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Mesure de la masse du top

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5.5 Mesures de pr ´ecision dans le secteur du quark top

5.5.2 Mesure de la masse du top

Dolabela (2009) e de Educação Empreendedora do SEBRAE, já estão em evidência em algumas instituições de Ensino, no entanto, ambas as vertentes teóricas abordam metodologias que tem como principal intencionalidade formar empreendedores33. A essa formação, precede a ação do professor e, este, segundo Dolabela é um sujeito “capaz de criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de empreendedores” (2008, p. 148).

Segundo Teixeira (2012), pesquisadora portuguesa que organizou sua pesquisa de doutorado abordando as questões relacionadas à linha de Educação para o empreendedorismo, que pode ser comparada à Educação Empreendedora no Brasil, as mudanças precisam acontecer

33Àqueles capazes de gerar lucro capital e social, trazendo desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

já com os professores, que precisam se envolver e se sentirem engajados neste professo de mudança.

Delors (2000) afirma que a participação do professor é crucial para preparação dos jovens em suas capacidades de percepção de mundo “encarando o futuro com confiança” e com a certeza de que precisam ser responsáveis e determinados.

Outro documento que fala sobre o papel do professor para a Educação Empreendedora refere-se ao trabalho desenvolvido pela Comissão Europeia, em 2007, que versa sobre “As escolas para o Século XXI” e que, também, apresenta a importância do professor para o êxito da escola, uma vez que representam o eixo que une os estudantes com o mundo em transformação.

Diante desse cenário, esta tese se propõe a trabalhar o Empreendedorismo Educacional, cujo objetivo central não é a formação de empreendedores capitais, mas sim o desenvolvimento de práticas pedagógicas intencionais, que articulem comportamentos empreendedores imprescindíveis para a sociedade da informação, empoderando os sujeitos (mediadores e mediados), para que façam escolhas conscientes, diante de discursos e situações polissêmicas.

Cabe, neste momento, um parêntesis para marcar as aproximações e distanciamentos entre o Empreendedorismo Educacional e a Educação Empreendedora34.

a) Aproximação entre Empreendedorismo Educacional e Educação Empreendedora

Ambas as vertentes buscam desenvolver comportamentos diferenciados para atuação na sociedade, falam da modificação dos métodos e estratégias pedagógicas, da formação dos professores, da criatividade, da inovação e do aprender fazendo, de transformação e desenvolvimento.

b) Distanciamento entre Empreendedorismo Educacional e Educação Empreendedora

Ao tempo que o Empreendedorismo Educacional aborda desenvolvimento de comportamentos empreendedores para potencializar

34 Também chamada de Pedagogia Empreendedora e Educação para o empreendedorismo. Lembrando que todos estes termos se relacionam com a formação de empreendedores.

intencionalmente às práticas pedagógicas, estimulando o potencial de empoderamento dos sujeitos, a Educação Empreendedora busca trabalhar os comportamentos empreendedores para formação de empreendedores que gerem, direta ou indiretamente, lucro capital.

Ao passo que o Empreendedorismo Educacional defende a modificação dos métodos e estratégias para criar mediações pedagógicas mais assertivas para o desenvolvimento do potencial crítico-reflexivo dos mediados para sua conscientização, a Educação Empreendedora se atém a práticas que estabeleçam relação direta com a criatividade e a inovação, o negócio; o mercado trabalha o empreendedorismo sob este viés do lucro capital, mesmo que de forma transversal.

À medida que o Empreendedorismo Educacional estabelece a relevância da formação docente, sob os mesmos critérios de mediação que estabelecem relações intencionais e significativas para o empoderamento dos estudantes, a Educação Empreendedora aborda que os professores precisam ser formados para aprender a desenvolver o empreendedorismo e, isso, não envolve acompanhamento do processo ou do resultado desta formação.

O Empreendedorismo Educacional fala de um aprender fazendo, acompanhado e mediado pelo docente, de forma a empoderá-lo e conscientizá-lo, ao passo que a Educação Empreendedora fala do aprender fazendo, pautado nos princípios do empreendedorismo de negócio e lucro capital (abrir e fechar uma empresa).

No que concerne ao Empreendorismo Educacional, este luta pelo desenvolvimento educacional e transformação social, a partir do empoderamento e conscientização dos sujeitos, enquanto a Educação Empreendedora busca transformar a sociedade pela lógica do lucro capital, com foco no desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

A partir desta análise relacional, é possível perceber que, ao mesmo tempo em que o Empreendedorismo Educacional tem como foco primordial o empoderamento dos sujeitos e o desenvolvimento educacional35, a Educação Empreendedora objetiva direta e indiretamente o desenvolvimento de empreendedores que gerem desenvolvimento econômico para a sociedade.

35 Entendendo que o desenvolvimento educacional é a base para qualquer modificação, inclusive a capital.

2.4.1.1 Empreendedor educacional - sujeito nato ou sujeito apreendente? Empreendedor Educacional é o sujeito que articula os comportamentos empreendedores, em especial, os relacionados à inovação, à proatividade e à tomada de risco, no intuito de promover práticas pedagógicas intencionais ao empoderamento e à conscientização dos sujeitos, e que tenham como objetivo e consequência o desenvolvimento educacional.

Vygotsky e Luria (1993) afirmam que os sujeitos são culturais, ou seja, o resultado das interações e dos modelos sociais a que estão submetidos ao longo da vida. Realizando uma analogia com as afirmações de Vygostky e Luria (1996), o professor que tem um perfil empreendedor pode representar um mediador capaz de mediar a modificabilidade das estruturas cognitivas do estudante. Isto é, um perfil de professor com potencial de, primeiramente, perceber comportamentos considerados empreendedores em sua prática (inovatividade, proatividade e tendência a assumir riscos calculados) e, secundariamente, mediar intencionalmente a aprendizagem, visando desenvolver, além das competências estabelecidas para o perfil do egresso, a cultura do empreendedorismo educacional, que se funda no potencial crítico- reflexivo e empoderamento dos sujeitos.

Ainda de acordo com Vygotsky e Luria (1996, p.95), “o comportamento do homem é o reflexo do desenvolvimento histórico”, e, conforme Feuerstein (1994), por meio das mediações intencionadas, este mesmo homem pode modificar-se em sua estrutura cognitiva, fazendo com que sua natureza também se modifique, alterando sua realidade e a daqueles que o cercam, com o passar do tempo.

Dolabela (2009) realizou um estudo com a intenção de descobrir qual a influência dos pais no desenvolvimento de comportamentos empreendedores em seus filhos. A pesquisa contou com a participação de professores universitários que aplicaram os questionários a empreendedores e empregados em 11 países. Foram respondidos 1.309 questionários e o resultado demonstrou que os entrevistados receberam fortes estímulos, no contexto familiar, de elementos relacionados ao potencial empreendedor, quais sejam: “tolerância à incerteza; capacidade de assumir riscos e aprender com erros, crença de que os atos podem gerar consequências, autonomia, autoestima, desenvolvimento da intuição, protagonismo, criatividade. ” (DOLABELA, 2009, p.10).

Pais, assim como professores, são considerados agentes de mediação direta e fonte de cultura para o desenvolvimento dos sujeitos

sociais. Vale reforçar, apenas, que o objetivo não é fazer com que os estudantes se tornem empreendedores capitais ou sociais, como prevê a metodologia do Professor Dolabela. No entanto, as pesquisas de fato apontam que mediadores com características do comportamento empreendedor ampliam os estímulos, pelas práticas e atitudes, dos sujeitos que o cercam.

No caso desta tese, o empreendedor educacional, mediador do processo pedagógico, articula intencionalmente estes comportamentos, no intuito de prover estímulos que possam desenvolver o potencial crítico dos mediados, para posicionarem-se na sociedade, sendo que o empreendedorismo capital ou social se tornam consequências possíveis.

Vale lembrar que os estudos voltados ao empreendedorismo capital apontam que não é possível ensinar empreendedorismo, uma vez que eles entendem que o termo ‘ensino’ é específico de processos de transmissão, ou seja, são unilaterais. (DOLABELA, 2009). No entanto, estes mesmos estudos afirmam que é possível aprender a ser empreendedor, por meio de estímulos assertivos e intencionados, durante o processo pedagógico. E que esse empreendedorismo seja, então, resultado de estímulos com o propósito de estabelecer pela inter-relação dos comportamentos empreendedores, com a intencionalidade de desenvolver a educação e empoderar os sujeitos para tomarem decisões e atuarem de forma inovadora e proativa na sociedade.

Considerando os pilares da educação, resgatando o papel do professor como mediador no desenvolvimento do potencial de aprendizagem dos estudantes, bem como buscando reforçar a ideia da mediação dos processos culturais e sociais no desenvolvimento da aprendizagem, é que se apresentará a Mediação em Vygotsky e Feuerstein.

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