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Mesures électrophysiologiques

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Matériel et méthode

3.6 Mesures électrophysiologiques

raros, mas aparecem e P. Lecéne cita nos «Annales de Gynécologie et d'Obstétrique» quatro observa- ções, em que mostra claramente estas alterações dos miomas.

X e XI. DEGENERESCÊNCIA MALIGNA E TRANS-

FORMAÇÃO SARCOMATOSA.—Têem bastante impor-

tância estes dois pontos sobre alterações destes tumores, visto serem bastante discutidos por mui- tos, esquecidos por outros e confundidos muitas vezes.

Simpson diz que a irritação causada pela pre-

sença dum mioma, fazia uma espécie de apelo à neoplasia maligna, ao sarcoma.

Ulesko-Stroganowa admite o mioma maligno

e dá elementos pelos quais os podemos caracté- risai

Pelo exame histológico—elementos muscula- res, jovens, multinucleados e polimorfos;

Pelo exame clínico — rapidez da recidiva e ge- neralisações viscerais.

rin, quando declararam em 1912, que esta maligni-

dade era a complicação mais temível dos leiomio- mas.

Raymond Tripier refere-se a este assunto, e diz

que os miomas podem tomar um desenvolvimento muito rápido, causarem desordens locais e, exami- nada a sua estrutura, encontramos células fusifor- mes com fascículos entrecrusados e células re- dondas; chama-lhes também miomas malignos e aproxima-se como se vê das ideias de Ulesko-

Stroganowa. Raymond Tripier diz mais: "les myo-

mes, contrairement a ce que l'on a dit, ne font pas exception à lá regie. Les tumeurs du tissu muscu- laire à fibres lisses, qui se rencontrent si fréquem- ment à l'état de tumeurs bénignes, offrent quel- quefois, et plus qu'on le croit généralement, d'a- près ce que nous avons pu observer, une allure maligne, soit en prenant rapidement un develo- pement excessif et envahissant, soit en donnant lieu à des productions métastatiques dans divers organes,,.

(«Traité d'anatomie pathologique générale», 1904-pag. 943).

Alexandro Lustig, Duplay et Cazin, M. Le- tulle, etc., admitem esta malignidade.

Pozzi apenas lhes dá a designação de tumo-

res graves.

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seu «Traité de Pathologie Générale», 1900, falando da transformação sarcomatosa dos miomas:

"Opinion la plus anciennement admise est que le myome peut subir une évolution sarcoma- teuse, opinion déjà soutenue par Rokitansky, Wir-

clww, et qui a été particulièrement développée par Pilliet et Costes. D'après ces derniers auteurs, le

myome est comme le sarcome une tumeur d'origi- ne vasculaire, et l'on pourrait dans un grand nom- bre de cas de myome (11 fois sur 21) trouver par places dés lesions sarcomateuses au milieu du tissu du myome; le sarcome y débute par l'endothélium des vaisseaux et s'infiltre par les pointes d'acroisse- ment des capillaires, entre les fibres musculaires et connectives, amenant l'oblitération des vaisseaux et déterminant consécutivement des nécroses et des kystes sarcomateux (Costes).

Nous admetrons donc la possiblité pour les myomes d'etre le point de départ de formations sarcomateuses, nées probablement au dépens du tissu conjonctif interstitiel, car les myomes, souvent aussi apelés fibromes ou fibro-myomes, sont en. réalité et comme toutes les hyperplasies, des néo- plasiés complexes portant à la fois sur plusieurs variétés d'éléments anatomiques, et nous y verrons un fait analogue à ceux que l'on peut observer en

d'autres lésions hyperplasiques, dans les transfor- mations sarcomateuses des papillomes ou des nae- vi, par exemple^.

Pilliet et Costes admitem uma identidade de

origem entre sarcomas e miomas. Bouchard não admite este facto, porque lhe não parece poder ha- ver evoluções tão diferentes no mesmo elemento anatómico. A cifra de Alban Doran é admitida por

Bouchard: em 205 casos, 6 são sarcomatosos; Pil- liet et Costes exageraram muito esta cifra.

A célula do leiomioma transforma-se em cé- lula sarcomatosa, transformação esta que pode ser explicada por várias teorias: para Williams, Mor-

purgo e Poks o ponto de partida será a célula ger-

minativa; para Lubarsch, Richer e Pilliet será o conectivo basal o ponto de origem.

M. Letulle e L. Naitan-Larrier aconselham a

não confundir a malignidade descrita primeiro com esta metamorfose sarcomatosa.

Variedades de leiomiomas

Podemos estabelecer duas variedades: fibro- miomas e adenomiomas.

A recidiva destes tumores é excepcional; uni- camente quando o órgão não tem sido todo tirado é que se pode dar uma destas recidivas. Temos uma regra por meio da qual podemos estabelecer a ma-

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lignidade dos miomas: "todo o tumor que recidive embora até então tenha sido considerado como benigno, não o é, e deve passar a ser considerado como uma neoplasia maligna».

b) Rabdomiomas

São tumores constituídos por fibras muscula- res estriadas (M. Letulle et L. Nattan-Larrier, 1912).

São extremamente raros.

Alexandro Lustig, na sua «Pathologie Géné-

rale, 1912», define os rabdomiomas como sendo um tumor formado dos tecidos cartilagíneo e epitelial : é para este autor um tumor mixto.

Qual a origem destes tumores? Como já vi- mos, o leiomioma toma origem no tecido muscular e, segundo a classificação adoptada, os rabdomio- mas também aí a deviam tomar; as opiniões sobre este assunto são desencontradas e Ch. Bouchard diz que estes tumores não tomam origem nesse tecido.

Wolfensberger encontrou, em 49 casos de

rabdomiomas, as seguintes origens: 38 no aparelho génito-urinário;

7 no pescoço; 4 na órbita.

Todas estas regiões tem o desenvolvimento embrionário completo. Ribbert admite este facto.

Podem aparecer na língua e no coração dos recem-nascidos (A. Hallopeau et.f. Apert).

Rabdomiomas malignos, sua transformação sarcomatosa

O que se entende por malignidade dum rab- domioma?

Duplay et Cazin, no seu tratado sobre tumo-

res, esclarecem-nos sobre este assunto: "rabdomio- mas malignos são tumores dos músculos, nos quais existem alguns elementos fusiformes não estriados ou apresentando um esboço de estria, dissemina- dos num tecido composto essencialmente de célu- las polimorfas.

B. Morpurgo diz, .quando traduz a obra de T. V. Birch-Hirschfeld: "nel maggior numero dei casi

si trovaro no cellule muscolari embrionali (cellules fusate con striatura trasversa completa od incom- pleta presso a delle fibre muscolari perfette,,).

Sarcomas miomatosos estriados

Schõeder, Van der Hoik e Scklow admitem

que os sarcomas representam a forma a mais co- mum dos músculos estriados. Dizem eles que as fibras estriadas se podem transformar em células sarcomatosas.

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Ch. Bouchard não admite este facto senão

para os leiomiomas, como já atrás ficou dito.

c) Géodos

E a Craveilhier que se deve esta designação e tal distinção.

Um géodo pode-se imaginar como a resultan- te de um leiomioma, em degenerescência mixoide ou gelatiniforme. Esta degenerescência uma vez adiantada, dá logar a um líquido, originando tu- mores com uma aparência verdadeiramente quísti- ca; são estes pseudo-quistos, originados pela trans- formação miomatosa, a que Cruveilhier chamou géodos e colocou fazendo parte de uma terceira variedade de leiomiomas.

A maior parte dos autores não estabelecem este grupo e consideram estes géodos, como resul- tantes da degeneração quística dos tumores, agru- pando-os portanto no parágrafo de alterações e degenerescências.

Para nós, o que temos visto e as conclusões a que temos chegado depois de variadas observa- ções, deve-se tratar de uma fase de desenvolvimen- to mais considerável e rápida do tecido tumoral

(Raymond Tripier, 1904).

Caracteres clínicos dos tumores uterinos

a) Sintomas

Podemos dividir toda a sintomatologia que um mioma uterino nos oferece em dois grandes grupos: Sintomas racionais hemorragias dores fenómenos de compressão.

Sintomas ( alongamento da cavidade uterina físicos l constatação do tumor uterino. É desta maneira que E. Forgue classifica e agrupa a sintomatologia destes tumores.

r

I. HEMORRAGIAS.—E quási sempre o sinto- ma inicial preponderante. Podem dar-se menorra- gias ou metrorragias, e quer umas, quer outras se

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produzem pelo fluxo vascular, que o tumor produz, actuando como corpo extranho que é; a própria endometrite hemorrágica, produzida pela irritação que causa a visinhança do tumor, também dá logar a essas hemorragias.

Por vezes aparecem perdas brancas (corrimen- tos); algumas vezes são tão serosos que constituem

fibromas hidrorreicos de Trélat.

II. DORES.—É dos sintomas o mais variá- vel e inconstante. A dor, por vezes, é intensa e te- rebrante, outras nem existe; quantas vezes assisti- mos ao evolucionar de um grande mioma sem que o doente nos revele uma só sensação dolorosa! e reciprocamente tem-se observado casos de peque- nos tumores, provocando dores bastante atrozes. Alguns tumores mostram-se dolorosos emquanto dura a menstruação; e noutros é justamente o apa- recimento desta que vem abrandar o padecimento doloroso das doentes.

III. FENÓMENOS DE COMPRESSÃO.—São va- riados e podem constituir complicações temíveis. Citaremos aqui os desarranjos mais simples que diariamente provocam, reservando para o capítulo das complicações a sua acção maléfica.

disúria polaquiúria

retenção (mais rara). Compressões

Compressões rectais constipação meteorismo anto­infecções intestinais hémorroïdes.

Compressão dos ureteres, que se conserva muitas vezes latente.

IV. ALONGAMENTO DA CAVIDADE UTERINA. —

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