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b. Comment mesurer la valeur apportée par les soins de santé ?

1. Le système des soins de santé : enjeux et perspectives d’une médecine basée sur les valeurs

1.3. b. Comment mesurer la valeur apportée par les soins de santé ?

Com a aplicação do referido questionário, a que responderam 31 cida- des de um universo de 57, foi possível selecionar as duas cidades e os dois municípios com maior potencial inclusivo. Os critérios para essa seleção tive- ram, sobretudo, relação com os recursos e os serviços disponíveis na cidade e o acesso aos mesmos (por exemplo: transportes, acessibilidades, acesso à informação, recursos educativos e formativos tempos livres, cultura, desporto, saúde, emprego e habitação, etc.).

Pelos scores que se obtiveram no questionário, pode dividir-se os proces- sos de inclusão em três tipos padrão. As cidades que estão ainda num está-

dio embrionário, que estão agora a despertar para o problema mas não têm trabalho relevante no terreno, as cidades que estão num estádio de arran-

que das ações e das medidas inclusivas, mas que ainda necessitam percorrer todo um caminho de concretização mais consistente e, finalmente, as cida- des que estão num estádio de desenvolvimento, já arrancaram, têm trabalho no terreno, está assumido no seu projeto politico e de desenvolvimento, têm dispositivos e meios que já as distinguem dos estádios anteriores e consegui- ram montar um processo de envolvimento ao nível local, das instituições, das entidades, das escolas, das associações de e para as pessoas com necessidades especiais e entendem o trabalho feito como um processo em desenvolvimento que carece de continuidade e de mais meios para progredir. Podemos verificar no quadro 1 o panorama da inclusão por áreas temáticas.

Gráfico 1– Escala ordenada das cidadesconforme o potencial de inclusão

As duas cidades, unidades de estudo, são cidades médias com alguns pro- blemas de exclusão, muito conscientes da necessidade de promover a inclusão dos grupos mais marginalizados, que para o caso desenvolvem políticas com uma matriz fortemente social que se reflete nos projetos, nas medidas e ações que são levadas a cabo e que estão em linha com as recomendações dos autores que estudam as cidades inclusivas. Apoiam-se muito nos recursos endógenos e que desenvolvem processos de liderança que mobilizam a comunidade e que têm conseguido transformar e mudar a realidade, não sem dificuldades, no sentido de criar melhores condições de vida para os cidadãos em geral e em particular para os que, têm necessidades especiais. O motor da mudança, é uma forte e clara opção política de curto, médio e longo prazo, um forte empenho dos atores políticos e de uma forte articulação com os quadros téc- nicos, na constante procura de novos meios e de melhores soluções. Outra componente que ajuda a fazer de uma cidade, uma cidade inclusiva, é a sua relação com redes internacionais e o desenvolvimento dos projetos socioedu- cativos que funcionem como estratégia de mobilização para a transformação

das realidades. Contudo, uma das áreas que requer ainda maior empenho e trabalho, técnico e político, das várias partes implicadas, mesmo em ambas as cidades, seja a participação dos interessados nos processos de mudança e na captação de meios acrescidos para o processo de transformação das cidades, num tempo compatível com a expetativa das pessoas e da sociedade.

Quadro 1– Análise das áreas fortes e fracas

Áreas Fortes Áreas Emergentes Áreas Fracas Áreas muito fracas Educação e

formação Serviços sociais Acessibilidades edifícios

Plano estratégico de promoção da acessibilidade Convívio social Serviços gerais Barreiras arquitetónicas Habitação

Serviços de saúde Transportes Acesso à

informação Tempos livres, desporto, cultura Estudos e

diagnóstico Trabalho

4. CONCLUSÕES

Tendo em conta os resultados do presente estudo, ficaram demonstradas algumas potencialidades que as cidades comportam, enquanto espaço privile- giado para a inclusão, senão vejam-se alguns dos resultados:

• Maior concentração dos recursos e dos meios, sendo muito nítido que quanto maior a concentração populacional mais meios e recursos se concentram a favor das populações;

• A integração das cidades em áreas intermunicipais de certa densidade populacional favorece que alguns dos problemas se possam trabalhar através de projetos intermunicipais;

• Quanto maiores os aglomerados populacionais maiores os níveis de participação e de parcerias locais;

• Não se encontram muitas diferenças, conforme o volume dos aglome- rados populacionais, quando se tratam de dispositivos de apoio uni- versais, como é o caso das escolas ou das IPSS e dos seus dispositivos de apoio, ou quando se tratam de dispositivos que implicam captação de verbas nacionais ou europeias, como é o caso do programa RAMPA (Planos de Acessibilidades).

• Quanto mais pequenos os territórios e mais isolados, mais condiciona- dos estão os processos de inclusão.

Para refletir sobre estes resultados poder-se-á recorrer ao conceito de “efei- to-cidades” introduzido por Cabral, Silva, e Saraiva (2008), que o utilizaram para explicar a participação cívica, tendo em conta a dimensão dos aglomera- dos populacionais. Nesse sentido, concluíram que viver numa cidade grande, média ou pequena afeta os direitos e os deveres de cidadania.

Os fatores que interferem são, segundo os autores, a proximidade dos deci- sores, a densidade populacional que permite contactos mais frequentes com o outro, com o que é “estranho” e, à medida que cresce o aglomerado popula- cional, aumenta a mobilização cívica, quanto maior os aglomerados, maior a dinâmica associativa.

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