VII. A VANTAGES D ' UNE MECANISATION
VII.4. Meilleure gestion des stocks
Fig. 42. Mixed Messages, 1993. As impressões seccionadas do tipo foram utilizadas para explorar os espaços entre caracteres,
em resposta ao título. A Introdução é repetida duas vezes, refletindo em dobro os créditos da escrita. (CARSON, 1995, tradução nossa)
Fonte: CARSON (1995)
Fig. 43. Tin Man, 1993. Letra de Imprensa com caracteres quebrados usados como manchete.
Fig. 45. Backbeat, 1994. Deliberadamente recortada para
fora do velho cartão do Beatle John Lennon. Mudanças mais importantes em todo o artigo.
Fonte: CARSON (1995) Fig. 44. Too Much Joy, 1992. Primeiro parágrafo do artigo
completamente obliterado por overlapping e tipos repetidos.
Fonte: CARSON (1995)
Fig. 46. Screaming Trees, 1993. Provavelmente um pouco difícil de ler, a menos que você esteja interessado no
assunto. A atitude deste projeto envolve uma risada silenciosa, com um ótimo comprimento de linha.
O que podemos chamar de importância do processo, Close26 utiliza em suas
pinturas desde 1968, em retratos de rostos de grande tamanho, recorrendo a fotos como base. O mais impressionante é que, ao chegarmos perto dos quadros, podemos observar marcas de diversas formas, como círculos, quadrados ou até mesmo suas próprias impressões digitais. Interessante ressaltar o fato de que ele sofre de prosopagnosia27 e suas pinturas contribuíram em sua capacidade de poder identificar
melhor as pessoas a seu redor, o que talvez o tenha influenciado a retratar mais sua família e amigos.
De fato, não é meramente a habilidade técnica que torna Close interessante como artista, mas a inevitável lacuna entre a simulação e a realidade – mesmo se essa “realidade” é ela mesma um simulacro. [...] sua intenção é a de reproduzir o original tão fielmente quanto possa. Mas, contudo, ao fazer essa afirmação ele é forçado a admitir que haverá uma área de diferença, mesmo que desprezível, entre o que ele intencionava fazer e o que ele realmente faz. Essa pequena discrepância é suficiente para animar suas pinturas, para dar vida a elas como trabalhos de arte. (LUCIE-SMITH apud MELLO, 2008, p. 22).
26 Charles Thomas Close, ou simplesmente Chuck Close (1940 - Washington/EUA), é um fotógrafo e pintor norte-americano. Graduou-se em 1962 na Universidade de Washington, em Seattle, e em 1964 dedicou-se a um mestrado em Arte Figurativa pela Faculdade de Arte e Arquitetura em Yale. Utiliza como técnica de pintura a foto- realismo, o que o enquadra no movimento artístico chamado de hiper-realismo.
27 Doença que faz com que a pessoa tenha dificuldade em reconhecer rostos.
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ou acesse o site: http:// www.youtube.com/watch? v=bhWkv4HuPQs&featur e=related
Fig. 49. Chuck Close em seu ateliê.
Fonte: Disponível em: http://www.brooklynrail.org/2008/06/art/chuck-
close-with-phong-bui. Acesso em 28/09/2012.
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Um acontecimento transforma drasticamente sua vida, apelidado por ele de “The event” (o evento). Em 1988, aos 48 anos e no auge de sua carreira,
[...] estava em uma cerimônia de celebração a artistas locais de Nova York quando sentiu uma estranha dor no peito. Ele permaneceu no local e chegou a apresentar o prêmio e a fazer um discurso, indo logo em seguida até o hospital mais próximo, onde sofreu uma pressão mais forte que o deixou tetraplégico. O caso foi registrado como um colapso da artéria vertebral (FERREIRA et al., 2011, p. 10).
Após o acidente, desenvolveu um estilo inteiramente novo para manter a criação de seus retratos. Passa então a pintar com o pincel na boca. Durante meses se submete a uma reabilitação, vindo a adquirir, tempos depois, a mobilidade dos braços e das pernas, passando a pintar com um pincel amarrado à mão. Seus retratos agora são antes delineados por seus assistentes e depois pintados por ele. Sua deficiência não o impediu de pintar com um realismo extraordinário, sendo que algumas telas se encontram no Art Institute of Chicago, na Tate Gallery (Londres) e no Musée National d’Art Moderne (França), entre outros.
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Fig. 50. O estilo realista das
grandes pinturas dos retratos de Chuck Close antes de seu acidente.
Fonte: Disponível em: http://
painting.about.com/od/ famouspainters/ig/famous- paintings/Chuck-Close-Frank.htm. Acesso em 28/09/2012.
Embora pensemos que sua obra seja suficientemente gloriosa pelo alto grau de detalhe que consegue pintar, não é propriamente na obra acabada que está a verdadeira arte de Close, mas no seu processo sistemático e metodológico de criação. Em seus trabalhos John (1997) e Big Self- Portrait (2004), a questão do processo de criação requer um compromisso metodológico muito controlado, complexo e obstinado. A técnica de pintura de Chuck Close consiste em subdividir uma foto-base em células, dividindo a superfície de sua grande tela em um grid com o mesmo número de células que a foto, e trabalhar cada célula de uma forma independente. Essa técnica veio da aplicação da arte da tapeçaria moderna com um método assistido por computador de tecelagem industrial [...] enfocando o processo sequencial da pintura e com base no tempo de transferência de uma imagem fotográfica para a tela [...] (RAVIN, ODELL, 2008)28.
28 Tradução nossa
Fig. 51 e 52. Big Self- Portrait (273x212cm)
Fonte: Disponíveis em: http://drawthelineagainstprejudice.wordpress.com/page-1/self-portrait-by-chuck-close-2002-2003.
Fig. 53 e 54. De cima para baixo: John, 1997 (silkscreen - 163.8 x 138.4 cm). Acima: elaboração da
pintura. Abaixo: trabalho concluído.