3. CONCEPTUAL FRAMEWORK
3.3 Measuring the Economic Opportunity Cost of Capital
Não existe um workflow de métodos de FTA eficiente para qualquer problema ou assunto. De maneira similar, a ordem de execução dos métodos de FTA é altamente dependente do tipo de necessidade definida pela organização, ou seja, do problema a ser
96 analisado. A Divisão de Pesquisa tem a responsabilidade de investigar e encontrar um bom conjunto de métodos, definindo sua ordem e responsáveis – o workflow. No final deste processo, a Divisão de Pesquisa espera que o workflow definido seja o melhor possível para analisar o problema. No entanto, não é possível garantir esse resultado ótimo. Uma heurística para a formação de um workflow eficiente é fomentar sinergias entre os métodos de FTA, suas aplicações e a capacidade técnica de seus responsáveis.
Para demonstrar como a ordem dos métodos é capaz de influenciar um estudo de FTA, nesta seção é apresentado um cenário ilustrativo. Neste cenário, consideramos que a Divisão de Pesquisa define que os métodos de FTA na seguinte ordem: Monitoramento do Ambiente Organizacional, Cenários, SWOT, Delphi e Análise dos
Stakeholders. Em seguida, define que o Monitoramento do Ambiente Organizacional,
Cenários, e Delphi devem ser realizados em nível operacional, e que o SWOT e a Análise dos Stakeholders devem ser realizados em nível estratégico. Para simplificar ao máximo este cenário ilustrativo, vamos considerar apenas um Centro de P&D na organização participando do FTA, executando métodos de maneira operacional. Ao final desta parte do processo, a Divisão de Pesquisa monta o workflow, que é representado de forma simplificada na Figura 33.
Figura 33. Exemplo de workflow de FTA.
A execução workflow começa com o Centro de P&D realizando Monitoramento do Ambiente Organizacional. São coletadas e armazenadas as informações relativas as novas tecnologias, práticas, pesquisas e eventos relevantes. O monitoramento também analisa os concorrentes, fornecedores, parceiros, governo e sociedade. Neste momento, são analisadas possíveis oportunidades e ameaças – excelente subsídio para o SWOT. O monitoramento permite com que a organização compreenda sua posição no mercado,
97 estabeleça um ponto de referência com os concorrentes e descubra oportunidades externas à organização. Os subsídios gerados pelo monitoramento são: uma base de dados coletados, e um relatório analítico com tendências em tecnologias, práticas e pesquisas. Novas oportunidades e ameaças também são listadas.
O segundo passo do workflow é o método Cenários. O Centro de P&D usa as tendências descobertas no monitoramento para imaginar cenários possíveis. O foco neste método é selecionar o cenário mais provável, o cenário ideal, e o pior cenário possível, assim como os fatores que levam a eles. O subsídio gerado é um relatório com todos esses cenários e os fatores que os causam.
O terceiro passo do workflow é o método SWOT. Conforme definido no
workflow, a Divisão de Pesquisa realiza a sua execução, usando os dois conjuntos de
subsídios (produzidos nos passos anteriores) para definir a matriz TOWS. Os dados contidos nos subsídios anteriores são levados em consideração. O subsídio gerado neste método é um relatório com todos os Pontos Fortes, Fracos, Oportunidades e Ameaças da organização em relação ao assunto do FTA.
O quarto passo é o método Delphi. Os subsídios dos passos anteriores são usados na criação de questionários, que contém propostas de possíveis ações. Especialistas do Centro de P&D analisam as ações propostas e capacidade técnica da organização para implementá-las. Uma vez que seja alcançado um consenso, o subsídio gerado é o relatório final do Delphi. O relatório detalha o consenso das opiniões dos especialistas, podendo incluir algumas opiniões individuais que representem contrapontos importantes ao consenso, de acordo com a análise dos moderadores do
Delphi.
O último passo do workflow é o método de Análise dos Stakeholders. Ele identifica e classifica os indivíduos ou grupos que podem afetar ou serem afetados pelas ações propostas no passo Delphi. Este método também pode ser usado para descobrir se uma ação é politicamente inválida ou inviável. O subsídio gerado neste passo é um relatório explicando o impacto de cada ação e indicando as direções em como lidar com as partes interessadas antes da ocorrência dos conflitos.
Ao final da execução, a Divisão de Pesquisa deve compilar todos os subsídios gerados em um relatório completo e o processo TIAMAT típico termina no processo decisório.
Nesta seção iremos analisar se o workflow proposto para este cenário ilustrativo é eficiente e como a ordem de execução dos métodos de FTA impacta o resultado final
98 do FTA. A ordem de execução afeta as entradas disponíveis (subsídios) para cada método de FTA. Neste cenário ilustrativo, colocamos propositalmente o método Cenários em uma posição inapropriada do workflow. Desta forma, podemos notar que o FTA resultante parece ser um tanto desarticulado. Uma opção melhor seria produzir cenários apenas após o método SWOT, porque o método Cenários iria receber mais e melhores informações, resultando em cenários mais detalhados e precisos. O método
Delphi, por sua vez, passaria a ser focado na análise dos cenários produzidos e suas
causas. Sendo assim, é importante chamar a atenção ao fato de que é possível realizar diversas combinações na ordenação de métodos de FTA e na escolha de seus responsáveis, implicando em alterações profundas nos dados de entrada e de saída (subsídios) de cada método – até quando comparamos FTAs que utilizam o mesmo conjunto de métodos. Essas variações podem ser usadas para dar maior flexibilidade ao FTA, permitindo aos pesquisadores alcançar objetivos diferentes.
A mudança proposta para melhorar o workflow apresentado na Figura 33 é trocar a ordem dos métodos Cenários e SWOT, conforme ilustrado na Figura 34. Embora a análise indique que o novo workflow seja mais eficiente, não é possível provar se o mesmo é ótimo para resolver o problema.
Figura 34. Exemplo de melhoria do workflow de FTA.