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4. RESULTS AND ANALYSIS

4.2 Teachers’ assessment

4.2.6 Media’s role on a society

Em paralelo à validação do questionário proposto inicialmente, retomamos a construção de um banco de dados para a identificação dos 48 PPGEs selecionados e de mapeamento e identificação dos dados de contato dos professores vinculados a eles, informação fundamental para viabilizar a aplicação do questionário (APÊNDICE A). Embora este tenha sido construído, enviado e respondido na plataforma digital denominada “formulário” (Formulários Google), não se deve confundir formulário com questionário. Silva e Menezes (2001, p. 34) estabelecem a diferença entre um e outro, definindo formulário como “uma coleção de questões e anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra

pessoa (o informante)”, o que não se aplica nesta investigação. Junto ao texto de solicitação de preenchimento do questionário e orientações (APÊNDICE B), disponibilizamos os dados de identificação do pesquisador e o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE C).

Para envio dos questionários aos participantes, inicialmente – a partir das informações disponibilizadas nos sites dos programas, incluindo a relação nominal dos professores quando era o caso – buscamos identificar o endereço de e-mail de cada um dos professores. Tal levantamento foi feito logo a seguir à etapa de qualificação do projeto de pesquisa e de ajustes no instrumento de coleta de dados. Ao final desse processo, nos deparamos com quatro tipos de situações que representam o nível de dificuldade de acesso à informação.

1. PPGEs que forneciam, junto à relação nominal, o endereço de e-mail e a identificação de quais professores atuavam no doutorado – situação considerada ideal. 2. PPGEs que forneciam, junto à relação nominal, o endereço de e-mail dos professores, porém, não identificava quais atuavam no doutorado. Embora não fosse uma situação definida como ideal, para fins de envio dos questionários por e-mail, levamos em consideração, inicialmente, a lista completa de professores e incluímos no convite de participação a observação de que o universo de pesquisa era constituído por professores que atuavam nesse nível de ensino – doutorado.

3. PPGEs que identificavam quais eram os professores que atuavam no doutorado, porém, não forneciam os contatos de e-mail desses professores – o que inviabilizava o envio do questionário. Para cada programa desse caso, utilizou-se estratégias diferenciadas para a obtenção das informações necessárias.

4. PPGEs que nem identificavam os professores que atuavam no doutorado nem informavam o contato de e-mail dos docentes. Esse foi considerado o caso de maior nível de dificuldade de acesso à informação, o que demandou, em paralelo à coleta de dados dos demais programas, estratégias diferentes para a obtenção das informações que possibilitariam o envio do questionário aos docentes.

Gráfico 3 – Nível de dificuldade de acesso às informações junto aos PPGEs

Nível

dificuldade Situação

Muito alto

Sem contato de professores e sem distinção entre professores de M ou D

Alto

Identificação de professores de M e D, mas sem contato informado

Moderado

Sem identificação de professores de M e D, mas com contato informado

Baixo

Identificação dos professores de M e D com contato informado

Fonte: Elaboração do autor (2016).

Para fins de acompanhamento, montamos uma matriz de registro em uma planilha eletrônica segmentada em diferentes seções e com 21 colunas, cujo objetivo era identificar e registrar todos os contatos com os participantes da pesquisa. A arquitetura dessa matriz, de acordo com a sua função, seguiu a seguinte estrutura:

• Programa – identificação da universidade e do PPGE; identificação visual (por cores) da situação dos dados de e- mail dos professores (localizados, não localizados, solicitados); identificação da situação de envio (enviado, não enviado, aguardando envio).

• Professores – código de identificação para o professor; endereço de e-mail; situação do e-mail (e-mail enviado, não Acesso à informação - Número de PPGE por nível de dificuldade

Muito alto; 12 Alto; 4 Moderado; 26 Baixo; 6 0 10 20 30 40 50

enviado, caixa cheia, erro de cadastro, resposta automática – aviso de ausência temporária, mudança de endereço, férias, licença, afastamento etc.).

• Questionário – identificação do formulário (foi criado um código para cada um dos 48 formulários) e respectivo link ativo para envio aos professores.

• Registro de solicitação de informação – como 1/3 dos programas não fornecia contato de e-mail dos professores, registramos nesta seção os contatos feitos com a coordenação ou com as secretarias dos PPGEs a fim de obter esta informação: data do primeiro contato; área contatada; resposta (ou não); data do segundo contato; área contatada; resposta (ou não).

• Registro do envio dos questionários para os professores – data do envio; registro geral (se houve mensagem de retorno e qual a informação – por exemplo, professores em viagem, solicitando que reenviasse o questionário em outra data; professores informando que não atuavam mais no curso etc. – e registro de professores dispensados de um segundo ou terceiro envio do questionário de acordo com os motivos).

A coleta de dados foi realizada entre abril e agosto de 2015 e a primeira etapa teve início com envio dos questionários aos 32 PPGEs dos grupos 1 e 2 citados anteriormente (que disponibilizavam contato dos professores). Para os outros 16, inicialmente solicitamos as informações via e-mail da coordenação ou da secretaria do curso. Obtivemos apenas dois retornos. Depois de algumas tentativas de contato frustradas, montamos diferentes estratégias (contatos com coordenadores e vice- coordenadores desses programas; cruzar dados da Plataforma Sucupira, da Capes, e utilizar mecanismos de busca na internet para localizar os e- mails dos professores, disponíveis em periódicos ou em páginas ocultas etc.) e organizamos uma força-tarefa que contou com a atuação direta dos orientadores e outros professores que acionaram suas redes de relacionamento pessoal para encaminhar os pedidos de participação dos professores vinculados a programas com baixa ou nenhuma adesão à pesquisa, traduzida em números de questionários preenchidos. Em cerca de um mês, esse tipo de estratégia resultou num importante aumento no número de questionários respondidos, correspondendo, ao final, a quase 15% do total.

A localização dos endereços pessoais de e-mail dos professores, nesta etapa, constituiu-se em um procedimento laborioso, artesanal, com muitas idas e vindas, concluído apenas ao final de julho de 2015, quando conseguimos fazer com que nossa pesquisa chegasse àquele grupo de PPGE cujo nível de acesso à informação era muito restrito. Mesmo assim, ao final da etapa de coleta de dados, 16,25% dos professores não foram contatados, seja porque não localizamos seus e-mails, seja porque os dados que localizamos continham erros que impossibilitaram o contato ou porque os PPGEs não atenderam às solicitações realizadas.

Quanto aos procedimentos para envio do questionário, tomamos o cuidado de entrar em contato com os PPGEs mais de uma vez e em diferentes momentos do período de coleta de dados, intercalando períodos de metade, fim e reinício de semestre letivo nas universidades. Os gráficos a seguir mostram, respectivamente, na linha do tempo, os números de respostas obtidas durante os meses de coleta de dados (Gráfico 4) e o número de vezes em que foram enviados os convites de participação da pesquisa, entre 20 de abril e 05 de agosto de 2015 (Gráfico 5).

Gráfico 4 – Questionários respondidos durante os meses de coleta de dados

Fonte: Elaboração do autor (2016).

Evolução de respostas ao questionário

0 118 29 79 67 0 20 40 60 80 100 120 140

Gráfico 5 – Número de vezes de envio do questionário aos PPGE (%)

* Envio feito pela coordenadora do PPGE ao grupo de professores, sem intervenção do pesquisador.

Fonte: Elaboração do autor (2016).

Cumpre ressaltar que, do ponto de vista metodológico, de acordo com a abordagem da pesquisa, optamos por não trabalhar com uma amostragem da população, mas, sim, incluir todos os professores que atuam em cursos de Doutorado em Educação, segundo os parâmetros definidos. Contudo, mesmo cientes que a não participação de muitos sujeitos por si só já é um dado da pesquisa, tivemos uma preocupação com o aspecto quantitativo da investigação e com o percentual de retorno de respostas ao questionário. Sob esse aspecto e para fins estatísticos, o número de respostas obtidas está acima do esperado, considerando-se o tamanho da população, nível de confiança de 95% e erro amostral tolerado de até 5%. Estatisticamente, o percentual de respostas esperado, em função do universo de professores envolvidos, era de 24,8%. Ao final desse período de coleta de dados, o índice de questionários respondidos foi de 25,06%.

O cálculo da amostra e a definição do erro amostral e do nível de confiança da pesquisa basearam-se na teoria do raciocínio indutivo da inferência estatística (BARBETTA, 2002; PARMA, 2015), por meio da amostra simples não aleatória, uma vez que todo o universo de sujeitos do estudo foi incluído na pesquisa, e não apenas uma amostragem desse universo. O resultado da amostragem é encontrado da seguinte forma:

Número de vezes de envio do que stionário de pesquisa e % de PPGE 16,7 56,25 25 2,05 0 10 20 30 40 50 60

)

1

(

²

²

)

1

(

)

1

(

²

p

p

Z

e

N

p

p

Z

N

n

×

×

+

×

×

×

×

=

Onde: n = tamanho da amostra;

N = tamanho do universo (no caso, 1.169);

Z = desvio do valor médio aceitável (baseado na forma da distribuição de Gauss, definimos o nível de confiança em 95%);

e = margem de erro máximo tolerável (5%);

p = proporção que esperamos encontrar (por padrão, 50% considerando o pior cenário estatístico).

Estatisticamente, podemos considerar que existe 95% de confiança de que os dados apresentados no estudo corresponda ao universo pesquisado, referente a todos os professores que atuam em cursos de doutorado avaliados na área da Educação e com pelo menos uma defesa de tese até fevereiro de 2015. Ao final do período de coleta de dados, chegamos ao número de respostas apresentado no quadro a seguir. Cabe ressaltar que, como um número expressivo de professores não chegou a ser contatado – pelos motivos expostos anteriormente – a taxa de conversão, isto é, o percentual de professores contatados que responderam ao questionário chegou a 29,93%, índice por nós considerado satisfatório por estar acima do que os parâmetros estatísticos exigem para, nesse caso, expressar a porcentagem viável e válida da amostra, segundo Barbetta (2012) e Parma (2015).

Quadro 6 – Percentual de participantes da pesquisa por curso de Doutorado em Educação

IES Programa Respostas

(%)

UFRJ UFRJ – PPGE 58,33

UNESP/ARAR UNESP-Arar – PPGE Escolar 51,85

UFES UFES – PPGE 47,37

UNISINOS Unisinos – PPGEdu 45,45

UNESA UNESA – PPGE 40,00

PUC/RS PUCRS – PPGEdu 40,00

USF USF – PPGE 40,00

UERJ UERJ – Proped 36,67

UNIMEP UNIMEP – PPGE 36,36

UFRGS UFRGS – PPGEDU 34,15

PUC/PR PUCPR – PPGE 33,33

FUFSE UFS – PPGED 33,33

PUC/SP PUC-SP – PPGE: Currículo 33,33

UNIJUÍ Unijuí – PPGEC 33,33

UFG UFG – PPGE 33,33

UFPE UFPE – PPGE 31,43

PUC/SP PUCSP – Psicologia da Educação 30,77

PUC-GOIÁS PUCGOIÁS – PPGE 30,00

UFMG UFMG – PPGE 29,85

UFSC UFSC – PPGE 29,03

UFMS UFMS – PPGEdu 28,57

PUC/SP PUCSP – Educação (Hist. Pol. Soc.) 25,00

USP USP – PPG FEUSP 23,33

UEM UEM – PPE 22,73

UFMT UFMT – PPGE 22,22

UFSCar UFSCar – PPGE 22,22

UNESP/PP UNESP-PP – PPGE-FCT 22,22

UFSCar UFSCar – PPGEEs 22,22

UFC UFC – PPGE 22,00

UNESP/MAR UNESP-Marília – PPGE 21,88

UFJF UFJF – PPGE 21,05

UFPB/JP UFPB – PPGE 20,00

UFSM UFSM – PPGE 20,00

UNISO Uniso – PPGE 20,00

UNEB UNEB – PPGEduC 20,00

UNB UnB – PPGE 19,35

PUC-RIO PUC-Rio PPGE 18,75

UCB UCB – PPGE 18,18

UFPA UFPA – PPGED 17,65

UFPR UFPR – PPGE 17,50

UFRN UFRN – PPGED 15,15

UNICAMP UNICAMP – PPGE 13,51

UFF UFF – PPGE 12,50

UFBA UFBA – PPGE 12,12

UNINOVE Uninove PPGE 11,76

FURG FURG – Educação Ambiental 10,53

UFPel UFPel – PPGE 10,00

TOTAL DE RESPOSTAS 25,06

Fonte: Elaboração do autor (2016).

Sobre o fato de outros professores participantes da pesquisa não terem respondido ao questionário, não foi possível determinar os motivos. Metodologicamente entendido, esse fato já é um dado da pesquisa, sobre o qual podemos inferir diversas possibilidades: falta de interesse pelo tema; problemas técnicos na entrega do e-mail-convite ao destinatário; dificuldades para preenchimento do formulário; falta de tempo; dúvidas em relação ao preenchimento do formulário; esquecimento; quantidade de e-mails que o professor tem para ler diariamente, obrigando-o a priorizar alguns; falta de empatia; falta de autoidentificação como participante do estudo, dentre outras possibilidades.