• Aucun résultat trouvé

C/ MESURE PART VERTE ET PART BRUNE

Os testes que mostram a operação do conversor em malha aberta foram condu- zidos através do aumento gradativo da tensão de entrada do circuito, com atenção ao comportamento das formas de onda nos componentes.

Para garantir a integridade do protótipo, a potência de operação foi aumentada gradativamente, tendo como meta a operação do conversor em potência nominal de 1500W . No entanto, após feitos testes para potências de 100W , 330W e 550W , observou- se que a sobretensão na chave, causada pela comutação forçada em alta frequência, estava atingindo o limite de tensão indicado pelo fabricante de 200 V .

Essa sobretensão presente na prática não foi observada na simulação, porque as não-idealidades da chave, como indutâncias e capacitâncias intrínsecas, não foram con- sideradas. Visto que para uma potência de operação três vezes menor que a nominal tem-se uma sobretensão tão evidente, considera-se em trabalhos futuros a melhoria do layout da placa de potência (diminuir distância entre o diodo e a chave), ou até mesmo a implementação de um circuito grampeador para limitar esse pico de tensão.

Para restringir, então, os esforços de tensão nos componentes, o testes foram feitos somente até a potência de operação de 550 W . O resultados dos testes em malha aberta para essa potência são exibidos na Figura 58:

Figura 58 – Resultados experimentais do comportamento do conversor Boost para uma tensão de entrada de 66, 1 V .

Fonte: Da autora.

Apesar da sobretensão na chave, é possível ver que as formas de onda nos com- ponentes coincidem com as formas de onda apresentadas na simulação, e reafirmam o funcionamento do conversor Boost descrito no Capítulo 3.

A tensão na entrada de 66, 1 V , ao invés de 60 V , indica que em malha aberta, com uma razão cíclica fixa, o conversor precisa de uma tensão de entrada maior para garantir a tensão de saída de 150 V e a potência de 550 W . Na operação em malha fechada o controle se encarrega de alterar a razão cíclica para manter a tensão de entrada em 60 V . Os dados das tensões e correntes na entrada e saída do circuito obtidos nos testes em malha aberta para a operação em 550 W são apresentadas na Tabela 11. Os valores de corrente e tensão de saída foram medidos por um osciloscópio e um multímetro de bancada, respectivamente, enquanto os valores de entrada foram indicados no visor da fonte de tensão utilizada nos testes.

Tabela 11 – Valores de tensão e corrente médios obtidos no experimento prá- tico para uma potência de operação de 550 W .

Parâmetro Símbolo Simulação Não-ideal Resultado Prático

Tensão na entrada Vin 66 V 66, 1 V

Corrente na entrada Iin 8, 799 A 8, 7 A

Tensão na saída Vo 150 V 150 V

Corrente na saída Io 3, 753 A 3, 52 A

Fonte: Elaborado pela autora.

A diferença entre os valores na entrada e na saída se devem às perdas no circuito, em especial na chave e no indutor, por causa da elevada quantidade de cobre.

6 Conclusões

Ao longo deste documento foi reportada a relevância dos sistemas eólicos no mundo moderno, apontados seus impactos no meio em que são inseridos e detalhadas suas particu- laridades construtivas. Em seguida, foram apresentadas as aplicações dos sistemas eólicos de pequeno porte e desvendado o seu funcionamento através de modelos de simulação.

Nesses modelos, o rastreamento do ponto de operação, responsável por garantir a máxima transferência de potência do vento até uma carga, se mostrou de grande impor- tância para tornar esse tipo de sistema competitivo no mercado de energia.

A aplicação da topologia do conversor CC-CC Boost também se mostrou eficiente na aplicação de sistemas eólico de pequeno porte, conforme comprovado via simulação. Os resultados dos testes do protótipo construído também contribuíram para validar a mode- lagem do circuito proposta no início do Capítulo 4, mesmo essa modelagem considerando um circuito ideal.

No entanto, algumas medidas podem ser tomadas em trabalhos futuros para trans- por os desafios encontrados neste projeto, como:

• Trocar a chave do conversor Boost por outra que tolere tensões mais altas;

• Considerar a melhoria do layout da placa de potência ou implementação de um circuito grampeador;

• Trabalhar na implementação digital do controle do MPPT para operar com o sistema em malha fechada.

É evidente que experimentos práticos com o sistema eólico completo operando em potência nominal seriam muito interessantes para completar a análise proposta por este trabalho. Mas as dificuldades encontradas para realizar tal feito também servem para ressaltar as muitas nuances presentes nos estudos sobre sistemas eólicos, métodos de rastreamento de máxima potência e conversores estáticos, e a importância do seu conhecimento para dominar e desenvolver novas tecnologias nessa área.

Referências Bibliográficas

ABDEL-SALAM, M.; AHMED, A.; ABDEL-SATER, M. Maximum Power Point

Tracking for Variable Speed Grid Connected Small Wind Turbine. IEEE International Energy Conference, Assiut, Egypt, Dec. 2010.

ANEEL. Potencial Eólico Brasileiro. 2003. Disponível em: <http://www2.aneel. gov.br/aplicacoes/atlas/energia_eolica/6_3.htm>. Acesso em: 19 dez. 2019.

ANEEL. Geração Distribuída – regulamentação atual e processo de revisão. 2015. Disponível em: <http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf>. Acesso em: 19 dez. 2019.

ANEEL. Painéis Interativos (RALIE). 2019. Disponível em: <https://www.aneel. gov.br/acompanhamento-da-expansao-da-oferta-de-geracao-de-energia-eletrica>. Acesso em: 19 dez. 2019.

BARBI, I.; MARTINS, D. C. Conversor CC-CC Elevador de Tensão (Boost). In: . Conversores CC-CC Básicos Não Isolados. Florianópolis: Edição dos Autores, 2000. Volume único, p. 67–91.

BERGER, F. et al. Metodologia para Modelagem de Conversores Utilizando o

Circuito Equivalente de Thévenin. Revista Eletrônica de Potência, Florianópolis,

v. 23, n. 2, p. 151–160, jun. 2018.

CARDOSO, V. Proposta de um Sistema de Processamento de Energia para a Conexão de

Aerogeradores de Pequeno Porte à Rede Elétrica: Estudo, Simulação e Experimentação.

2015. Monografia (Bacharel em Engenharia Elétrica), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Florianópolis, Brasil.

COELHO, R. F. Concepção, Análise e Implementação de uma Microrrede

Interligada à Rede Elétrica para Alimentação Ininterrupta de Cargas CC a Partir de Fontes Renováveis. Tese (Doutorado) — Universidade Federal de Santa

Catarina, Florianópolis, 2013.

COUNCIL, G. W. E. Global Wind Report. 2018. Disponível em: <https: //gwec.net/global-wind-report-2018/>. Acesso em: 19 dez. 2019.

CRESESB. Atlas do Potencial Eólico Brasileiro. 2001. Disponível em: <http://www.cresesb.cepel.br/index.php?section=publicacoes&task=livro&cid=1>. Acesso em: 19 dez. 2019.

DIAS, M. V. X.; BOROTNI, E. da C.; HADDAD, J. Geração distribuída no Brasil:

oportunidades e barreiras. Revista Brasileira de Energia, Rio de Janeiro, v. 11, n. 2,

abr. 2012.

ECKSTEIN, R. H. Sistema para Conexão de Pequenos Aerogeradores com a

Rede Elétrica: Análise, Projeto e Experimentação. Dissertação (Mestrado) —

ENERGIA, A. Dez anos após leilão, RN prevê geração de energia eólica off-

shore. 2019. Disponível em: <https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2019/

04/dez-anos-apos-leilao-rio-grande-do-norte-geracao-energia-eolica-offshore/35941>. Acesso em: 19 dez. 2019.

ENERGY, G. R. Wind Turbine Technologies. 2016. Disponível em: <http: //www.greenrhinoenergy.com/renewable/wind/wind_technology.php>. Acesso em: 10 jan. 2020.

ENERGÉTICA, E. de P. Matriz Energética e Elétrica. 2018. Disponível em: <http://epe.gov.br/pt/abcdenergia/matriz-energetica-e-eletrica>. Acesso em: 14 out. 2019.

ENERSUD. Turbina Eólica GERAR 246. 2019. Disponível em: <http:

//www.enersud.com.br/produtos/turbina-eolica-gerar-246/>. Acesso em: 19 dez. 2019.

FAVERA, A. C. D. et al. Potencial Eólico no Rio Grande do Sul– Distribuição

Estatística dos Ventos na Região central do Estado. Revista Geográfica Acadêmica,

Goiás, vol.6, n. no.1, p. 15–26, Jan. 2012.

FERREIRA, A. G.; MELLO, N. G. da S. Principais Sistemas Atmosféricos

Atuantes sobre a Região Nordeste do Brasil e a Influência dos Oceanos Pacífico e Atlântico no Clima da Região. Revista Brasileira de Climatologia,

Paraná, vol.1, n. no.1, p. 15–26, Dec. 2005.

GOUVêA, R. L. P. de; SILVA, P. A. da. Desenvolvimento do setor eólico no Brasil.

Revista do BNDES, Rio de Janeiro, v. 25, n. 49, p. 81–118, jun. 2018.

HARDY, C. Renewable energy and role of Marykirk’s James Blyth. The

Courier, Escócia, p. 1, jul. 2010.

HEIER, S. . In: . Grid Integration of Wind Energy Conversion Systems. Inglaterra: Wiley, 2006. v. 2a edição.

K.POPE; I.DINCER; G.F.NATERER. Energy and exergy efficiency comparison

of horizontal and vertical axis wind turbines. Renewable Energy, Ontario, Canadá,

vol.27, n. no.9, p. 2102–2113, Sep. 2010.

LATHI, B. P. Análise de Sistemas em Tempo Contínuo Usando a Transformada

de Laplace. In: . Sinais e Sistemas Lineares. Porto Alegre: [s.n.], 2007. Volume único, p. 307–407.

LEMOS, D. F. do A. Análise de Projeto de Turbina Eólica de Grande Porte

para as Condições Climáticas da Região Nordeste do Brasil. Dissertação

(Mestrado) — Universidade Federal de Pernambuco, Recife, mar. 2005.

MALINOWSKI, M. et al. Optimized Energy-Conversion Systems for Small

Wind Turbines. IEEE Power Electronics Magazine, Polônica, p. 16–30, sep. 2015.

MANWELL, J. F.; MCGOWAN, J. G.; ROGERS, A. L. . In: . Wind Energy

Explained: Theory, Design and Application. Washington, EUA: Wiley-Blackwell,

MENDONÇA, A. J. Contribuição à Determinação das Reatâncias Não

Saturadas de Máquinas Síncronas de Polos Lisos Laminados. Dissertação

(Mestrado) — Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, ago. 2013.

MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. . In: . Climatologia: noções

básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. Volume único.

MOHAN, N.; UNDELAND, T. M.; ROBBINS, W. P. . In: . Power Electronics:

Converters, Applications, and Design. Minnesota, EUA: Wiley, 2002. v. 3a edição.

Netherlands Bureau for Tourism and Congresses. The Windmills of Kinderdijk. 2019. Disponível em: <https://www.holland.com/global/tourism/destinations/ provinces/south-holland/the-windmills-of-kinderdijk.htm>. Acesso em: 19 dez. 2019.

NORA, B. da S. Retificador Trifásico Associado ao Conversor Boost Aplicado

a Sistema de Geração Eólico. Dissertação (Mestrado) — Universidade Federal de

Santa Catarina, Florianópolis, mar. 2012.

Our World in Data. Installed wind energy capacity. 2018. Disponível em: <https: //ourworldindata.org/grapher/cumulative-installed-wind-energy-capacity-gigawatts? tab=chart&country=ESP+FRA+BRA+CHN+USA>. Acesso em: 19 dez. 2019.

Prefeitura Municipal de Osório. Complexo Eólico de Osório. 2020. Disponível em: <http://www.osorio.rs.gov.br/site/turismo/visualizar/id/22/?Parque-Eolico.html>. Acesso em: 9 jan. 2020.

RIGHTER, R. W. Wind Energy in America: A History. In: . Oklahoma, EUA: [s.n.], 1996. Volume único, p. 42–46.

SILVA, G. K. da et al. Estudo dos Padrões de Ventos Offshore no Litoral do

Ceará Utilizando Dados Estimados pelo Produto de Satélites BSW. Revista Brasileira de Meteorologia, São Paulo, vol.32, n. no.4, p. 680–690, Dec. 2017.

SIMAS, M.; PACCA, S. Energia eólica, geração de empregos e desenvolvimento

sustentável. Estudos Avançados, São Paulo, vol.27, n. no.77, p. 99–115, 2013.

TIBOLA, G. Sistema Eólico de Pequeno Porte Para Geração de Energia

Elétrica com Rastreamento de Máxima Potência. Dissertação (Mestrado) —

Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, mar. 2009.

UMANS, S. D. . In: . Máquinas Elétricas de Fitzgerald e Kingsley. Massachusetts, EUA: AMGH, 2014. v. 7a edição.

Vestas . A Vestas no Brasil. 2020. Disponível em: <http://www.br.vestas.com/#!R

grid_0_content_1_Container>. Acesso em: 9 jan. 2020.

Walney Extension. Walney Wind Farm. 2020. Disponível em: <https:// walneyextension.co.uk/>. Acesso em: 9 jan. 2020.

YARAMASU, V. et al. High-Power Wind Energy Conversion Systems:

State-of-the-Art and Emerging Technologies. Proceedings of the IEEE, Canadá,

Dados t urbina Enersud Gerar 246 e c urvas de potência 1. Dados da turbina:

Raio da turbina: r:=1.5

Velocidade do vento referência: vnom 12:=

Rotação da máquina em rpm (nominal): ωrpm 700:=

Rotação da máquina em rpm (máxima): ωrpmh:=800

Rotação da máquina em rpm (mínima): ωrpml 150:=

2. Constantes empíricas

Coeficientes livro Heir: C1:=0.5 C3:=0.4 C5:=5

Densidade do ar: ρar 1.225:=

Passo das pás: β:=10

3. Coeficiente de potência

Variação do Tip Speed Rate (TSR): λ:=1 1.1, ..18

λ1 λ( ) 1 λ+0.08β 0.035 β3+1 - :=

Equação 1 livro Heir:

Coeficientes livro Heir: C2 λ( ):=116λ1 λ( ) C6 λ( ):=21λ1 λ( )

Cp λ( ):=C1 C2 λ

(

( )-C3 β -C5

)

e-C6 λ( )

Equação 2 livro Heir:

Documents relatifs