cursos de formação inicial no Brasil de forma articulada. Primeiro vem a formação inicial, depois trabalha-se a formação continuada. Sob nosso ponto de vista, a formação inicial deveria se configurar como uma formação para o docente se desenvolver profissionalmente, ou seja, formação e desenvolvimento profissional não são conceitos contraditórios que não possam ser trabalhados concomitantemente (GONÇALVES, 2000, p.17). Com isso, Gonçalves mostra que as licenciaturas não estão preparadas para formar seus graduandos para o exercíco da docência. Essa visão de desenvolvimento profissional, entrelaçada à formação inicial, assegura a indissociabilidade entre a teoria e prática docente, fato que poderá contribuir com o desenvolvimento profissional do professor nessa etapa de formação, dado que o:

desenvolvimento profissional do professor pode ser concebido como qualquer intenção sistemática de melhorar a prática profissional, crenças e conhecimentos profissionais, com o objetivo de aumentar a qualidade docente, de pesquisa e de gestão (IMBERNÒN, 2005, p.44).

Pacheco (2006) define formação como sendo “[...] um processo complexo de apropriação crítica e criativa de elementos científicos, culturais e técnicos”, implicando que devemos formar e formarmo-nos na e para a diversidade, por

intermédio da experienciação na prática, nos mais diversos contextos educacionais- sociais. Assim, na formação inicial, o licenciando poderá não só se apropriar desses elementos, como também vivenciá-los no contexto escolar com todas as suas diversidades. Imbernón (2005, p. 18) atenta para o fato de que:

Em uma sociedade democrática é fundamental formar o professor para a mudança por meio do desenvolvimento de capacidades reflexivas em grupo, e abrir caminho para uma verdadeira autonomia profissional compartilhada, já que a profissão docente precisa partilhar o conhecimento com o contexto.

Os sujeitos que compõem o contexto escolar são, em sua grande maioria, oriundos de diferentes classes sociais e culturais, principalmente nas escolas públicas que atendem a educação básica. Esses sujeitos buscam os saberes institucionalizados e científicos, que devem confabular de alguma forma com os saberes da vida, da experiência e da cultura de cada um deles. É nessa diversidade de valores que a escola adquire identidades e características próprias, gerando um conjunto de saberes de domínio de seus pares cujo professor em formação precisa conhecer para se constituir profissional da educação, e assim se desenvolver profissionalmente.

A formação é um processo em construção, recheado de encontros e reencontros. Por exemplo, o professor em formação foi aluno da educação básica, frequentou uma escola, viu professores em ação, até pode ter questionado a postura de alguns dos seus professores, mas certamente pouco refletiu ou não refletiu sobre ela. Na condição de aluno, muitas vezes, há a imposição do “calar”, outras vozes hierárquicas são mais fortes, podam a reflexão, a contestação, o diálogo, etc. É criada, muitas vezes, no interior das escolas, uma postura positivista de ordem, de submissão, de regras unilaterais que conduzem a este “calar”. Para Zeichner (apud DARSIE & CARVALHO, 1998, p.62)

O processo de aprender a ensinar começa muito antes dos alunos freqüentarem os cursos de formação de professores; por isso temos que ter em conta as idéias anteriores e as regras que os alunos aliam à experiência, e devemos ajudá-los a exteriorizá-las e elaborá-las segundo concepções mais apropriadas.

Esse olhar sobre a prática docente pode ser negativo ou positivo, mas de algum modo garante que há conhecimento prévio da profissão como também poderá dar suporte ao ideário de professor que o licenciando deseja constituir-se.

Para tanto, a formação inicial deverá proporcionar ao licenciando oportunidades para que conheçam todas as facetas do interior da escola e dos sujeitos que a compõem. Essa ação poderá contribuir na constituição do professor reflexivo, que acredito poder ousar e criar ambientes inovadores dentro das escolas, como também no processo de ensino e de aprendizagem, que trabalhem em prol da construção de cidadãos éticos, com competências e habilidades no que se propõem fazer.

É necessário ter clareza que o professor pode ser um sujeito colaborativo, conhecedor de suas práticas, com uma história, capaz de aprender, refletir e produzir saberes sem se deixar conduzir por propostas que não condizem com o contexto escolar/social no qual ele está inserido. De acordo com Zeichner (2003, p.38):

Predomina ainda hoje, nas escolas do mundo, um modelo autoritário de transmissão de conhecimento e que os professores só passarão a ensinar de modo mais democrático e focado no aluno, se passar a vivenciar uma reorientação conceitual sobre o seu papel e sobre a natureza do ensinar e do aprender.

Diante desse processo de construção da formação do professor, o estágio supervisionado como atividade curricular das licenciaturas poderá proporcionar experiências capazes de construir e identificar que saberes são pertinentes à prática docente. Há que se considerar também, que muitas vezes são essas atividades as responsáveis pela colocação desses licenciandos no mercado de trabalho, haja vista que poderá proporcionar o encantamento pela profissão, funcionando como elo ou como referencial do que é ser professor. É nesse momento que o mesmo tem uma compreensão mais sólida sobre a profissão professor.

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