Mesures expérimentales et Présentation des échantillons
5.1 Méthodes de mesure du dopage
5.1.1 Mesures par absorption dans l’infrarouge
A formação de comunidades online tem-se mostrado progressiva em mídias sociais via internet, mais precisamente pela Web 2.0, o que viabiliza a diferenciação e a potencialização dos fluxos comunicacionais, pois torna-os multidirecionais. Organizações orientadas holisticamente procuram estreitar seus relacionamentos com seus mercados, abrindo canais de comunicação com seus stakeholders. Entretanto, por representar algo ainda novo para os envolvidos no setor comunicacional, muitas das ações não se mostram adequadas no trato das variáveis de posicionamento para essas comunidades. Com muitas diferenças com relação às estratégias tradicionais (monólogos em vez de diálogos), os canais de comunicação via mídias sociais na Web, carecem de melhor entendimento dos fatores agregadores inerentes às estruturas existentes nas comunidades, os quais se assentam nas relações fortalecidas pelos valores as sustentam, como os são aqueles representados pelo capital social. Não se tem encontrado terreno fértil para disseminação de propostas cuja moeda de troca seja monetária. O capital circulante nas relações comunitárias não é financeiro e, sim, social. Os valores que fortalecem e ampliam os vínculos das redes, têm funções socioculturais, e por isso, suas análises extrapolam as questões essencialmente pragmáticas e mercadológicas, como tem sido tratados. Essa falta de entendimento cria enormes barreiras aos interessados em iniciativas direcionadas às comunidades online.
A transformação de uma marca, enquanto significante, em um significado cultural Holt (2005), como um ícone (significado mítico), não é uma meta alcançada por ações exclusivamente e exaustivamente unidirecionadas – como tem acontecido com as ações em comunicação tradicionais (broadcasting). Há a necessidade de socialização de capital circulante entre os que se envolvem com a marca. As comunidades online, apresentam suas
estruturas clássicas através das quais ocorre o processo comunicacional. Nesse meio, ocorre uma troca constante e multidirecional desses fluxos. Há a emissão, a recepção e as respostas, perpassando pelas decodificações que envolvem o reconhecimento (decodificação) da moeda de troca, o capital social. No capítulo sobre „Os três segmentos de consumo da ESPN‟, Holt (2005, p. 147-148), ao falar sobre a estrutura das comunidades de marca, esclarece que
As marcas-ícones desenvolvem três segmentos de consumo independentes: seguidores, insiders e fomentadores. Dado que cada qual usa e valoriza o mito da marca de maneira diversa, a natureza da relação de um segmento com a marca varia na mesma medida. Além disso, a lealdade geral à
marca é determinada, em muito, pelas relações entre os segmentos. A lealdade de marca é produto dessa rede social[...].23
Partindo dessa constatação desenvolveremos análises tanto estruturais – em comunidades específicas do setor enogastronômico – bem como de conteúdo lexical – baseadas em fóruns de discussões dessas comunidades - identificando e qualificando os fluxos pelas conexões (links) entre os nós (elementos) das redes. (BARABÁSI, 2009)
Dessa maneira procurou-se monstrar as categorias e seus componentes que destacam os componentes de construção e de consistência dos fluxos comunicacionais nessas comunidades, os quais – no conjunto - permitem-nos compreender melhor os fatores-
chaves para relacionamento adequado. A escolha pelos setores vinícola e gastronômico dá-
se, justamente, de um lado, pela forte valorização das variáveis do capital social circulante no meio e, de outro, pela inexistência de espaços nos canais de comunicação das empresas orientados para as denominadas comunidades online temáticas (que existem independentemente do envolvimento das empresas), o que,em nosso ver, implica na falta de visão de oportunidade pelas próprias características do setor e das comunidades. Ambas apresentam muitos pontos de ligação que possibilitam ações estratégicas efetivas.
Ao iniciarmos as tratativas sobre o tema central de nosso trabalho, cabem algumas definições essenciais. A seguir, trataremos de conceitos emitidos pelos diversos autores, contemporâneos e anteriores, procurando proporcionar diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema. Dessa maneira, trazemos Buss e Strauss (2009, loc. 249) que definem comunidades online como:
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[...] um grupo de pessoas que regularmente interagem umas com as outras num website. Como outros tipos de comunidades, membros de uma comunidade online se unem por uma atividade ou por um interesse comuns; eles podem querer saber quem o outro membro é querer formas de relacionamento, ou desenvolver o senso de conectarem-se. (nossa tradução) Nesta primeira oportunidade encontramos conceitos convergentes com relação a outros autores e às definições mais genéricas sobre comunidades. As afinidades, a interação e os valores compartilhados – como podemos constatar – são fatores comuns. Ainda na visão das mesmas autoras, as redes sociais são a mais pura forma de comunidades online:
Numa rede social, os relacionamentos entre os usuários são o foco das atividades. Os membros se apresentam em páginas de perfis, criam listas de seus amigos, encontram seus amigos, e comunicam-se entre si de várias maneiras. (BUSS; STRAUSS, loc. 427) (nossa tradução).
Aforismos à parte, acredita-se numa corrente de transformação de processos. Em função dessas transformações, novas contextualizações são possíveis. E, por isso, novas e diferentes interpretações surgem, até que um amadurecimento e um assentamento das idéias ocorram. Não representando um fato novo, a existência de comunidades, entretanto, caracteriza-se pela potencialização de recursos próprios de estruturas existentes em ambientes online. Crenças e descrenças a respeito dessas transformações, causam divergências que vão sendo estruturadas e definidas pelas ciências. Nesse sentido, e quanto à força das comunidades online, as autoras sentenciam:
Nem todo mundo é um membro de uma comunidade online - ainda - mas a cultura da internet já é muito influente para ser ignorada, e aumentar a penetração da internet significa que ela tocará segmentos cada vez mais amplos da população. (Idem, loc. 429) (nossa tradução).
Pode-se mais adiante – inclusive ao elaborar-se o mapeamento de uma comunidade – com base na teoria dos grafos e com o uso do software UCINET/Netdraw, propor que nem tudo pode ser considerado rede social. Em primeiro lugar, estamos falando de ferramentas de mídias sociais virtuais, nas quais constroem-se comunidades (online portanto). Para haver uma rede, é preciso haver conexões (nós) e, preferencialmente, consistentes. Esse detalhamento será abordado nas Análises Estruturais, no Capítulo V. Espera-se poder esclarecer esse outro aspecto, que tem sido tratado superficialmente, permitindo certa banalização do conceito de redes sociais online.